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    A INTERAÇÃO DAS CRIANÇAS COM A NATUREZA: ENTRE AS PERCEPÇÕES DOS DIRETORES E AS INDICAÇÕES DOS DOCUMENTOS OFICIAIS DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
    (2020-02-13) Maria Isabel Bezerra de Lima; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Profa. Dr. Nonato Assis de Miranda; Profa. Dra. Ana Maria Santos Gouw
    Promover a Educação Ambiental é papel das instituições de ensino, inclusive a creche. Para além de uma Educação Ambiental que tenha como foco a sustentabilidade e a garantia de condições de vida para as gerações futuras, essa pesquisa se propôs discutir a Educação Ambiental como condição para a vida presente a partir da interação da criança com a natureza. No intuito de cumprir esse objetivo, buscou-se em documentos de creches municipais de Santo André, nas políticas públicas do município e na percepção de gestores de creches entender em que medida se propicia condições para que as crianças de creche vivenciem essas interações com e na natureza. Embora o município apresente políticas públicas de Educação Ambiental e os diretores manifestem que o trabalho com Educação Ambiental está presente nas creches, observou-se que as ações de Educação Ambiental estão mais voltadas a ideia de preservação dos recursos naturais. Assim, como parte integrante desse estudo será elaborado um E-book cujo conteúdo inspire ações de Educação Ambiental atreladas a interação da criança com a natureza.
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    UMA ANÁLISE DAS DIRETRIZES DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NO CURRÍCULO DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
    (2020-12-14) Marina Aparecida Garrido; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Profa. Dra. Elisabete Ferreira Esteves Campos; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa
    Este estudo analisa as diretrizes relacionadas à Educação em Direitos Humanos (EDH), voltadas para o Ensino Fundamental, anos iniciais, presentes nos documentos curriculares do município de Santo André. Para dar conta do objetivo foi utilizada a pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, a partir da análise dos documentos curriculares do município de Santo André. Os resultados mostram que os documentos, possuem uma organização clara, com objetivos declarados, fundamentação teórica atual e de acordo com as concepções de educação, de criança, entre outras. Os materiais possuem qualidade textual, trazendo as diretrizes para a educação, em geral, e para o Ensino Fundamental, em particular. Destaca-se que nos documentos o tema Educação em Direitos Humanos não aparece de forma explicita, ele é abordado em alguns componentes, mas sobretudo no de História, onde estão alocados os objetos de conhecimento, indicando o estudo das culturas afro-brasileira e indígena, da pluralidade das culturas, do Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outros, questões, de fato, relevantes para a compreensão de elementos de dominação e de discriminação sofridas por africanos e índios. Essa concentração de uma parte da EDH somente em um componente curricular torna-se, sem dúvida, uma questão desfavorável, no sentido que impinge um peso muito grande a esta disciplina, indicando, pelo menos no texto do currículo, que as outras disciplinas não devem trabalhar as questões da EDH. Trata-se de uma situação inadequada, pois a EDH tem de ser tratada de forma transversal, interdisciplinar, participativa e coletiva. Por fim, os dados mostraram também que os documentos não trazem referências para as escolas em relação à criação de uma cultura de paz, e nem em relação às questões de combate ao bullying escolar. A partir dos resultados tem-se como produto a elaboração de um E-book. Espera-se que as análises aqui realizadas contribuam com aqueles municípios que desejam elaborar ou reelaborar suas propostas curriculares. Neste sentido, a presente pesquisa pode contribuir com a discussão sobre a Educação em Direitos Humanos.
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    GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA PÚBLICA PAULISTA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS NO SEU PROCESSO DE CONSTRUÇÃO
    (2020-12-17) Maria Aparecida Nobre Santana; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Celso do Prado Ferraz de Carvalho
    A gestão democrática na escola pública paulista está alinhada com os princípios vigentes na nova ordem constitucional. Assim, com a aprovação da Constituição Federal de 1988 que consagrou a gestão democrática do ensino público como princípio, o direito à educação ganhou detalhamento e amplitude os quais estão reproduzidos nas Constituições Estaduais e, portanto, na Constituição paulista. Nesta rede de ensino, a gestão escolar democrática encontra-se pautada, dentre outros, tanto nos princípios constitucionais quanto nas orientações advindas de marcos regulatórios importantes como a Lei de Diretrizes e base da educação, o Estatuto da Criança e do Adolescente e os Planos Nacional e Estadual de Educação. Desse modo, esta pesquisa foi empreendida com a intenção de responder à seguinte indagação: como se configura a gestão escolar na perspectiva dos diretores da Rede Estadual Paulista de Ensino? Assim, teve como objetivo geral identificar e analisar a implementação da gestão escolar democrática em seis escolas desta rede de ensino. De modo mais específico intentou analisar as concepções dos diretores das escolas investigadas sobre a gestão escolar democrática, assim como compreender os caminhos e percalços percorridos por eles para assumir a gestão escolar. Para dar conta dos objetivos ora propostos, optou-se pela abordagem qualitativa de pesquisa cujos dados foram obtidos por meio da realização de um Grupo de Discussão com seis diretores desta rede de ensino. Esses diretores atuam em escolas localizadas em diferentes bairros da cidade de São Paulo. Os depoimentos dos participantes desta pesquisa foram organizados e discutidos na perspectiva na Análise de Prosa proposta por Marli André. Os resultados mostram que a gestão escolar democrática, na escola pública paulista, embora ainda seja um processo em construção e, portanto, não consolidada, é possível e não se constitui numa utopia. Além disso, os diretores com menos tempo de experiência mostram-se mais abertos às mudanças e à proposição de alternativas para ampliar a participação das famílias na gestão escolar numa perspectiva mais democrática. Os diretores veteranos, embora defensores da gestão democráticas são mais conservadores e menos adeptos às mudanças no cotidiano escolar. Com relação aos caminhos e percalços que os diretores trilharam até chegar na direção da escola, os participantes foram enfáticos em dizer que, apesar dos desafios que fazem parte desta função, buscaram a gestão escolar porque acreditam no potencial da escola pública no processo de formação humana e transformação social. Por fim, considerando os achados desta pesquisa, como produto final, foi proposto um Plano de Ação Educacional com foco na implementação da gestão escolar democrática.
