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    PROFISSIONAIS DESENVOLVEDORES DE SOFTWARES: UMA PESQUISA DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS PROFISSIONAIS
    Wilson José de Souza; Prof. Dr. Eduardo de Camargo Oliva; Eduardo de Camargo Oliva; Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Nildes Raimunda Pitombo Leite
    A tecnologia da informação identifica como uma de suas premissas, possuir processos de mutação e evolução constantes. A velocidade com que novas tecnologias surgem, traz para as organizações o dilema de ter que se adaptar com agilidade às novas tecnologias, ou correr o risco que seus concorrentes se adaptem de forma mais rápida, abrindo um precedente para que sua possível vantagem devido aos fatores tecnológicos deixe de existir. Nesse cenário, esta pesquisa se propôs identificar e analisar em três empresas que atuam no segmento de portais imobiliários, como os desenvolvedores de software que nelas atuam, aprendem as novas tecnologias. Por meio do embasamento teórico sobre aprendizagem, esta pesquisa buscou identificar no espaço organizacional quais formas de aprendizagem estão presentes dentro dos processos de trabalho. O ambiente de trabalho dos portais imobiliários exige dos profissionais desenvolvedores de software um processo de aprendizagem em constante evolução, uma vez que a vantagem competitiva desse setor está fortemente relacionada às alternativas de inovação e evolução tecnológica que esses portais disponibilizam. O estudo de caráter qualitativo foi desenvolvido adotando-se um enfoque interpretativo das respostas obtidas junto aos profissionais desenvolvedores de softwares das empresas de portal imobiliário. Para auxiliar na análise e interpretação dos dados, foi elaborada uma matriz de orientação metodológica com doze categorias, que serviu de guia para o enquadramento dos processos de aprendizagem identificados na análise das falas dos respondentes. Dentro do quadro, constando doze categorias definidas, foi possível identificar algumas que se revelaram mais presentes: aprendizagem informal, grupos de trabalho, comunidades de prática, aprendizagem experiencial. Os meios tecnológicos foram utilizados como meio para busca da aprendizagem sobre as necessidades que se apresentaram. A ferramenta de pesquisa google, sites especializados nas linguagens de programação e fóruns de discussão especializados em desenvolvimento são amplamente consultados a fim de contribuir para o desenvolvimento da aprendizagem e solução das demandas apresentadas.
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    POLÍTICAS PÚBLICAS E OS INVESTIMENTOS NO TURISMO DE NEGÓCIOS NA CIDADE DE SÃO PAULO (2007/2014)
    (2016-02-19) Rosineide Maria de Lima; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luís Paulo Bresciani; Silvio Augusto Minciott; Ricardo Ricci Uvinha
    A presente dissertação discute as políticas públicas que influenciaram o Turismo de Negócios na cidade de São Paulo, no período de 2007 a 2014, a partir da revisão de literatura nos campos do turismo, das políticas públicas, da gestão sustentável de território e do marketing de lugares. Partiu-se do conceito de Políticas Públicas como um conjunto de ações do Estado, direcionadas para atender às necessidades da sociedade, com o intuito do bem comum. Assim, se destaca o conceito de Turismo de Negócios, como toda viagem motivada por interesses ligados a uma atividade para desenvolvimento profissional, realização de contatos e negócios ou para a obtenção de conhecimentos. Perante as políticas estruturantes e especificas da cidade, em especial o plano diretor estratégico e os planos estratégicos regionais denotam a necessidade de um "olhar" para suas diferentes regiões. Este estudo teve, portanto, um caráter exploratório, através de levantamento documental, e abordagem qualitativa a partir do levantamento de dados e da realização entrevistas com seis atores relevantes para o tema no trade de Turismo da cidade de São Paulo. Evidencia-se a necessidade de maior reconhecimento por parte da esfera pública da importância do Turismo de Negócios para a capital paulista, com a integração de perspectivas no campo da segurança pública, mobilidade, educação e desenvolvimento urbano. Nesse sentido, o estudo enfatiza que Políticas Públicas devem ser implementadas com visão integrada e parcerias organizadas, visando ao desenvolvimento da cidade de São Paulo e de sua sociedade.
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    MICROCRÉDITO PRODUTIVO ORIENTADO: UM ESTUDO CENTRADO NAS CONTRIBUIÇÕES DO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICA
    Rogério Sarkis da Costa; Profª. Drª. Maria do Carmo Romeiro; Maria do Carmo Romeiro; João Batista Pamplona; Jeroen Johannes Klink
    A economia nacional incorpora anualmente um elevado número de micros e pequenas empresas, normalmente familiares e informais. A falta de documentação legal, comprovação de renda e garantias reais dificulta o acesso ao sistema financeiro tradicional e ao crédito. Em 2005 foi criado o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), que objetiva o atendimento das necessidades financeiras de pessoas físicas e jurídicas empreendedoras por pessoas treinadas a prestar orientação educativa sobre planejamento, gestão e desenvolvimento do negócio visando o crescimento e a sustentabilidade da atividade econômica. Este estudo foi desenvolvido com base em uma pesquisa exploratória, tendo como iniciativa uma pesquisa empírica com abordagem qualitativa, buscando responder como a orientação técnica decorrente das operações de microcrédito produtivo orientado tem influenciado a gestão e resultado do negócio. Além da construção do panorama teórico-empírico das categorias, subcategorias e conteúdos, o presente estudo conclui que a orientação técnica não deve ser compreendida como uma atividade estruturada, com de material de apoio, treinamento e prática de atividades previamente estabelecida. Essa orientação surge naturalmente nos contatos estabelecidos entre o agente e tomador de crédito durante os processos de prospecção, contratação, acompanhamento e renovação das operações de MPO, estreitando ao longo das operações, estimulado pelo comportamento cotidiano de visitas. Contudo, essas orientações são classificadas como "dicas" pelo agente de crédito e que fica a critério do tomador adotá-las. Assim, a orientação técnica atende às situações observadas no campo pelo agente de crédito em acordo com suas experiências. São três níveis de conteúdos orientados, o primeiro ocorre nas operações iniciais e tem o objetivo de educar os tomadores do crédito sob a ótica da metodologia da entidade, buscando garantir o uso do recurso para giro e investimento da atividade. No segundo nível ocorre as orientações sobre funções administrativas, apresentando noções de gestão e controle sobre o faturamento, os custos, as despesas, os estoques, sobre o composto de produto, seja quanto a aquisição de novos produtos, seja quanto ao acompanhamento das necessidades de reposição de mercadorias. O último nível abarca as orientações estruturais sobre o micronegócio, ou seja, o tratamento de aspectos relacionados a instalações e equipamentos. O efeito sinérgico sobre o negócio e sobre tomador de MPO atinge benefícios de ordem mais subjetiva, ou seja, que vai além da abordagem econômico-financeira. Atinge o bem estar individual e social do indivíduo, na medida em que muitos apresentam o resgate de sua autoestima, melhora o seu relacionamento com sua família e com sua comunidade.
