Navegando por Autor "Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade"
Agora exibindo 1 - 20 de 48
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Item A ÁLGEBRA E O DESENVOLVIMENTO DE UMA ATITUDE INVESTIGATIVA: A CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE ENSINO(2019-02-14) Ricardo da Silva Sampaio; Profª. Drª. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Prof. Dr. Douglas da Silva TintiAs avaliações em larga escala e a observação do cotidiano escolar têm mostrado que os alunos possuem dificuldades no aprendizado da álgebra. Muitas vezes, estas defasagens se iniciam desde o processo de alfabetização e se ampliam ao longo do percurso escolar. Apostamos na ideia de que o desenvolvimento do pensamento algébrico ao longo dos primeiros anos de escolaridade poderia favorecer o aprendizado da álgebra. Além disso, para amenizar tal situação, seria necessário propiciar aos alunos a oportunidade de aprenderem de diferentes formas, resolvendo problemas associados ao dia a dia e desenvolvendo um olhar mais investigativo. O presente trabalho se propôs a investigar, nos anos finais do Ensino Fundamental, estratégias de ensino que colaborem para o aprendizado da álgebra, numa perspectiva que promova no aluno uma atitude investigativa. Para a realização do estudo, inicialmente, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, a fim de identificar produções já existentes que tratassem da temática proposta, procurando analisar dificuldades e avanços no ensino da álgebra. Na sequência, apoiado na análise dos documentos oficiais – Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática e Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - e nos estudos de Dario Fiorentini, Maria Ângela Miorim, Antônio Miguel, José Luiz Magalhães de Freitas e Lesley R. Booth, elaboramos uma avaliação diagnóstica, com o objetivo de identificar o conhecimento que os alunos tinham a respeito da pré-álgebra. Em posse dos resultados, estruturamos uma sequência didática que propiciasse tanto o aprendizado da álgebra quanto o desenvolvimento de uma postura investigativa. A análise dos dados gerados apontou que o desenvolvimento do pensamento algébrico é fundamental para o ensino da álgebra. Além disso, práticas que despertem no aluno uma postura investigativa proporcionam condições mais adequadas para o seu aprendizado. Por último, como resultado da pesquisa, apresentamos a proposição do estudo no formato de uma oficina, a qual teve como foco o desenvolvimento profissional docente.Item A ATUAÇÃO DE PROFESSORES COMO TÉCNICOS DE EQUIPES EM COMPETIÇÕES DE ROBÓTICA EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTEFilipe de Oliveira Nascimento; Prof.ª Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Prof. Dr. Arnaldo Ortiz ClementeEste estudo aborda como a experiência adquirida pelo professor na função de técnico de equipe do torneio de robótica FIRST® LEGO® League (FLL) influencia seu desenvolvimento profissional. Assim, partiu-se da seguinte questão norteadora: quais características do torneio de robótica educacional FLL contribuem para o desenvolvimento profissional do docente que participa como técnico de equipe? O objetivo geral do trabalho é investigar e compreender de que maneira a participação do professor dos anos finais do ensino fundamental como técnico de equipes em torneio de robótica educacional contribui para o seu desenvolvimento profissional. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa caracteriza-se como exploratória de natureza qualiquantitativa. Para a coleta de dados, elaborou-se um questionário respondido por 133 professores que participaram da temporada 2022/2023 da FLL. A partir desse instrumento, foram selecionados nove docentes para uma entrevista, com vistas a saber a opinião deles a respeito de seu desenvolvimento profissional tendo, como base, as diretrizes da Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). As análises dos dados fundamentaram-se em autores como Paulo Freire, Seymour Papert e Lee Shulman. Os resultados revelaram contribuições no desenvolvimento profissional docente, sobretudo no que tange à prática pedagógica, trabalho em equipe, empatia, diversidade, inclusão, pesquisa, avaliação, comprometimento e a interdisciplinaridade oriundos de ações da dinâmica do torneio. Como produto educacional, propõe-se uma cartilha direcionada a novos professores que desejem se tornar técnicos de equipe, na qual se focalizam a fundamentação do torneio, bem como as características da FLL que contribuem para o desenvolvimento profissional docente.Item A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE PEDAGÓGICO NA FORMAÇÃO DOCENTE: SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DE BEBÊS(2020-06-04) Daniela Silva e Costa Santana; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elisabete F. Esteves CamposResumo Esta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como questionamento: quais os saberes necessários que o Assistente Pedagógico (AP) precisa ter para realizar com os docentes um trabalho formativo que atenda às especificidades da educação de bebês? O objetivo geral foi o de identificar os saberes dos APs necessários para sua atuação como formador de professores de bebês, a fim de elaborar propostas que auxiliem a qualificar seu trabalho. Parte do pressuposto de que a formação continuada, dentro dos espaços da creche e mediada pelo AP, é relevante, visto contribuir com o desenvolvimento profissional do docente e, consequentemente, com a transformação de sua prática pedagógica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como procedimentos metodológicos: o levantamento e leitura de documentos oficiais do município de Santo André/SP, campo desta pesquisa, e questionário destinado aos APs e aos docentes que atuam com os bebês. Como referencial teórico, fez uma interlocução com os estudos e pesquisas de Vera Maria Nigro de Souza Placco, Laurinda Ramalho de Almeida, Vera Lúcia Trevisan Souza; António Nóvoa; Carlos Alberto Libâneo; Maria Clotilde Rosseti-Ferreira; dentre outros. Os resultados evidenciaram que os APs reconhecem a importância de suas funções como formadores e articulares do grupo docente. Tal reconhecimento também se fez presente entre os professores. Sobre os saberes necessários para atuarem na formação dos profissionais de berçário, tanto os APs quanto os docentes pontuam a indissociabilidade entre as funções de cuidar e educar, o reconhecimento e valorização das múltiplas linguagens dos bebês e o respeito às suas singularidades. As docentes ainda destacam a necessidade de uma escuta e observação atenta aos bebês de modo a conhecê-los e então planejarem os contextos educativos. Embora reconheçam a importância das formações externas, oferecidas pela Secretaria de Educação, APs e docentes citam o distanciamento entre a realidade vivida nas creches e estas formações, pontuando a necessidade de haver temáticas específicas para a educação de bebês e que estas dialoguem com o cotidiano das instituições. Conclui-se que a formação continuada dentro da creche é importante e traz elementos relevantes para repensar a prática docente, contudo, há a necessidade de investimentos da Rede Municipal na formação do AP para ampliar seus saberes e, consequentemente, suas possibilidades de atuar com seu grupo, garantindo que todos os bebês recebam educação de qualidade que respeite suas especificidades e direitos. Frente aos resultados, o produto educacional desta pesquisa destina-se à formação dos APs de modo que se privilegie seus saberes, por meio de um blog, a fim de compartilhar experiências, além de promover discussão e reflexão sobre temáticas advindas da realidade da creche e específicas em relação à educação de bebês.Item A PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR.(2022-09-02) Rebecca Ferraz Moreira Kumagae; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Laurizete Ferragut PassosEsta dissertação buscou investigar como os professores de Educação Física dos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede municipal de Santo André cidade localizada no ABC Paulista compreendem a BNCC e como pensam a sua prática a partir dela. Esta pesquisa de abordagem qualitativa combinou a interpretação de documentos com as concepções e percepções sobre currículo, normativas curriculares e a Educação Física Escolar dos profissionais da área, explícita ou implicitamente, reveladas em entrevistas semiestruturadas. A relevância educacional da BNCC, como documento normativo da Educação brasileira, justifica a pertinência da investigação. Como referencial teórico, o estudo respalda-se nas contribuições de Silva (2005), Moreira e Silva (1994), Sacristán (2013), Macedo (2014, 2015, 2018, 2019), Perrenoud (1999), Darido (2001, 2003), Sá (2000), Daolio (1997) e Neira (2016, 2018). Os resultados obtidos se configuram a partir do cotejamento entre a interpretação dos documentos e as categorias de análise extraídas das entrevistas com auxílio do software Iramuteq. O documento curricular da rede indica consonância com o que é estabelecido pelos documentos oficiais, e a existência de certo hibridismo teórico das concepções. As enunciações dos sujeitos apesar das diferentes concepções e percepções acerca do currículo, normativas curriculares e a Educação Física Escolar revelam a intenção de romper com os padrões técnicos e biologicistas e assumem a preocupação com a formação integral das crianças. Como conclusão, o estudo sustenta a complexidade da implementação da BNCC no documento curricular do Município de Santo André e a necessidade de fortalecer as políticas de formação desta rede de ensino como forma de contribuir para novas discussões, avaliações e reformulações a respeito das políticas e orientações curriculares do município. Nesse sentido, emerge como produto desta pesquisa a organização de uma diretriz formativa partindo que expressará as indicações sugeridas pelos professores e as carências percebidas, com a intenção de subsidiar a prática pedagógica com vistas as questões curriculares.Item A PRÁTICA DOCENTE JUNTO ÀS JUVENTUDES TRABALHADORAS: MEMÓRIAS E REFLEXÕES EM UM CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL(2019-12-12) Lucian da Silva Barros; Prof. Dr. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Denise D’Aurea-TardeliEsta é uma pesquisa narrativa, de cunho qualitativo, que aborda as práticas docentes voltadas ao atendimento das juventudes, em especial das juventudes trabalhadoras. A juventude é uma experiência psicossocial que perpassa os sujeitos jovens, trazendo a emergência de inúmeras vivências. Por consequência, há múltiplas juventudes, este é um termo plural. No cenário educacional da atualidade, torna-se importante compreender como a escola e a educação compreendem as juventudes e como consideram seus conhecimentos e vivências na construção dos currículos e no desenvolvimento das estratégias de aprendizagem. Partindo da experiência docente junto aos jovens trabalhadores, esta pesquisa buscou responder a seguinte pergunta: Como a existência dos diferentes saberes de alunos e professores, no campo da formação do jovem trabalhador, altera a prática educacional e contribui para o aprendizado de ambos? O objetivo foi descrever como os saberes e vivências trazidos pelos jovens, cotidianamente, ao curso de formação profissional alteram a prática docente, possibilitando novos aprendizados para professores e alunos. Este estudo ocorreu em uma unidade escolar, na cidade de São Paulo, que oferece o curso de formação de jovens aprendizes. Os sujeitos da pesquisa foram os professores que atuam no curso de formação, assim como os próprios jovens. Como instrumento de pesquisa, optou-se por cartas, as quais foram escritas por professores e alunos, relatando seu ponto de vista a respeito do processo educacional desenvolvido. Na constituição do material documentário para a construção de narrativas a respeito da prática docente, também foram utilizadas cenas do cotidiano da unidade escolar pesquisada, sendo estas registradas em diário de pesquisa. Após o tratamento analítico do material coletado, foram criados os seguintes eixos de discussão: uma sala e muitas juventudes; tribos fora do gueto; projetos e projetos de vida; surpresas e expectativas. Quanto aos resultados desta investigação, as reflexões sobre estes eixos levaram à proposição de uma Pedagogia das Juventudes, a qual se constitui em uma proposta teórico-metodológica, embasada na ecologia de saberes, como uma prática educacional que atenda aos diferentes jovens nos mais diferentes contextos. Como produto educacional foi desenvolvido um mapa de atividades para a Oficina Pedagogia das Juventudes, como um espaço (on-line) para o aprendizado e formação docente.Item A PRÁTICA DOCENTE NA PERSPECTIVA DO CURRÍCULO ACESSÍVEL: APROXIMAÇÕES COM O DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM(2020-02-21) Maria Aparecida do Nascimento Gonçalves; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Roseli Albino dos SantosEsta pesquisa insere-se no contexto da transversalidade da educação especial nas escolas brasileiras, considerando as recentes discussões sobre o currículo como um elemento da problemática da atividade educacional inclusiva. Teoricamente, este percurso investigativo fundamentou-se no paradigma da inclusão, na teoria de currículo e no desenho universal para aprendizagem. Propõe-se como objeto de estudos as experiências inclusivas vivenciadas nos espaços de uma unidade escolar na região do ABC paulista. A pergunta que norteou este estudo foi: de que maneira o desenho universal para a aprendizagem (DUA) pode qualificar a prática docente no sentido da construção do currículo acessível no contexto das unidades escolas? Nessa perspectiva, o objetivo geral foi