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    CURADORIA DECOLONIAL: MULHERES ARTISTAS, ARTE EDUCAÇÃO E ENSINO MÉDIO
    (USCS, 2026-03-12) ORTIZ, FABÍOLA; Priscila Ferreira, Perazzo; Perazzo, Priscila Ferreira; Aparício, Ana Silvia Moço; Cardoso, João Batista Freitas
    Esta dissertação insere-se no campo da arte educação e investiga a curadoria educativa como prática pedagógica situada, articulada a perspectivas decoloniais no ensino das artes visuais. O estudo parte da constatação da invisibilidade recorrente de mulheres artistas em currículos escolares e materiais didáticos do Ensino Médio, o que contribui para a manutenção de narrativas hegemônicas e para a limitação dos repertórios visuais dos estudantes. Diante desse contexto, o problema de pesquisa consiste em compreender de que modo a curadoria educativa, orientada por pressupostos decoloniais, pode contribuir para a construção de práticas pedagógicas que ampliem repertórios, tensionem ausências históricas e promovam experiências estéticas críticas no ensino das artes visuais. Assim, o objetivo geral do trabalho é investigar as potencialidades da curadoria educativa decolonial no Ensino Médio a partir da visibilização de mulheres artistas. Para tanto, adota-se uma abordagem qualitativa, de caráter interventivo, desenvolvida em contexto escolar, tendo como procedimento metodológico a realização de uma sequência de atividades fundamentadas no Object Based Learning. O referencial teórico articula contribuições dos campos da arte-educação, da mediação cultural, da cultura visual, da interculturalidade crítica e do pensamento decolonial, abordando as relações entre currículo, poder, experiência estética e construção de sentidos. Os resultados indicam que a curadoria educativa, compreendida como gesto pedagógico intencional e situado, favorece o engajamento dos estudantes, amplia repertórios visuais e contribui para a problematização de narrativas hegemônicas no ensino das artes visuais. Conclui-se que práticas curatoriais decoloniais no contexto escolar constituem um caminho potente para a construção de uma educação artística crítica, sensível às diferenças e comprometida com a valorização de narrativas historicamente silenciadas. Como produto educacional, a pesquisa apresenta um caderno educativo destinado a professores de artes visuais, contendo propostas pedagógicas e orientações para a implementação de práticas de curadoria educativa decolonial no Ensino Médio.
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    A SEQUÊNCIA DIDÁTICA DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO NO ENSINO MÉDIO: CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DE CAPACIDADES DE ARGUMENTAÇÃO DOS ESTUDANTES
    (USCS, 2026-02-09) Silva, Vitória Maria Vieira; Aparício, Ana Sílvia Moço; Aparício, Ana Sílvia Moço; Andrade, Maria de Fátima Ramos de; Prados, Rosália Maria Netto
    Este estudo tem como foco identificar de que modo a sequência didática do gênero artigo de opinião potencializa a competência argumentativa do estudante do ensino médio. Assim, partiu-se da seguinte pergunta de pesquisa: quais as contribuições do trabalho com a sequência didática do gênero artigo de opinião para o desenvolvimento das capacidades de argumentação do estudante no ensino médio? O objetivo geral da pesquisa é investigar possíveis contribuições do trabalho com a sequência didática do gênero artigo de opinião para o desenvolvimento das capacidades de argumentação do estudante no ensino médio. Do ponto de vista metodológico, esta pesquisa caracteriza-se dentro do paradigma qualitativo, de natureza aplicada do tipo intervencionista na própria prática. Para a coleta de dados, foi desenvolvida uma sequência didática do gênero textual artigo de opinião, baseada nos estudos de Joaquin Dolz e Bernard Schneuwly, e sustentada pelas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular acerca do ensino da argumentação. A partir deste dispositivo metodológico, foram selecionados 3 pares de textos, considerando as produções iniciais e finais, com vistas a analisar a evolução da capacidade argumentativa dos estudantes. Os resultados revelaram contribuições para o desenvolvimento da capacidade de argumentação dos estudantes do ensino médio, visto que houve a identificação de melhora do raciocínio argumentativo dos estudantes e evolução da estrutura textual. Como produto educacional, propõe-se um material de apoio, em formato de e-book, para professores de língua portuguesa, a fim de auxiliar no planejamento e desenvolvimento de sequências didáticas do gênero artigo de opinião.
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    A GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PRÁTICAS E DESAFIOS EM INSTITUIÇÕES DA REDE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL
    (USCS, 2026-02-02) Putini, Raquel Maria; Miranda, Nonato Assis de; Miranda, Nonato Assis de; Garcia, Paulo Sérgio; Vituriano, Hercília Maria de Moura
    A gestão democrática, princípio estruturante da educação brasileira, orienta a organização das instituições de Educação Infantil e demanda práticas de participação, diálogo e corresponsabilização no cotidiano escolar. No município de São Caetano do Sul, onde a rede apresenta tradição normativa e consolidada estrutura de atendimento, ainda persistem desafios para garantir que tais princípios se materializem de forma equânime entre as unidades. Partindo desse cenário, esta pesquisa buscou responder como os princípios da gestão democrática são compreendidos e expressos nas práticas das diretoras das instituições de Educação Infantil do município, bem como quais desafios se colocam para sua efetivação. O objetivo geral consistiu em analisar como os princípios da gestão democrática são implementados nas escolas de Educação Infantil da rede municipal de São Caetano do Sul, identificando as práticas adotadas e os desafios enfrentados pelas equipes gestoras. A investigação adotou abordagem qualitativa, utilizando análise documental dos Projetos Político-Pedagógicos das cinco instituições participantes e entrevistas semiestruturadas com suas diretoras, permitindo triangulação entre o discurso institucional, o vivido no cotidiano e as referências teóricas da área. O referencial teórico abrange contribuições sobre gestão democrática, participação, escuta das crianças e organização da Educação Infantil. Os resultados evidenciaram avanços na formalização da participação em documentos oficiais, mas também revelaram fragilidades na institucionalização de práticas coletivas, na atuação dos órgãos colegiados e na ampliação da participação das famílias e das crianças nos processos decisórios. As gestoras reconhecem a importância da gestão democrática, embora enfrentem limites estruturais, culturais e organizacionais que impactam sua implementação. Conclui-se que o fortalecimento da gestão democrática exige formação continuada, revisão de dispositivos institucionais e ampliação de espaços de diálogo. Como produto educacional resultante do mestrado profissional, foi elaborado um blog de autoformação destinado às equipes gestoras da Educação Infantil. Nesse espaço, reúnem-se materiais de estudo, orientações e subsídios práticos com o intuito de apoiar e fortalecer processos participativos no cotidiano das instituições.