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    METODOLOGIAS DE PROJETOS PARA ATENDER EXIGÊNCIAS REGULATÓRIAS: UM ESTUDO COM GERENTES DE PROJETO DO SETOR BANCÁRIO NACIONAL
    (2024-01-31) Agnaldo Gonçalves; Prof. Dr. Marco Antônio Pinheiro da Silveira; Marco Antônio Pinheiro da Silveira; Edson Keyso de Miranda Kubo; Carla Bonato Marcolin
    No setor bancário nacional, quem mais tem investido em novos produtos e serviços, como também na evolução dos existentes, são as instituições financeiras apoiadas fundamentalmente em Tecnologia da Informação (TI). O ambiente de negócios em que esse setor trabalha tem um cenário muito competitivo e de extrema complexidade, marcado por mudanças cada vez mais ágeis e em constante evolução, principalmente por causa das tecnologias cada vez mais inovadoras e, também, pelas demandas regulatórias obrigatórias. Essas evoluções que a tecnologia traz fazem com que esse setor bancário tenha um impacto grande e necessite, cada vez mais rápido, adaptar-se e desenvolver novos módulos de sistemas de informação, que têm como características o agrupamento de novas funcionalidades ou alterações nas já existentes. Esse contexto revelou as necessidades desse setor de se realizar um controle rígido através de gerenciamento de projetos para a implantação desses módulos. Atualmente alguns desses produtos e serviços que recebem essas alterações em seus ambientes e têm grande impacto são: Mobile Banking, Internet Banking, PIX, Open Banking, Segurança Cibernética, entre outros. Assim, esta pesquisa objetiva: a) analisar as metodologias de gestão de projeto de sistemas de informações, visando identificar suas características principais de utilização; b) levantar como os gerentes de projetos diferenciam projetos normais e regulamentados, com relação às características mais utilizadas nas metodologias de gerenciamento de projetos; c) elaborar um conjunto de recomendações para gestores de projeto de Instituições Financeiras (IF), relacionadas à implantação de módulos de sistemas de informações exigidos pelas novas regulamentações. A pesquisa, de natureza exploratória, utilizou os dados coletados e analisados, por meio de entrevistas com roteiro estruturado, elaborado com base em estudo bibliográfico, com margem para respostas abertas complementares. Os respondentes são especialistas no assunto, gerentes de projeto que atuam, ou já atuaram, profissionalmente em um período mínimo de cinco anos em um ou mais bancos nacionais, mais especificamente em uma das cinco grandes instituições financeiras nacionais. Na sequência, os dados foram analisados identificando os métodos utilizados por eles, buscando- se identificar a(s) opção(ões) indicada(s) para implantação de módulos de sistemas de informações exigidos por novas regulamentações no setor bancário nacional, na visão de gerentes de projeto.
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    COMPRAS PÚBLICAS DE INOVAÇÃO: DESAFIOS DOS GESTORES PÚBLICOS
    (2023-02-10) Wellington Pereira da Silva; Prof. Dr. Celso Machado Júnior; Celso Machado Júnior; Aline Bento Ambrósio Avelar; Fernando de Almeida Santos
    O poder das compras públicas de um Estado é instrumento governamental relevante e valioso no fomento de proposição de políticas públicas. Este estudo tem como objetivo analisar os fatores que, na opinião dos gestores públicos, influenciam o processo de compras públicas de inovação no Brasil. Foram realizadas entrevistas com quinze gestores públicos da área de compras de inovação. Para um perfil do universo de pesquisa, os entrevistados foram divididos em três grupos de interesse: o federal, o estadual e o municipal, de modo a possibilitar a identificação de similaridades e particularidades entre os grupos. Os resultados da pesquisa apontam quatro etapas no processo de compras de inovação. O primeiro é o Arcabouço Jurídico, materializado pelas diferenças de interpretação da legislação pelos órgãos de fiscalização. O segundo é a cultura de resistência às mudanças dos órgãos públicos. O terceiro é uma dinâmica de controle desempenhada pelos órgãos de fiscalização no final do processo, quando o adequado seria um acompanhamento de forma continua e preventiva. O último é o capital humano, ou seja, o responsável por realizar a solicitação de compra, que é admitido mediante concurso público para atividades gerais e, por isso, pode ser um profissional não vocacionado para a atividade, e que sequer recebe qualificação para o trabalho a ser desenvolvido. Dessa forma, a pesquisa contribui para entender as barreiras e obstáculos que, na visão dos gestores públicos, podem estar impedindo a efetiva realização das compras de inovação nos setores.