investigar como o DUA pode contribuir para a construção do currículo acessível no contexto das unidades escolares. A hipótese apresentada foi que o DUA contribui para o acesso de todas as pessoas ao mesmo percurso curricular, evitando a necessidade de produtos e ambientes exclusivos para as pessoas com deficiência. Objetivou-se de modo mais específico: 1. Caracterizar um currículo acessível, fundamentado nos princípios do DUA; 2. Promover a reflexão sobre o currículo acessível com professoras por meio de oficinas sobre o DUA. 3. Construir um inventário do DUA que contribua para a qualificação da prática docente no processo. Partindo dos objetivos apresentados, a pesquisa foi desenvolvida segundo uma abordagem intervencionista, por meio da realização de rodas de conversa e entrevistas semiestruturadas. Definiu-se como universo da pesquisa uma escola da rede pública municipal localizada na região do ABC paulista. Os sujeitos de pesquisa advêm de dois grupos diferentes, sendo três professoras de uma unidade escolar e três professores/pesquisadores do grupo de estudos ACESSI, com prática educacional em escolas e com conhecimento a respeito do DUA. Os resultados apontados com a contribuição do DUA foram os seguintes: Percepção da existência de um descompasso nas práticas pedagógicas, o que impunha barreiras na aprendizagem dos alunos; envolvimento, interesse e engajamento, por parte das professoras, na busca de novas estratégias de ensino para transformar o percurso de ensino aprendizagem; planejamento coletivo de como apresentar o mesmo conteúdo em diferentes formas, a partir da aplicação dos princípios do DUA; Construção de uma comunidade de conhecimento sobre abordagem curricular e aplicação dos princípios do DUA no sentido da prática pedagógica inclusiva. Esta pesquisa também resultou em um objeto de aprendizagem, um inventário, baseado nos princípios do desenho universal para aprendizagem, que foi o instrumento para o tratamento analítico dos semanários e que contribuiu na construção do currículo acessível na escola, visando ao pleno desenvolvimento de todos os educandos.Item A RELAÇÃO PRÉ-ESCOLA E FAMÍLIA EM TEMPOS DE PANDEMIA(2023-05-19) JOYCE LIMA BRANDÃO; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Ligia Carvalho Abões Vercelli; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de AndradeA parceria entre as instituições educacionais e as famílias, na educação das crianças, constituiu-se, ainda, um grande desafio à educação brasileira. Esse desafio, nos anos de 2020 e 2021, em decorrência da pandemia da Covid-19 e o atendimento não presencial, tornou-se ainda maior, visto a necessidade dessa relação de parceria para a manutenção dos vínculos e continuidade do trabalho pedagógico. No intuito de compreender esse cenário, esta pesquisa tem como objeto de estudo a relação entre pré-escola e família no contexto pandêmico. As questões que norteadoram a pesquisa foram: como ocorreu a relação entre a pré- escola e a família no período de 2020-2021? Quais as aprendizagens adquiridas desse momento a serem consideradas no retorno presencial? Os objetivos gerais foram compreender como ocorreu a relação entre a pré-escola e família no período de 2020-2021 e verificar quais as aprendizagens adquiridas desse momento da pandemia para o retorno ao atendimento presencial. Para atingir tal objetivo, teve por objetivos específicos: 1) identificar os canais de comunicação entre a pré-escola e família; 2) conhecer o que pensam as famílias sobre a educação dos seus filhos e filhas nesse cenário pandêmico; 3) verificar as percepções das famílias quanto às parcerias com a pré-escola e a percepção das docentes acerca da parceria com as famílias; 4) a partir dos resultados da pesquisa, elaborar um documento com algumas orientações que auxiliem as instituições nessa parceria com as famílias. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, que teve como procedimento metodológico as entrevistas semiestruturadas com as famílias e as professoras das turmas de pré-escola que atuam com crianças de cinco anos. O referencial teórico utilizado contou com os trabalhos de Paulo Freire, Jane Margareth Castro, Boaventura Souza Santos, Carlos Gil e Marli André, dentre outros. A análise dos dados produzidos revelou que, no período pandêmico, docentes e famílias tiveram que se reinventar na construção de uma relação mediada pelas tecnologias digitais, o que permitiu a manutenção dos vínculos e a realização das propostas pedagógicas com as crianças. Contudo, demonstrou que algumas famílias enfrentaram mais dificuldades, evidenciando a desigualdade socioeconômica do município de Santo André. A sobrecarga de trabalho, tanto das professoras quanto das mães, também se fizeram presente nos depoimentos das entrevistadas, revelando o acúmulo de funções desempenhadas pelas mulheres nas esferas pública e privada. Com relação às aprendizagens desse período, docentes e mães apontam a maior proximidade entre a pré-escola e as famílias, o que permitiu às últimas conhecerem um pouco mais o trabalho realizado na Educação Infantil. Ao retornar presencialmente, espera- se que a relação entre as instituições de Educação Infantil e as famílias configure-se em uma parceria efetiva, marcada pela escuta, pelo diálogo e pela participação das famílias no cotidiano educativo, visando sua contribuição na educação das crianças. O produto educacional apresentado nesta pesquisa visa, justamente, contribuir com a manutenção desta parceria, essencial para o desenvolvimento pleno das crianças. Consiste em um caderno de apoio, em formato de e-book, destinado aos educadores e às educadoras da rede municial de Santo André. Seu objetivo é apresentar orientações acerca da manutenção de vínculos entre família e pré- escola, considerando algumas práticas que podem/devem ser mantidas após o retorno às aulas presenciais.Item ABORDAGEM BILÍNGUE PARA CRIANÇAS COM SURDEZ: PROPOSTAS DE PRÁTICAS EDUCATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL(2019-12-02) Amanda Cavalcante de Oliveira; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Lilian Cristine Ribeiro NascimentoEsta é uma pesquisa de desenvolvimento, de cunho qualitativo, sobre a abordagem bilíngue para surdos no contexto da educação infantil. Neste novo cenário educacional, a inclusão de crianças com surdez nas escolas regulares vem crescendo significativamente nos últimos anos. Assim, a pesquisa partiu do seguinte problema de pesquisa: como se dá o uso e apropriação da Libras, como língua matriz da pessoa surda, e do Português, como língua adicional? Objetivando responder a esta pergunta, este estudo ocorreu em uma escola de educação infantil, caracterizada como Escola Polo, vinculada à rede pública de ensino. A investigação foi realizada em duas salas com abordagem bilíngue para surdos, compostas por crianças de 5 anos. Os sujeitos da pesquisa foram os educadores que atuam nas referidas salas, sendo dois "professores referência" da turma e dois "professores mediadores" do Atendimento Educacional Especializado de Libras. O objetivo geral foi observar as práticas adotadas no Atendimento Educacional Especializado, de modo a favorecer o uso e a apropriação da Libras na escola em uma perspectiva bilíngue. De forma mais específica, apresentou como resultado a produção de um objeto de aprendizagem, fundamentado no design universal para aprendizagem, que contribuiu para a difusão das línguas (Libras e Língua Portuguesa), na perspectiva de um ambiente bilíngue inclusivo nas escolas de Educação Infantil.Item ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DE CRIANÇAS HAITIANAS NO CONTEXTO ESCOLAR: DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE(2020-05-05) Giseli Pimentel Soares; Profª. Drª. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Germana Ponce de Leon RamírezResumo O município de Santo André (SP) possui atualmente cerca de 900 imigrantes haitianos que chegam em busca de oportunidades de emprego digno e por melhores condições de vida. Como professora da rede municipal, percebemos que, cada vez mais, as escolas recebem crianças haitianas que não falam o português, as quais acabam apresentando dificuldades em seu processo de aprendizagem, sobretudo na alfabetização em língua portuguesa. Isso nos faz pensar tanto nas dificuldades enfrentadas por essas crianças, quanto na situação do professor que não está preparado para recebê-las, pois o curso de Pedagogia não oferece formação para o ensino do português como língua estrangeira, ou como língua de acolhimento, isto é, nos contextos de ensino e aprendizagem da língua do país que acolhe imigrantes em situações forçadas e refugiados. Diante dessa situação, e com vistas a compreender como esse novo desafio tem sido enfrentado pela escola, buscamos com esta pesquisa investigar as práticas pedagógicas de professores na alfabetização e letramento de crianças haitianas que chegaram recentemente ao Brasil e que ainda não compreendem o português. Para tal, como referencial teórico, nos apoiamos em estudos de Maria do Rosário Longo Mortatti, Magda Soares e Roxane Rojo que tratam do ensino do português como língua materna, sobretudo na alfabetização, desde concepções tradicionais até a abordagem recente da Pedagogia dos multiletramentos; como também em estudos de José Carlos Paes de Almeida Filho e Edleise Mendes, sobre o ensino e aprendizagem do português como língua estrangeira, que defendem a abordagem comunicativa e intercultural. Consideramos ainda estudos de Mirelle Amaral de São Bernardo e de Maria José dos Reis Grosso que defendem a abordagem do português como língua de acolhimento. O método da pesquisa é exploratório, de abordagem qualitativa, cujos dados foram gerados por meio de entrevistas narrativas com professores que frequentemente recebem crianças haitianas em suas turmas. Os resultados da pesquisa apontam, entre outros aspectos, que as práticas das professoras ainda estão muito fundamentadas em concepções tradicionais de ensino da língua materna, desconsiderando as práticas sociais mediadas pela linguagem, bem como a natureza intercultural do contexto em que atuam, com a presença de imigrantes que não dominam o português. Com isso, destacamos, dentre os vários desafios desse professor alfabetizador: a transformação de suas concepções e crenças, reconhecendo a importância de se alfabetizar os alunos sob a perspectiva do letramento e multiletramentos; a superação de visões etnocêntricas; a compreensão de que a barreira linguística não impede o acolhimento, a interação e a aprendizagem. Concluímos que, para isso, é essencial que as escolas que recebem imigrantes pensem na formação desses professores, uma formação que parta das experiências e práticas vivenciadas pelos professores em sala de aula e lhes propicie refletir sobre elas. Como produto da pesquisa, elaboramos um material didático com sugestões de atividades para o professor alfabetizador que recebe em suas turmas crianças estrangeiras que ainda não dominam a língua portuguesa.Item ALFABETIZAÇÃO: O TRABALHO PEDAGÓGICO COM GÊNEROS MULTIMODAIS E MULTISSEMIÓTICOS(2021-02-18) Marta Galdino Domingues; Profª. Drª. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Francine de Paulo Martins LimaAinda no século XXI, existe uma crença de que a alfabetização tem de percorrer uma trajetória baseada nos métodos tradicionais, que o aluno deve primeiro ser apresentado às letras do alfabeto, às silabas, às palavras e, só então, ser considerado apto a produzir um texto. Essa concepção de alfabetização tem se mostrado perceptível quando nos deparamos com alunos que chegam ao 2º. ano, muitas vezes sem o domínio do sistema de escrita alfabética e, diante do desafio de produzir um texto, apresentam dificuldades. Defendemos, nesta pesquisa, que, quando desenvolvemos, na alfabetização, um trabalho com gêneros que articulam diferentes linguagens, denominados multimodais e multissemióticos, os alunos avançam em suas produções, percepções e habilidades de leitura e escrita, o que representa uma qualificação no processo de alfabetização. Para refletir sobre isso, estabelecemos, como objetivo, investigar, sob a ótica de professoras do 1º. ao 3º. anos do Ensino Fundamental, como vem sendo desenvolvido o trabalho com gêneros multimodais/multissemióticos no processo de alfabetização. Como referencial teórico, apoiamo-nos, principalmente, nas concepções de Magda Soares a respeito da alfabetização e letramento, bem como nas propostas de Roxane Rojo, orientadas pela Pedagogia dos Multiletramentos. Desenvolvemos uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, tendo, como participantes, 6 professoras do ciclo de alfabetização em uma escola na região do Grande ABC paulista. Os dados de análise foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas com as professoras. Os resultados apontam que o trabalho de alfabetização desenvolvido nessa unidade escolar, nas turmas de 1º. ano, ainda se aproxima dos métodos sintéticos e analíticos e não se verifica o trabalho com gêneros multimodais/multissemióticos. Já o trabalho desenvolvido nos 2º. e 3º. anos se aproxima do letramento com ênfase na escrita, com poucas atividades envolvendo tais gêneros e bem distantes do que propõe uma Pedagogia dos Multiletramentos. Como produto da pesquisa, elaboramos uma proposta de curso de formação de educadores (professores, diretores, coordenadores), baseado nos achados da pesquisa, com o objetivo de sensibilizá-los quanto à importância do trabalho pedagógico com os gêneros multimodais e multissemióticos na alfabetização, uma vez que eles podem contribuir, de forma satisfatória, para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita dos alunos do ciclo de alfabetização.Item AS EXPECTATIVAS E DILEMAS DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO ACERCA DO PAPEL DA UNIVERSIDADE: CONSTRUINDO A RELAÇÃO COM O CONHECIMENTO(2019-08-29) Rubens Zampar Junior; Profª. Drª. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Ana Silvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Maria FalsarellaUm dos grandes desafios que as universidades enfrentam é o de estabelecer um canal de comunicação mais próximo com a escola de Ensino Médio. As universidades desde os seus primórdios tiveram um papel fundamental para o crescimento científico e cultural dos povos. Além de serem espaços de convívio sistematizado, de disseminação, compartilhamento de produção e divulgação do conhecimento, ao proporem um ensino contextualizado, lidam com os anseios da sociedade, respondendo, muitas vezes, aos seus questionamentos. A universidade, entre muitas funções, promove o conhecimento, colabora na profissionalização e na possibilidade de ascensão social. São funções defendidas em muitos contextos de Ensino Superior. Entretanto, muitas vezes, as expectativas dos alunos não coincidem com o que é proposto pela universidade. Refletir sobre as expectativas e dilemas dos alunos em relação ao papel da universidade é pensar numa série de fatores que possam ser influenciadores ou decisivos no estabelecimento de uma proposta mais consistente, real e produtiva para o ensino do 3º grau. O objetivo da presente pesquisa foi investigar as expectativas e os dilemas que os alunos do Ensino Médio, de uma escola pública, têm acerca do papel da universidade. Diante da perspectiva de conhecer estas variáveis e, por sua vez, de construir uma relação mais adequada entre os dois contextos – escola e universidade –, realizamos uma investigação descritivo-analítica, de natureza quantitativa e qualitativa. Inicialmente, fizemos um estudo bibliográfico sobre o papel da universidade brasileira no contexto atual, analisamos a legislação que orienta o Ensino Médio e discorremos sobre o desenvolvimento do adolescente (referência à teoria de Lev Vygotsky). Na sequência, aplicamos questionários com alunos que frequentam o 2º ano do Ensino Médio (em cinco turmas). Para a análise dos dados, recorreremos à análise de conteúdo de Laurence Bardin como procedimento metodológico. Assim, as respostas obtidas foram categorizadas e interpretadas, sem desconsiderar as condições contextuais nas quais os sujeitos que dizem estão inseridos. Os resultados mostram ações que precisam ser executadas pelas instituições com vistas a dar apoio aos adolescentes e jovens, tanto no âmbito da conclusão dos estudos no Ensino Médio, quanto para uma transição segura para a vida adulta e para a universidade. Esclarecemos ainda que tais ações poderiam contribuir com a diminuição dos riscos da evasão dos alunos, tanto no contexto do Ensino Médio quanto no universitário. Por último, promovemos reflexões sobre o papel da universidade no contexto atual e oferecemos material de apoio (com propostas) para que as escolas de Ensino Médio e as instituições de Ensino Superior tenham uma relação mais próxima, mais produtiva e comprometida com o conhecimento. Nesse sentido, as ações propostas visam a melhoria do processo educacional, em especial, por meio da atuação do professor.Item AS INTERAÇÕES E O BRINCAR NO RETORNO PRESENCIAL À CRECHE EM TEMPOS DE PANDEMIA.(2022-02-08) Giselle Carolina da Silva; Prof.ª Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Daniela FincoO ano de 2021 marcou o momento do retorno presencial à creche após um ano e meio de afastamento dessa instituição educacional devido ao isolamento social imposto, o qual se caracterizou como uma das medidas protetivas estabelecida em todo país para o controle da pandemia causada pelo novo Coronavírus. Foi um período de muitas incertezas, dúvidas, medos, angústias e muitos desafios. Investigar esse cenário constitui-se como uma necessidade, visto que era urgente problematizar esse retorno em meio aos protocolos sanitários, cujas orientações se distanciam da concepção de criança e da educação da primeiríssima infância. Nesse sentido, esta pesquisa teve como objetivo compreender o modo como as crianças ressignificam o brincar e as interações em face ao retorno presencial à creche em tempos de pandemia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que teve como instrumentos para coleta de dados: os registros escritos da professora-pesquisadora, áudios, vídeos, desenhos, fotografias das crianças em diferentes contextos de interação e brincadeira, rodas de leitura e contação de histórias. O campo da investigação se deu com crianças na faixa etária entre 3 e 4 anos, no contexto de uma creche municipal de Santo André na qual a pesquisadora atua como professora. O referencial teórico que fundamentou esta investigação baseou-se em estudos e pesquisas da pedagogia da infância, da sociologia da infância, em legislações referentes à Educação Infantil, além de documentos oficiais e cartas abertas acerca dos impactos do contexto pandêmico na Educação Infantil. Os resultados da pesquisa revelaram as vulnerabilidades do tempo marcado por medidas protetivas instauradas na creche, principalmente em relação ao distanciamento entre as pessoas e ao uso de máscaras faciais, fatores que tiveram impacto direto no acolhimento às crianças e na escuta a elas. Meninos e meninas evidenciaram suas necessidades e desejos em estarem juntos(as), afirmando-se como sujeitos sociais. Suas narrativas também manifestaram seus incômodos com o uso de máscaras faciais, uma vez que estas dificultavam a compreensão de suas falas e expressões. As crianças pronunciaram suas leituras de mundo, repertoriadas em tempos de pandemia, por meio de ressignificações nas interações e brincadeiras frente aos protocolos sanitários, de modo a se revelarem capazes de extrair do universo adulto as poéticas infantis e, assim, produzir as culturas infantis. Compartilhar suas emoções e sentimentos nestes tempos de pandemia também foi um ato que se fez presente ao longo da pesquisa, bem como os laços de amizade que foram sendo constituídos entre elas nesta trajetória investigativa. A visibilidade de suas vozes corrobora a potência da escuta atenta às crianças e o quanto elas contribuem para a reflexão acerca do universo infantil e, consequentemente, da educação das crianças pequenas. Por fim, como desdobramento desta investigação, será produzido como produto educacional uma narrativa, por meio de um E-book, no intuito de proporcionar visibilidade às vozes infantis no retorno presencial à creche nestes tempos pandêmicos.Item AVALIAÇÃO DE INFRAESTRUTURA ESCOLAR: EM DESTAQUE AS CRECHES DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO(2023-03-08) Paulo Roberto Rego dos Santos; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti MizukamiO Município de São Paulo, devido sua extensa área territorial e população, enfrentou a questão da falta de vagas para as crianças nas creches. O