Navegando por Autor "Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders"
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Item A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AS DIFERENÇAS NA ESCOLA: EM PERSPECTIVA OS DESENHOS DAS CRIANÇAS(2020-07-13) Thais Cristina Rangel Bressani; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Juliana Marcondes BussolottiEsta pesquisa coloca em questão o movimento das diferenças numa escola pública na região da grande São Paulo. Neste sentido, pergunta: quais as percepções das crianças em relação às diferenças na escola? Tem como objetivo geral compreender como as crianças percebem as diferenças na escola. Como objetivos específicos da pesquisa elenca: conhecer a percepção das crianças sobre as diferenças a partir da documentação pedagógica da escola pesquisada, discutir e refletir como os desenhos das crianças vão ao encontro do que está proposto no Projeto Político Pedagógico da escola pesquisada e construir um caderno ilustrado que mostre a importância do diferenciar para incluir na escola. Partindo dos objetivos apresentados, a investigação foi desenvolvida com um método combinado entre a pesquisa narrativa e a pesquisa documental integrativa, recolhendo e narrando, por meio dos desenhos das crianças, a percepção sobre as diferenças na escola. A pesquisa fundamenta-se nos seguintes referenciais teóricos: paradigma da educação inclusiva, diferença como valor pedagógico e ética universal do ser humano. Apresenta uma proposta de produto educacional - o caderno ilustrado intitulado O olhar das crianças sobre as diferenças. Os resultados apontam para alguns horizontes epistemológicos fundantes do enfrentamento da exclusão social e da construção da escola inclusiva, como: a percepção da marcação da diferença pela sociedade, a recorrente mentalidade dicotômica na escola, a diferença como condição humana, a aprendizagem da sensibilidade solidária e a relevância da construção coletiva do projeto político pedagógico da escola para a formação da consciência cidadã. As crianças demonstraram consciência política e clara percepção conceitual sobre os mecanismos de marcação das diferenças na sociedade e na escola.Item A FORMAÇÃO DE PROFESSORES A PARTIR DA REFLEXÃO SOBRE AS PRÁTICAS INCLUSIVAS: APROXIMAÇÕES COM O DESIGN UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM(2021-02-24) Adriana de Jesus Arroio Agostini; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Prof. Dr. Joaquim Melro de JesusMuitos são os desafios enfrentados pelos professores na inclusão escolar. A oferta de formação continuada sobre a temática da educação especial e inclusiva, muitas vezes, tem sido apontada como insuficiente e ineficaz, não atendendo às expectativas dos professores por práticas e modelos de atividades que permitam aplicação rápida nos contextos de sala de aula. Isto reforça o discurso de escolas e professores sobre o despreparo para lidar com alunos que não aprendem. Tal problema permeia esta pesquisa, que tem como objeto de estudo o processo de aproximação entre as práticas pedagógicas inclusivas e o Design Universal para Aprendizagem (DUA). Para o desenvolvimento deste estudo, partiu-se da seguinte pergunta investigativa: quais as contribuições do Design Universal para Aprendizagem (DUA) à formação continuada de professores para as práticas da educação especial e inclusiva? O objetivo geral foi analisar como os princípios do DUA podem contribuir para as práticas inclusivas na escola. Definiu-se como objetivos específicos: (1) aproximar os princípios do DUA às práticas pedagógicas inclusivas, (2) promover reflexões coletivas sobre os princípios do DUA a partir das práticas utilizadas para a educação inclusiva, (3) identificar quais os princípios do DUA são fundamentais na composição de uma formação docente que contribua para a construção de práticas de ensino inclusivas e (4) desenvolver um objeto de aprendizagem fundamentado no DUA para apoiar a formação de professores em relação às práticas de ensino inclusivas. Partindo-se dos objetivos apresentados, a pesquisa foi desenvolvida segundo uma abordagem qualitativa, por meio de um método combinado com pesquisa narrativa e pesquisa de desenvolvimento. Os instrumentos de coleta dos dados foram os relatos escritos das experiências