Programa de Pós-Graduação em Educação
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Item A ÁLGEBRA E O DESENVOLVIMENTO DE UMA ATITUDE INVESTIGATIVA: A CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE ENSINO(2019-02-14) Ricardo da Silva Sampaio; Profª. Drª. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Prof. Dr. Douglas da Silva TintiAs avaliações em larga escala e a observação do cotidiano escolar têm mostrado que os alunos possuem dificuldades no aprendizado da álgebra. Muitas vezes, estas defasagens se iniciam desde o processo de alfabetização e se ampliam ao longo do percurso escolar. Apostamos na ideia de que o desenvolvimento do pensamento algébrico ao longo dos primeiros anos de escolaridade poderia favorecer o aprendizado da álgebra. Além disso, para amenizar tal situação, seria necessário propiciar aos alunos a oportunidade de aprenderem de diferentes formas, resolvendo problemas associados ao dia a dia e desenvolvendo um olhar mais investigativo. O presente trabalho se propôs a investigar, nos anos finais do Ensino Fundamental, estratégias de ensino que colaborem para o aprendizado da álgebra, numa perspectiva que promova no aluno uma atitude investigativa. Para a realização do estudo, inicialmente, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, a fim de identificar produções já existentes que tratassem da temática proposta, procurando analisar dificuldades e avanços no ensino da álgebra. Na sequência, apoiado na análise dos documentos oficiais – Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática e Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - e nos estudos de Dario Fiorentini, Maria Ângela Miorim, Antônio Miguel, José Luiz Magalhães de Freitas e Lesley R. Booth, elaboramos uma avaliação diagnóstica, com o objetivo de identificar o conhecimento que os alunos tinham a respeito da pré-álgebra. Em posse dos resultados, estruturamos uma sequência didática que propiciasse tanto o aprendizado da álgebra quanto o desenvolvimento de uma postura investigativa. A análise dos dados gerados apontou que o desenvolvimento do pensamento algébrico é fundamental para o ensino da álgebra. Além disso, práticas que despertem no aluno uma postura investigativa proporcionam condições mais adequadas para o seu aprendizado. Por último, como resultado da pesquisa, apresentamos a proposição do estudo no formato de uma oficina, a qual teve como foco o desenvolvimento profissional docente.Item A ATUAÇÃO DE PROFESSORES COMO TÉCNICOS DE EQUIPES EM COMPETIÇÕES DE ROBÓTICA EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTEFilipe de Oliveira Nascimento; Prof.ª Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Prof. Dr. Arnaldo Ortiz ClementeEste estudo aborda como a experiência adquirida pelo professor na função de técnico de equipe do torneio de robótica FIRST® LEGO® League (FLL) influencia seu desenvolvimento profissional. Assim, partiu-se da seguinte questão norteadora: quais características do torneio de robótica educacional FLL contribuem para o desenvolvimento profissional do docente que participa como técnico de equipe? O objetivo geral do trabalho é investigar e compreender de que maneira a participação do professor dos anos finais do ensino fundamental como técnico de equipes em torneio de robótica educacional contribui para o seu desenvolvimento profissional. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa caracteriza-se como exploratória de natureza qualiquantitativa. Para a coleta de dados, elaborou-se um questionário respondido por 133 professores que participaram da temporada 2022/2023 da FLL. A partir desse instrumento, foram selecionados nove docentes para uma entrevista, com vistas a saber a opinião deles a respeito de seu desenvolvimento profissional tendo, como base, as diretrizes da Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). As análises dos dados fundamentaram-se em autores como Paulo Freire, Seymour Papert e Lee Shulman. Os resultados revelaram contribuições no desenvolvimento profissional docente, sobretudo no que tange à prática pedagógica, trabalho em equipe, empatia, diversidade, inclusão, pesquisa, avaliação, comprometimento e a interdisciplinaridade oriundos de ações da dinâmica do torneio. Como produto educacional, propõe-se uma cartilha direcionada a novos professores que desejem se tornar técnicos de equipe, na qual se focalizam a fundamentação do torneio, bem como as características da FLL que contribuem para o desenvolvimento profissional docente.Item A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE PEDAGÓGICO NA FORMAÇÃO DOCENTE: SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DE BEBÊS(2020-06-04) Daniela Silva e Costa Santana; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elisabete F. Esteves CamposResumo Esta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como questionamento: quais os saberes necessários que o Assistente Pedagógico (AP) precisa ter para realizar com os docentes um trabalho formativo que atenda às especificidades da educação de bebês? O objetivo geral foi o de identificar os saberes dos APs necessários para sua atuação como formador de professores de bebês, a fim de elaborar propostas que auxiliem a qualificar seu trabalho. Parte do pressuposto de que a formação continuada, dentro dos espaços da creche e mediada pelo AP, é relevante, visto contribuir com o desenvolvimento profissional do docente e, consequentemente, com a transformação de sua prática pedagógica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como procedimentos metodológicos: o levantamento e leitura de documentos oficiais do município de Santo André/SP, campo desta pesquisa, e questionário destinado aos APs e aos docentes que atuam com os bebês. Como referencial teórico, fez uma interlocução com os estudos e pesquisas de Vera Maria Nigro de Souza Placco, Laurinda Ramalho de Almeida, Vera Lúcia Trevisan Souza; António Nóvoa; Carlos Alberto Libâneo; Maria Clotilde Rosseti-Ferreira; dentre outros. Os resultados evidenciaram que os APs reconhecem a importância de suas funções como formadores e articulares do grupo docente. Tal reconhecimento também se fez presente entre os professores. Sobre os saberes necessários para atuarem na formação dos profissionais de berçário, tanto os APs quanto os docentes pontuam a indissociabilidade entre as funções de cuidar e educar, o reconhecimento e valorização das múltiplas linguagens dos bebês e o respeito às suas singularidades. As docentes ainda destacam a necessidade de uma escuta e observação atenta aos bebês de modo a conhecê-los e então planejarem os contextos educativos. Embora reconheçam a importância das formações externas, oferecidas pela Secretaria de Educação, APs e docentes citam o distanciamento entre a realidade vivida nas creches e estas formações, pontuando a necessidade de