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    POTENCIALIZANDO A CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS INCLUSIVAS NA ESCOLA: DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM E REALIDADE AUMENTADA
    (USCS, 2026-02-03) Amaral, Patrícia Bezerra; Renders, Elizabete Cristina Costa; Renders, Elizabete Cristina Costa; Brito, Carlos Alexandre Felício; Garrutti, Érica Aparecida
    Diante do desafio de eliminar as barreiras que dificultam à aprendizagem e a participação de todos os estudantes nos processos de ensino e aprendizagem, esta pesquisa tem como questão norteadora: qual é a contribuição das diretrizes do Desenho Universal para Aprendizagem na validação das condições de acessibilidade de um Objeto de Aprendizagem? O objetivo geral deste estudo consiste em compreender como os princípios do Desenho Universal para Aprendizagem (DUA), aliados ao uso de cards provenientes da Plataforma de Realidade Aumentada nas Escolas, podem contribuir para a promoção da equidade nas práticas de ensino nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Metodologicamente adotou-se os procedimentos da pesquisa de desenvolvimento (Design Based Research – DBR) que privilegia a interação entre pesquisadores e participantes no desenvolvimento de soluções para o processo de ensino-aprendizagem. A investigação contou com a participação de três professoras de redes municipais de ensino do Grande ABCD Paulista. Do ponto de vista teórico, o estudo fundamenta-se no paradigma da Educação Inclusiva, nos princípios do Desenho Universal para Aprendizagem, na metodologia INTERA que integra tecnologias digitais como a Realidade Aumentada (RA), e nas concepções de desenvolvimento profissional docente baseadas na reflexão crítica sobre a prática. Nesse contexto, a metodologia DBR revelou-se essencial para um processo de investigação formativa e para a criação, aprimoramento e validação do produto educacional proposto. Os resultados da pesquisa apontaram que a articulação entre os princípios do DUA e o uso da RA, ampliou o engajamento, a representação e as formas de ação e expressão dos estudantes. Essa aproximação tornou-se evidente nas reflexões das professoras, que utilizaram os cards da plataforma “RA nas Escolas” e contribuíram para validar sua acessibilidade. Contudo, as análises realizadas também revelaram desafios estruturais, como problemas de conectividade e falta de equipamentos, indicando que práticas inclusivas exigem tanto formação docente quanto condições materiais adequadas. Além disso, ressaltaram a importância da formação continuada como espaço de reflexão e a necessidade de novas investigações sobre o uso de tecnologias acessíveis. O produto educacional, denominado Caderno Didático Digital, foi concebido como um recurso pedagógico e formativo que visa o desenvolvimento da docência na perspectiva da educação inclusiva. Subsidiado pelos princípios do DUA e no uso da RA, ele contribui para ampliar a acessibilidade curricular, diversificar as formas de representação, engajamento e expressão, e fortalecer práticas pedagógicas inclusivas e equitativas no contexto escolar.
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    ENTRE CENAS E SENTIDOS: A SEMIÓTICA DA APRENDIZAGEM GRAMATICAL NO ENSINO MÉDIO TÉCNICO DE LÍNGUA INGLESA
    (USCS, 2026-02-13) MOTA, JEFFERSON SOBRAL; Brito, Carlos Alexandre Felício; Brito, Carlos Alexandre Felício; Lima, Leandro Bueno; Azevedo, Adriana Barroso de
    As transformações tecnológicas, comunicacionais e pedagógicas que marcam a contemporaneidade impõem novos desafios ao ensino da língua inglesa no Ensino Médio Técnico, especialmente diante da persistência de práticas tradicionais centradas na memorização gramatical e desvinculadas do uso real da linguagem. O presente trabalho investiga como estudantes desse segmento representam conteúdos gramaticais por meio da criação de vídeos, entendendo tais produções como práticas simbólicas capazes de integrar linguagens verbais, visuais e sonoras em processos de construção de sentido. A pesquisa analisa o percurso histórico do ensino de inglês no Brasil, discutindo políticas públicas, reformas e tensões entre o currículo prescrito e o realizado, evidenciando que a aprendizagem permanece limitada quando desconectada das experiências socioculturais dos alunos. Adota-se a abordagem de pesquisa de desenvolvimento, estruturada em ciclos iterativos que articulam diagnóstico, planejamento, intervenção e análise, permitindo compreender como signos gramaticais são apropriados e ressignificados nas produções audiovisuais. Os dados qualitativos e quantitativos subsidiam a compreensão das representações discentes sobre aprender inglês e revelam que a produção de vídeos favorece engajamento, autonomia, criatividade, reflexão crítica e deslocamentos positivos na aprendizagem. Os resultados indicam que práticas multimodais ampliam o repertório semiótico, estimulam a atenção consciente às formas linguísticas e tornam o estudo da gramática mais contextualizado, significativo e funcional. Como produto educacional, apresenta-se um guia metodológico que sistematiza um modelo replicável para o uso pedagógico da criação audiovisual no Ensino Médio Técnico, oferecendo orientações práticas para professores, fundamentadas na integração entre linguagem, tecnologia, comunicação e protagonismo estudantil. Em suma, o estudo mostra que a articulação entre pedagogias ativas, recursos digitais e uma visão ampliada de linguagem constitui um caminho promissor para a renovação do ensino de inglês e para a formação de jovens capazes de atuar criticamente em diferentes esferas sociais e profissionais.
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    O PAPEL DO GESTOR NA CONSTRUÇÃO DA CULTURA INCLUSIVA COM A IMPLEMENTAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO ESPECIAL
    (USCS, 2026-02-10) Silva, Gabriela Bandeira da; Wandercil, Marco; Wandercil, Marco; Renders, Elizabete Cristina Costa; Cenci, Adriane
    Esta dissertação tem como objetivo analisar como os gestores escolares da rede municipal de São Caetano do Sul interpretam e traduzem, no contexto da prática, os princípios da Política Municipal de Educação Especial a Serviço da Educação Inclusiva. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritivo-analítica, que articulou análise documental, aplicação de questionário a 37 gestores escolares (diretores, coordenadores, orientadores educacionais e assistentes de direção) e entrevista semiestruturada com a diretora do Núcleo de Apoio à Educação Inclusiva (NAEI). O estudo fundamenta-se nos aportes teóricos do Ciclo de Políticas (Bowe, Ball e Gold) e da Burocracia de Nível de Rua (Lipsky), compreendendo que a política pública não se realiza de forma automática, mas é continuamente reinterpretada e ressignificada pelos agentes implementadores. Os resultados evidenciam avanços na institucionalização da política municipal, especialmente quanto à oferta de Atendimento Educacional Especializado (AEE), à atuação de equipes multidisciplinares e às iniciativas de formação continuada. Entretanto, persistem desafios relacionados à formação situada, à articulação intersetorial, às barreiras atitudinais e às limitações estruturais, revelando tensões entre o texto normativo e o contexto da prática. Conclui-se que a efetividade da política depende da capacidade de articulação entre instâncias centrais e unidades escolares, do fortalecimento das capacidades institucionais e da consolidação de uma cultura inclusiva sustentada por práticas colaborativas e liderança pedagógica. O estudo também apresenta como produto educacional um Guia de Orientação para Gestores Escolares, elaborado a partir dos achados da pesquisa, com vistas a apoiar a implementação qualificada da política municipal.