docentes sobre as práticas inclusivas e as rodas de conversa que oportunizaram discussão e reflexão sobre as práticas e contribuições dos princípios do DUA junto às professoras participantes da pesquisa. O campo pesquisado foi a rede pública de ensino de Santo André e os sujeitos de pesquisa foram seis professoras que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental, tanto na sala de ensino regular quanto no atendimento educacional especializado. A pesquisa fundamentou-se na legislação educacional vigente e nas seguintes categorias teóricas: Educação Inclusiva; Educação Especial; Design Universal para Aprendizagem e Desenvolvimento Profissional Docente. Como resultados, esta pesquisa narrativa identificou, pelo menos, três pontos fundamentais para a formação continuada dos professores no campo da educação especial e inclusiva: a importância de partir daquilo que é prática cotidiana do professor, valorizando os seus saberes e fazeres; a necessária articulação do novo conhecimento teórico (no caso, o DUA) com a análise e reflexão sobre a prática no contexto da educação inclusiva e especial; a constituição de espaços para diálogo e interação entre pares (professores). Também compõe os resultados desta pesquisa um produto educacional, a saber, um curso de formação docente sobre a abordagem do Design Universal para Aprendizagem (DUA), aplicada à educação especial e inclusiva. Cumpre informar que esta pesquisa está inserida no âmbito do projeto regular N. 2017/20862-8, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).Item A PRÁTICA DOCENTE JUNTO ÀS JUVENTUDES TRABALHADORAS: MEMÓRIAS E REFLEXÕES EM UM CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL(2019-12-12) Lucian da Silva Barros; Prof. Dr. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Denise D’Aurea-TardeliEsta é uma pesquisa narrativa, de cunho qualitativo, que aborda as práticas docentes voltadas ao atendimento das juventudes, em especial das juventudes trabalhadoras. A juventude é uma experiência psicossocial que perpassa os sujeitos jovens, trazendo a emergência de inúmeras vivências. Por consequência, há múltiplas juventudes, este é um termo plural. No cenário educacional da atualidade, torna-se importante compreender como a escola e a educação compreendem as juventudes e como consideram seus conhecimentos e vivências na construção dos currículos e no desenvolvimento das estratégias de aprendizagem. Partindo da experiência docente junto aos jovens trabalhadores, esta pesquisa buscou responder a seguinte pergunta: Como a existência dos diferentes saberes de alunos e professores, no campo da formação do jovem trabalhador, altera a prática educacional e contribui para o aprendizado de ambos? O objetivo foi descrever como os saberes e vivências trazidos pelos jovens, cotidianamente, ao curso de formação profissional alteram a prática docente, possibilitando novos aprendizados para professores e alunos. Este estudo ocorreu em uma unidade escolar, na cidade de São Paulo, que oferece o curso de formação de jovens aprendizes. Os sujeitos da pesquisa foram os professores que atuam no curso de formação, assim como os próprios jovens. Como instrumento de pesquisa, optou-se por cartas, as quais foram escritas por professores e alunos, relatando seu ponto de vista a respeito do processo educacional desenvolvido. Na constituição do material documentário para a construção de narrativas a respeito da prática docente, também foram utilizadas cenas do cotidiano da unidade escolar pesquisada, sendo estas registradas em diário de pesquisa. Após o tratamento analítico do material coletado, foram criados os seguintes eixos de discussão: uma sala e muitas juventudes; tribos fora do gueto; projetos e projetos de vida; surpresas e expectativas. Quanto aos resultados desta investigação, as reflexões sobre estes eixos levaram à proposição de uma Pedagogia das Juventudes, a qual se constitui em uma proposta teórico-metodológica, embasada na ecologia de saberes, como uma prática educacional que atenda aos diferentes jovens nos mais diferentes contextos. Como produto educacional foi desenvolvido um mapa de atividades para a Oficina Pedagogia das Juventudes, como um espaço (on-line) para o aprendizado e formação docente.Item A PRÁTICA DOCENTE NA PERSPECTIVA DO CURRÍCULO ACESSÍVEL: APROXIMAÇÕES COM O DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM(2020-02-21) Maria Aparecida do Nascimento Gonçalves; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Roseli Albino dos SantosEsta pesquisa insere-se no contexto da transversalidade da educação especial nas escolas brasileiras, considerando as recentes discussões sobre o currículo como um elemento da problemática da atividade educacional inclusiva. Teoricamente, este percurso investigativo fundamentou-se no paradigma da inclusão, na teoria de currículo e no desenho universal para aprendizagem. Propõe-se como objeto de estudos as experiências inclusivas vivenciadas nos espaços de uma unidade escolar na região do ABC paulista. A pergunta que norteou este estudo foi: de que maneira o desenho universal para a aprendizagem (DUA) pode qualificar a prática docente no sentido da construção do currículo acessível no contexto das unidades escolas? Nessa perspectiva, o objetivo geral foi investigar como o DUA pode contribuir para a construção do currículo acessível no contexto das unidades escolares. A hipótese apresentada foi que o DUA contribui para o acesso de todas as pessoas ao mesmo percurso curricular, evitando a necessidade de produtos e ambientes exclusivos para as pessoas com deficiência. Objetivou-se de modo mais específico: 1. Caracterizar um currículo acessível, fundamentado nos princípios do DUA; 2. Promover a reflexão sobre o currículo acessível com professoras por meio de oficinas sobre o DUA. 3. Construir um inventário do DUA que contribua para a qualificação da prática docente no processo. Partindo dos objetivos apresentados, a pesquisa foi desenvolvida segundo uma abordagem intervencionista, por meio da realização de rodas de conversa e entrevistas semiestruturadas. Definiu-se como universo da pesquisa uma escola da rede pública municipal localizada na região do ABC paulista. Os sujeitos de pesquisa advêm de dois grupos diferentes, sendo três professoras de uma unidade escolar e três professores/pesquisadores do grupo de estudos ACESSI, com prática educacional em escolas e com conhecimento a respeito do DUA. Os resultados apontados com a contribuição do DUA foram os seguintes: Percepção da existência de um descompasso nas práticas pedagógicas, o que impunha barreiras na aprendizagem dos alunos; envolvimento, interesse e engajamento, por parte das professoras, na busca de novas estratégias de ensino para transformar o percurso de ensino aprendizagem; planejamento coletivo de como apresentar o mesmo conteúdo em diferentes formas, a partir da aplicação dos princípios do DUA; Construção de uma comunidade de conhecimento sobre abordagem curricular e aplicação dos princípios do DUA no sentido da prática pedagógica inclusiva. Esta pesquisa também resultou em um objeto de aprendizagem, um inventário, baseado nos princípios do desenho universal para aprendizagem, que foi o instrumento para o tratamento analítico dos semanários e que contribuiu na construção do currículo acessível na escola, visando ao pleno desenvolvimento de todos os educandos.Item A TECNOLOGIA ASSISTIVA NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: APROXIMAÇÃO COM AS DIRETRIZES DO DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM(2023-12-14) Fernanda de Menezes Angelo; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Roseli Albino dos Santos; Profa. Dra. Adriana Barroso de AzevedoEsta investigação insere-se no campo da educação inclusiva e tem como objeto de estudos o uso das tecnologias assistivas na escola. A questão norteadora da pesquisa foi: como o Desenho Universal para Aprendizagem contribui para a ressignificação do uso da Tecnologia Assistiva na perspectiva da educação inclusiva? O objetivo geral consistiu em identificar as contribuições dos princípios do DUA para a ressignificação do uso da Tecnologia Assistiva no processo inclusivo. Os objetivos específicos se delinearam da seguinte maneira: a) mapear e descrever como tem se dado o uso da Tecnologia Assistiva na escola. b) compreender qual é o conceito atribuído à Tecnologia Assistiva pelos/as professores/as que participaram da pesquisa. c) promover uma reflexão com base nos princípios do DUA, juntamente com professores/as, sobre o uso e sentidos atribuídos à Tecnologia Assistiva na escola inclusiva. d) desenvolver um produto educacional que promova a reflexão sobre a contribuição da Tecnologia Assistiva nos processos de ensino e aprendizagem de forma emancipatória. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que fez uso dos procedimentos da pesquisa narrativa, como as cartas pedagógicas e rodas de conversa, a fim de compreender as experiências educativas de professores/as que fazem ou já fizeram uso da TA na escola. O referencial teórico que fundamentou a pesquisa ancorou-se no paradigma da educação inclusiva, no desenho universal para aprendizagem e na tecnologia assistiva. A tematização das cartas apontou que os/as professores/as reconhecem como Tecnologia Assistiva todos os suportes e recursos disponíveis aos estudantes elegíveis à educação especial, assim sendo, não expandem seu uso aos demais estudantes. A tematização mostrou, ainda, que o Desenho Universal para Aprendizagem contribui para a ressignificação da TA à medida que privilegia a diversidade e a variabilidade dos estudantes sem categorizá- los, ofertando, a todos os estudantes, múltiplos meios de aprendizagem, considerando a Tecnologia Assistiva uma tecnologia que deve ser estar disponível a todos que dela necessitam ou desejem utilizar. O produto educacional que resultou desta pesquisa foi um e-book, o qual busca contribuir com a formação docente, apresentando o Desenho Universal de Aprendizagem e o uso da Tecnologia Assistiva como aliados à educação inclusiva.Item ABORDAGEM BILÍNGUE PARA CRIANÇAS COM SURDEZ: PROPOSTAS DE PRÁTICAS EDUCATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL(2019-12-02) Amanda Cavalcante de Oliveira; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Lilian Cristine Ribeiro NascimentoEsta é uma pesquisa de desenvolvimento, de cunho qualitativo, sobre a abordagem bilíngue para surdos no contexto da educação infantil. Neste novo cenário educacional, a inclusão de crianças com surdez nas escolas regulares vem crescendo significativamente nos últimos anos. Assim, a pesquisa partiu do seguinte problema de pesquisa: como se dá o uso e apropriação da Libras, como língua matriz da pessoa surda, e do Português, como língua adicional? Objetivando responder a esta pergunta, este estudo ocorreu em uma escola de educação infantil, caracterizada como Escola Polo, vinculada à rede pública de ensino. A investigação foi realizada em duas salas com abordagem bilíngue para surdos, compostas por crianças de 5 anos. Os sujeitos da pesquisa foram os educadores que atuam nas referidas salas, sendo dois "professores referência" da turma e dois "professores mediadores" do Atendimento Educacional Especializado de Libras. O objetivo geral foi observar as práticas adotadas no Atendimento Educacional Especializado, de modo a favorecer o uso e a apropriação da Libras na escola em uma perspectiva bilíngue. De forma mais específica, apresentou como resultado a produção de um objeto de aprendizagem, fundamentado no design universal para aprendizagem, que contribuiu para a difusão das línguas (Libras e Língua Portuguesa), na perspectiva de um ambiente bilíngue inclusivo nas escolas de Educação Infantil.Item APLICAÇÃO DE JOGOS DIGITAIS NO ENSINO PROFISSIONALIZANTE: UMA PERSPECTIVA DOCENTEMichelle Alves do Nascimento; Prof. Dr. Alan César Belo Angeluci; Prof. Dr. Alan César Belo Angeluci; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof. Dr. Leandro YanazeEsta é uma pesquisa colaborativa de cunho qualitativo que aborda as práticas docentes voltadas à utilização dos jogos digitais durante as aulas para o ensino profissionalizante. No cenário educacional da atualidade, torna-se imprescindível a implantação de metodologias ativas e inovadoras que detenham a atenção dos alunos, tornando-os protagonistas de seu processo de ensino/aprendizagem. Diante da ampla disponibilidade deste recurso, é impossível não tratar este tema com os docentes. Compreender como a escola e a educação lidam com este movimento, considerando o conhecimento e as vivências na construção dos currículos e no desenvolvimento das estratégias de aprendizagem, é importante para formação docente. O objetivo foi descrever a aplicação dos jogos digitais no ensino profissionalizante, além de investigar o seguinte problema de pesquisa: de quais maneiras os docentes podem contribuir para