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    A AVALIAÇÃO DO GRAU DE ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS COMERCIAIS E PRESTADORAS DE SERVIÇO
    (2016-06-27) Renato Henrique da Luz; Prof. Dr. Silvio Augusto Minciotti; Silvio Augusto Minciotti; Sérgio Feliciano Crispim; Geraldo Luciano Toledo
    O presente estudo focou a avaliação do grau de orientação para o mercado em micro e pequenas empresas prestadoras de serviço e comerciais. A pesquisa teve como objetivo identificar as características que são relevantes para avaliar o grau de orientação para o mercado em micro e pequenas empresas a partir de um modelo proposto por Day (2001), o qual sofreu adaptações visando torná-lo adequado ao objetivo proposto. Para a obtenção do objetivo, realizou-se um uma pesquisa exploratória em duas etapas e uma pesquisa descritiva em etapa única. A pesquisa exploratória objetivou desenvolver um instrumento que pudesse avaliar o grau de orientação para o mercado das micro e pequenas empresas prestadoras de serviço e comerciais e que refletisse o cotidiano dessas organizações, alvos do estudo. A primeira etapa dessa pesquisa se caracterizou pela realização de entrevistas semiestruturadas com alguns gestores de micro e pequenas empresas; a segunda etapa utilizou o método da opinião de especialistas e a técnica Delphi para aprimorar e validar o instrumento desenvolvido na etapa anterior. A pesquisa descritiva utilizou o instrumento desenvolvido na pesquisa exploratória, aplicando-o a gestores de 348 micro e pequenas empresas prestadoras de serviço e comerciais, da região metropolitana de São Paulo. Tal qual no modelo desenvolvido por Day (2001), o instrumento aplicado para todas as empresas veio a abranger cinco fatores, são eles: Cultura Organizacional, Capacidade de Sentir o Mercado, Capacidade de Relacionamento com o Mercado, Visão Estratégica e Estrutura Organizacional. Os resultados apontaram para as microempresas prestadoras de serviço que, dos cinco fatores apreciados, apenas aqueles referentes à Cultura Organizacional e Estrutura Organizacional demonstraram uma forte orientação para o mercado. Os demais demonstraram apenas uma fraca orientação para o mercado. No caso das pequenas empresas prestadoras de serviço, o fator Cultura Organizacional demonstrou uma forte orientação para o mercado. Quanto aos demais fatores esses apresentaram apenas uma fraca orientação para o mercado. Quanto às microempresas do comércio, notou-se uma forte orientação para o mercado em todos os fatores. E, por fim, para as pequenas empresas do comércio ficou evidenciado que, referente aos fatores Cultura Organizacional, Visão Estratégica e Estrutura Organizacional há uma forte orientação para o mercado. Quanto aos demais fatores, Capacidade de Sentir o Mercado e Capacidade de Relacionamento com o Mercado, notou-se apenas uma fraca orientação para o mercado. Dessa maneira a pesquisa demonstrou que é possível avaliar o grau de orientação para o mercado em micro e pequenas empresas e o instrumento desenvolvido é hábil para isso. Com base nos resultados alcançados nessa pesquisa, são relatadas sugestões para a condução de futuras pesquisas envolvendo a utilização do instrumento utilizado neste estudo.
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    PRÁTICAS ESTRATÉGICAS DE REMUNERAÇÃO ADOTADAS PELOS HOSPITAIS PAULISTANOS RANQUEADOS ENTRE OS MELHORES DO MUNDO
    (2023-06-27) Rogério Gonçalves de Oliveira; Professor Dr. Eduardo de Camargo Oliva; Eduardo de Camargo Oliva; Edson Keyso de Miranda Kubo ( do Sul); Anelise Rebelato Mozzato
    A procura por serviços de saúde de qualidade é crescente e vários fatores interferem nessa demanda, desde o aumento da expectativa de vida da população, surgimento de novas doenças crônico-degenerativas, entre outros. Com isso, a necessidade de pessoal qualificado e motivado é fundamental para uma apropriada prestação de serviços de saúde. Por isso, reconhecer as necessidades dos profissionais de saúde que aplicam sua força de trabalho na prestação de cuidados a pacientes seria recomendável. Esse reconhecimento pode acontecer por diversos meios, sendo que um deles é a implantação de políticas de remuneração que, se bem implantadas, podem gerar comprometimento às metas da organização, melhorar o desempenho, estimular a motivação e trazer valor ao sistema de saúde. A presente pesquisa teve como objetivo investigar a adoção das práticas remuneratórias estratégicas de um setor tão importante para toda a sociedade: a área da saúde. Especificamente, nos hospitais privados da cidade de São Paulo, ranqueados entre os melhores do mundo, de acordo com o estudo World’s Best Hospitals 2022, a investigação pretendeu apurar quais são os modelos de remuneração estratégica praticados. A pesquisa se classifica, quanto ao seu objetivo, como exploratória, quanto ao método, também denominado procedimentos técnicos, estudo de campo, e quanto ao tipo de abordagem, como qualitativa. Esta pesquisa indicou que o modelo de remuneração funcional, que utiliza a metodologia de pontos, é o principal método de remuneração, sendo aplicado de forma distinta para os cargos de gestão. Na remuneração variável, as práticas remuneratórias de bônus, participação nos lucros e resultados, seguidos de alternativas criativas, são aplicadas para todas as categorias profissionais, enquanto nos benefícios os cargos de gestão recebem tratamento diferenciado. Por fim, constatou-se que, embora observados indícios de mudanças nas práticas de remuneração dos hospitais pesquisados, sua gestão ainda é considerada tradicional, e seu avanço não acompanha as recentes inovações de qualidade do setor.