haver temáticas específicas para a educação de bebês e que estas dialoguem com o cotidiano das instituições. Conclui-se que a formação continuada dentro da creche é importante e traz elementos relevantes para repensar a prática docente, contudo, há a necessidade de investimentos da Rede Municipal na formação do AP para ampliar seus saberes e, consequentemente, suas possibilidades de atuar com seu grupo, garantindo que todos os bebês recebam educação de qualidade que respeite suas especificidades e direitos. Frente aos resultados, o produto educacional desta pesquisa destina-se à formação dos APs de modo que se privilegie seus saberes, por meio de um blog, a fim de compartilhar experiências, além de promover discussão e reflexão sobre temáticas advindas da realidade da creche e específicas em relação à educação de bebês.Item A ATUAÇÃO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO DA REDE SESI-SP DE ENSINO NA FORMAÇÃO DOCENTE: A CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES(2019-06-27) Fernanda Dias Guilhermoni; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Profª Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profª Dra. Maria da Graça Nicoletti MizukamiEssa pesquisa, de natureza qualitativa, teve como objetivo geral investigar se a atuação do CP na Rede SESI-SP de Ensino atende as necessidades formativas dos docentes desta rede de ensino. Buscou também identificar as concepções dos (das) professores (as) acerca da formação continuada. Os dados foram coletados com professores de quatro escolas da Rede SESI-SP de ensino localizadas no município de Santo André. De posse dos depoimentos dos participantes da pesquisa, os dados foram agrupados, categorizados e analisados na perspectiva da análise conteúdo de Laurence Bardin. Em geral, os resultados mostraram que a atuação do coordenador pedagógico atende parcialmente as necessidades formativas dos docentes. A pesquisa mostra que os professores apesar de preferirem a formação docente orientada pelo CP por este entender suas individualidades e necessidades formativas, percebem que a autoformação também se faz importante, uma vez que apenas a formação centrada na escola não dá conta de todas as demandas pedagógicas. A pesquisa revela também a importância de ter o CP como parceiro e apoiador e não somente como um agente de averiguação de tarefas, uma vez que esta parceria profissional atrelada a afetividade, possibilita trocas de saberes e relação de confiança. Por fim, o estudo mostra que a formação pautada na concepção de ensino adotada pela Rede SESI-SP de ensino e que permitem a troca de experiência entre professores, oportunizam uma formação mais significativa, pois promovem análise e discussão de boas práticas e direcionam e alinham as atividades a serem planejadas dentro da visão sociointeracionista adotada. Como produto final, foi proposto o "Programa de ação formativo para o Coordenador Pedagógico" que sintoniza um conjunto de oportunidades educativas sugerindo filmes, livros e artigos que o coordenador pedagógico possa utilizar de forma autônoma de acordo com as necessidades apontadas no PREP, podendo assim melhorar sua atuação junto ao corpo docente.Item A AVALIAÇÃO DOCUMENTADA E PARTICIPATIVA NA CRECHE NO CONTEXTO DE PANDEMIA: NARRATIVAS DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM(2021-02-26) Natalia Francisquetti Silva Vieira; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Amanda Cristina Teagno Lopes MarquesEsta pesquisa foi realizada em uma creche pública da Rede Municipal de Educação de Santo André/SP, com um grupo de crianças de 2-3 anos, durante o período pandêmico decorrente do COVID-19, o qual acarretou na necessidade de construção de um projeto educativo emergencial de atendimento remoto. Neste cenário, este estudo teve como pergunta orientadora: Como construir um processo de avaliação participativa que narre a trajetória de aprendizagem das crianças pequenas em contexto de pandemia? Com base nesta problemática, o objetivo geral foi o de construir um processo de avaliação documentada e participativa que tornasse visível a trajetória de aprendizagem de crianças de 2-3 anos em contexto de pandemia. Parte da compreensão de que a avaliação na Educação Infantil é um fazer processual que contempla a participação efetiva da tríade: crianças, educadoras e famílias, o qual tem como finalidade o acompanhamento da ação educativa e do percurso de aprendizagem de meninos e meninas. O referencial teórico está embasado nos estudos e pesquisas da sociologia da infância, pedagogia da infância, pedagogias participativas, bem como na legislação referente à Educação Infantil. Como procedimento metodológico, optou-se pela abordagem da pesquisa interventiva. Assim, o projeto de intervenção deu-se através da construção de uma sistemática de avaliação documentada e participativa. Para tanto, o processo documental coletivo denominado “Como nós e nós” – o qual foi construído no decorrer da trajetória educativa remota a partir dos registros envidados pelas famílias e crianças – subsidiou a construção das narrativas individuais de cada criança, que se consolidou como o instrumento avaliativo para atender à especificidade da avaliação de acompanhamento. Os registros da professora pesquisadora e entrevistas com as famílias também foram utilizados como instrumentos de coleta de dados. Como resultados, este estudo indica que a perspectiva de educação não presencial não comunga com a especificidade do projeto educativo da creche. Entretanto, a continuidade do atendimento às crianças através das ações em parceria entre creche e famílias evidenciou a potência da atuação colaborativa entre as instituições. Em contrapartida, a comunicação com os meninos e meninas foi um desafio, o que exigiu escutar suas vozes para além da linguagem verbal, através da interpretação de fotos e vídeos que eram compartilhados no grupo virtual. Com relação ao fazer avaliativo, demonstrou que a documentação pedagógica viabiliza a participação da tríade, em congruência com um projeto de educação de infância dialógico em que todos(as) envolvidos(as) tenham garantido o seu direito de fala e escuta. Por fim, conclui que a experiência remota reverbera em reflexões para (re)pensar as práticas a serem desempenhadas no retorno ao atendimento presencial, no que se refere às ações em parceria entre creche e famílias e a consolidação de uma prática avaliativa contextualizada ao cotidiano pedagógico, de acompanhamento e testemunhal, coconstruída por adultos(as) e crianças. Como desdobramento desta investigação, será produzido como produto educacional um E-Book, o qual terá como premissa contribuir com o processo reflexivo na busca pela realização de “novos possíveis” ao fazer avaliativo na creche.Item A AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E COORDENADORES