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    CICLO DE AVALIAÇÃO FORMATIVA: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE GESTORES ESCOLARES
    (USCS, 2026-02-12) Gouveia, Fábio Aviles; Garcia, Paulo Sérgio; Garcia, Paulo Sérgio; Silva, Marco Wandercil da; Brandalise, Mary Ângela Teixeira
    O presente estudo insere-se no campo da avaliação educacional e da gestão educacional e tem como foco compreender as representações sociais de gestores escolares sobre o ciclo de avaliação formativa enquanto estratégia de desenvolvimento profissional docente. A pesquisa parte do reconhecimento de que a avaliação, tradicionalmente associada a processos classificatórios, pode assumir um papel formativo e transformador quando concebida como uma abordagem de retroalimentação e promoção da aprendizagem. O objetivo geral é analisar as representações sociais de um grupo de gestores escolares de uma rede privada sobre o Ciclo de Avaliação Formativa para Gestores como estratégia de desenvolvimento profissional docente. O estudo foi desenvolvido com base em uma abordagem qualitativa, exploratória e interpretativa, utilizando questionários qualitativos online abertos e registros em diário de bordo, cujos dados foram processados com o software IRaMuTeQ e analisados segundo a Classificação Hierárquica Descendente de Reinerd para identificar categorias e classes de sentido. A fundamentação teórica articula a teoria das representações sociais, de Serge Moscovici, à concepção de avaliação formativa desenvolvida por Black e Wiliam, Moss e Brookhart, e Garcia, especialmente no modelo de ciclo formativo para gestores. Os resultados evidenciam que o ciclo de avaliação formativa é percebido como uma prática de mediação pedagógica que favorece o diálogo, o feedback qualificado e a aprendizagem colaborativa, embora ainda encontre resistências culturais e estruturais nas escolas. As conclusões apontam que as representações sociais dos gestores oscilam entre visões gerenciais e formativas, sendo o ciclo reconhecido como um mecanismo de aprimoramento profissional e de práticas pedagógicas. Como produto educacional, foi desenvolvido um manual formativo destinado a orientar gestores na implantação do ciclo de avaliação formativa em seus contextos institucionais, oferecendo estratégias práticas, fundamentação teórica e orientações para a condução de processos avaliativos voltados ao desenvolvimento docente. Os dados desta dissertação podem ser usados para fomentar discussões na formação de gestores.
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    A PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA FRENTE ÀS ORIENTAÇÕES DO CURRÍCULO PAULISTA
    (USCS, 2025-02-09) Vaccari, Bruno Guimarães; Sá, Ivo Ribeiro de; Sá, Ivo Ribeiro de; Brito, Brito; Antunes, Rita de Cássia Franco de Souza
    Esta dissertação investigou a prática pedagógica de professores de Educação Física do Ensino Médio da rede estadual paulista, buscando compreender como esses docentes constroem sentidos sobre seu trabalho diante das orientações curriculares contemporâneas, especialmente aquelas estabelecidas pelo Currículo Paulista. Partindo do reconhecimento de que as reformas educacionais recentes ampliaram responsabilidades docentes, redefiniram conteúdos e reorganizaram o papel formativo da disciplina, o estudo procurou analisar de que maneira essas diretrizes influenciam as interpretações e decisões pedagógicas dos professores no cotidiano escolar. O objetivo geral consistiu em analisar como os docentes interpretam, incorporam e ressignificam sua prática pedagógica diante das orientações oficiais, considerando os fatores que favorecem ou dificultam esse processo. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, articulando análise documental, entrevistas semiestruturadas com professores da rede estadual e análise textual pelo método de Classificação Hierárquica Descendente (CHD). Esse procedimento permitiu identificar núcleos de sentido que evidenciam três dimensões principais no discurso docente: a compreensão ampliada da Educação Física como expressão da cultura corporal de movimento, em consonância com as orientações curriculares; a presença de obstáculos estruturais, pedagógicos e institucionais que limitam a efetivação dessas diretrizes; e as estratégias de adaptação pedagógica mobilizadas pelos professores para lidar com as demandas do currículo no contexto concreto da escola. Os resultados indicam que os professores reconhecem a ampliação conceitual da Educação Física proposta pelos documentos oficiais, especialmente no que se refere à valorização da cultura corporal e à integração da disciplina à área de Linguagens. Entretanto, a análise também revelou a presença de cognemas que operam como obstáculos à implementação dessas orientações, relacionados principalmente às condições materiais da escola, às limitações na formação continuada e às tensões entre o currículo prescrito e o trabalho real docente. Diante dessas condições, os professores mobilizam criatividade, negociação curricular, adaptações metodológicas e apoios externos para sustentar o engajamento dos estudantes e atribuir sentido às propostas curriculares em sua prática cotidiana. As conclusões indicam a necessidade de políticas formativas mais alinhadas às demandas reais da escola, bem como de condições institucionais que favoreçam espaços de reflexão coletiva sobre a prática docente. Como produto educacional, o estudo apresenta um guia reflexivo destinado a apoiar professores de Educação Física na análise crítica de suas práticas pedagógicas frente às orientações curriculares, oferecendo instrumentos de autoavaliação, estudos de caso e propostas colaborativas de planejamento com o objetivo de fortalecer a autonomia docente e a ressignificação curricular no contexto escolar.