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    O CURRÍCULO DO ENSINO FUNDAMENTAL DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE SANTO ANDRÉ: CONCEPÇÕES, HISTÓRIAS E MEMÓRIAS (2005 – 2016)
    (2020-02-17) Maria de Lara Terna Garcia Mancilha; Profª. Drª. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Alípio Márcio Dias Casali
    Esta dissertação buscou resgatar o percurso histórico da construção do currículo do município de Santo André, localizado no ABC Paulista, entre 2005 e 2016 com a finalidade de compreender as concepções curriculares que têm orientado a prática pedagógica dos profissionais dessa rede de ensino. Esta pesquisa de abordagem qualitativa combinou a análise de documentos com as concepções de currículo dos profissionais de educação, explícita ou implicitamente, reveladas em entrevistas semiestruturadas. Resgatar fragmentos de memórias do currículo deste município torna-se relevante para a construção da identidade educacional dessa rede de ensino. Como referencial teórico, o estudo respalda-se nas contribuições de Michael W. Apple, Miguel Arroyo, Stephen J. Ball, Antonio Flavio Moreira, Tomaz Tadeu da Silva, José Gimeno Sacristán, Jurjo Torres Santomé e Vera Candau. Os resultados obtidos se configuram a partir do cotejamento entre as categorias de análise que emergiram dos achados documentais e as extraídas das entrevistas. Os documentos indicam a existência de certo hibridismo teórico das concepções que perpassaram as políticas curriculares das três gestões administrativas analisadas. As enunciações dos sujeitos revelam a riqueza da história curricular deste município, ao mesmo tempo que evidenciam discursos contraditórios que expressam as formas peculiares de subjetivação das experiências curriculares vividas por eles. Como conclusão, o estudo sustenta a necessidade de fortalecer as políticas curriculares desta rede de ensino como forma de resistir à uniformização hegemônica para qual caminhamos. Como produto e contribuição deste trabalho a futuros pesquisadores e aos profissionais de educação emerge a organização de um acervo virtual a partir dos fragmentos curriculares que compõem a história e a concepção de currículo do município de Santo André entre os anos 2005 e 2016.
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    SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO TÁCITO ENTRE PROFESSORES: UMA ALTERNATIVA DE FORMAÇÃO DOCENTE
    (2020-06-30) Marco Antonio Spada; Profª. Drª. Maria do Carmo Romeiro; Profa. Dra. Maria do Carmo Romeiro; Profa. Dra. Ana Silvia Moço Aparício; Profa. Dra. Celia Maria Haas
    O campo da gestão da educação com o foco na formação continuada do professor do Ensino Fundamental da rede pública está inserido neste estudo devido à intencionalidade de analisar a forma estrutural da socialização do conhecimento tácito como alternativa de formação continuada, no âmbito da relação entre professores e suas próprias atuações no Ensino Fundamental, de uma mesma unidade educacional ou unidades distintas. A análise específica deste estudo buscou a) identificar fatores de influência no âmbito da socialização do conhecimento tácito, nas vertentes do compartilhamento e do desejo de usar este conhecimento; b) delinear um modelo teórico de relacionamento entre fatores influenciadores e os construtos operadores da socialização do conhecimento tácito, sobretudo analisar consistência e significâncias das relações entre os professores; c) Identificar elementos de constituição de espaços de interações dialógicas cujo objetivo é viabilizar a socialização de conhecimento tácito, que inclui modelos de formação e característica de formadores, no âmbito da profissionalização docente. Como método para o presente estudo, foi utilizada pesquisa descritiva-quantitativa, com amostra não probabilística de 93 professores da rede pública, com atuação no Ensino Fundamental, na Região do Grande ABC. Os dados foram coletados por autopreenchimento de formulário disponibilizado na plataforma Google.Forms. O modelo teórico foi expresso pelo relacionamento dos fatores antecedentes Benevolência, Capacidade, Integridade, Clima Escolar e Liderança do Gestor Escolar com Disposição de Compartilhar e com Disposição de Usar o conhecimento tácito, sendo mediados pelas Confianças baseada na Cognição e Confiança baseada no Afeto. Os resultados, obtidos por modelagem de equações estruturais, com o apoio do software PLS 3, revelaram que ‘Compartilhar’ e ‘Usar’ o conhecimento tácito apresentam caminhos parcialmente distintos para sua efetivação, o que faz impor ao gestor o desafio de incluir ao perfil do docente formador o reconhecimento de seu status de Confiança baseada na Cognição e o seu status de Confiança baseado no Afeto, elementos, estes, que evidenciaram sentimentos apresentados pelo grupo ou docente individual a ser formado. Outros resultados revelaram que a preferência dos docentes entrevistados sobre o processo de socialização do conhecimento vai ao encontro de estratégias colaborativas de formação profissional, pois subsidiam a gestão escolar acerca das expectativas dos docentes quanto ao perfil do formador: características e da estruturação dos espaços e formatos de formação continuada/formação profissional. Como produto educacional decorrente deste estudo é tutorial para tomada de decisão pela gestão escolar com foco na socialização do conhecimento tácito entre professores enquanto uma das alternativas de formação profissional continuada.