PEDAGÓGICOS: CONHECIMENTOS, ATUAÇÃO E NECESSIDADES FORMATIVASLuciana Vieira da Silva; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Marco Wandercil, da Silva; Prof. Dr. Ocimar Munhoz AlavarseA avaliação educacional recebe pouca atenção nos cursos de formação de professores no Brasil, contexto em que também se formam os coordenadores pedagógicos. Partindo dessa premissa, o objetivo geral da presente pesquisa foi compreender os conhecimentos, a atuação e as necessidades formativas de coordenadoras pedagógicas experientes do ensino fundamental, anos iniciais, em relação à avaliação. Para tal, utilizou-se a abordagem qualitativa de pesquisa, com base em entrevistas com um grupo de participantes. Os resultados mostraram que as coordenadoras pedagógicas, em geral, conheciam pouco sobre a avaliação da aprendizagem e as externas em larga escala. Seus saberes eram mais intuitivos e associados ao senso comum do que atrelados às teorias e práticas sobre o tema. A atuação das participantes secundarizava as avaliações, seja no planejamento, seja nas formações ou em reuniões e encontros. Em geral, pouco tempo era dedicado ao estudo sobre o tema e para a formação de professores. As profissionais apresentaram várias necessidades formativas e estavam desejosas de realizá-las, uma situação favorável à realização de formação continuada. Destaca-se, portanto, que a avaliação ainda não está presente de forma sistemática no trabalho dessas participantes, ou seja, o tema não é considerado prioridade no cotidiano escolar. O quadro descrito, muito possivelmente, traz desdobramentos e consequências para a aprendizagem dos alunos: as orientações dadas pelas coordenadoras às professoras, sobre práticas avaliativas, instrumentos, critérios, entre outros, podem não ser significativas para a melhoria da aprendizagem; os processos avaliativos podem ocorrer de forma aligeirada e sem a devida reflexão, entre outras questões. Os dados serão utilizados para a elaboração de uma formação continuada, produto desta investigação, e podem ser alvo de debates nas secretarias de educação das cidades do Grande ABC e outras.Item A COMPREENSÃO DE PROFESSORAS E PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O TEATRO NA EDUCAÇÃO(2020-10-12) Leonardo Birche de Carvalho; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Clarilza Prado de SousaA Lei Federal No 13.278, de 2 de maio de 2016, definiu que o componente curricular Arte deve ser constituído por quatro linguagens artísticas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. No entanto, os cursos superiores de Pedagogia, que formam grande parte das professoras e professores que lecionam os diferentes componentes curriculares, entre eles Arte, nos anos Iniciais do Ensino Fundamental, não sofreram alterações em seus currículos para contemplar as quatro linguagens artísticas. Além dessa característica da formação de pedagogas e pedagogos, tanto o número de cursos de formação de licenciatura nas quatro linguagens artísticas, quanto o número de ingressantes nesses cursos não tem aumento significativo desde 2010. Diante desse cenário, apesar da obrigatoriedade do ensino linguagem artística Teatro na educação básica prevista em lei e da potencialidade educacional do Teatro para a formação e desenvolvimento dos indivíduos, para o exercício de conscientização da realidade objetivando a sua transformação, e como possibilidade de emancipação do sujeito, aparentemente o desenvolvimento de um trabalho no interior da escola que contemple essa linguagem está longe de ser alcançado. Esse alcance depende, entre outros fatores, do conhecimento que as professoras e professores possuem sobre a linguagem artística Teatro e como a interpretam. Nesse sentido, esta investigação teve como problema de pesquisa: Quais as compreensões de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? O Objetivo geral foi investigar a compreensão de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A metodologia da pesquisa e descritiva, quali-quantitativa, com delineamento de levantamento de campo (survey), e teve como instrumento de coleta questionário com perguntas abertas e fechadas, com 326 respondentes validos. Os dados quantitativos foram processados no software SPSS 23, e os dados qualitativos no software IRaMuTeQ. O referencial teórico utilizado e centrado em autoras e autores da educação em teatro, como Slade, Spolin, Reverbel, Boal e Lopes, autores da educação, como Vigotski e Catterall, em Moscovici, sobre a Teoria das Representações Sociais, utilizando a abordagem estrutural das Representações Sociais, de Abric. A pesquisa verificou que o teatro não é abordado na formação docente, fato que leva os docentes a não utilizarem praticas ou jogos teatrais na escola. Apesar disso, o teatro e considerado importante no contexto escolar pelos docentes, sendo um recurso didático para o ensino de diversos outros componentes curriculares. A Representação Social dos docentes sobre o teatro tem como Núcleo Central elementos abstratos e que se relacionam com ideias que envolvem o teatro e seus efeitos ou funções, deixando os elementos concretos e técnicos do teatro que são combinados para a materialização e execução de uma obra teatral no Sistema Periférico. Os resultados da pesquisa indicam que há oportunidade para ampliar a presença do teatro na escola, a partir da formação docente, seja ela inicial, em serviço ou em educação não formal. Para tanto, o produto proposto e uma ação formativa sobre o teatro e suas possibilidades no contexto escolar, tendo docentes como público-alvo.Item A COMPREENSÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO TRABALHO COM O DESENVOLVIMENTO MOTOR DA CRIANÇA NO ENSINO FUNDAMENTAL(2009-05-11) Marcio Tadeu Manfrin; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Paulo Sergio Garcia; Profa. Dra. Kathya Maria Ayres de GodoyO objetivo principal deste estudo é situar a compreensão do professor de educação física dos anos iniciais do Ensino Fundamental de São Caetano do Sul sobre as habilidades motoras inseridas na proposta curricular. Por se tratar de um estudo de natureza qualitativa, optamos como caminho metodológico pelo estudo de caso único holístico. O instrumento de coleta de dados foi composto por entrevistas semiestruturadas que tiveram sua elaboração fundada na teoria de desenvolvimento motor. Os principais resultados obtidos pelas entrevistas revelaram conhecimentos superficiais dos professores sobre as questões teóricas relacionadas ao desenvolvimento motor da criança. A partir desta lacuna, outras incertezas, imprecisões e dificuldades foram identificadas, associadas ao desenvolvimento da criança. Por fim, verificamos aproximações e distanciamentos entre o discurso docente e a construção teórica sobre o desenvolvimento motor, proposta nas orientações curriculares do município. Como produto final, elaboramos uma proposta de formação continuada para os professores de educação física, que foi dividida em quatro encontros, cada um apresentando uma temática específica que dialogava com o tema e com os objetivos da dissertação. Criamos, assim, momentos de reflexão-ação entre os professores, promovendo possibilidades de pensar em suas práticas pedagógicas em relação ao desenvolvimento motor da criança. Os dados desta pesquisa podem ser utilizados no contexto da formação de professores e das secretarias de educação das cidades brasileiras.Item A CONSTRUÇÃO COLABORATIVA DE UM CURRÍCULO ANTIRRACISTA E DECOLONIAL EM UMA ESCOLA PARTICULAR SITUADA NA CIDADE DE SÃO PAULO(2023-10-08) Luce Elena Diogo da Silva; Profa. Dra. Sanny S. da Rosa; Prof (a). Dr.