aumento da demanda por matrículas na primeira infância, e a legislação que abrange a educação infantil, levaram a Secretaria Municipal de Educação (SME) a tomar a decisão de estabelecer convênios com ONGs e criar parceiras para a instalação e manutenção de creches, ao invés de investir na criação desses espaços, de forma que hoje no município de São Paulo existem creches diretas, indiretas e conveniadas. Este estudo teve como objetivo avaliar a infraestrutura física das creches da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo a partir de critérios próprios elaborados. Para tal, utilizou-se a abordagem qualitativa exploratória a partir da análise de quadros de tabelas, incluindo algumas técnicas estatísticas. Os resultados revelaram que a maior quantidade de convênios com ONGs, parcerias realizadas pela secretaria de educação, 88% das creches do município, abrangendo 82% dos bebês matriculados, está localizada na iniciativa privada. Nesse contexto, a rede direta possuía uma maior proporção de creches que foram classificadas nas categorias adequada e avançada, enquanto a rede conveniada esteve mais centralizada nas categorias adequada e básica. Isso pode ser justificado, uma vez que a infraestrutura da rede direta foi projetada mas não é aceitável, pois as crianças são atendidas de maneiras diferentes, configurando um processo de discriminação. Esse modelo de gerenciamento das crianças, adotado pela SME com base na privatização, não garante a equidade nas condições de atendimento entre as redes. Além disso, essa privatização da educação municipal pode gerar maior competição entre as instituições que ofertam vagas para a educação infantil, maior desigualdade no acesso, variação na qualidade de atendimento às crianças, foco nos resultados financeiros. Esse modelo pode também fragilizar o sistema público e reduzir seu controle. Esperamos que com este estudo a avaliação da infraestrutura escolar ganhe maior corpo entre os temas nas pesquisas brasileiras, possibilitando mais robustez e discussão dentro das universidades, tanto na formação inicial como continuada. Para contribuir neste debate, elaboramos o produto desta pesquisa, qual seja: “Orientações para a Montagem de Creches: Infraestrutura Física das creches”.Item CONHECIMENTO DOS PROFESSORES NA ELABORAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE UM ITEM PARA A PROVA DO ENEM(2022-08-26) Márcio Haga; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Marcia Zendron de CamposEste trabalho visa a explorar os conhecimentos que os professores possuem, para a elaboração e a construção de itens, para a prova do ENEM. Foram entrevistados alguns professores de uma Instituição de Ensino, da Educação Básica da região do Grande ABC, com o intuito de compreender na perspectiva do professor, sobre o conhecimento da estrutura de um item do ENEM, matriz de referência e elaboração e construção de itens para uma prova (ENEM). Com as respostas dos professores, utilizamos o programa Iramuteq, onde foi realizada uma análise de dados textuais, de forma qualitativa. Os resultados e discussões da pesquisa estão divididos em duas etapas: (1) Nuvem de palavras e (2) CHD (Classificação Hierárquica Descendente). O trabalho mostrou que alguns dos professores não conheciam a estrutura de um item do ENEM, embora muitos achavam muito importante ter este conhecimento. Assim, o produto educacional desta pesquisa é uma formação para os professores sobre a elaboração de itens para avaliação de desempenho dos alunos no ENEM e também, prepara-los para este exame.Item COORDENADOR PEDAGÓGICO: ENTRE AS PRÁTICAS COTIDIANAS E AS REGULAMENTAÇÕES ESTABELECIDAS NO REGIMENTO ESCOLAR(2018-02-23) Erica Loureiro Garrido; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti MizukamiEste estudo identificou e analisou as relações entre as atribuições dos Coordenadores Pedagógicos (CPs) do Ensino Fundamental I,1 da rede de educação de São Caetano do Sul, descritas no Regimento Escolar do Município, e as ações efetivamente exercidas por estes na rotina de seu trabalho na escola. Com tal objetivo, realizou-se uma revisão da literatura especializada sobre o tema, traçou-se o perfil do CP, e investigou-se o Regimento Escolar, relacionando-o com as ações diárias do CP. Para a realização desta pesquisa, optou-se pela metodologia mista, envolvendo a abordagem quantitativa, na primeira fase, e qualitativa na segunda (entrevistas). Os resultados indicaram que os CPs possuíam um perfil próprio de uma demanda específica, mas que se apresenta de modo muito similar àquele do cenário nacional, isto é, um profissional com formação em pedagogia, pouca experiência e muitas atividades desempenhadas no cotidiano escolar. Esses profissionais realizavam várias atividades cotidianamente que não estão presentes no Regimento Escolar. Algumas práticas (assistir aulas dos professores, oferecer devolutivas, orientar pedagogicamente o aluno, formação continuada do CP, entre outras) constam somente de maneira genérica no Regimento Escolar, mas poderiam ser incluídas, de forma mais específica, e induzir, mais sistematicamente, esses profissionais a realizá-las. Outras ações efetuadas (associadas à rotina dos alunos, à falta do professor e à organização de materiais e eventos) não deveriam estar no rol de atividades, pois desfocam o trabalho e subtraem o tempo para aquilo que é essencial: a formação de professores. Os dados deste estudo oferecem possibilidades para o planejamento de políticas educacionais, combinadas com a formação inicial e continuada dos Coordenadores Pedagógicos, e para a uma revisão das atribuições destes no Regimento Escolar do Município. Tratam-se, de fato, de indicações relevantes para as autoridades políticas e educacionais desta cidade, pois podem auxiliar na melhoria da escola, em geral, e da formação do coordenador, em particular.Item CURADORIA DIGITAL DE SOFTWARES E SIMULADORES PARA O ENSINO TÉCNICO DA ÁREA ELÉTRICA.Ismael Moura Parede; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Nielce Meneguelo Lobo da CostaO emprego de softwares e simuladores no ensino técnico em Eletrônica, Eletroeletrônica Mecatrônica e Automação favorece a construção de um ambiente acolhedor e colaborativo, sobre o qual incidem trocas de experiência, conhecimentos e interação. Esse tipo de prática pedagógica é cada vez mais presente, devido à evolução das tecnologias, determinando aos docentes que detenham o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que o possibilitem a lidar com os recursos digitais explicados pelo modelo TPACK - Technological Pedagogical And Content Knowledge (conhecimento tecnológico pedagógico do conteúdo). Partindo dessa premissa, a presente pesquisa apresentou, como objetivo geral: investigar como as práticas tecnológicas pedagógicas do conteúdo se integram ao ensino técnico de nível médio a partir da teoria do conhecimento tecnológico