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    A PRÁTICA DOCENTE NA PERSPECTIVA DO CURRÍCULO ACESSÍVEL: APROXIMAÇÕES COM O DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM
    (2020-02-21) Maria Aparecida do Nascimento Gonçalves; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Roseli Albino dos Santos
    Esta pesquisa insere-se no contexto da transversalidade da educação especial nas escolas brasileiras, considerando as recentes discussões sobre o currículo como um elemento da problemática da atividade educacional inclusiva. Teoricamente, este percurso investigativo fundamentou-se no paradigma da inclusão, na teoria de currículo e no desenho universal para aprendizagem. Propõe-se como objeto de estudos as experiências inclusivas vivenciadas nos espaços de uma unidade escolar na região do ABC paulista. A pergunta que norteou este estudo foi: de que maneira o desenho universal para a aprendizagem (DUA) pode qualificar a prática docente no sentido da construção do currículo acessível no contexto das unidades escolas? Nessa perspectiva, o objetivo geral foi investigar como o DUA pode contribuir para a construção do currículo acessível no contexto das unidades escolares. A hipótese apresentada foi que o DUA contribui para o acesso de todas as pessoas ao mesmo percurso curricular, evitando a necessidade de produtos e ambientes exclusivos para as pessoas com deficiência. Objetivou-se de modo mais específico: 1. Caracterizar um currículo acessível, fundamentado nos princípios do DUA; 2. Promover a reflexão sobre o currículo acessível com professoras por meio de oficinas sobre o DUA. 3. Construir um inventário do DUA que contribua para a qualificação da prática docente no processo. Partindo dos objetivos apresentados, a pesquisa foi desenvolvida segundo uma abordagem intervencionista, por meio da realização de rodas de conversa e entrevistas semiestruturadas. Definiu-se como universo da pesquisa uma escola da rede pública municipal localizada na região do ABC paulista. Os sujeitos de pesquisa advêm de dois grupos diferentes, sendo três professoras de uma unidade escolar e três professores/pesquisadores do grupo de estudos ACESSI, com prática educacional em escolas e com conhecimento a respeito do DUA. Os resultados apontados com a contribuição do DUA foram os seguintes: Percepção da existência de um descompasso nas práticas pedagógicas, o que impunha barreiras na aprendizagem dos alunos; envolvimento, interesse e engajamento, por parte das professoras, na busca de novas estratégias de ensino para transformar o percurso de ensino aprendizagem; planejamento coletivo de como apresentar o mesmo conteúdo em diferentes formas, a partir da aplicação dos princípios do DUA; Construção de uma comunidade de conhecimento sobre abordagem curricular e aplicação dos princípios do DUA no sentido da prática pedagógica inclusiva. Esta pesquisa também resultou em um objeto de aprendizagem, um inventário, baseado nos princípios do desenho universal para aprendizagem, que foi o instrumento para o tratamento analítico dos semanários e que contribuiu na construção do currículo acessível na escola, visando ao pleno desenvolvimento de todos os educandos.
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    POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DO BERÇÁRIO: A PERCEPÇÃO DE DIRETORAS DE CRECHE DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
    (2020-05-27) Lucilene Ferreira; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti Mizukami
    A qualidade na educação é um termo complexo, histórico, polissêmico, socialmente determinado, que apresenta diferentes entendimentos a partir dos conhecimentos, das experiências e das aproximações envolvidas no processo. Este estudo com abordagem qualitativa e natureza exploratória buscou identificar e analisar as ações que os diretores de creche consideram importantes para a melhoria da qualidade do berçário na cidade de Santo André. Para coleta de dados foram utilizadas a análise documental e entrevista com diretoras de creches e como parâmetro de qualidade utilizou-se principalmente dos Indicadores de Qualidade para Educação Infantil (2009). Os resultados mostraram que as diretoras consideraram várias questões para melhora a qualidade dos berçários. Entre elas, a infraestrutura, formação de professores e de diretores, planejamento da rotina, trabalho colaborativo, relações interpessoais, mediação do diretor, relação família e creche, ações do poder público e avaliação. Uma questão se apresentou como preocupante. Trata-se do fato de que as diretoras não reconheceram a melhoria do espaço social como condição para a melhoria da qualidade do berçário. Tal fato, denota uma fragilidade na formação dessas profissionais. Esse achado se constitui em uma parte relevante deste presente estudo, qual seja conhecer que essas profissionais não atribuem ao espaço extraescolar uma parte da qualidade, uma situação que reservaria somente para a escola o fardo de realizar a formação e o desenvolvimento dos bebês e das crianças com qualidade, no berçário. Os dados encontrados, que serão transformados em um e-book para futuras consultas, podem ser utilizados para fomentar discussões no nível das secretarias de educação, das escolas, dos diretores e dos professores. Ao mesmo tempo, eles podem ser levados para as unviersidade para promover a formação dos gestores.
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    A COMPREENSÃO DE PROFESSORAS E PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O TEATRO NA EDUCAÇÃO
    (2020-10-12) Leonardo Birche de Carvalho; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Clarilza Prado de Sousa
    A Lei Federal No 13.278, de 2 de maio de 2016, definiu que o componente curricular Arte deve ser constituído por quatro linguagens artísticas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. No entanto, os cursos superiores de Pedagogia, que formam grande parte das professoras e professores que lecionam os diferentes componentes curriculares, entre eles Arte, nos anos Iniciais do Ensino Fundamental, não sofreram alterações em seus currículos para contemplar as quatro linguagens artísticas. Além dessa característica da formação de pedagogas e pedagogos, tanto o número de cursos de formação de licenciatura nas quatro linguagens artísticas, quanto o número de ingressantes nesses cursos não tem aumento significativo desde 2010. Diante desse cenário, apesar da obrigatoriedade do ensino linguagem artística Teatro na educação básica prevista em lei e da potencialidade educacional do Teatro para a formação e desenvolvimento dos indivíduos, para o exercício de conscientização da realidade objetivando a sua transformação, e como possibilidade de emancipação do sujeito, aparentemente o desenvolvimento de um trabalho no interior da escola que contemple essa linguagem está longe de ser alcançado. Esse alcance depende, entre outros fatores, do conhecimento que as professoras e professores possuem sobre a linguagem artística Teatro e como a interpretam. Nesse sentido, esta investigação teve como problema de pesquisa: Quais as compreensões de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? O Objetivo geral foi investigar a compreensão de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A metodologia da pesquisa e descritiva, quali-quantitativa, com delineamento de levantamento de campo (survey), e teve como instrumento de coleta questionário com perguntas abertas e fechadas, com 326 respondentes validos. Os dados quantitativos foram processados no software SPSS 23, e os dados qualitativos no software IRaMuTeQ. O referencial teórico utilizado e centrado em autoras e autores da educação em teatro, como Slade, Spolin, Reverbel, Boal e Lopes, autores da educação, como Vigotski e Catterall, em Moscovici, sobre a Teoria das Representações Sociais, utilizando a abordagem estrutural das Representações Sociais, de Abric. A pesquisa verificou que o teatro não é abordado na formação docente, fato que leva os docentes a não utilizarem praticas ou jogos teatrais na escola. Apesar disso, o teatro e considerado importante no contexto escolar pelos docentes, sendo um recurso didático para o ensino de diversos outros componentes curriculares. A Representação Social dos docentes sobre o teatro tem como Núcleo Central elementos abstratos e que se relacionam com ideias que envolvem o teatro e seus efeitos ou funções, deixando os elementos concretos e técnicos do teatro que são combinados para a materialização e execução de uma obra teatral no Sistema Periférico. Os resultados da pesquisa indicam que há oportunidade para ampliar a presença do teatro na escola, a partir da formação docente, seja ela inicial, em serviço ou em educação não formal. Para tanto, o produto proposto e uma ação formativa sobre o teatro e suas possibilidades no contexto escolar, tendo docentes como público-alvo.