(a.) Sanny Silva da Rosa; Prof (a). Dr.(a.) Marta Regina Paulo da Silva; Prof (a). Dr.(a.) Crislei de Oliveira CustódioEsta pesquisa teve como objetivo geral analisar como uma escola particular, que atende a uma parcela da elite econômica da cidade de São Paulo e declarou compromisso com o planejamento e execução de ações antirracistas, traduz a Lei 10.639/03 no seu currículo. Ao estabelecer a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana em todos os componentes curriculares e níveis de escolarização, a Lei 10.639/03 desafiou a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) a promover a reeducação das relações étnico-raciais, pautada na valorização das diferenças, na justiça social e na igualdade racial. Por meio de uma abordagem teórica e metodológica que se enquadra no campo das pesquisas colaborativas, esta investigação é resultado de um trabalho coletivo de (re)construção de um currículo antirracista na perspectiva decolonial, realizado com a equipe gestora de uma escola particular de elite situada em um bairro nobre de São Paulo. Nesse sentido, a pesquisa se configurou como um trabalho coletivo, que se propôs a cumprir os seguintes objetivos específicos, por meio de sessões reflexivas: a) conhecer as ações desenvolvidas pela equipe gestora, desencadeadas pelo movimento das famílias para a implementação lei 10.639/03 no currículo escolar; b) analisar, com os gestores escolares, a proposta curricular da escola, com base nas políticas de combate ao racismo; c) desenvolver, com a equipe escolar, uma revisão crítica da proposta curricular antirracista, da Educação Infantil ao Ensino Médio. O trabalho resultou na produção de três documentos norteadores para a construção de um currículo antirracista: Diretrizes para uma educação antirracista (item revisão curricular); Indicadores de avaliação (coleta de dados da percepção dos educadores sobre a pauta antirracista); apresentação dos dados e proposta de ações a curto, médio e longo prazo. Como produto final do presente estudo, propôs-se a elaboração de um "Caderno de Escrevivências" sobre a experiência de construção de um currículo antirracista com vistas a fomentar reflexões e práticas transformadoras e decoloniais em outras comunidades educativas dispostas a reverter a lógica excludente criada pela modernidade/colonialidade.Item A CONSTRUÇÃO COLABORATIVA DO CURRÍCULO NA PERSPECTIVA DA JUSTIÇA CURRICULAR: A EXPERIÊNCIA DE UMA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL (ETI) EM RIBEIRÃO PIRES/SP(2020-06-03) William Santos Nascimento; Profª. Drª. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Profa. Dra. Branca Jurema PonceEste trabalho de pesquisa apresenta o processo de construção do currículo das oficinas pedagógicas de uma Escola de Tempo Integral – ETI, localizada no Município de Ribeirão Pires/SP. Frente à inexistência de uma proposta oficial para a parte diversificada do currículo dos anos iniciais do Ensino Fundamental, o objetivo central do estudo consistiu na busca de estratégias para a construção coletiva de um currículo na perspectiva da justiça curricular. A metodologia utilizada alinha-se com os princípios e processos da pesquisa-ação colaborativa, uma vez que essa abordagem qualitativa de pesquisa proporciona o desenvolvimento de discussões, reflexões e tomadas de decisão da gestão escolar, respeitando os sujeitos do currículo. O trabalho apoiou-se nas contribuições das teorias críticas do currículo de autores como Michael Whitman Apple, José Gimeno Sacristán, Michael Young, Antônio Flávio Barbosa Moreira e no conceito de justiça curricular explorado por Raewyn Connell, Juliana Fonseca de Oliveira Neri, Branca Jurema Ponce. Os resultados obtidos nesse processo revelam que a ação de refletir coletivamente sobre os conceitos que fundamentam as práticas pedagógicas, a partir dos problemas concretos da escola promove mudanças importantes na direção de um projeto comprometido com a qualidade social da educação e com a gestão democrática da escola. O produto final deste trabalho se apresenta sob o formato de caminhos percorridos para a construção coletiva do currículo e de projetos que contemplam objetivos para as três dimensões da justiça curricular: conhecimento, cuidado e convivência.Item A CONSTRUÇÃO DOS SABERES DOCENTES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL(2024-08-02) Cintia Novaes Rocha; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. (a). Dr.(a.) Maria de Fátima Ramos de Andrade; Prof (a). Dr.(a.) Érica Aparecida Garrutti de LourençoA inclusão escolar é um princípio fundamental que visa garantir igualdade de acesso e oportunidades de aprendizagem para todos os alunos. Nesse contexto, a luz de referenciais teóricos de Montoan (2003), Mendes (2011), Vilaronga (2014) e Zerbato (2018), exploramos o cenário da inclusão escolar na Educação Básica, com ênfase na formação dos saberes docentes para qualificação do processo de inclusão dos alunos com deficiência nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A pesquisa é qualitativa, descritiva e exploratória, com ênfase na formação docente, considerada crucial para promover escolas inclusivas e uma educação para todos. Nosso objetivo geral foi analisar as interações e a articulação entre os professores do ensino regular e os profissionais do atendimento educacional especializado, com base nos princípios da educação inclusiva, identificando desafios, expectativas e ações fundamentais para o desenvolvimento de práticas colaborativas no contexto escolar. O estudo foi dividido em quatro fases distintas: a primeira dedicada à revisão da literatura existente; na segunda, foram formulados os tópicos de discussão e organizados em questionários no Google Forms e distribuídos entre os professores em grupos no WhatsApp. Na fase seguinte, estabelecemos contato com os professores para organizar espaços de diálogo, visando à inclusão dos alunos com deficiência e à consideração das expectativas e experiências dos docentes frente à diversidade escolar. Por fim, na etapa final, elaboramos o produto educacional no formato de um perfil informativo no Instagram, intitulado @interlocucoesdocentes, apresentando ideias e sugestões de práticas para o desenvolvimento de ações articuladas entre os profissionais do atendimento educacional especializado e os docentes atuantes nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Quanto aos resultados, destacamos a importância do planejamento colaborativo na articulação entre o ensino regular e a Educação Especial, visando aprimorar a formação docente e promover práticas inclusivas no contexto escolar.Item A DESCENTRALIZAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS NA GESTÃO DA ESCOLA PÚBLICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES.(2022-02-05) Rejane Marques Da Silva Lins; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Henrique ArcasEsta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como questionamento: como o diretor de escola gerencia os recursos financeiros face às demandas da escola, quais são esses recursos e como definir prioridades dentro de um espectro democrático? O objetivo geral foi o de analisar as políticas públicas de repasse financeiro diretamente à escola na perspectiva da gestão democrática. A pesquisa partiu do pressuposto que o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), recurso financeiro alocado diretamente na escola, é um possível potencializador da gestão democrática, em relação à partilha de poder nos processos decisórios da unidade escolar. Para tal, realizou-se uma pesquisa qualitativa que teve como procedimentos metodológicos a análise documental e a aplicação de um questionário qualitativo respondido por 11 (onze) diretoras de escola da Rede Municipal de Santo André. A coleta de dados deu-se por meio de formulário on-line (Google Forms). Os depoimentos das diretoras foram transcritos e analisados na perspectiva da Análise de Conteúdo e do referencial teórico que trata do assunto. Os resultados evidenciam que os diretores de escola possuem algumas fragilidades para o planejamento, execução e prestação de contas do PDDE em duas vertentes: i) sob os aspectos operacionais – falta de tempo para a execução da verba, dificuldades no manejo das verbas divididas em capital e custeio; dificuldades na guarda de documentação, bem como no preenchimento e recolhimento destes documentos; ii) sob os aspectos interacionais relacionados à participação dos professores, funcionários e pais e/ou responsáveis – falta de tempo destes para participar das reuniões que decidem o gasto da verba; apatia de alguns professores que se recusam a participar; falta de conhecimento de alguns professores e pais e/ou responsáveis. Conclui-se que há a necessidade de o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) rever alguns procedimentos e processos para facilitar o uso do dinheiro sem, contudo, descaracterizar a importância da prestação de contas; no que tange ao município de Santo André, em especifico, verifica-se a necessidade de formar os futuros diretores em relação ao passo a passo exigido pelo FNDE que tangencia alguns conhecimentos da área contábil e arregimentar formações voltadas à reflexão da gestão democrática enquanto instrumento para fomentar a participação de todos os atores da unidade escolar. Ao analisar as problemáticas arguidas no decorrer da pesquisa e na coleta de dados, decidiu-se propor um produto de intervenção com base em pressupostos formativos, destacando a seguinte tríade: aquisição de conhecimento (dados operacionais), reflexão e ação para minimizar problemas já existentes e antecipar possíveis fragilidades como a falta de tempo e participação ativa dos sujeitos da comunidade escolar.Item A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: REFLEXÕES COM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL(2018-02-27) Géssica Natália Campos; Profª. Drª. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dra. Branca Jurema PonceEste trabalho busca refletir sobre a Educação em Direitos Humanos (EDH) e as possibilidades de incorporação da EDH em uma escola da rede municipal de São Caetano do Sul. O objetivo geral da pesquisa é contribuir com o trabalho da equipe gestora e docente para o desenvolvimento de ações concretas, envolvendo professores, para a promoção da EDH na perspectiva de uma qualidade social da educação. Por sua relevância, o trabalho tem como referencial teórico as contribuições de alguns autores como Comparato (2015), Haddad e Graciano (2006), Candau (2013), Carvalho (2004), Lúcio (2013), Santos (2013), Silva (2012). Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa-ação colaborativa, dividida em três etapas: a de caracterização dos sujeitos integrantes da equipe gestora e equipe docente da escola; a identificação das concepções de direitos humanos e de Educação em Direitos Humanos dos participantes; e, finalmente, a etapa de ação, que resultou na elaboração de um plano de formação que vise a incorporação da EDH nas práticas cotidianas da escola. Os resultados da pesquisa indicam que antes de realizarmos um trabalho de EDH na escola com os alunos é preciso realizar com a equipe gestora e docente da escola. Uma formação reflexiva pode fazer com que o professor se reconheça como um sujeito de direitos para só depois pensarmos em formar alunos que se reconheçam sujeitos de direitos. Uma educação que busca qualidade social precisa refletir sobre respeito às diferenças, democracia, autonomia e direitos.Item A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A APRECIAÇÃO PELA VARIABILIDADE DOS APRENDIZES: A PROPOSTA DO DUA PARA O ENSINO SEM BARREIRAS.(2022-02-22) Camila Elizabete da Silva; Prof.ª Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof (a). Dr.(a.) Elizabete Cristina Costa-Renders; Prof (a). Dr.(a.) Maria de Fátima Ramos de Andrade; Prof (a). Dr.(a.) Suelene Regina Donola MendonçaAs escolas regulares enfrentam atualmente um desafio sem precedente, que é o fato de conviverem cada vez mais com grupos heterogêneos em seu interior. Com a democratização do acesso ao ensino público, a escola passou a lidar com grupos antes marginalizados, porém, suas concepções de ensino não necessariamente acompanharam essas mudanças. O conceito de variabilidade, um dos fundamentos do Design Universal para Aprendizagem (DUA), foi a principal base teórica para o desenvolvimento desta pesquisa. Partiu-se da seguinte questão investigativa: Qual a percepção das professoras sobre a variabilidade dos aprendizes e como esta percepção pode contribuir para a construção de estratégias pedagógicas inclusivas? O objetivo geral desta investigação foi compreender como as professoras consideram a variabilidade presente no seu grupo de aprendizes e como essa concepção interfere diretamente em suas estratégias de ensino inclusivo. Já os objetivos específicos foram: (1) verificar, sob a ótica das