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    “PAI, NÃO É ÍNDIO, É INDÍGENA!”: ARTE INDÍGENA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
    (USCS, 2025-12-02) Oliveira, Roberta Aline Costa; Silva, Marta Regina Paulo da
    Esta pesquisa parte da concepção de criança como sujeito ativo na construção do conhecimento, com direito a vivenciar múltiplas culturas. Assim, alinhada à Lei 11.645/2008, propõe-se a responder à seguinte questão: Quais são as possibilidades de construção de contextos investigativos sobre a arte indígena com crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil, residentes em áreas urbanas, que favoreçam o respeito, a valorização e a interlocução com os saberes e as expressões culturais dos povos indígenas? Partindo de tal premissa, tem-se, como objetivo geral: investigar as possibilidades de construção de contextos investigativos sobre a arte indígena com crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil, residentes em áreas urbanas, de modo a promover o respeito, a valorização e a interlocução com os saberes e as expressões culturais dos povos indígenas. Em relação aos objetivos específicos, são eles: I) Identificar os saberes que as crianças têm sobre a cultura indígena; II) Compreender as orientações presentes no Currículo da Rede Municipal de Educação de Diadema e no Projeto Político-Pedagógico da unidade escolar no que se refere ao trabalho com a cultura indígena; III) Analisar a viabilidade do trabalho com a arte indígena por meio de contextos investigativos na Educação Infantil; IV) Estabelecer um intercâmbio entre as crianças do contexto urbano da Emei e as crianças indígenas da aldeia Krukutu; V) A partir da análise dos resultados, elaborar um produto educacional que contribua para a valorização dos saberes indígenas no cotidiano pedagógico da Educação Infantil. A investigação adota uma abordagem qualitativa, de natureza aplicada, com foco em uma intervenção pedagógica realizada por meio de contextos investigativos com crianças não indígenas de 4 a 5 anos em uma pré-escola da cidade de Diadema (SP). A produção de dados ocorreu por meio de escuta sensível, observação e registros em diários de bordo, fotografias, filmagens e produções das próprias crianças. O referencial teórico fundamenta-se em autores(as) como Paulo Freire, Marta Regina de Paulo Silva, Maria Carmem Silveira Barbosa, Maria da Graça Souza Horn, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Glória Kok, Vera Maria Candau, além dos(as) artistas Délio Saraiva, Denilson Baniwa e Arissana Pataxó, em diálogo com a legislação educacional vigente. Os resultados indicam que é possível realizar propostas significativas a partir de contextos investigativos nos quais as crianças são protagonistas de suas pesquisas, ampliando o olhar sobre a arte e as culturas indígenas. Desse modo, reforça-se a importância de oportunizar tais vivências desde a Educação Infantil, como possível caminho para a formação de uma sociedade mais respeitosa e livre de preconceitos. Contudo, identificaram-se desafios no contexto escolar, como a carência de formação docente específica, a limitação de materiais pedagógicos e a reprodução de estereótipos. Ademais, constatou-se que a falta de conhecimento por parte da comunidade escolar e das famílias contribui para abordagens inadequadas sobre os povos indígenas, cuja cultura é profundamente diversa e merece reconhecimento e valorização. Conclui-se que é urgente promover uma formação crítica voltada à comunidade escolar e local, bem como ampliar os acervos pedagógicos e transformar as práticas educativas, de modo a combater preconceitos e discriminações. Como produto educacional, propõe-se a elaboração de um caderno pedagógico em formato de e-book, com orientações sobre a Lei 11.645/08, destinado a educadores(as) da Educação Infantil, a fim de ampliar e qualificar a abordagem da temática indígena de forma ética, respeitosa e sensível.
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    ENSINO E APRENDIZAGEM DO PENSAMENTO ALGÉBRICO NO ENSINO MÉDIO: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS
    (USCS, 2025-06-27) Ferauche, Victor; Brito , Carlos Alexandre Felício
    O pensamento algébrico refere-se à capacidade de compreender e utilizar a álgebra em práticas educacionais contextualizadas que permitam conectar o novo conhecimento ao que o estudante já sabe, sob a ótica de uma aprendizagem significativa. Esta pesquisa investigou os desafios e estratégias relacionados ao desenvolvimento do pensamento algébrico no ensino médio, tendo como foco a superação das dificuldades conceituais de estudantes em relação à linguagem algébrica, ao uso de variáveis e à modelagem de situações do cotidiano. A problemática da pesquisa centrou-se na possibilidade de promover a aprendizagem significativa desses conteúdos por meio de uma sequência didática ancorada nas habilidades previstas pela BNCC. O objetivo consistiu em compreender como os alunos constroem significados para os objetos algébricos ao longo de sua formação. A pesquisa apresentada classifica-se como qualitativa de natureza descritiva e interpretativa, com características do Design Experimental in Educational Research (EDeR), incluindo revisão de escopo para a aplicação do projeto experimental educacional por meio de oficina de matemática. O referencial teórico apoiou-se na teoria da aprendizagem significativa, com elaboração e validação de sequência didática matemática e nos fundamentos do pensamento algébrico. Os resultados registrados em mapas conceituais evidenciaram avanços nos modos como os alunos reconhecem padrões, generalizam expressões e estabelecem relações funcionais. Constatou-se ainda que o uso de estratégias lúdicas, como a criação de jogos do tipo escape room com conteúdos algébricos, favorece o engajamento, a colaboração e o protagonismo estudantil. Como desdobramento desta dissertação, foi elaborado o livro intitulado Escape Room na Escola: Manual Prático (ISBN: 978-65-01-46185-4). O material tem como objetivo construir uma atividade lúdica que possa explorar os conhecimentos algébricos para alunos do ensino médio. Estruturado em oito capítulos, o manual oferece fundamentos pedagógicos, modelos práticos, estratégias de mediação, propostas inclusivas e sugestões para o uso de versões digitais e híbridas. Trata-se de um recurso acessível, interdisciplinar e alinhado às diretrizes da BNCC, concebido para fomentar sequências didáticas e o protagonismo estudantil em ambientes escolares.