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    GESTÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DA REGIÃO DO GRANDE ABC PAULISTA
    (2023-06-21) Simone Maria Mozelli da Silva; Profa. Dra. Raquel da Silva Pereira; Raquel da Silva Pereira; Luis Paulo Bresciani; Antônio Busnardo Filho
    A presente pesquisa de dissertação teve como objetivo verificar de que forma os gestores das escolas públicas e privadas de Ensino Fundamental da Região do Grande ABC Paulista estão inserindo a Educação Ambiental em seu currículo e como a gestão pública escolar administra esse processo. Trata-se de uma pesquisa que se utiliza de publicações dos últimos dez anos para a realização da revisão da literatura, assim como publicações remanescentes que implicaram as questões enfrentadas atualmente, compiladas por meio de dissertações de mestrado, livros e artigos científicos em periódicos acessados pelos bancos de dados Web of Science, Scielo e Google Acadêmico. Trata-se de pesquisa de abordagem qualitativa e de natureza exploratória. O levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental e de entrevistas com gestores das escolas. Utilizou-se de análise de conteúdo como forma de análise de dados. Os dados analisados permitem concluir que, apesar de as escolas implantarem projetos e ações de Educação Ambiental, a compreensão sobre políticas públicas relacionadas ao tema, assim como sobre a abrangência e a relevância da implantação dessas ações no Ensino Fundamental, é algo que requer maior aprofundamento das equipes gestoras e do corpo docente, para que se possa atingir os objetivos propostos pela Educação Ambiental.
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    PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA COMO INSTRUMENTO DE REESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL NA CIDADE DE SÃO PAULO: ANÁLISE DOCUMENTAL SOBRE O PIU VILA LEOPOLDINA – VILLA LOBOS
    (2023-02-24) Renato Rocha Ferreira; Prof. Dr. Luís Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Raquel da Silva Pereira; Luciana Nicolau Ferrara
    A dissertação em questão teve como tema o Projeto de Intervenção Urbana como Instrumento de Reestruturação Territorial na Cidade de São Paulo: Análise Documental sobre o PIU Vila Leopoldina – Villa Lobos. Instrumento urbanístico, previsto no Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo, o Projeto de Intervenção Urbana (PIU), autoriza que instituições privadas apresentem interesse em realizar intervenções urbanísticas em determinadas áreas da cidade, atendendo ao interesse público. Foram abordados estudos sobre o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, o Estatuto da Cidade, a contextualização da Política Urbana no Brasil e os Ciclos da Política Pública. A dissertação apresentou as características e as principais tipologias urbanísticas e de modelagem de negócios que perfazem um PIU em andamento no município de São Paulo, selecionando, para tanto, o próprio PIU Vila Leopoldina - Villa Lobos.
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    FATORES FACILITADORES E DIFICULTADORES NOS RELACIONAMENTOS INTERORGANIZACIONAIS: UM ESTUDO DE CASO DE UMA AGÊNCIA DE VIAGENS CORPORATIVAS COM SEUS FORNECEDORES PREFERENCIAIS
    Mark Pessoa Tunu; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Milton Carlos Farina; Edson Keyso de Miranda Kubo; Maria Aparecida Gouvêa
    O setor de viagens corporativas começou a se destacar no final do século XX com a internacionalização dos mercados. As agências de viagens corporativas são empresas intermediárias que oferecem a gestão de viagens corporativas e que se colocam entre seus clientes, prestando serviços especializados como a compra de passagens aéreas, reservas em hotéis e locação de veículos, na outra ponta encontram-se seus fornecedores que trabalham para atender com a maior qualidade possível as agências de viagens corporativas e aos seus clientes. Assim sendo, para que as viagens corporativas aconteçam de forma apropriada existe a necessidade de um alinhamento de propósitos comuns entre estes três atores, mais particularmente entre a agência de viagens corporativas e seus fornecedores, com a finalidade de poder atender aos clientes com maior qualidade. O objetivo deste estudo foi o de investigar por meio de um estudo de caso descritivo de caráter qualitativo envolvendo as questões que facilitam e dificultam nos relacionamentos entre uma notável agência de viagens corporativas situada na Grande São Paulo com alguns de seus fornecedores preferenciais, buscando identificar e analisar tais fatores segundo as percepções dos entrevistados da pesquisa. O resultado do estudo gera a percepção de que, embora a agência tenha um relacionamento diferenciado com seus fornecedores preferenciais, existem diferenças sobre algumas perspectivas levantadas no estudo. Indicando que existe um bom trajeto a ser percorrido por estes atores tanto para dirimir os fatores dificultadores quanto para potencializar os fatores facilitadores analisados no relacionamento desta rede.
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    CENÁRIO FUTURO NO PROCESSO DE DIFUSÃO DA TECNOLOGIA 5G NO BRASIL: UMA PROSPECÇÃO PARA O MERCADO DE TELECOMUNICAÇÕES EM 2030
    (2023-06-06) Raphael Reynier Roale Martins; Prof. Dr. Celso Machado Júnior; Celso Machado Júnior; Raquel da Silva Pereira; Marcus Vinicius Moreira Zittei
    A introdução do padrão 5G de tecnologia de rede móvel no Brasil indica mudanças significativas para as empresas de telecomunicações e para a sociedade. Espera-se que essa tecnologia proporcione benefícios para atividades comerciais, como cirurgias remotas, sensores agrícolas avançados e aplicações de mobilidade, além de permitir serviços de alta velocidade, resposta rápida e confiável para aplicativos comerciais e industriais. No entanto, a implementação bem-sucedida do 5G exigirá esforços de planejamento, investimento e treinamento, juntamente com a disponibilidade de informações adequadas e alinhamento organizacional. A adoção do 5G oferecerá uma ampla gama de oportunidades, desde que os investimentos sejam realizados de maneira estratégica, considerando o retorno sobre o investimento. No Brasil, esses investimentos estratégicos são parte integrante das obrigações contratuais definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Este estudo apresenta como objetivo geral prospectar o cenário previsto para o mercado de telecomunicações no Brasil, a partir do processo de difusão da tecnologia 5G, até 2030, considerando apenas as empresas de telecomunicações que venceram o Leilão 5G ANATEL em 2021. Realizou-se uma pesquisa exploratória com a aplicação do método Delphi com profissionais atuantes nessas empresas. Como conclusão, indicamos que o cenário brasileiro para adoção da tecnologia 5G em 2030 exigirá, das empresas de telecomunicações vencedoras do Leilão ANATEL, investimento constante em infraestrutura e capacitação de pessoal para o cumprimento de todos os compromissos assumidos, e que o atingimento das metas propostas pela Associação GSM (GSMA) e a definição dos modelos de negócio são importantes para promover e sustentar a adoção dessa tecnologia.