professoras, como a concepção dessas profissionais acerca da variabilidade dos aprendizes interfere em suas práticas pedagógicas; (2) promover a reflexão sobre os desafios para o ensino inclusivo, em diálogo com os princípios do Design Universal para a Aprendizagem, juntamente com professoras que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental; (3) construir, juntamente com as professoras participantes da pesquisa, uma situação de aprendizagem fundamentada no conceito de variabilidade proposto pelo Design Universal para a Aprendizagem. Esta foi uma pesquisa qualitativa, que se deu de forma aplicada, sendo realizada de maneira prática com cinco professoras atuantes em escolas públicas na região do Grande ABC. Teve um viés intervencionista, pois buscou atuar sobre os processos de ensino e aprendizagem com base em instrumentos de pesquisa que combinam a pesquisa narrativa (ouvindo professores) e a pesquisa de desenvolvimento (construindo um objeto de aprendizagem inclusivo). A coleta das narrativas se deu por meio de entrevistas individuais e rodas de conversa, realizadas de forma online. Como base teórica, a pesquisa fundamentou-se nas seguintes categorias: Educação Especial; Educação Inclusiva; Design Universal para a Aprendizagem; Diferenças e Variabilidade; Monoculturas. Como produto educacional, desenvolveu-se a Oficina de Estações de Aprendizagem, buscando apoiar os professores na implementação do ensino para todos. Os resultados da pesquisa apontaram para o necessário enfrentamento da burocratização na escola no sentido de criar espaço para o efetivo planejamento do ensino inclusivo, bem como sinalizaram que o trabalho com o DUA oportuniza o maior engajamento dos aprendizes em suas necessidades de aprendizagem. Vale informar que esta pesquisa está inserida no âmbito do projeto regular N. 2017/20862-8, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).Item A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AS DIFERENÇAS NA ESCOLA: EM PERSPECTIVA OS DESENHOS DAS CRIANÇAS(2020-07-13) Thais Cristina Rangel Bressani; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Juliana Marcondes BussolottiEsta pesquisa coloca em questão o movimento das diferenças numa escola pública na região da grande São Paulo. Neste sentido, pergunta: quais as percepções das crianças em relação às diferenças na escola? Tem como objetivo geral compreender como as crianças percebem as diferenças na escola. Como objetivos específicos da pesquisa elenca: conhecer a percepção das crianças sobre as diferenças a partir da documentação pedagógica da escola pesquisada, discutir e refletir como os desenhos das crianças vão ao encontro do que está proposto no Projeto Político Pedagógico da escola pesquisada e construir um caderno ilustrado que mostre a importância do diferenciar para incluir na escola. Partindo dos objetivos apresentados, a investigação foi desenvolvida com um método combinado entre a pesquisa narrativa e a pesquisa documental integrativa, recolhendo e narrando, por meio dos desenhos das crianças, a percepção sobre as diferenças na escola. A pesquisa fundamenta-se nos seguintes referenciais teóricos: paradigma da educação inclusiva, diferença como valor pedagógico e ética universal do ser humano. Apresenta uma proposta de produto educacional - o caderno ilustrado intitulado O olhar das crianças sobre as diferenças. Os resultados apontam para alguns horizontes epistemológicos fundantes do enfrentamento da exclusão social e da construção da escola inclusiva, como: a percepção da marcação da diferença pela sociedade, a recorrente mentalidade dicotômica na escola, a diferença como condição humana, a aprendizagem da sensibilidade solidária e a relevância da construção coletiva do projeto político pedagógico da escola para a formação da consciência cidadã. As crianças demonstraram consciência política e clara percepção conceitual sobre os mecanismos de marcação das diferenças na sociedade e na escola.Item A EDUCAÇÃO INTEGRAL NO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO(2020-03-04) Sherida Zaia Alberdi; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Profa. Dra. Ana Silvia Moço Aparício; Prof. Dr. Eric Ferdinando Kanai PassoneA Educação Integral é um entendimento a partir do qual a educação deve garantir o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas dimensões e se constituir como projeto coletivo, compartilhado pelos estudantes, pelos educadores, pelas famílias e pelas comunidades locais. Entretanto, o que tem sido observado, nos últimos anos, é a busca pela ampliação do tempo de permanência do estudante na escola em detrimento de um modelo de educação que garanta o desenvolvimento pleno dos sujeitos. Em geral, são programas como Tempo de Escola e o Educar Mais que fazem parte das políticas públicas de Educação Integral da cidade de São Bernardo do Campo (SBC), no Estado de São Paulo, que foram objeto desta investigação. Assim sendo, esta pesquisa, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, na linha de pesquisa Política e gestão da educação, de natureza qualitativa, teve como questão de pesquisa: Como têm sido constituídas as políticas de Educação Integral de São Bernardo do Campo? O objetivo geral foi, então, analisar as políticas públicas de Educação Integral de SBC, Estado de São Paulo, na perspectiva documental e de um grupo de gestores escolares. Para alcançar esse objetivo, os seguintes caminhos foram delineados: a) fazer uma análise dos documentos inerentes aos programas de Educação Integral de SBC; b) identificar aspectos comuns entres os dois programas de Educação Integral do município; c) conhecer as concepções dos gestores escolares acerca dos programas de Educação Integral de SBC; e d) propor algumas diretrizes para nortear os caminhos curriculares da Parte Diversificada no município de SBC. Tendo a abordagem qualitativa de pesquisa como premissa, os dados foram obtidos por meio de entrevistas realizadas com gestores de seis escolas do município investigado. De posse dos depoimentos dos participantes da pesquisa, os dados foram agrupados, categorizados e analisados na perspectiva da análise de conteúdo de Laurence Bardin. Em geral, as políticas públicas de Educação Integral de SBC têm sido caracterizadas pela descontinuidade em razão da alternância de partidos e, portanto, de gestores no executivo municipal. Por conta disso, são programas que dependem de vontade política para sua continuidade e, portanto, não podem ser considerados como políticas públicas de educação. Os gestores reconhecem a importância dos programas de Educação Integral em SBC, especialmente do Tempo de Escola, mas consideram que a instabilidade das políticas educacionais representa um fator preocupante para a consolidação da Educação Integral como política pública no município. Por fim, os gestores