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    MULTILETRAMENTOS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
    (USCS, 2025-06-12) Neri, Vanessa Russo Braz; Andrade, MMaria de Fátima Ramos de
    O objetivo desta pesquisa foi analisar as contribuições da Pedagogia dos Multiletramentos à Educação Infantil, em uma escola do município de Santo André. A metodologia adotada foi intervencionista colaborativa, de abordagem qualitativa. A fundamentação teórica que orientou o estudo pautou-se principalmente nas contribuições de Roxane Rojo e pesquisadores do chamado grupo de Genebra, especialmente Joaquim Dolz e Bernard Schenewly. Com relação à primeira, adotou- se a perspectiva da Pedagogia dos Multiletramentos, que envolve a multiplicidade cultural e a multiplicidade semiótica de constituição de textos na contemporaneidade. No que tange à segunda, considerou-se a sequência didática como estratégia de ensino que organiza o processo de aprendizagem de forma flexível e estruturada, possibilitando que o professor se ajuste às necessidades e contextos dos alunos. Ademais, a investigação se apoiou nas orientações dos documentos oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular para Educação Infantil, as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil e a Proposta Curricular para a Educação Infantil, que orientam o desenvolvimento de habilidades diversificadas, associadas ao uso de tecnologias. Partindo de tal referencial, desenvolveu-se, com a professora colaboradora, uma sequência didática com uso de textos multimodais e analisaram- se as contribuições desse trabalho para a aprendizagem no segmento em foco. O exame dos dados obtidos nesse processo revelou avanços significativos na aprendizagem das crianças, evidenciando a importância de integrar a Pedagogia dos Multiletramentos à prática pedagógica desde a Educação Infantil, como forma de atender às exigências do contexto educacional atual e de preparar as crianças para os desafios contemporâneos. Além disso, foi possível constatar as contribuições desse processo para o desenvolvimento profissional das professoras — a pesquisadora e a colaboradora — que, diante do desafio de constituir parceria ao longo do planejamento e desenvolvimento de uma sequência didática não estabelecida previamente, precisaram rever suas práticas e conceitos ao longo do processo. Como produto educacional resultante da pesquisa, tenciona-se elaborar um e-book com práticas para inserção da Pedagogia dos Multiletramentos para a educação infantil.
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    BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DE UMA PRÁTICA ANTIRRACISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
    (USCS, 2025-08-07) Amaral, Vanessa Roberta do; Silva, Marta Regina Paulo da
    Ao explorar e conhecer diferentes culturas, as crianças têm a oportunidade de combater preconceitos, valorizar a diversidade e construir uma compreensão mais ampla e inclusiva do mundo. Nesse processo, os brinquedos e as brincadeiras desempenham um papel fundamental, pois permitem que as crianças experimentem, vivenciem e aprendam sobre distintas realidades culturais, contribuindo para o desenvolvimento de uma visão positiva da diversidade e para o enfrentamento do racismo desde os primeiros anos. Nessa perspectiva, este estudo propõe-se a responder à seguinte questão: como os brinquedos e as brincadeiras podem contribuir para a construção de uma prática pedagógica antirracista na Educação Infantil? O objetivo geral é compreender como os brinquedos e as brincadeiras podem contribuir com a construção de uma prática antirracista na Educação Infantil, segundo as percepções dos(as) docentes. A partir do objetivo geral, delinearam-se os seguintes objetivos específicos: i) identificar a presença de brinquedos e brincadeiras que remetam à temática racial na Educação Infantil no município de Santo André; ii) verificar as concepções das(os) docentes acerca do brincar com a temática racial na Educação Infantil; iii) identificar as possibilidades e os desafios, segundo as percepções das(os) docentes, no trabalho antirracista por meio das brincadeiras na Educação Infantil; iv) elaborar um produto educacional que contribua para a educação étnico-racial na Educação Infantil a partir do uso de brinquedos e brincadeiras. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória, utilizando como principal instrumento de produção de dados entrevistas semiestruturadas com seis professoras da rede pública de Educação Infantil do município de Santo André. Complementarmente, realizou-se a análise dos planejamentos pedagógicos elaborados pelas participantes, referentes ao período de quinze dias, cuja referência foi o currículo municipal de educação de Santo André. A análise dos dados pautou-se no método de análise de conteúdo de Laurence Bardin. O referencial teórico dialoga com os estudos sociais da infância e as discussões sobre as relações étnico-raciais. Os resultados apontam que o uso de brinquedos e brincadeiras tem sido uma estratégia adotada pelas professoras para promover práticas pedagógicas antirracistas na Educação Infantil, favorecendo o reconhecimento e a valorização da diversidade étnico-racial desde os primeiros anos escolares. No entanto, constatou-se que a disponibilidade de materiais que representem adequadamente diferentes culturas, especialmente, a presença de bonecas negras, ainda é limitada. As percepções das docentes também indicam a necessidade de formações continuadas específicas e de maior apoio institucional, de modo a ampliar o repertório pedagógico e fortalecer o compromisso com uma Educação Infantil mais inclusiva e antirracista. O produto educacional será um e-book voltado às(aos) educadores(as) da Educação Infantil. O material reunirá fundamentos teóricos e sugestões práticas sobre brinquedos e brincadeiras em uma perspectiva pedagógica antirracista. Com linguagem acessível e foco na aplicabilidade, o e-book busca apoiar a formação docente e incentivar práticas que valorizem a diversidade, enfrentem o racismo e contribuam para a construção de uma educação comprometida com o respeito às diferenças e a equidade.
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    INTERCULTURALIDADE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: A CULTURA E A MEMÓRIA JAPONESAS EM UMA ESCOLA DA REDE DE ENSINO FUNDAMENTAL DE RIBEIRÃO PIRES
    (USCS, 2025-08-05) Nascimento, Rosicler Maria do; Perazzo, Priscila Ferreira
    Esta pesquisa envolve educação intercultural e memória de Ribeirão Pires, uma das sete cidades que compõem a região do Grande ABC Paulista. Parte da reflexão das possibilidades de produção de material educacional que envolva a história e a memória da colônia de descendência japonesa formada na cidade há quase um século, considerando-se as perspectivas da história do tempo presente e da história local problema: Como professores de Ensino Fundamental I, de escolas de Ribeirão Pires, enfrentam, sob as perspectivas da educação intercultural, trabalhar em sala de aula com a memória local de Ribeirão Pires quanto à presença cultural japonesa, advinda do processo de imigração para o local? Tem como objetivo principal:Identificar os modos que professores de Ensino Fundamental I, de escolas de Ribeirão Pires enfrentam, sob as perspectivas da educação intercultural, trabalhar em sala de aula com a memória local de Ribeirão Pires quanto à presença cultural japonesa, advinda do processo de imigração para o local. Trata-se de uma Pesquisa Qualitativa, de metodologia narrativa e histórica, com coleta de dados documental, historiográfica, iconográfica e entrevistas semiestruturadas com professoras de 5o ano de Ensino Fundamental da rede pública de Ribeirão Pires. Concluiu-se que as concepções de interculturalidade não estão de acordo com as perspectivas teóricas desta pesquisa, e que o conteúdo referente à cultura e memória nipo-brasileiras ainda é ministrado tradicionalmente como conteúdo de imigração em História e Geografia. Desse modo, o produto educacional é direcionado para professores de Ribeirão Pires, com o intuito de que possam aprimorar suas aulas sobre as origens imigrantes na cidade, tomando sua formação cultural local. O material didático fortalece os professores na sua execução e possibilita aos estudantes a reflexão e a observação para com as diferentes culturas que cercam a cidade onde vivem, promovendo uma educação intercultural.