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    INDICADORES E MÉTRICAS DE SUPORTE À GESTÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS
    (2023-03-02) RAFAEL RONDINA; Professor Doutor Sergio Feliciano Crispim; Sergio Feliciano Crispim; Edson Keyso de Miranda Kubo; Vitor Emanuel Marchetti Ferraz Junior
    A partir da publicação da listagem das melhores universidades pelo ARWU, divulgada pela China desde 2003, os rankings vêm ganhando importância e visibilidade, ampliando o alcance da discussão mundial sobre o ensino superior, apesar das críticas quanto às suas metodologias e da dificuldade em avaliar, em um único índice, a qualidade de universidades que possuem características diferentes. O trabalho busca responder como se comparam os principais sistemas de indicadores de desempenho universitário e quais são as implicações sobre a classificação das universidades, por meio da identificação dos principais sistemas de indicadores de desempenho do ensino superior e da comparação de seus objetivos, atributos, métricas e pesos, além da comparação dos resultados das universidades públicas brasileiras intensas em pesquisa nos rankings analisados. A pesquisa é de natureza exploratória, realizada com base no levantamento e na análise documentais e de dados secundários, sendo estes disponibilizados pelos organizadores dos rankings, por plataformas acadêmicas e pelos órgãos de governo responsáveis pela avaliação da qualidade das instituições de ensino superior no Brasil. A pesquisa possibilita identificar indicadores e métricas de desempenho acadêmico, suas diferenças e similaridades, e em quais critérios e áreas do conhecimento as universidades possuem vantagem competitiva, permitindo que direcionem seus recursos de forma a atingirem melhores resultados.
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    FATORES QUE CONTRIBUÍRAM PARA QUE AS IES PRIVADAS BRASILEIRAS SE DISTANCIASSEM DE SEU PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO: UM ESTUDO BASEADO EM DADOS DO CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR DE 2018 A 2020
    (2023-03-04) Marcio Alexandre Freire; Professor Doutor Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Luisa Veras de Sandes Guimarães; Emerson Antonio Maccari
    No ensino superior privado brasileiro, manter o equilíbrio entre a receita adquirida pelas mensalidades e o custo de prestação do serviço educacional é necessário para alcance da sustentabilidade financeira. Este estudo avaliou, na população de mantenedoras de ensino superior privado brasileiro e em seus cursos de graduação, fatores que influenciaram o distanciamento, positivo ou negativo, do ponto de equilíbrio financeiro utilizando os valores informados de receitas, despesas e indicadores operacionais das mantenedoras. Também avaliou um comparativo dos impactos destes fatores identificados entre grandes grupos consolidadores e as instituições de menor porte tanto nas modalidades de ensino presencial, quanto a distância. Por meio de revisão bibliográfica, foi mostrado o desenvolvimento da rede privada de ensino superior, a concentração do mercado educacional, a definição dos custos de operação e os indicadores que compõem o ponto de equilíbrio financeiro, além dos métodos estatísticos utilizados. Como metodologia de análise, após extração, transformação e consolidação das informações utilizando dados secundários do Censo da Educação Superior de 2018 a 2020, foram utilizadas técnicas de estatística descritiva, regressão linear múltipla, análise de componentes principais e florestas aleatórias, nas variáveis transformadas e definidas como base de dados. Este trabalho avaliou, como pergunta-problema: Quais fatores contribuíram para que as IES se distanciassem do ponto de equilíbrio financeiro, no período dos censos 2018 a 2020? Foram identificados como fatores importantes para o distanciamento do ponto de equilíbrio o valor médio da mensalidade, o custo de folha docente e os custos de operação e, em menor grau, as razões entre alunos e docentes ou funcionários. Adicionalmente, foi verificada a relação em que o porte das instituições ou o pertencimento aos grandes grupos consolidadores contribuiu como fator no distanciamento do ponto de equilíbrio financeiro.
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    MENSURAÇÃO DA MATURIDADE DA GESTÃO DE RISCOS EM COMPANHIAS ABERTAS DOS SEGMENTOS FINANCEIRO E VAREJO
    (2023-07-12) Leonardo Santicioli; Prof. Dr. Sérgio Feliciano Crispim; Sérgio Feliciano Crispim; Silvio Augusto Minciotti; José Roberto Ferreira Savoia
    O cenário atual, caracterizado por profundas interconexões, tem como marca o elevado nível de incertezas, que podem agregar valor ou potencializar prejuízos. Riscos mal identificados e administrados podem impactar a situação financeira, operacional e até mesmo a continuidade das organizações. Assim, a gestão de risco tem sido prática cada vez mais relevante, visando reduzir os impactos indesejados. Este estudo objetiva avaliar o nível de maturidade dos modelos de Gerenciamento de Riscos Corporativos, com base em empresas abertas dos segmentos Financeiro e Varejo. A pesquisa, com metodologia qualitativa e quantitativa, foi realizada com base em revisão da literatura, entrevistas com especialistas e mediante a coleta de avaliação de profissionais dessas empresas, qualificados em gestão de riscos. O principal resultado extraído é que o setor financeiro tem um nível de maturidade superior no geral e em todas as dimensões avaliadas. Ambos os setores têm potencial para a melhoria principalmente nas dimensões de estratégia, utilização de dados e cultura de risco. O instrumento de pesquisa foi baseado no modelo do IBGC, mostrou- se bastante consistente e poderá ter sua aplicação expandida para outros setores com base em amostra. A pesquisa contribui para a reflexão e fomento de melhores práticas de gestão de risco.