pedagógico de conteúdo, possibilitando a criação de uma curadoria digital de softwares e simuladores da área elétrica para os cursos Técnico em Eletrônica, Técnico em Eletroeletrônica, Técnico em Automação Industrial e Técnico em Mecatrônica. Os procedimentos metodológicos foram realizados em dois momentos: o primeiro contemplou uma revisão sistemática da literatura existente sobre o TPACK no Brasil, no período de 2015 a 2020; já o segundo se concretizou com a realização de uma pesquisa exploratória que reuniu a descrição, o embasamento teórico e a análise do trabalho, combinando as abordagens quantitativas e qualitativas. Para tanto, foram entrevistados professores dos cursos técnicos da área elétrica, com vista à coleta de dados. Após a transcrição das entrevistas, executou-se uma análise de conteúdo automatizada utilizando o software Iramuteq. Os resultados mostram que a curadoria é a maneira como os professores unificam tecnologias digitais em sua prática pedagógica, uma vez que pesquisam, selecionam e testam soluções digitais que sejam fáceis, uteis e interativas para o processo de ensino e aprendizagem. Verificou-se também a presença de dificuldades em decorrência do fato de que grande parte dos softwares e simuladores é proprietária, com custo de aquisição muito alto. Ademais, constataram-se dificuldades tecnológicas e pedagógicas, denotando a necessidade de formação de professores em curadoria digital e conhecimento tecnológico. Isso possibilitou a criação do produto educacional, que é um portal de curadoria digital de softwares e simuladores da área elétrica.Item DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE COMPREENSÃO LEITORA NA ALFABETIZAÇÃO: AS ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS EM FOCORita de Cássia Ambrosio; Prof.ª Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Silvia Moço Aparício; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Francine de Paulo Martins LimaHá uma crença ainda muito presente no contexto da alfabetização de que, para compreender textos, é necessário que os alunos já saibam ler, no sentido de serem capazes de decifrar o código da escrita. Como alfabetizadora, percebemos que os alunos, mesmo já escrevendo alfabeticamente, só conseguiam ler decodificando a escrita. Por outro lado, ao fazermos intervenções mais centradas na leitura compreensiva, e não apenas de decodificação do escrito, inclusive com os alunos que ainda não estavam escrevendo alfabeticamente, percebemos que, de alguma forma, os alunos avançavam no desenvolvimento da escrita e da compreensão leitora. Tendo isso em vista, neste trabalho, buscamos investigar quais estratégias didáticas podem ser utilizadas para o desenvolvimento de habilidades de compreensão leitora pelas crianças em processo de alfabetização. Para tal, primeiramente, buscamos conhecer as concepções de leitura e de ensino de leitura ao longo da história da alfabetização no Brasil, desde os métodos tradicionais de alfabetização, passando pelas concepções construtivista e sociointeracionista, até a perspectiva mais recente da pedagogia dos multiletramentos. Com base nessas abordagens, fizemos também uma discussão sobre avaliações em larga escala de alfabetização, como a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) e a Provinha Brasil, apontando que estas ainda privilegiam a leitura como decifração do código, deixando em segundo plano as habilidades de compreensão leitora. Como procedimentos metodológicos, seguindo a abordagem qualitativa e o método de pesquisa intervencionista com investigação na própria prática, realizamos uma sondagem de compreensão leitora com alunos de uma turma de 1º. ano, em uma escola pública municipal, cujos resultados foram considerados para o planejamento e a realização da intervenção junto a essa turma. A intervenção consistiu no desenvolvimento de uma sequência didática com os gêneros "infográfico" "infográfico animado" e "tutorial em vídeo", com base nas contribuições de pesquisadores do chamado Grupo de Genebra e da perspectiva dos multiletramentos que defende o trabalho com leitura e produção de textos multissemióticos na escola. A análise dos dados de todo o processo – da sondagem à intervenção – evidenciou que o dispositivo sequência didática e o trabalho com gêneros de textos multissemióticos permitiram a mobilização de diferentes estratégias didáticas que contribuíram para o desenvolvimento de habilidades de compreensão leitora pelos alfabetizandos. Dentre essas estratégias, destacamos: a criação de situação problema para os alunos resolverem; constituição de situações adidáticas, em que o professor não realiza intervenções, dando tempo e espaço aos alunos para a resolução de problemas; ativação e valorização dos conhecimentos prévios dos alunos; realização de atividades em grupo, em que os alunos trocam opiniões e constroem conhecimento coletivamente; autoavaliação pelos alunos, por meio de monitoramento e acompanhamento, nas situações de produção, análise, reconstrução e revisão dos próprios textos. Como produto da pesquisa, elaboramos um caderno com propostas de situações e estratégias didáticas que contribuem para o desenvolvimento de habilidades de compreensão leitora pelos alunos em processo de alfabetização.Item EDUCAÇÃO BASEADA NO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS: DESAFIOS DO EDUCADOR NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO EM INSTITUIÇÃO DE FORMAÇÃO TÉCNICA(2021-08-16) Rodolfo Angelo Correia Gerstenberger; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos Andrade; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Profa. Dra. Marli Amélia Lucas de OliveiraO presente trabalho teve como objetivo investigar como os professores do curso Técnico Integrado ao Ensino Médio, de uma instituição localizada no ABC paulista, desenvolvem o processo avaliativo, abrangendo a construção de critérios, em uma abordagem que tenha como foco o desenvolvimento de competências. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho descritivo-analítico realizada em uma unidade de nível médio e técnico do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. Assim, a questão que norteou a pesquisa foi: Como ocorre o processo de avaliação em uma educação que tenha como foco o desenvolvimento de competências? A fundamentação teórica pautou-se, principalmente, nas contribuições de Perrenoud, Hoffmann e Luckesi sobre avaliação da aprendizagem, bem como nos estudos de Zabala, Arnau e Perrenoud, referentes aos conceitos de competência entendidos em uma perspectiva educacional e profissional. Ademais, documentos oficiais e institucionais também fizeram parte da pesquisa. Como parte do processo de estudo, realizaram-se pesquisa e entrevistas com professores da unidade da instituição de ensino apresentada, utilizando-se, como instrumentos, questionário com perguntas fechadas e abertas e questionário estruturado para as entrevistas. O questionário mostrou-se importante para descrever o perfil dos dezessete docentes respondentes do questionário, bem como apresentar instrumentos e estratégias de ensino utilizadas. Já em relação às entrevistas, realizadas com cinco professores que haviam participado do primeiro questionário, permitiram mapear a importância da formação docente, assim como as concepções de avaliação e a perspectiva de formação por competência presentes em seus processos didáticos. Com a análise dos dados gerados, constatou-se um processo avaliativo que se direciona a um modelo formativo e que se conecta com a formação por competências. No entanto, em alguns momentos, pelas falas dos docentes, verificou-se que o modelo tradicional de formação e avaliação ainda é presente. Vale ressaltar que o estabelecimento de critérios foi realizado tendo as habilidades como referência. O produto resultante da pesquisa tem como objetivo contribuir com os momentos de formação. Trata-se de um conjunto de textos organizado por meio da plataforma Padlet. Os conteúdos a serem abordados são: concepções de avaliação, conceito de competência e as relações entre conceitos de avaliação e o desenvolvimento por competência. Por fim, esta pesquisa propiciou maior conhecimento sobre os processos avaliativos dos docentes e levantou novos questionamentos acerca do uso do sistema de lançamento de menções (indicadores do desenvolvimento e rendimento do aluno), merecendo, assim, contínuos estudos relacionados ao processo de formação e avaliação com foco na abordagem por competência.Item EDUCAÇÃO FÍSICA E O ALUNO DO ENSINO MÉDIO.(2022-06-24) Rarine Ferraresi da Barra; Prof.ª Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti Mizukami; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício BritoEste trabalho tem como objetivo investigar e analisar como os alunos do Ensino Médio de uma escola pública, localizada no município de São Caetano, concebem o aprendizado da Educação Física como área que contribui para uma educação integral. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa de cunho descritivo-analítica que procurou responder a seguinte questão: sob a ótica dos alunos, quais as contribuições do aprendizado da Educação Física para o desenvolvimento de uma educação integral. Como procedimento metodológico utilizamos dois instrumentos: questionários e roda de conversa. Para a análise dos dados que foram gerados na pesquisa utilizamos os estudos de Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Miguel Arroyo e Moacir Gadotti que tratam do conceito de educação integral. Com relação às concepções de ensino de Educação Física partimos dos estudos de Suraya Darido, Irene Rangel e Victor Melo. Com esse trabalho, constatamos que os alunos fizeram algumas relações entre os conteúdos ensinados na aula de educação física com a vida cotidiana. Além disso, eles afirmam que tiveram acesso à parte teórica da disciplina o que, para maioria, foi importante para visualizar além da prática esportiva. Por último, a proposta de produto é a escrita de um material que possa colaborar no desenvolvimento profissional do professor de Educação Física. Ele é apresentado no formato de e-book e tem como mote como os alunos concebem a Educação Física na perspectiva da educação integral.Item EDUCAÇÃO SEXUAL E SEXUALIDADE NO ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS INICIAIS: DESAFIOS E PERSPECTIVASIrene Ferreira da Silva; Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Marli Amélia Lucas de OliveiraO problema de pesquisa tem origem na dificuldade que se enfrenta em tratar de temas como educação sexual e sexualidade no contexto educacional. Diante desse obstáculo foi formulada a seguinte pergunta: sob a ótica do professor que atua no Ensino Fundamental - Anos Iniciais, quais as dificuldades, os obstáculos e os desafios enfrentados por ele no ensino dos conteúdos que tratam da temática “sexualidade” e “educação sexual”? Assim, o objetivo geral foi investigar e analisar as dificuldades, os obstáculos e desafios enfrentados pelo professor ao discutir os temas como “sexualidade” e “educação sexual” em sala de aula. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa de cunho descritivo-analítico, cujo campo de pesquisa foi uma escola municipal situada no Grande ABC Paulista. A fundamentação teórica aprofundou os conhecimentos sobre sexualidade e os conceitos que a integram, tendo como norteadores autores como Foucault, Louro, Suplicy, Figueiró, Ribeiro, Melo, Carvalho dentre outros. A pedagogia da sexualidade, as dificuldades para abordagem e a prática pedagógica, as autoras Figueiró, Melo e Carvalho. Com relação à postura pedagógica frente as relações professor-aluno-aprendizagem nos apoiamos em estudos de Freire e Lerner. A coleta de dados foi realizada por meio de ambiente virtual, com a aplicação de questionários e entrevistas. As participantes do estudo foram sete professoras que atuam no Ensino Fundamental - Anos Iniciais. Com a análise dos dados que foram gerados na pesquisa, constatamos que a maioria dos professores tem concepções sobre a temática associadas ao campo fisiológico, sendo os demais aspectos que compõem a sexualidade ignorados, com por exemplo, as questões sobre diversidade e gênero. Isso evidencia que o problema é vivenciado na sociedade, e consequentemente, seus reflexos são potencializados na escola. Inferimos com as narrativas das participantes que existe uma falta de formação para a compreensão sobre o que significa os conceitos que integram a sexualidade. As dificuldades apontadas como mais relevantes foram: a reação e aceitação das famílias, as questões religiosas, a falta de formação inicial e continuada, a ausência de parceria da equipe gestora e da rede de ensino. Como possibilidades e ações que podem contribuir para a prática pedagógica foram: ter acesso à materiais específicos e formação no horário da jornada de trabalho. Concluímos que temáticas que tratam da educação sexual e da sexualidade deveriam estar previstas na formação continuada, no planejamento escolar, por meio de projetos intencionais, como forma de viabilizar intervenções pedagógicas positivas, pois, a compreensão da sexualidade como parte indissociada do ser humano, ainda não é um consenso. Inferimos que apesar dos apontamentos das participantes sobre entraves pessoais relacionados aos mitos e tabus construídos socialmente, precisamos reconhecer que a potência dessa discussão está na escola, ambiente propício para se construir o conhecimento científico. Nesse sentido, a educação sexual emancipatória é um convite para a desconstrução de preconceitos, visando ultrapassar as desigualdades historicamente produzidas. Por último, como produto final apresentamos um primeiro esboço do material didático, que posteriormente será um e-book, com foco na formação do professor.
- «
- 1 (current)
- 2
- 3
- »