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    A LINGUAGEM DO OLHAR: A FOTOGRAFIA NA DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA DA CRECHE
    (USCS, 2025-11-10) Andrade, Patrícia Stecca Reis de; Silva, Marta Regina Paulo da
    Esta pesquisa foi desenvolvida em uma creche pública da Rede Municipal de Santo André/SP, com professoras que atuam com crianças de 0 a 3 anos, e teve como questão orientadora: Como a fotografia, enquanto linguagem, na documentação pedagógica, pode contribuir para tornar visíveis as expressões, descobertas e interações das crianças pequenas na creche? A partir dessa problemática, estabeleceu-se, como objetivo geral, compreender como a fotografia, enquanto recurso da documentação pedagógica, contribui para dar visibilidade às expressões, descobertas e saberes das crianças na creche. Parte-se do pressuposto de que a fotografia, integrada à documentação pedagógica, configura-se como linguagem ética, reflexiva e democrática, que valoriza os processos em curso e a participação de crianças, educadores(as) e famílias. Ao transformar momentos cotidianos em narrativas visuais, a fotografia promove a escuta sensível, amplia a reflexão docente e favorece a construção coletiva de sentidos sobre o vivido. O referencial teórico está embasado nos estudos sobre infância, documentação pedagógica e fotografia como linguagem cultural, compreendendo a criança como sujeito de direitos e produtora de cultura. No caso da documentação pedagógica, ela é concebida como prática democrática e formativa, capaz de potencializar a escuta e a reflexão docente a partir dos registros visuais. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, por meio de pesquisa colaborativa, envolvendo entrevistas, observação participante, registros fotográficos e encontros formativos com as docentes participantes. Os resultados indicam que, embora a fotografia já estivesse presente nas práticas cotidianas, sua utilização nem sempre ocorria com intencionalidade pedagógica. O processo formativo colaborativo possibilitou a ressignificação dessa prática, ampliando o olhar docente para as múltiplas linguagens das crianças e fortalecendo o diálogo entre creche, famílias e comunidade. Os registros fotográficos revelaram expressões de curiosidade, encantamento e concentração, evidenciadas em gestos, olhares e interações. Assim, mostraram descobertas ligadas à exploração do corpo, do espaço e dos materiais, bem como trouxeram à tona saberes construídos coletivamente nas brincadeiras, nas relações entre pares e nas interações com adultos(as). Como desdobramento da investigação, foi elaborado um produto educacional no formato de catálogo fotográfico, concebido como recurso formativo, que articula imagem, escuta e reflexão, contribuindo para a consolidação de práticas pedagógicas mais sensíveis, democráticas e intencionais na Educação Infantil.
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    PEDAGOGIA DA ESCUTA: A HISTÓRIA DE VIDA NO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES E PROFESSORAS
    (USCS, 2025-08-11) Silva, Oberlândio Santos; Perazzo, Priscila Ferreira
    A presente dissertação emerge da minha própria história de vida e do processo de constituição como professor, investigando como a Pedagogia da Escuta, pautada nas narrativas de histórias de vida de professores e professoras do ensino médio, pode contribuir para o desenvolvimento profissional docente. Diante da questão apresentada, temos como objetivo central descrever os modos pelos quais a Pedagogia da Escuta pode contribuir para o desenvolvimento profissional docente. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e delineamento de campo, com ênfase na descrição, comparação e reflexão acerca dos conceitos, cenários narrativos, sujeitos e autores que fundamentam o estudo. Essa caracterização corrobora a adoção de uma abordagem interpretativista, uma vez que os dados foram construídos socialmente e de maneira colaborativa, por meio de narrativas e produções elaboradas pelos próprios professores e professoras participantes da pesquisa aplicada. Em um cenário educacional atravessado por exigências técnicas, fragmentação das práticas e desafios relacionados à gestão do tempo, este estudo propõe a valorização da Pedagogia da Escuta como uma atitude formativa e valorativa, sustentada por autores como Rinaldi, Malaguzzi, Dowbor, Dunker, Bragança, Nogueira e Freire. A investigação reconhece, ainda, as histórias de vida como fontes legítimas de conhecimento e formação, dialogando com os aportes teóricos de Nóvoa, Vaillant, Garcia, Chauí, Nias, Momberger, Imbernón, Dominicé, Apple e Jungck, entre outros. Tais referenciais contribuem para compreender que os educadores constroem suas trajetórias pessoais e profissionais a partir de experiências marcadas desde a infância, quando já brincavam de ser professores e professoras, até os desafios enfrentados no seio familiar, as inspirações docentes que os influenciaram, as vivências escolares e universitárias significativas e os primeiros contatos com a prática pedagógica em sala de aula. Esses percursos revelam-se como processos formativos orgânicos, compostos por aprendizagens cotidianas que articulam o “aprender a aprender”, o “ser”, o “conviver” e o “fazer”, tendo, como catalisadoras, as histórias de vida. Com base na metodologia inspirada nos estudos de Delory-Momberger, foi desenvolvido um Ateliê de Produções de Relatos e Escutas com sete docentes da Escola Social Marista, situada na zona leste da cidade de São Paulo. Por meio do compartilhamento de experiências, os participantes puderam reconhecer o valor formativo de suas trajetórias, promovendo uma ressignificação da profissão e de suas práticas pedagógicas, além do fortalecimento da identidade profissional. A análise dos dados evidencia que a escuta sensível e a partilha de narrativas configuram-se como dispositivos potentes de transformação das ações educativas e de reconhecimento das subjetividades docentes como elementos centrais da formação. Como produto educacional, foram desenvolvidos: o guia “Mandala da Vida: Ateliês de Produção de Relatos e Escutas” e o jogo de cartas “Eu relato, você escuta!”, cujo objetivo é promover a replicabilidade da proposta. A pesquisa aponta, portanto, para a urgência da criação de tempos e espaços formativos, como itinerários, que priorizem a escuta ativa, o acolhimento e a valorização das histórias de vida, considerando, ainda, seus desejos, necessidades e desafios reais, reconhecendo que, ao acolher suas vozes por meio da escuta, possibilita-se o desdobramento de práticas que verdadeiramente potencializam seu desenvolvimento profissional e existencial.