consideram que a flexibilidade curricular inerente à Parte Diversificada é positiva, mas alguns projetos poderiam ser incluídos no currículo comum que é para todos. Como produto final, considerando as concepções dos participantes da pesquisa, bem como o cenário político atual, foi proposto um documento orientador com foco na proposição de caminhos para a implementação da Parte Diversificada do currículo em SBCItem A EVASÃO ESCOLAR E OS DESAFIOS DA GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO EM UMA ETEC DO ABC PAULISTA(2021-11-08) Cláudia Aparecida Siola Fiorotti; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Profa. Dra. Sueli Soares dos Santos BatistaEsta dissertação teve por finalidade estudar a evasão escolar. A temática foi analisada por meio de um estudo de caso realizado em uma das unidades escolares de nível médio e técnico da instituição Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. O objetivo geral foi identificar as principais causas intra e extraescolares que levam os alunos a evadirem-se do Curso Técnico em Administração em uma ETEC do município do ABC Paulista. A questão-problema que conduziu a pesquisa foi: Quais os fatores influenciadores e determinantes da evasão escolar no Curso Técnico em Administração nas Escolas Técnicas do Centro Paula Souza? O referencial teórico pautou-se nas contribuições de Cunha, Koritiake, Manfredi, Mota e Frigotto, Motoyama, e Schwartzman sobre a história do ensino técnico. Vale salientar que as legislações e os documentos oficiais da instituição também contribuíram nesse percurso, assim como os estudos correlatos, considerando ainda os trabalhos de Ball, Dore e Lücher, Lück, Patto e Paro, referentes aos conceitos e causas da evasão escolar, bem como à importância da gestão escolar nesse contexto. Trata- se de um estudo qualitativo que se valeu dos seguintes procedimentos metodológicos para a coleta de dados: análise documental; aplicação de questionários e a realização de um grupo de discussão. Os resultados evidenciaram que as principais causas da evasão declaradas pelos alunos são as extraescolares, tais como: dificuldade de conciliar o trabalho com os estudos; problemas de saúde e pessoais. Já na visão da equipe gestora, as causas intraescolares elencadas foram: descompasso educacional; aulas não motivadoras. Com relação aos fatores extraescolares, destacam-se: problemas financeiros; localização da unidade escolar; ingresso no nível superior; dificuldade de conciliar o horário do curso com o trabalho. Constatou-se que a unidade escolar desenvolve ações orientando o corpo docente sobre as consequências da evasão e sobre o planejamento das aulas, assim como esclarecendo aos alunos a importância do curso para o mercado de trabalho. Por fim, a partir dos achados desta pesquisa, como produto final, serão organizados materiais de conscientização destinados à equipe gestora, em especial à coordenação de curso e professores, por meio da plataforma PADLET. O propósito é subsidiar novas estratégias e ações que a unidade escolar continuará a desenvolver para controlar e amenizar o índice da evasão.Item A FORMAÇÃO CONTINUADA DAS DOCENTES DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO NO CONTEXTO PANDÊMICO (2020-2021)(2023-06-27) Aline Alves; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Ana Silvia Moco Aparício; Profa. Dra. Elisabete Ferreira Esteves CamposNo período de isolamento social a formação continuada docente foi de suma importância, acontecendo com peculiaridades decorrentes daquele momento. Por isso, a pergunta norteadora da pesquisa centrou-se em saber, como a formação continuada em serviço subsidiou a prática docente na pré-escola, durante o período pandêmico 2020-2021, segundo as percepções das docentes? O presente estudo teve como objetivo compreender como a formação continuada em serviço subsidiou o fazer docente em uma escola municipal de Educação Infantil, em São Paulo, no contexto pandêmico (2020-2021), segundo as percepções das professoras. Por objetivos específicos: 1. identificar como ocorreu a formação em serviço durante o período pandêmico (2020-2021). 2. analisar, segundo as percepções das professoras, indicadores de contribuição da formação continuada em serviço para qualificar o fazer docente durante o período de isolamento social (2020-2021) e pós pandemia; 3. verificar possíveis avanços e/ou obstáculos ocorridos na formação continuada durante a pandemia; 4. elaborar um e-book com as narrativas das docentes com o propósito de dar visibilidade às aprendizagens do professorado que estiveram à frente das demandas educacionais ocorridas nos anos 2020/2021.Tratou- se de uma investigação de caráter qualitativo exploratório. Como procedimentos metodológicos foram utilizados os relatos das experiências de cinco docentes, ocorridas nos processos formativos (2020-2021), por meio das cartas pedagógicas e investigação das pautas formativas vinculadas ao período de isolamento social. As pautas formativas e as cartas foram analisadas por meio da análise de conteúdo tendo como inspiração os estudos de Laurence Bardin. O referencial teórico, pautou-se nos trabalhos de pesquisadores/as da formação continuada, dentre eles/as: António Nóvoa, Bernadette Gatti, Francisco Imbernón, Marcelo Garcia, Paulo Freire, Selma Garrido Pimenta, assim como nas legislações que tratam dos direitos da criança em espaços coletivos. Os dados coletados revelaram que o isolamento social demandou muitas ações do professorado como o trabalho em equipe, a superação de barreiras tecnológicas e o excesso de trabalho compondo o seu fazer docente. Entretanto, diante desse cenário imposto pela pandemia, houve uma formação continuada em serviço subsidiando o trabalho do professor e professora da Educação Infantil, demonstrando que houve mais avanços do que obstáculos na formação docente ocorrida no período. A partir dos resultados, dessa investigação será elaborado, como produto educacional, um e-book com as experiências das professoras durante seu percurso formativo, construído por meio das narrativas descritas nas cartas pedagógicas.Item A FORMAÇÃO DE PROFESSORES A PARTIR DA REFLEXÃO SOBRE AS PRÁTICAS INCLUSIVAS: APROXIMAÇÕES COM O DESIGN UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM(2021-02-24) Adriana de Jesus Arroio Agostini; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Prof. Dr. Joaquim Melro de JesusMuitos são os desafios enfrentados pelos professores na inclusão escolar. A oferta de formação continuada sobre a temática da educação especial e inclusiva, muitas vezes, tem sido apontada como insuficiente e ineficaz, não atendendo às expectativas dos professores por práticas e modelos de atividades que permitam aplicação rápida nos contextos de sala de aula. Isto reforça o discurso de escolas e professores sobre o despreparo para lidar