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    GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA E O CONSELHO MIRIM: PARTICIPAÇÃO INFANTIL E A APRENDIZAGEM POLÍTICA
    (2020-03-12) Liliane Silva Costa; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Patrícia Aparecida Bioto Cavalcante
    O Conselho Mirim (CM) constitui-se em uma organização de representatividade estudantil infantil que se faz presente em algumas escolas do Município de Santo André, no estado de São Paulo. Na Rede Municipal de Santo André, o CM se insere no plano organizacional de suas escolas de Educação Infantil e Fundamental I como forma de garantir a representatividade estudantil, assim como o estímulo ao protagonismo infantil. Trata-se de um espaço criado para possibilitar aos alunos participarem ativamente das propostas educacionais, tendo voz e vez nas decisões pedagógicas, financeiras e administrativas da escola. Desse modo, esta pesquisa foi realizada com os objetivos de conhecer e analisar as possibilidades e limites do Conselho Mirim como instrumento de implementação da gestão escolar democrática em escolas municipais de Santo André. Em termos mais específicos, busca-se: identificar as concepções dos gestores das escolas participantes acerca da atuação do Conselho Mirim na implementação de uma gestão escolar democrática; verificar se as práticas do Conselho Mirim, nas escolas investigadas de Santo André, caracterizam-se como de protagonismo autônomo, de colaboração ou dependência; elaborar um guia prático de como criar um CM, tendo como foco o protagonismo infantil nas escolas municipais de Santo André. Para dar conta desses objetivos, elegeu-se a abordagem qualitativa de pesquisa, por meio de duas técnicas de coleta de dados: entrevista semiestruturada e círculo de cultura. Os depoimentos dos participantes foram codificados, categorizados e interpretados sob a perspectiva da análise da teoria fundamental de John W. Creswell. Os resultados mostram que o CM é um influente canal de práticas Democráticas e, se acontecer de forma permanente, pode ser um Instrumento de implementação da gestão escolar democrática. Por ser composto por crianças, o CM revela uma singularidade exigindo formação diferenciada para os mediadores dessa representatividade infantil com vistas ao aperfeiçoamento dessa liderança. Além disso, os resultados sugerem que o CM tem potencial para a formação de uma educação política eficiente, que pode ajudar a ressignificar a realidade escolar dos estudantes, desde que este projeto tenha investimento por parte do poder público. Em face dos resultados obtidos nesta pesquisa, assim como em consideração aos desafios enfrentados pelos conselheiros mirins e vice-diretores de escola, foi proposto um Guia Prático sistematizando a implementação do Conselho Mirim nas escolas municipais de Santo André, com intuito de unificar alguns procedimentos no processo de implementação do CM em tais escolas do município.
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    GESTÃO DA FORMAÇÃO DOCENTE: UMA PROPOSTA COM FOCO EM COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS
    Kauê Raoni Ondei; Profª. Drª. Maria do Carmo Romeiro
    A presente pesquisa teve como objetivo geral identificar o perfil dos docentes à luz de suas competências socioemocionais, evidenciando conteúdos aderentes a uma proposta para a gestão escolar sobre formação docente. Para tal, realizou-se uma pesquisa de natureza descritiva-quantitativa, a qual buscou atender aos objetivos específicos do estudo que expressaram a intenção de verificar a intensidade de ocorrência sobre os seguintes fenômenos: competências socioemocionais dos docentes, conteúdos potenciais de formação ou apoio às competências socioemocionais; preferências em relação ao perfil dos formadores sobre as práticas e estrutura de formação docente. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário padronizado e estruturado em três blocos, para autopreenchimento. O primeiro referiu-se ao perfil dos respondentes, o segundo bloco identificou a opinião e as preferências sobre formação continuada e, por fim, o terceiro bloco coletou dados sobre o perfil dos docentes à luz das competências socioemocionais. Os resultados deste estudo evidenciaram que os docentes ainda apresentam um espaço a ser trabalhado em competências socioemocionais. Nesse sentido também evidenciaram conteúdos potenciais de formação, bem como preferências em relação ao perfil dos formadores, sobre as práticas e estrutura de formação docente. Portanto, esse conjunto de achados possibilita que a gestão estruture intervenções voltadas para formação com foco em competencias socioemocionais. Estas constatações evidenciam a contribuição desta pesquisa, tendo em vista o fornecimento de um instrumento de coleta de dados que incorpora a escala de competências socioemocionais do Big Five, e indicadores para avaliação do perfil de formador mais ajustados as expectativas dos docentes, bem como, uma diversidade de conteúdos de formação que pode ser utilizado ou ajustado para replicações de coleta de dados em outras experiências. Nesse sentido, esse instrumento torna-se um relevante recurso para a gestão planejar a formação dos docentes das unidades escolares com foco em competências socioemocionais, produto elaborado com os achados da pesquisa.
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    A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: REFLEXÕES COM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL
    (2018-02-27) Géssica Natália Campos; Profª. Drª. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dra. Branca Jurema Ponce
    Este trabalho busca refletir sobre a Educação em Direitos Humanos (EDH) e as possibilidades de incorporação da EDH em uma escola da rede municipal de São Caetano do Sul. O objetivo geral da pesquisa é contribuir com o trabalho da equipe gestora e docente para o desenvolvimento de ações concretas, envolvendo professores, para a promoção da EDH na perspectiva de uma qualidade social da educação. Por sua relevância, o trabalho tem como referencial teórico as contribuições de alguns autores como Comparato (2015), Haddad e Graciano (2006), Candau (2013), Carvalho (2004), Lúcio (2013), Santos (2013), Silva (2012). Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa-ação colaborativa, dividida em três etapas: a de caracterização dos sujeitos integrantes da equipe gestora e equipe docente da escola; a identificação das concepções de direitos humanos e de Educação em Direitos Humanos dos participantes; e, finalmente, a etapa de ação, que resultou na elaboração de um plano de formação que vise a incorporação da EDH nas práticas cotidianas da escola. Os resultados da pesquisa indicam que antes de realizarmos um trabalho de EDH na escola com os alunos é preciso realizar com a equipe gestora e docente da escola. Uma formação reflexiva pode fazer com que o professor se reconheça como um sujeito de direitos para só depois pensarmos em formar alunos que se reconheçam sujeitos de direitos. Uma educação que busca qualidade social precisa refletir sobre respeito às diferenças, democracia, autonomia e direitos.