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    ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO PROGRAMA JOVEM APRENDIZ: NARRATIVAS DOS COORDENADORES
    (USCS, 2025-03-11) Carvalhinhos , Maurício Costa; Miranda, Nonato Assis de
    O presente trabalho investiga a organização e a gestão do Programa Jovem Aprendiz, tendo como objeto de pesquisa a função de coordenação exercida em instituições formadoras. Insere-se na linha de pesquisa Política e Gestão da Educação, do Programa Profissional de Pós-Graduação em Educação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), dedicada à análise das políticas públicas de educação e seus desdobramentos na gestão de sistemas e unidades escolares. O objetivo geral consistiu em compreender como os coordenadores organizam e gerenciam o Programa Jovem Aprendiz, com foco no acompanhamento da formação dos jovens, nos desafios enfrentados e nas estratégias de gestão adotadas para garantir a efetividade da política. Em relação aos objetivos específicos, estabeleceram-se os seguintes: (i) analisar a estrutura organizacional e a gestão pedagógica do programa; (ii) identificar os principais desafios enfrentados pelos coordenadores; (iii) explorar estratégias de gestão voltadas à qualidade da formação teórico-prática; (iv) investigar o papel do coordenador como mediador entre empresas, instituições formadoras e aprendizes; e (v) propor uma formação continuada específica para esses profissionais. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo-analítico. O corpus empírico foi composto de entrevistas semiestruturadas, realizadas com dez coordenadores, selecionados conforme critérios de experiência profissional e diversidade regional. O material foi transcrito e submetido à análise de conteúdo, complementada pela triangulação com documentos institucionais e o referencial teórico. Os resultados mostram que a função de coordenação extrapola o caráter administrativo e assume a forma de uma prática educativa humanizadora, pautada na escuta, no cuidado e na mediação entre diferentes atores. Essa concepção reafirma a centralidade da dimensão formativa na gestão, evidenciando o papel do coordenador como mediador de saberes e de relações. Os principais desafios identificados foram a carência de formação específica, a ausência de articulação sistemática com as empresas e a necessidade de conciliar tensões entre a lógica de mercado e a função social da aprendizagem. Em contrapartida, os coordenadores relataram estratégias marcadas pela inventividade e pela resiliência, incluindo acompanhamento individualizado, mediação de conflitos, fortalecimento de redes interinstitucionais e desenvolvimento de uma pedagogia da presença e do cuidado, inspirada em Paulo Freire. Como produto educacional, propõe-se a realização de um workshop de formação continuada destinado a coordenadores do Programa Jovem Aprendiz. O intuito dessa ação é sistematizar boas práticas, aprofundar temas legais, pedagógicos e de gestão, bem como fortalecer a identidade profissional desses sujeitos estratégicos na política pública de aprendizagem.
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    FORMAÇÃO DOCENTE PARA A PRÁTICA INCLUSIVA: DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
    (USCS, 2025-12-08) Pires, Luciana Lessa; Renders, Elizabete Cristina Costa
    Cada criança aprende de forma singular. Assim, formar professores para atuarem de modo inclusivo na Educação Infantil exige repensar práticas e ampliar os olhares sobre a diversidade humana. Reconhecer a variabilidade nos processos de aprender e ensinar é fundamental para a construção de contextos pedagógicos acessíveis e equitativos. Nessa perspectiva, a pesquisa tratou da educação inclusiva, buscando compreender como as práticas docentes podem favorecer o engajamento e a aprendizagem de todas as crianças. Participaram do estudo duas coordenadoras e quatro professoras atuantes na Educação Infantil de uma escola particular do ABC Paulista. A pergunta que impulsionou a pesquisa foi: Que ações inclusivas se evidenciam no planejamento das docentes participantes da pesquisa e quais ações formativas, por meio do Desenho Universal para Aprendizagem, podem apoiar a construção de práticas inclusivas que atendam ao perfil e às necessidades de cada criança na Educação Infantil? O objetivo geral consistiu em contribuir para a construção de processos formativos voltados à prática equitativa na perspectiva do Desenho Universal para Aprendizagem, favorecendo propostas que contemplem diferentes formas de engajamento, representação e ação e expressão. Os objetivos específicos foram: (1) apoiar a construção do planejamento e as práticas pedagógicas inclusivas a partir do Desenho Universal para Aprendizagem no contexto da Pedagogia das Estações; (2) promover a reflexão da prática pedagógica inclusiva por meio de instrumentos de verificação; (3) contribuir com o projeto Realidade Aumentada nas Escolas, avaliando as condições de acessibilidade de seus cards em uma das estações de aprendizagem; e (4) desenvolver o produto educacional a partir dos artefatos pedagógicos produzidos na pesquisa como ferramenta de formação continuada e incentivo às práticas inclusivas e acessíveis. Com abordagem qualitativa, a investigação utilizou as metodologias Pesquisa de Desenvolvimento e Pesquisa Narrativa, em cinco encontros online e duas vivências. Os resultados indicaram avanços na reflexão sobre o planejamento e a prática pedagógica inclusiva, evidenciando que a formação continuada, quando dialógica e colaborativa, pode transformar concepções e práticas. Quanto à acessibilidade dos cards do projeto Realidade Aumentada nas Escolas, as participantes consideraram o recurso promissor, porém com linguagem complexa para crianças pequenas, sugerindo a criação de novos temas mais próximos do universo da Educação Infantil. Como desdobramento, desenvolveu-se um produto educacional voltado à formação docente continuada, composto por seis artefatos pedagógicos: três vídeos formativos e três instrumentos reflexivos, destinados a orientar a reflexão docente e apoiar práticas inclusivas na Educação Infantil. A pesquisa integrou o macroprojeto “Desenvolvimento da docência na perspectiva da educação inclusiva: dispositivos didáticos e práticas de ensino acessíveis”, com apoio do CNPq, Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
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    SEQUÊNCIA DIDÁTICA DE PRODUÇÃO DE TEXTOS MULTIMODAIS E MULTISSEMIÓTICOS: CONTRIBUIÇÕES PARA A APRENDIZAGEM DA ESCRITA
    (USCS, 2025-02-03) Martins, Karina dos Nascimento; Aparício, Ana Sílvia Moço
    O objetivo central desta pesquisa foi analisar as contribuições de uma Sequência Didática focada na produção gêneros textuais multimodais e multissemióticos para a aprendizagem da escrita, desenvolvida com alunos do 5o ano do Ensino Fundamental em uma escola municipal da região do Grande ABC paulista. A metodologia adotada foi intervencionista colaborativa, de abordagem qualitativa, com a intervenção no processo pedagógico em parceria da professora pesquisadora com a professora colaboradora, regente da classe. A fundamentação teórica que orientou o estudo teve como base, principalmente, os conceitos apresentados por Roxane Helena Rodrigues Rojo e Joaquim Dolz. Amparadas por Roxane Helena Rodrigues Rojo adotamos a perspectiva da Pedagogia dos Multiletramentos, que envolve a multiplicidade cultural e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos na contemporaneidade. Com base nos estudos de Joaquim Dolz e colaboradores, adotamos a Sequência Didática como uma estratégia de ensino que organiza o processo de aprendizagem de forma estruturada e flexível, permitindo que o professor se ajuste às necessidades e contexto dos alunos. Além disso, a pesquisa se apoiou nas orientações dos documentos oficiais atuais, como a Base Nacional Comum Curricular e o Currículo Paulista no que tange ao desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita a partir de textos multimodais e multissemióticos. Com base nesse referencial, desenvolvemos com a professora colaboradora uma sequência didática com o gênero folder e analisamos as contribuições desse trabalho para o desenvolvimento de habilidades de escrita dos alunos. A análise do conjunto de dados gerados nesse processo (interações com a professora colaboradora; interações com os alunos e entre os alunos, produções dos alunos) revelou progressos significativos nas habilidades de escrita dos alunos, ressaltando a importância de integrar a Pedagogia dos Multiletramentos e a Sequência Didática na prática pedagógica, como forma de atender às exigências do contexto educacional atual e de preparar os estudantes para os desafios comunicacionais contemporâneos. Além disso, foi possível verificar também as contribuições desse processo para o desenvolvimento profissional das professoras, a pesquisadora e a colaboradora, que, diante do desafio de constituir a parceria no processo de planejamento e desenvolvimento de uma sequência didática que não é previamente estabelecida, tiveram que rever suas crenças e práticas ao longo do processo. Como produto educacional decorrente da pesquisa, desenvolvemos um protótipo de ensino para o trabalho com gêneros multimodais e multissemióticos e o desenvolvimento de habilidades de escrita nos anos iniciais do ensino fundamental.