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    COMPETIÇÕES DE PLANOS DE NEGÓCIOS: UMA ALTERNATIVA DE FORMAÇÃO EMPREENDEDORA NO AMBIENTE ACADÊMICO
    (2023-08-14) José Aureliano Arruda Ximenes de Lima; Prof.a Dra. Maria do Carmo Romeiro; Maria do Carmo Romeiro; Silvio Augusto Minciotti; Maria do Socorro de Assis Braun
    Competições de Planos de Negócios (CPN) são estratégias de Formação Empreendedora, que visam: desenvolver Competências Empreendedoras; identificar oportunidades; modelar negócios inovadores; testar hipóteses; selecionar oportunidades viáveis; gerar protótipos de produtos e/ou serviços; reconhecer e premiar talentos; e ser uma vitrine para investidores. A pesquisa foi exploratória, na identificação e coleta dos dados mediante instrumento estruturado com 150 indicadores; não probabilística, com amostras selecionadas por tipicidade e intencionalidade; documental, mediante observação exploratória, dos documentos das quinze primeiras CPN entre as melhores universidades dos rankings Times Higher Education (World e Latin America) e IGC MEC; e descritiva, mediante observação exploratória e comparativa, na análise e interpretação dos dados. A pesquisa atendeu aos objetivos: (a) ao identificar 14 categorias e 65 indicadores do processo para as CPN, a partir dos modelos das competições selecionadas no ambiente acadêmico entre os anos de 2021 e 2023, sendo as categorias: (1) Captação de recursos, (2) Sensibilização e Publicidade, (3) Pré-Inscrição, (4) Formação preparatória, (5) Inscrição, (6) Seleção inicial, (7) Convocação inicial, (8) Formação inicial, (9) Semifinal, (10) Convocação dos finalistas, (11) Formação final, (12) Seleção final, (13) Premiação e (14) Controle; (b) ao delinear um Modelo Conceitual com 7 etapas e 12 fases para as CPN no ambiente acadêmico com as práticas mais frequentes de Formação Empreendedora, sendo as etapas: (1) Captar recursos, (2) Sensibilizar, (3) Preparar, (4) Selecionar, (5) Germinar, (6) Prototipar e (7) Premiar; (c) ao validar a consistência teórica do Modelo Conceitual, em relação aos achados: modelo de Aprendizagem Empreendedora de Schaefer e Minello; modelo ampliado das Competências Empreendedoras da European Commission/McClelland, sendo as congruências: etapas/fases, documentos, conteúdo programático, tarefas e critérios de avaliação das CPN. Quanto ao objetivo geral, foram identificadas 19 práticas mais frequentes na Formação Empreendedora para as CPN no ambiente acadêmico, sendo as práticas: (1) competições multicampi; (2) trilha competitiva única; (3) Formação preparatória individual, na modalidade remota; (4) inscrições por equipes multifuncionais; (5) Seleção inicial, na modalidade remota; (6) avaliações realizadas por jurados Ad Hoc; (7) apresentações Pitch gravadas, na Seleção inicial e nas avaliações remotas; (8) Formação inicial, na modalidade híbrida; (9) aulas, oficinas, coworking, orientações e mentorias em negócios; (10) Aprendizagem Validada no desenvolvimento de ideias e protótipos; (11) Aprendizagem Cooperativa Baseada em Problemas e Baseada em Projetos; (12) Semifinal, na modalidade híbrida; (13) apresentações Pitch gravadas, na Semifinal e nas avaliações híbridas; (14) Formação final, na modalidade híbrida; (15) Seleção final, na modalidade presencial; (16) apresentações Pitch, na Seleção final avaliadas presencialmente; (17) premiações econômicas; (18) premiações não econômicas; (19) encaminhamentos.