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    A JUDICIALIZAÇÃO DO ACESSO À CRECHE NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ/SP: DESAFIOS DOS GESTORES PARA UM ATENDIMENTO DE QUALIDADE
    (2020-06-08) Juliana Andrade Vieira; Profª. Drª. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Prof. Dr. Salomão Barros Ximenes
    Esta dissertação tem como tema a judicialização de acesso às vagas em creches municipais de Santo André, município localizado na região do ABC Paulista, SP. O objetivo geral da pesquisa foi conhecer os desafios relacionados à qualidade do atendimento em creches apontados pelas gestoras frente às dificuldades geradas pela insuficiência de vagas. Quanto aos procedimentos metodológicos, a pesquisa se caracterizou como um estudo de caso, de abordagem qualitativa, que combinou diferentes técnicas de coleta de dados para atingir os objetivos específicos: i) pesquisa documental, visando o mapeamento da distribuição das matrículas por liminares entre 43 creches municipais nos anos de 2018 e 2019; ii) questionário aplicado à totalidade das gestoras de creche com o objetivo de identificar os pontos críticos relacionados à qualidade do atendimento com base nos Indicadores de Qualidade da Educação Infantil (IQEI) do Ministério da Educação (2009); iii) realização de Grupo de Discussão com as diretoras das cinco creches com maior número de matrículas por liminares nos anos de 2018 e 2019, para conhecer os desafios da gestão escolar relacionados à qualidade do atendimento. Os resultados evidenciaram que, das sete dimensões de qualidade avaliadas, as principais dificuldades relacionam-se à insuficiência e/ou inadequação dos espaços, materiais e mobiliário e à formação e condições de trabalho dos profissionais que atuam nas creches municipais de Santo André. Os principais desafios apontados referem-se às estratégias necessárias para lidar com berçários superlotados, com a elevada proporção criança/adulto e com a adaptação de ambientes, fatores que acabam afetando a qualidade das experiências de aprendizagem e as interações das crianças com o meio natural e social que as creches deveriam prover. O estudo permite afirmar que as dimensões de qualidade que dependem do trabalho e comprometimento dos profissionais que atuam nas creches, em geral, estão em um “bom caminho”; contudo, aquelas que dependem diretamente do investimento e dos cuidados do poder público merecem ainda muita “atenção”, especialmente nas unidades que atendem a população mais vulnerável do município de Santo André. Conclui-se, assim, que o fenômeno da judicialização da educação em creches agrava as carências existentes pela incapacidade do Estado de arcar plenamente com seu dever no que tange à educação infantil. Como produto desta pesquisa, propõe-se a produção de um documentário visando ampliar o alcance dos conhecimentos sobre a problemática estudada e impulsionar as mudanças necessárias para fazer valer os direitos das crianças à proteção e a uma educação infantil com qualidade social.
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    DOCÊNCIA MASCULINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE GESTORES E DE GESTORAS ESCOLARES
    Iristeu Gomes Barboza; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof.a Dr.ª Marta Regina Paulo da Silva; Prof.a Dr.ª Josiane Peres Gonçalves
    O reduzido número de homens em comparação ao número de mulheres atuando na Educação Infantil é visível. Assim sendo, esta pesquisa, de natureza qualitativa, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, na linha de Pesquisa “Formação de Professores e Gestores”, teve como questão de pesquisa: Como o gestor e a gestora escolar de Educação Infantil gerenciam situações cotidianas que envolvem a atuação de profissionais do sexo masculino no trato com criança nesse nível de ensino? O objetivo geral foi, então, compreender as concepções de gestores e de gestoras escolares de Educação Infantil acerca da atuação de homens nesse nível de ensino. Para alcançar esse objetivo, os seguintes caminhos foram delineados: a) localizar as escolas de Educação Infantil nas cidades de São Caetano do Sul e Mauá que têm professores do gênero masculino exercendo a docência nesse nível de ensino; b) verificar como os gestores e as gestoras dessas escolas lidam com situações inerentes à atuação masculina nos atos de cuidar e educar; c) identificar como os gestores e as gestoras dessas escolas encaminham as demandas familiares em relação à atuação de homens para com as crianças; d) propor um plano de ação educacional com foco em educação e gênero na escola de Educação Infantil. Os dados foram coletados com um gestor e seis gestoras de seis escolas municipais de Educação Infantil dos municípios de São Caetano do Sul e Mauá, na região do Grande ABC paulista, por meio de entrevistas com roteiro semiestruturado. De posse dos depoimentos dos participantes da pesquisa, os dados foram agrupados, categorizados e analisados na perspectiva da análise de conteúdo de Bardin (2011). As seguintes categorias de análise surgiram: 1) Percepção de pais sobre a atuação de professores homens na Educação Infantil; 2) Gestão de conflitos na escola de Educação Infantil; 3) O professor homem e o cuidar na escola de Educação Infantil; e 4) O papel da gestão na naturalização da docência masculina na escola de Educação Infantil. Em geral, os resultados mostraram que a chegada de um professor homem nas escolas de Educação Infantil causa receio, tanto por parte dos gestores e das gestoras como por parte dos pais. Esse receio está atrelado ao fato de que os pais não consideram viável que professores homens tenham contato físico com as crianças por considerarem que essa é uma atividade para as professoras. Os resultados mostram também que as discussões sobre gênero não são comuns nas escolas de Educação Infantil, mas, com a chegada de um professor, o assunto aflora entre os adultos, mas não entre as crianças que são pequenas e não têm essas preocupações. Outro achado da pesquisa é que, diante dos conflitos causados na escola por conta da chegada de professores (homens), os gestores buscam equacionar o problema propondo diálogo com os pais os quais são fundamentados teoricamente e na legislação vigente. Por fim, verificou-se que, apesar das diferenças territoriais e econômicas entre os municípios investigados, não existem diferenças significativas entre as gestoras e os gestores acerca da atuação do professor homem nas escolas de Educação Infantil. Como produto final, considerando as concepções dos participantes da pesquisa, bem como o cenário político atual, foi proposto o plano de ação “Gestão Escolar e Gênero: uma discussão necessária em tempos incertos”, que poderá servir de referência para gestores escolares fazer uma discussão da temática com professores, tendo como foco a educação em direitos humanos, diversidade e gênero no ambiente escolar.