a criação de uma formação em serviço voltada ao uso dos jogos digitais no processo de ensino/aprendizagem? Este estudo ocorreu em uma unidade escolar do Senac SP, no Jabaquara, que oferece cursos profissionalizantes. Os sujeitos da pesquisa foram os professores que atuam nesta modalidade. Como instrumento de pesquisa, optou-se inicialmente pela aplicação de um questionário e, em outro momento, por uma atividade de cocriação utilizando a metodologia do Design Science Research. Após o tratamento analítico dos dados coletados, foi sugerido pelos docentes desenvolver uma formação em serviço com foco no uso de jogos digitais no processo de ensino/aprendizagem. Como produto educacional foi desenvolvido um projeto de curso semipresencial para formação docente, considerando as propostas de cursos que foram sugeridas pelos docentes que contribuíram com a pesquisa.Item DESAFIOS DO PROFESSOR ASSESSOR DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ(2021-12-08) Alissandra Marques de Freitas; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Angela Maria MartinsEste estudo teve o objetivo de analisar os desafios enfrentados pelo Professor Assessor de Educação Inclusiva (PAEI) no serviço de itinerância realizado junto às escolas da rede municipal de Santo André. O trabalho analisa as atividades e as interações deste profissional com os alunos com deficiência, familiares, professores, equipes gestoras das unidades escolares e as interfaces com os serviços de saúde, tendo como referência o histórico das políticas públicas de educação especial na perspectiva inclusiva do município desde o início dos anos 1990. Utilizou como referencial teórico as contribuições do campo da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Trata-se de um estudo exploratório, de abordagem qualitativa, que cruza informações documentais e bibliográficas com dados coletados em campo por meio de roda de conversa realizada com três PAEI que atuam em regiões da cidade que concentram o maior número de alunos com deficiências matriculados em salas de aula regulares. Os dados foram analisados com base nos procedimentos da análise de conteúdo. Os resultados apontam que, apesar do protagonismo das políticas públicas de Educação Inclusiva do município, os principais desafios que ainda persistem se referem à formação de professores para lidar com crianças com deficiências na sala de aula regular; à formação, apoio e acolhimento das famílias; e às relações da área da educação com os serviços de saúde de Santo André. Como conclusão, defende a necessidade de incluir o conteúdo das políticas públicas de educação inclusiva nas pautas formativas dos profissionais diretamente envolvidos no trabalho de inclusão com vistas à preservação da memória e dos avanços obtidos na conquista de direitos de todos a uma educação de qualidade e à dignidade humana. Como produto da pesquisa, propõe a construção de um espaço de diálogo e troca de experiências dos integrantes das equipes formativas da Gerência de Educação Inclusiva de Santo André.Item DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM COMO SUPORTE PARA O ENSINO INCLUSIVO: EM PERSPECTIVA A ACESSIBILIDADE PEDAGÓGICA PARA OS ALUNOS COM TEA(2023-08-08) Cristiane Nunes de Oliveira Sousa; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof (a). Dr.(a.) Elizabete Cristina Costa Renders; Prof (a). Dr.(a.) Ana Sílvia Moço Aparício; Prof (a). Dr.(a.) Suelene Regina Donola MendonçaEsta pesquisa propôs a reflexão sobre a importância da prática pedagógica acessível em uma sala de aula onde há estudantes com e sem TEA, tendo como suporte o desenho universal para aprendizagem (DUA). Partiu da seguinte questão: Como construir uma prática pedagógica acessível em uma sala de aula onde há estudantes com e sem TEA? O objetivo geral foi investigar como os princípios do DUA podem contribuir para a construção de uma aula acessível em sala de aula onde há estudantes com e sem TEA. Os objetivos específicos foram: elencar e compreender a percepção dos professores e professoras sobre as principais barreiras enfrentadas pelos estudantes com TEA no cotidiano de uma sala de aula; promover a reflexão, junto aos professores e professoras, sobre o DUA como novo paradigma para a prática pedagógica acessível; construir, com base nos princípios do