com alunos que não aprendem. Tal problema permeia esta pesquisa, que tem como objeto de estudo o processo de aproximação entre as práticas pedagógicas inclusivas e o Design Universal para Aprendizagem (DUA). Para o desenvolvimento deste estudo, partiu-se da seguinte pergunta investigativa: quais as contribuições do Design Universal para Aprendizagem (DUA) à formação continuada de professores para as práticas da educação especial e inclusiva? O objetivo geral foi analisar como os princípios do DUA podem contribuir para as práticas inclusivas na escola. Definiu-se como objetivos específicos: (1) aproximar os princípios do DUA às práticas pedagógicas inclusivas, (2) promover reflexões coletivas sobre os princípios do DUA a partir das práticas utilizadas para a educação inclusiva, (3) identificar quais os princípios do DUA são fundamentais na composição de uma formação docente que contribua para a construção de práticas de ensino inclusivas e (4) desenvolver um objeto de aprendizagem fundamentado no DUA para apoiar a formação de professores em relação às práticas de ensino inclusivas. Partindo-se dos objetivos apresentados, a pesquisa foi desenvolvida segundo uma abordagem qualitativa, por meio de um método combinado com pesquisa narrativa e pesquisa de desenvolvimento. Os instrumentos de coleta dos dados foram os relatos escritos das experiências docentes sobre as práticas inclusivas e as rodas de conversa que oportunizaram discussão e reflexão sobre as práticas e contribuições dos princípios do DUA junto às professoras participantes da pesquisa. O campo pesquisado foi a rede pública de ensino de Santo André e os sujeitos de pesquisa foram seis professoras que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental, tanto na sala de ensino regular quanto no atendimento educacional especializado. A pesquisa fundamentou-se na legislação educacional vigente e nas seguintes categorias teóricas: Educação Inclusiva; Educação Especial; Design Universal para Aprendizagem e Desenvolvimento Profissional Docente. Como resultados, esta pesquisa narrativa identificou, pelo menos, três pontos fundamentais para a formação continuada dos professores no campo da educação especial e inclusiva: a importância de partir daquilo que é prática cotidiana do professor, valorizando os seus saberes e fazeres; a necessária articulação do novo conhecimento teórico (no caso, o DUA) com a análise e reflexão sobre a prática no contexto da educação inclusiva e especial; a constituição de espaços para diálogo e interação entre pares (professores). Também compõe os resultados desta pesquisa um produto educacional, a saber, um curso de formação docente sobre a abordagem do Design Universal para Aprendizagem (DUA), aplicada à educação especial e inclusiva. Cumpre informar que esta pesquisa está inserida no âmbito do projeto regular N. 2017/20862-8, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).Item A FORMAÇÃO ESTÉTICA DO PROFESSOR E O ENSINO DE LITERATURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL(2018-07-02) Jair Rodrigues da Silva; Profª. Drª. Ana Sílvia Moço Aparício; Prof.(a) Dr.(a) Ana Sílvia Moço Aparício; Prof.(a) Dr.(a) Marta Regina Paulo da Silva; Prof.(a) Dr.(a) Margaréte May Berkenbrock RositoO objetivo geral desta pesquisa foi investigar as relações entre a formação literária do professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental e sua prática em sala de aula, com vistas a apontar elementos que contribuam no desenvolvimento de sujeitos efetivamente leitores de Literatura. Para tal, apoiei-me em referenciais teóricos os quais compreendem a Literatura como experiência estética, que nos humaniza e nos faz emocionar, refletir e experimentar sentimentos; bem como na perspectiva do Letramento Literário, defendida por Cosson, a qual propõe a leitura literária na escola que permite a fruição, o ato de compartilhar Literatura com o outro, numa experiência reveladora e significativa para o professor e os alunos. A fim de pensar em uma formação docente que auxilie nessa compreensão, defendo a formação estética do professor, com base em Loponte, como uma possibilidade de sensibilizar-se para proporcionar humanização no processo de aprendizagem, de modo a tornar as escolas e as aulas como campos de experimentação. Como método de pesquisa, segui a abordagem qualitativa, fazendo uso de procedimentos metodológicos inspirados na etnografia da prática educacional, ao buscar conhecer aspectos da formação literária e da prática pedagógica de dois professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma rede municipal. Por meio de entrevista com questões abertas, levantei informações sobre o perfil leitor desses professores, sua formação acadêmica, prática docente e sua compreensão das práticas de leitura literária que realizam na sala de aula. Além disso, por meio de dados de sala de aula gravados e transcritos, sondei a prática desses professores em momentos em que trabalhavam com a leitura literária. As análises do conjunto desses dados, realizadas com base nas orientações da investigação de conteúdo, evidenciam que não é a formação estética e literária desenvolvida ao longo da vida desses professores, nem a formação acadêmica, nem a formação continuada, da forma como vem sendo proposta no caso dos dois professores, que garantem uma prática docente a qual contribua para o aperfeiçoamento do Letramento Literário dos alunos. Os resultados da pesquisa apontam como alguns fatores que de fato interferem na prática dos professores: a força que a cultura escolar exerce sobre a prática docente, com a ideia de que apenas ler em voz alta é a maneira de garantir que os alunos tenham acesso à Literatura; o tempo e as exigências curriculares da escola, os quais influenciam diretamente na pouca frequência que os professores dedicam à Literatura em sala de aula; a ausência de espaço na escola para discussões de formação estética e literária do professor em reuniões pedagógicas e nos horários semanais de Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC); a falta, na formação inicial e continuada, de experiências com a leitura literária; a desmotivação do professor, impedindo a tomada de consciência sobre sua própria prática. Em síntese, alguns aspectos que podem contribuir para a formação de leitores de literatura na escola estão ligados à transformação da escola, do currículo, das práticas de formação inicial e continuada de professores, à direção do saber da experiência, este carregado de vivência, paixão. Daí o produto final desta pesquisa ser uma formação continuada que objetiva sensibilizar, despertar o professor para realizar um trabalho significativo com a Literatura e compreender o quanto compartilhar Literatura pode proporcionar a todos os envolvidos uma possibilidade de humanização das relações de ensino-aprendizagem.