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    OS SABERES DOCENTE DOS PROFESSORES INGRESSANTES NA ESCOLA TÉCNICA DO CENTRO PAULA SOUZA DE SANTO ANDRÉ: A CONSTRUÇÃO DOS SABERES PEDAGÓGICOS
    (2020-02-21) Gisele Cristina Barbosa da Silva Trindade; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Prof. Dr. Kathya Mari a Ayres de Godoy
    Esse estudo buscou identificar como os docentes ingressantes da ETEC Jùlio de Mesquita de Santo André realiza a construção dos saberes docentes, práticas pedagógicas e didática. Utilizamos o estudo de caso para essa pesquisa pois o mesmo nos ajudou a compreender as orientações que os professores ingressantes recebem dos coordenadores pedagógicos junto aos alunos, como elaborar suas didáticas de aula, utilizar os saberes docente para melhor desempenho em suas aulas. Entrevistamos os docentes ingressantes e os coordenadores pedagógicos da escola citada acima, e pudemos verificar como eles constroem seus saberes e práticas docentes e pedagógicas. Através das respostas dos docente obtivemos material para verficar como os mesmos constroem suas práticas pedagógicas como elaboram suas didáticas nesse início de docência. Como resultados podemos indicar o discurso dos professores a respeito da formação pedagógica, saberes docente e didática como ingressante. Também mostramos a percepção do coordenador pedagógico a respeito da mesma temática citada acima. Como produto de pesquisa propomos um plano de recepção e acolhida dos professores ingressantes.
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    ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DE CRIANÇAS HAITIANAS NO CONTEXTO ESCOLAR: DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE
    (2020-05-05) Giseli Pimentel Soares; Profª. Drª. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Germana Ponce de Leon Ramírez
    Resumo O município de Santo André (SP) possui atualmente cerca de 900 imigrantes haitianos que chegam em busca de oportunidades de emprego digno e por melhores condições de vida. Como professora da rede municipal, percebemos que, cada vez mais, as escolas recebem crianças haitianas que não falam o português, as quais acabam apresentando dificuldades em seu processo de aprendizagem, sobretudo na alfabetização em língua portuguesa. Isso nos faz pensar tanto nas dificuldades enfrentadas por essas crianças, quanto na situação do professor que não está preparado para recebê-las, pois o curso de Pedagogia não oferece formação para o ensino do português como língua estrangeira, ou como língua de acolhimento, isto é, nos contextos de ensino e aprendizagem da língua do país que acolhe imigrantes em situações forçadas e refugiados. Diante dessa situação, e com vistas a compreender como esse novo desafio tem sido enfrentado pela escola, buscamos com esta pesquisa investigar as práticas pedagógicas de professores na alfabetização e letramento de crianças haitianas que chegaram recentemente ao Brasil e que ainda não compreendem o português. Para tal, como referencial teórico, nos apoiamos em estudos de Maria do Rosário Longo Mortatti, Magda Soares e Roxane Rojo que tratam do ensino do português como língua materna, sobretudo na alfabetização, desde concepções tradicionais até a abordagem recente da Pedagogia dos multiletramentos; como também em estudos de José Carlos Paes de Almeida Filho e Edleise Mendes, sobre o ensino e aprendizagem do português como língua estrangeira, que defendem a abordagem comunicativa e intercultural. Consideramos ainda estudos de Mirelle Amaral de São Bernardo e de Maria José dos Reis Grosso que defendem a abordagem do português como língua de acolhimento. O método da pesquisa é exploratório, de abordagem qualitativa, cujos dados foram gerados por meio de entrevistas narrativas com professores que frequentemente recebem crianças haitianas em suas turmas. Os resultados da pesquisa apontam, entre outros aspectos, que as práticas das professoras ainda estão muito fundamentadas em concepções tradicionais de ensino da língua materna, desconsiderando as práticas sociais mediadas pela linguagem, bem como a natureza intercultural do contexto em que atuam, com a presença de imigrantes que não dominam o português. Com isso, destacamos, dentre os vários desafios desse professor alfabetizador: a transformação de suas concepções e crenças, reconhecendo a importância de se alfabetizar os alunos sob a perspectiva do letramento e multiletramentos; a superação de visões etnocêntricas; a compreensão de que a barreira linguística não impede o acolhimento, a interação e a aprendizagem. Concluímos que, para isso, é essencial que as escolas que recebem imigrantes pensem na formação desses professores, uma formação que parta das experiências e práticas vivenciadas pelos professores em sala de aula e lhes propicie refletir sobre elas. Como produto da pesquisa, elaboramos um material didático com sugestões de atividades para o professor alfabetizador que recebe em suas turmas crianças estrangeiras que ainda não dominam a língua portuguesa.
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    O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONTRIBUIÇÕES DO DESIGN UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM
    (2020-09-25) Franciane Aparecida da Silva; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa-Renders; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Joaquim Melro de Jesus
    Resumo Propõe-se como objeto de estudo o desenvolvimento profissional docente no contexto da educação inclusiva com base no design universal para aprendizagem como um novo paradigma curricular. Neste cenário, se coloca a pergunta investigativa: como ocorre o desenvolvimento profissional docente no contexto de educação inclusiva e quais desafios podem ser superados com o design universal para aprendizagem? Assim, delimitou-se como objetivo geral identificar e analisar os princípios epistemológicos e pedagógicos que devem configurar a formação dos professores na perspectiva da educação inclusiva a partir das contribuições do design universal para aprendizagem. Como objetivos específicos da pesquisa, elencou-se: problematizar os reducionismos do desenvolvimento profissional docente na perspectiva da educação inclusiva; promover a reflexão sobre a prática docente no processo de ensino-aprendizagem inclusivo com base no DUA e contribuir para a difusão dos conceitos de educação inclusiva e DUA, com a colaboração de professoras de uma rede de ensino do Grande ABC paulista. Partindo dos objetivos apresentados, a investigação foi então desenvolvida segundo a metodologia da pesquisa narrativa. Os instrumentos adotados foram a caracterização do perfil docente e rodas de conversa virtuais. Definiu-se como universo da pesquisa uma rede de ensino do Grande ABC paulista. Os sujeitos foram quatro professoras, duas especialistas e duas da sala regular. A pesquisa se fundamentou nos seguintes referenciais teóricos: educação inclusiva, desenvolvimento profissional docente e design universal para aprendizagem. Os resultados apontaram para o fato de que as professoras realizam um trabalho que respeita e valoriza as diferenças, porém ainda em meio às tensões entre paradigmas: o antigo e o novo. Evidenciou-se ainda que esse novo paradigma curricular (DUA), não é um modelo fixo para solucionar todos os problemas da inclusão escolar, ele exige contextualização e flexibilização nos termos da educação emancipatória. A pesquisa apontou reducionismos epistemológicos e pedagógicos importantes como a persistência do modelo médico na formação de professores com a marcação da deficiência, a insegurança dos professores na atuação frente à diversidade dos estudantes e a falta de tempo para reflexão sobre a própria prática. Identificou-se ainda que, muitas vezes, as formações são prescritivas e descontextualizadas do cotidiano escolar, sem a aplicação dos princípios do DUA para nortear o fazer pedagógico. A necessária ampliação da influência do aluno no planejamento curricular foi apontada como um caminho possível para elaboração de práticas inclusivas mais efetivas. Ganha destaque nesse contexto o produto final de pesquisa que foi um Podcast com o tema “o grau de influência do aluno no planejamento curricular”.