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    METODOLOGIAS ATIVAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
    (USCS, 2025-02-13) Melo, Juliana Timóteo de; Silva, Marta Regina Paulo da
    Esta pesquisa tem como objeto de estudo o uso das metodologias ativas na construção de uma educação antirracista. Defende uma educação inclusiva e decolonial que transcenda o eurocentrismo, valorize os saberes diversos e promova uma formação cidadã consciente e respeitosa à diversidade. Intenta responder à seguinte pergunta: como o trabalho com as metodologias ativas potencializam uma educação antirracista nos anos iniciais do ensino fundamental de uma escola municipal de São Bernardo do Campo? Como objetivo geral, buscou-se construir, por meio de metodologias ativas, práticas que potencializem uma educação antirracista nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em uma escola municipal de São Bernardo do Campo, São Paulo. Os objetivos específicos incluem: examinar nos documentos oficiais diretrizes e indicativos pertinentes ao tema; identificar os desafios enfrentados por educadores(as) na promoção de uma educação antirracista nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental; documentar e compartilhar as experiências e resultados obtidos durante a intervenção. O estudo fundamenta-se em perspectivas teóricas progressistas, antirracistas, decoloniais e críticas ao modelo capitalista, visando contribuir para a desconstrução de estruturas opressivas presentes no sistema educacional. A opção metodológica foi pela pesquisa-intervenção realizada com estudantes do 5o ano por meio de uma sequência didática, que teve como procedimentos os círculos de cultura e as metodologias ativas. Os resultados evidenciam a importância da construção coletiva do conhecimento e do engajamento das vozes dos(as) estudantes. Demonstram como práticas colaborativas e engajadas podem fortalecer o enfrentamento ao racismo no contexto educacional. Embora insuficientes para resolver problemas estruturais como o racismo, tais práticas oferecem caminhos para reflexões e mudanças concretas no ambiente escolar, promovendo uma educação mais justa e inclusiva. Os impactos da pesquisa também se fizeram presentes na prática pedagógica e no desenvolvimento pessoal da pesquisadora, reafirmando o compromisso com uma educação transformadora. Como produto educacional, será elaborado um documentário amador que registrará o processo de construção e de desenvolvimento de uma sequência didática antirracista, incluindo depoimentos dos(as) estudantes, registros visuais, animações e atividades pedagógicas. O documentário será disponibilizado on-line, visando inspirar educadores(as) e fomentar discussões sobre inclusão e diversidade nas escolas. Conclui-se com a urgência de ampliar o debate sobre as questões étnico-raciais nas escolas, visando à construção e à disseminação de práticas antirracistas.
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    A PEDAGOGIA DOS MULTILETRAMENTOS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NA MODALIDADE ESCRITA NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO BILÍNGUE PARA SURDOS
    (USCS, 2025-08-11) Barros, Júlia de; Renders, Elizabete Cristina Costa
    Este trabalho investigou a Pedagogia dos Multiletramentos no ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita no âmbito da Educação Bilíngue para surdos. A pesquisa visou responder à seguinte questão: quais as contribuições dos multiletramentos para ensino da língua portuguesa na modalidade escrita para surdos no âmbito da Educação Bilíngue? O estudo teve como objetivo geral analisar o uso da pedagogia dos multiletramentos no ensino de Língua Portuguesa na modalidade escrita no contexto de escolas ou classes bilíngues, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, na região do Grande ABC Paulista e no município de São Paulo. Para isso, adotou-se uma abordagem qualitativa e uso de Pesquisa de Desenvolvimento como metodologia. Após levantamento bibliográfico, foram realizados encontros formativos e rodas de conversa com duas professoras bilíngues. O referencial teórico articula os conceitos de Educação Bilíngue, alfabetização e letramento, ensino do português na modalidade escrita para surdos, singularidade linguística, pedagogia dos multiletramentos, e letramento social. Os dados foram analisados à luz dos estudos sobre educação bilíngue para surdos, pedagogia dos multiletramentos e letramento social. Os resultados indicaram que a valorização de recursos visuais, o reconhecimento da singularidade linguística, a pedagogia dos multiletramentos e o letramento social são fatores significativos para o ensino de língua portuguesa na modalidade escrita para surdos. Conclui-se que a articulação entre pedagogia dos multiletramentos e translinguagem favorece uma pedagogia mais inclusiva e crítica, alinhada aos direitos linguísticos da comunidade surda. Como produto da pesquisa, um jogo educacional digital bilíngue foi inicialmente elaborado voltado ao ensino da escrita para estudantes surdos em contextos bilíngues, com práticas da pedagogia dos multiletramentos e letramento digital.