DUA, um produto educacional que apoie a prática pedagógica acessível em sala de aula onde há estudantes com e sem TEA. Esta foi uma pesquisa narrativa, cujos instrumentos foram a carta pedagógica e a roda de conversa. Quanto aos resultados, a partir da percepção dos professores e professoras, foram levantadas algumas barreiras enfrentadas pelos estudantes com TEA no cotidiano de uma sala de aula, como: os poucos recursos e a inexistência de apoio para trabalhar a inclusão escolar do aluno com TEA, bem como o desafio de atuar em demandas com as quais os professores ainda não possuem conhecimentos específicos. Foi possível observar também que a maioria dos professores não conhecem a proposta do desenho universal para aprendizagem. Ao final da pesquisa, foi proposto um produto educacional, intitulado “Construindo uma prática pedagógica inclusiva”. Trata-se de um site com materiais de apoio aos professores que atuam no processo de inclusão escolar de estudantes com TEA.Item EDUCAÇÃO SEXUAL E SEXUALIDADE NO ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS INICIAIS: DESAFIOS E PERSPECTIVASIrene Ferreira da Silva; Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Marli Amélia Lucas de OliveiraO problema de pesquisa tem origem na dificuldade que se enfrenta em tratar de temas como educação sexual e sexualidade no contexto educacional. Diante desse obstáculo foi formulada a seguinte pergunta: sob a ótica do professor que atua no Ensino Fundamental - Anos Iniciais, quais as dificuldades, os obstáculos e os desafios enfrentados por ele no ensino dos conteúdos que tratam da temática “sexualidade” e “educação sexual”? Assim, o objetivo geral foi investigar e analisar as dificuldades, os obstáculos e desafios enfrentados pelo professor ao discutir os temas como “sexualidade” e “educação sexual” em sala de aula. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa de cunho descritivo-analítico, cujo campo de pesquisa foi uma escola municipal situada no Grande ABC Paulista. A fundamentação teórica aprofundou os conhecimentos sobre sexualidade e os conceitos que a integram, tendo como norteadores autores como Foucault, Louro, Suplicy, Figueiró, Ribeiro, Melo, Carvalho dentre outros. A pedagogia da sexualidade, as dificuldades para abordagem e a prática pedagógica, as autoras Figueiró, Melo e Carvalho. Com relação à postura pedagógica frente as relações professor-aluno-aprendizagem nos apoiamos em estudos de Freire e Lerner. A coleta de dados foi realizada por meio de ambiente virtual, com a aplicação de questionários e entrevistas. As participantes do estudo foram sete professoras que atuam no Ensino Fundamental - Anos Iniciais. Com a análise dos dados que foram gerados na pesquisa, constatamos que a maioria dos professores tem concepções sobre a temática associadas ao campo fisiológico, sendo os demais aspectos que compõem a sexualidade ignorados, com por exemplo, as questões sobre diversidade e gênero. Isso evidencia que o problema é vivenciado na sociedade, e consequentemente, seus reflexos são potencializados na escola. Inferimos com as narrativas das participantes que existe uma falta de formação para a compreensão sobre o que significa os conceitos que integram a sexualidade. As dificuldades apontadas como mais relevantes foram: a reação e aceitação das famílias, as questões religiosas, a falta de formação inicial e continuada, a ausência de parceria da equipe gestora e da rede de ensino. Como possibilidades e ações que podem contribuir para a prática pedagógica foram: ter acesso à materiais específicos e formação no horário da jornada de trabalho. Concluímos que temáticas que tratam da educação sexual e da sexualidade deveriam estar previstas na formação continuada, no planejamento escolar, por meio de projetos intencionais, como forma de viabilizar intervenções pedagógicas positivas, pois, a compreensão da sexualidade como parte indissociada do ser humano, ainda não é um consenso. Inferimos que apesar dos apontamentos das participantes sobre entraves pessoais relacionados aos mitos e tabus construídos socialmente, precisamos reconhecer que a potência dessa discussão está na escola, ambiente propício para se construir o conhecimento científico. Nesse sentido, a educação sexual emancipatória é um convite para a desconstrução