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    A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE PEDAGÓGICO NA FORMAÇÃO DOCENTE: SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DE BEBÊS
    (2020-06-04) Daniela Silva e Costa Santana; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elisabete F. Esteves Campos
    Resumo Esta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como questionamento: quais os saberes necessários que o Assistente Pedagógico (AP) precisa ter para realizar com os docentes um trabalho formativo que atenda às especificidades da educação de bebês? O objetivo geral foi o de identificar os saberes dos APs necessários para sua atuação como formador de professores de bebês, a fim de elaborar propostas que auxiliem a qualificar seu trabalho. Parte do pressuposto de que a formação continuada, dentro dos espaços da creche e mediada pelo AP, é relevante, visto contribuir com o desenvolvimento profissional do docente e, consequentemente, com a transformação de sua prática pedagógica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como procedimentos metodológicos: o levantamento e leitura de documentos oficiais do município de Santo André/SP, campo desta pesquisa, e questionário destinado aos APs e aos docentes que atuam com os bebês. Como referencial teórico, fez uma interlocução com os estudos e pesquisas de Vera Maria Nigro de Souza Placco, Laurinda Ramalho de Almeida, Vera Lúcia Trevisan Souza; António Nóvoa; Carlos Alberto Libâneo; Maria Clotilde Rosseti-Ferreira; dentre outros. Os resultados evidenciaram que os APs reconhecem a importância de suas funções como formadores e articulares do grupo docente. Tal reconhecimento também se fez presente entre os professores. Sobre os saberes necessários para atuarem na formação dos profissionais de berçário, tanto os APs quanto os docentes pontuam a indissociabilidade entre as funções de cuidar e educar, o reconhecimento e valorização das múltiplas linguagens dos bebês e o respeito às suas singularidades. As docentes ainda destacam a necessidade de uma escuta e observação atenta aos bebês de modo a conhecê-los e então planejarem os contextos educativos. Embora reconheçam a importância das formações externas, oferecidas pela Secretaria de Educação, APs e docentes citam o distanciamento entre a realidade vivida nas creches e estas formações, pontuando a necessidade de haver temáticas específicas para a educação de bebês e que estas dialoguem com o cotidiano das instituições. Conclui-se que a formação continuada dentro da creche é importante e traz elementos relevantes para repensar a prática docente, contudo, há a necessidade de investimentos da Rede Municipal na formação do AP para ampliar seus saberes e, consequentemente, suas possibilidades de atuar com seu grupo, garantindo que todos os bebês recebam educação de qualidade que respeite suas especificidades e direitos. Frente aos resultados, o produto educacional desta pesquisa destina-se à formação dos APs de modo que se privilegie seus saberes, por meio de um blog, a fim de compartilhar experiências, além de promover discussão e reflexão sobre temáticas advindas da realidade da creche e específicas em relação à educação de bebês.
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    LEITURA E ESCRITA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: AÇÃO DOCENTE E USO DAS TECNOLOGIAS NO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO DO SUL
    (2020-06-08) Fatima Satin Pretti de Oliveira; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Prof. Dr. Edson do Carmo Inforsato
    Resumo Muitas inconsistências e instabilidades têm-se enfrentado a respeito do processo de desenvolvimento da leitura e da escrita de crianças bem como das práticas pedagógicas, nos anos iniciais do ensino Fundamental. As transformações culturais, cientificas e tecnológicas, por meio das TDIC (Tecnologias digitais de Informação e Comunicação), têm exercido influência no cotidiano das crianças e nas atividades dos docentes da área da educação cujas alterações provocadas por esta inserção tem sido destaque para o ensino das especificidades da leitura e da escrita exigindo atuações pedagógicas atualizadas para os ambientes escolares, atualmente, também digitais. Diante dos obstáculos expostos, torna-se fundamental investigar como os professores dos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública municipal de São Caetano do Sul utilizam os recursos tecnológicos como instrumentos didáticos para o desenvolvimento da leitura e da escrita e, para tanto, verificar os conhecimentos que possuem sobre as tecnologias, verificar a percepção dos professores sobre o uso das tecnologias no processo de leitura e escrita, reconhecer como fazem a transposição da tecnologia conhecida para as aulas e elaborar um produto final como cumprimento da exigência do Programa de Mestrado Profissional. Sendo um estudo de natureza qualitativa e de caráter exploratório, optou-se pelo uso de questionário para a coleta de dados pessoais e profissionais dos professores, sujeitos desta pesquisa, e roteiro de entrevista semiestruturado para coleta de dados por meio de grupo focal. A população foi constituída por 1 pesquisadora, vinculada ao Programa de Pós- Graduação em Educação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul e 6 professores que atuam nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, de Instituições diferentes e de bairros diversos porem dentro do Município citado. Para a obtenção dos dados de pesquisa por meio do questionário, optou-se pelo envio do documento via Google Form e os três encontros virtuais com entrevistas gravadas, transcritas, compiladas e analisadas por meio do Meet, também do Google. O retorno foi evidente quanto à escassez de conhecimento teórico sobre os temas abordados, à carência de retomada de estudos de atualização, ao uso equivocado e restrito das TDIC, à ausência de autonomia na atuação pedagógica, à insatisfação relacionada aos chamados Cursos de Formação. Os docentes que declararam não utilizar a internet argumentaram a falta de tempo para pesquisas e facilidade de conseguirem de seus colegas o que precisam. Entretanto explicitaram verbalmente uma motivação em ampliar seus conhecimentos técnicos, científicos e sobretudo práticos. Quanto à divulgação de resultados de pesquisa, ainda há que se retomar os resultados das Oficinas propostas que, por motivo do isolamento social causado pela COVID-19, serão realizadas assim que possível. Os dados mostram que as professoras dos anos iniciais do ensino fundamental da rede municipal de São Caetano do Sul, necessitam de maior compreensão teórica e prática sobre os termos atuais que regem a Educação com uso dos recursos tecnológicos. Nessa perspectiva um Curso de Formação com inserção de Oficinas, vinculando teoria à prática, torna-se um Produto diferencial podendo ser oferecido pela rede, com profissionais capacitados, atualizados e que ofereçam um Curso de qualidade objetivando minimizar a lacuna observada na formação pedagógica e fortalecer a autoestima dos profissionais.