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    MODIFICAÇÕES NO AMBIENTE DE TRABALHO DOS SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL EM FUNÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO HOME OFFICE
    (2023-08-05) GUSTAVO FRANCO XAVIER; Professor Doutor Edson Keyso de Miranda Kubo; Edson Keyso de Miranda Kubo; Eduardo de Camargo Oliva; Beatriz Maria Barbosa Braga
    A pandemia mundial de COVID-19 trouxe um novo contexto na esfera das relações sociais e trabalhistas, de modo que o uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente, a partir de 2020, transformou diversos ambientes laborais e gerou um forte impulso à prática do trabalho remoto nas organizações. Cientes da necessidade de providências, entidades públicas e particulares têm adotado a experiência do home office, por ser uma forma de trabalho segura e viável em tempos de crise sanitária, bem como se mostrar como um modelo de organização do trabalho que traz claros benefícios. Desde estudos do final século passado, já teve diversas designações, com conceito igual ou similar, a depender da visão do pesquisador: teletrabalho, home office, trabalho remoto ou a distância. Independente da nomenclatura, o fato é que o trabalho remoto influencia e, simultaneamente, é influenciado pela tríade relações sociais, tecnologia e economia. Isto posto, este estudo teve por objetivo identificar e analisar as modificações ocorridas em razão da implementação do home office sobre o ambiente de trabalho dos servidores técnico-administrativos das universidades federais. Busca-se, com os dados obtidos, entender, no âmbito das instituições públicas de ensino superior, como os servidores técnico-administrativos foram impactados pelos efeitos da implementação abrupta do trabalho remoto e a influência deste sobre o ambiente de trabalho da categoria, verificando quais dimensões foram afetadas. A pesquisa procurou identificar o que se pode concluir como vantajoso ou desvantajoso nesse processo, pois o que interessa para qualquer instituição, pública ou privada é, na prática, o que realmente funciona para que ela tenha um clima organizacional positivo e seja eficiente, produtiva. Quanto ao método, a pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, de natureza preponderante descritiva, junto com a revisão de literatura. Os resultados apontaram que os servidores preferem, de forma quase unânime, a permanência do trabalho em home office, sendo preferido o modelo híbrido ou teletrabalho parcial. Não houve divergência de opinião relevante nesse tema entre as lideranças e seus colaboradores. Ambos também possuem a opinião majoritária de que a performance no trabalho não foi prejudicada pelo home office, tendo até melhorado após o período inicial de adaptação. As principais vantagens do home office relatadas pelos entrevistados foram: autonomia e maior flexibilidade de horários; economia com deslocamento / tempo; aumento da produtividade; facilidade de concentração / foco; melhor qualidade de vida; maior cooperação / sinergia da equipe; menor burocracia / maior objetividade; e convivência familiar. E as principais desvantagens apontadas pelos mesmos servidores: adaptação e adequação do espaço de trabalho; dificuldades de liderança / organização e controle; problemas com as TICs; maior lentidão nas interações interdepartamentais; conflito do ambiente doméstico com o laboral; e sentimento de isolamento.
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    INCUBADORAS DE EMPRESAS DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS: A RECENTE EXPERIÊNCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC.
    (2022-03-24) Felipe Venâncio Silva; Celso Machado Júnior; Celso Machado Júnior; Daielly Melina Nassif Mantovani; Milton Carlos Farina
    Programas de incubação desempenham funções essenciais na preservação das empresas em seus estágios iniciais oferecendo assessoria, treinamentos, além de estrutura física para o início de suas operações. As empresas incubadas são geradoras de postos de trabalho capazes de contribuir com a economia regional. Parcela significativa das incubadoras de empresas existentes no Brasil são geridas por Núcleos de Inovação Tecnológica que, por vezes, são denominados de Agências de Inovação e instaladas em Universidades Públicas. Essas incubadoras são um exemplo do modelo da Hélice Tríplice em que a universidade, o governo e a empresa atuam em conjunto, visando a promoção da inovação tecnológica, baseada no conhecimento gerado pelas Universidades Públicas. O presente trabalho tem como objetivo geral analisar os elementos do processo de incubação promovido pela Universidade Federal do ABC. Os elementos a serem analisados são especificados através dos seguintes objetivos específicos: analisar o processo de seleção de empresas para incubação promovido pela Universidade Federal do ABC; analisar os serviços oferecidos pela Universidade Federal do ABC às empresas incubadas; e identificar as dificuldades encontradas pela Universidade Federal do ABC no processo de incubação de empresas. Para o atingimento do objetivo proposto, o trabalho realizou uma pesquisa descritiva e exploratória com uma abordagem qualitativa, tendo como lócus a Incubadora de Base Tecnológica da UFABC (ITUFABC), gerida pela agência de inovação InovaUFABC. As técnicas de coletas de dados empregadas foram a observação, análise documental e entrevistas semiestruturadas, realizadas com o diretor e a ex-diretora da InovaUFABC, com o servidor técnico administrativo responsável pela operacionalização da incubadora e com as empresas incubadas na modalidade residente. Para a análise documental e das entrevistas, foi empregada a técnica de análise de conteúdo. Como resultados, constatou-se que a seleção de empresas é realizada através da publicação de editais de fluxo contínuo em que se procura avaliar os projetos candidatos através de critérios como: grau de inovação; viabilidade e maturidade do projeto; capacidade mercadológica; e avaliação da equipe proponente. Sobre os serviços oferecidos, constatou-se que a modalidade de incubação não residente visa oferecer capacitações e mentorias para empreendedores com projetos ainda incipientes, enquanto a modalidade residente tem se limitado a oferecer apenas infraestrutura às empresas com projetos com um nível de maturidade mais adiantado. Já as principais dificuldades do programa de incubação constatados, foram os problemas relacionados à falta de servidores, morosidade e excesso de burocracia no processo de ingresso das empresas e a falta de acompanhamento em diversos aspectos da incubadora às empresas incubadas.
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    ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE SEMIJOIAS: DA COOPERAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO ATÉ A COMERCIALIZAÇÃO.
    (2022-04-27) Mauricio Luiz Gonçalves Martiniano; Celso Machado Junior; Celso Machado Júnior; Raquel da Silva Pereira; Elza Fátima Rosa Veloso
    Apesar da existência de competitividade entre as empresas de um mesmo setor, é possível observar que em determinadas localidades, empresas que manufaturam produtos comuns se associam com a finalidade de estabelecer um polo de atividade econômica, formando, assim, os Arranjos Produtivos Locais (APL). Referidos Arranjos são caracterizados como aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais, os quais desenvolvem atividades econômicas específicas e que apresentam vínculos entre si. Essa atuação proporciona ganhos de eficiência coletivos, que individualmente tais agentes não teriam possibilidade de obter. Neste sentido, este estudo busca contribuir com essa área de pesquisa estudando o APL de Semijoias de Limeira/SP, objetivando compreender a interação do respectivo arranjo, analisando sua estrutura e como ocorre dependência entre os atores, bem como identificar como a governança instituída suporta a coordenação dos envolvidos. O presente estudo adquire maior importância em virtude de o segmento de semijoias estar ganhando espaço no cenário mundial. A cidade de Limeira/SP tem se destacado nesse segmento por abrigar todas as etapas da cadeia produtiva, sendo responsável por quase 70% da produção nacional de joias folheadas. Em relação aos aspectos metodológicos, o estudo é caracterizado como qualitativo e quantitativo. Os resultados da pesquisa indicaram que o APL estudado não abarca uma articulação conjunta de interação e cooperação entre seus atores, fato que o descaracteriza como um arranjo de sucesso. Paralelamente, os resultados possibilitam deduzir que a interação e cooperação ente empresas, com objetivos comuns, proporciona ganhos competitivos para os atores, ratificando a premissa que as empresas quando unidas em arranjos produtivos possuem largas fontes de vantagens competitivas, as quais dificilmente conseguem alcançar se atuarem individualmente.
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    ESCOLAS DE GOVERNO E A CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS: ESTUDO DE CASO SOBRE O INSTITUTO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (IMAP) DE CURITIBA
    (2021-11-26) Pedro Henrique Fabri Zanini; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Silvio Augusto Minciotti; Regina Silvia Viotto Monteiro Pacheco
    A qualificação do servidor público tornou-se um tema recorrente nas discussões sobre os processos de inovação no serviço público e modernização das funções do Estado, sendo as Escolas de Governo estruturas relevantes no processo de capacitação e qualificação perante os desafios contemporâneos da Administração Pública. Partindo desse princípio, o objetivo deste trabalho foi analisar e descrever como atuam as Escolas de Governo Municipais nos processos de qualificação e capacitação de servidores públicos, com base na investigação do Instituto Municipal de Administração Pública, vinculado à Prefeitura de Curitiba. Para isso, realizou-se uma pesquisa de caráter qualitativo, configurando-se exploratória quanto ao tema investigado e descritiva em relação ao estudo de caso. Como procedimentos de pesquisa, utilizou se levantamento documental, pesquisa bibliográfica, entrevistas focalizadas com gestores e funcionários da escola e um instrumento de coleta com questões abertas a partir da ótica de alunos do Instituto. Os resultados permitiram identificar que o Instituto possui caráter autárquico e status de secretaria, é parte integrante da Administração Direta do Munícipio, tem orçamento próprio e atua no processo de capacitação profissional de servidores através da oferta de cursos, oficinas e palestras não só para os servidores da capital paranaense, mas também da Região Metropolitana de Curitiba. A pesquisa contribui de forma original ao focalizar a pauta da qualificação profissional de servidores públicos com Escolas de Governo Municipais, podendo auxiliar gestores públicos na elaboração e execução dos planos de governo.
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    FINTECHS: TIPIFICAÇÃO NO MERCADO BRASILEIRO
    (2022-04-08) Ana Carolina Tosetti Davanço; Maria do Carmo Romeiro; Maria do Carmo Romeiro; João Batista Pamplona; Carlos Eduardo Ferreira de Carvalho
    Diante dos desafios e nichos de mercado, as fintechs apresentam serviços financeiros inovadores, ágeis e, geralmente, mais baratos do que os ofertados pelos grandes bancos. Em sua maioria, as fintechs têm modelo de negócio em formato de startups, operando em segmentos como crédito, meios de pagamento, investimentos, cartões, câmbio, dívidas, seguros, entre outros. Esse contexto revelou a complexidade de conceituação desse organismo empresarial, o que motivou o desenvolvimento dessa pesquisa com o propósito de evidenciar dimensões, categorias e atributos que expressassem uma tipificação das fintechs brasileiras. Assim, esta pesquisa objetivou a) evidenciar dimensões, categorias e atributos que contribuíssem para estruturar uma tipificação das fintechs brasileiras; b) evidenciar facilitadores e/ou obstáculos presentes em seu ambiente de atuação; c) evidenciar elementos diferenciadores das fintechs em relação às grandes organizações bancárias; e d) apresentar uma estrutura descritiva das fintechs por meio de uma tipologia. A pesquisa, de natureza exploratória, utilizou abordagem qualitativa, por meio da aplicação de 15 (quinze) entrevistas semidiretivas com fundadores e gestores de fintechs, e também a avaliação de especialistas acerca dos elementos presentes na tipologia delineada neste estudo. As manifestações dos gestores acerca do ambiente de atuação e gestão das fintechs revelaram um forte alinhamento com a estrutura da tipologia delineada durante a construção do referencial teórico deste estudo, evidenciando, contudo, a oportunidade de um refinamento do resultado final da tipologia proposta nesta pesquisa. Assim, 11 (onze) dimensões compuseram a tipificação das fintechs no mercado financeiro, a saber, modelo de negócio; área de atuação ou produtos; configuração de tecnologias e ferramentas emergentes aplicadas; tipo de contribuição à sociedade; escalabilidade nas fintechs do tipo startups; público-alvo; regulação; inovação; relacionamento com os bancos; relacionamento com as bigtechs e as redes sociais; Interação com o ecossistema de inovação, detalhadas em categorias e atributos. Em paralelo, manifestações acerca de facilitadores e obstáculos postos às fintechs, trouxeram uma avaliação positiva dos gestores acerca da evolução das ações regulatórias necessárias para que a fintechs se estabeleçam no setor, evidenciando o aceno do Banco Central para abrigar as fintechs e tratar com flexibilidade a barreira regulatória, o que tende a ampliar a competitividade no setor e promover maior segurança ao mercado. Também, as oportunidades de incubação e mentorias proporcionados por espaços de inovação de empresas privadas e públicas (hub), contribuem efetivamente para o tratamento de dificuldades nas funções de gestão, como marketing, financeiras e outras enfrentadas pelas fintechs em seu percurso inicial.