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    ENSINO COLABORATIVO: CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO ESCOLAR
    (2020-02-17) Daniela Alves de Lima Barbosa; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof (a). Dr.(a.) Elizabete Cristina Costa Renders; Prof (a) Dr. (a) Ana Silvia Moço Aparício; Prof (a). Dr.(a.) Vera Lúcia Messias Fialho Capellini
    O Ensino Colaborativo é definido como um modelo de prestação de serviço de apoio, principalmente entre os atores da comunidade escolar, os quais partilham responsabilidades pedagógicas no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, os com e os sem deficiência. Esse modelo surgiu como uma possibilidade de atuação dentro do AEE e vem sendo assinalado como uma didática pedagógica promissora na busca pela escolarização do público alvo da educação especial – PAEE. Propôs-se como objeto de estudo analisar práticas no âmbito do Ensino Colaborativo. Partindo deste objeto emergiram algumas inquietações que motivaram e direcionaram o desenvolvimento desta pesquisa. Que práticas envolvidas no âmbito Ensino Colaborativo favorecem a inclusão escolar de educandos com deficiência? Qual a percepção dos professores acerca do Ensino Colaborativo? Com os questionamentos apresentados, delimitou-se como objetivo geral descrever práticas, no âmbito do Ensino Colaborativo, que favoreçam a inclusão escolar de educandos com deficiência. Como objetivos específicos da pesquisa elencamos: a) Investigar as percepções dos professores acerca do que é o ensino colaborativo; b) Caracterizar as práticas educativas descritas no âmbito do ensino colaborativo, que favoreçam a inclusão escolar; c) Elaborar coletivamente um material didático sobre o ensino colaborativo. Partindo dos objetivos apresentados, a pesquisa foi então realizada segundo abordagem qualitativa, por meio de aplicação de um questionário semiestruturado formulado no Google Forms, bem como uma autobiografia narrada. Definiram-se como universo da pesquisa uma escola pública na região do ABC Paulista, na modalidade do ensino fundamental. Os sujeitos foram: um professor da classe comum, um professor do Atendimento Educacional Especializado - AEE, um gestor escolar, um estagiário de educação, o pesquisador desta pesquisa através da sua autobiografia e um responsável pelo estudante com deficiência. Os resultados apresentados descreveram, dentre outras coisas, que o EC se configura para além da atuação conjunta entre docentes do ensino comum e da Educação Especial, envolve outros elementos os quais, somados, configuram a didática do Ensino Colaborativo, que é visto como uma possibilidade de aprendizagem articulada pelo AEE. Esta pesquisa apresentou como produto final um objeto de aprendizagem na forma de um Blog Colaborativo construído com alguns sujeitos da pesquisa, servindo também como diário de pesquisa e configurando-se como produto e processo ao longo do percurso investigativo. As práticas pedagógicas de colaboração aqui descritas através da autobiografia narrada revelaram que o Ensino Colaborativo pode contribuir para práticas inclusivas na escola regular. Os resultados apresentados descreveram, dentre outras coisas, os desafios de implementação e efetivação do Ensino Colaborativo. De modo geral a pesquisa corroborou com o que vem sendo delineado na literatura, de que o Ensino Colaborativo contribui para práticas inclusivas escolares.
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    O PAPEL DO GESTOR ESCOLAR NA IMPLEMENTAÇÃO DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR NO ENSINO FUNDAMENTAL
    Cristina Favaron Tugas; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Profª Dra. Elisabete Cristina Costa Renders; Profª Dra. Valéria de Souza
    No Brasil, a discussão sobre a qualidade da educação tem passado por vários momentos históricos e por muitas políticas públicas que, entre fracassos e poucos sucessos, deixaram a população descrente da capacidade do poder público de reverter a situação crítica que se implantou em vários setores da sociedade, principalmente na área da educação. Diante desse cenário surgiu em 2017 a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um documento de caráter normativo, que estabelece diretrizes para as escolas públicas e privadas do país. O documento em questão deve nortear a (re)elaboração de currículos adequados às necessidades de cada região e tem o objetivo de garantir aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas da Educação o Básica. Ao longo deste trabalho, abordarem-se pontos e contrapontos sobre o surgimento de uma base no País à luz de alguns estudos e documentos que discutem e analisam a BNCC, considerando-se que a BNCC, para a educação infantil e ensino fundamental, foi homologada em dezembro de 2017 e que os sistemas de ensino teriam que (re)elaborar seus currículos considerando as orientações da BNCC e implantá-lo a partir de 2020. Este projeto teve o objetivo de identificar e analisar as concepções dos gestores escolares sobre o processo de implementação do currículo na rede municipal de ensino de São Bernardo do Campo- SP. Para dar conta de tal empreitada, construiu-se uma pesquisa de cunho qualitativo, do tipo exploratória. Os dados foram coletados por meio de entrevista realizada com seis diretores de escola com roteiro semiestruturado. Os resultados mostram que os diretores são favoráveis à BNCC por entenderem que é necessário termos um documento para orientar a construção dos currículos, mas consideram a BNCC muito ampla o que pode dificultar a revisão dos projetos pedagógicos das escolas. Outro aspecto identificado na pesquisa é que os professores não estão preparados para o desenvolvimento das competências gerais da BNCC o que representará um desafio a mais para gestão da escola. Por fim, os depoimentos dos gestores mostram que há esforços deles no sentido de implementar a gestão escolar democrática, mas as famílias não têm demonstrado muito interesse nessa participação. Como produto, mediante às necessidades apresentadas após as entrevistas, foi proposto um roteiro para a elaboração de um planejamento estratégico, pautado em uma ferramenta de gestão denominada Balance Scorcard (BSC).