de preconceitos, visando ultrapassar as desigualdades historicamente produzidas. Por último, como produto final apresentamos um primeiro esboço do material didático, que posteriormente será um e-book, com foco na formação do professor.Item ENSINO DE INGLÊS ON-LINE: UMA EXPERIÊNCIA ENTRE BRASIL E INGLATERRA(2019-01-31) Mariana Bonotto; Prof. Dr. Elias Estevão Goulart; Prof. Dr. Elias Estevão Goulart; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof. Dr. Edson Pinheiro PimentelO conhecimento de inglês na sociedade atual é de extrema importância, tanto para o desenvolvimento educacional, quanto profissional e social. Entretanto há uma falta de métodos e de professores com formação adequada para o ensino de Língua Inglesa. Esse contexto provoca uma reflexão sobre os modelos pedagógicos utilizados hoje. Em geral, o nível de proficiência dos estudantes brasileiros é avaliado como baixo por testes de fluência nesta língua, situação que foi observada na própria prática pedagógica. Diante desse desafio, o objetivo deste estudo foi analisar a utilização de suporte tecnológico para uso de videoconferência com professores nativos para o ensino de Língua Inglesa. Com essa finalidade, iniciou-se uma pesquisa de caráter exploratório que utilizou como metodologia de investigação um estudo de caso, trabalho complementado com revisão bibliográfica sobre o tema. O caso analisado foi a aplicação do programa Hello London pela empresa inglesa VCfGL em parceria com a ONG Núcleo de Convivência Menino Jesus, localizada na cidade de São Caetano do Sul, estado de São Paulo, instituição onde se desenvolveu o programa durante o ano de 2017. Os resultados deste estudo permitem afirmar que a tecnologia da videoconferência aproxima estudantes brasileiros de professores nativos, o que contribui significativamente para o desenvolvimento de habilidades comunicativas e para um melhor aprendizado da Língua inglesa.Item ESTRATÉGIAS INCLUSIVAS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO: EM PERSPECTIVA O DUA E AS CRIANÇAS COM E SEM TEA(2022-08-30) Maria Carolina França Ribeiro; Prof.ª Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Andrea PereiraDesde as primeiras formações os professores têm enfrentado desafios com relação às práticas inclusivas no contexto escolar. Seja por falta de apoio e de conhecimento da direção da escola ou pelo não cumprimento das leis, o trabalho com relação à inclusão é por vezes deixado de lado e abandonado. O interesse e o olhar atento a todos os alunos deveria existir em todos os espaços de aprendizagem. Esta pesquisa busca refletir sobre o processo inclusivo nas salas de aulas, tendo em vista a atitude do professor, que propicia diversas experiências pedagógicas com um olhar acolhedor. Essas práticas pedagógicas inclusivas podem acontecer com o respaldo do Design Universal para Aprendizagem, uma abordagem curricular acessível que vai ao encontro dos propósitos desta pesquisa. Nessa perspectiva, o Design Universal para Aprendizagem pode ser um suporte aos professores, à escola e aos pais, para que se desenvolva uma prática em sala de aula que seja inclusiva e respeite a todas as crianças. Para o desenvolvimento do estudo partiu-se da seguinte pergunta investigativa: Quais as contribuições do Design Universal para Aprendizagem no processo de alfabetização inclusivo, no contexto de uma sala de aula onde há crianças com e sem transtorno do espectro autista? O objetivo geral foi constituir um processo de alfabetização inclusivo, utilizando os princípios do Design Universal para Aprendizagem como uma prática de ensino também para alunos com transtorno do espectro autista, especificamente no processo de alfabetização. Os objetivos específicos foram definidos: 1. Levantar os desafios no processo de alfabetização inclusivo; 2. Caracterizar como o Design Universal para Aprendizagem pode contribuir no processo de ensino-aprendizagem no ciclo de alfabetização. 3. Inventariar estratégias inclusivas no processo de alfabetização de alunos com e sem transtorno do espectro autista. Partindo desse contexto, foi realizada uma pesquisa narrativa, utilizando como instrumentos de coleta de dados as entrevistas e as rodas de conversa. Os sujeitos de pesquisa foram duas professoras com experiências em sala de aula com crianças com e sem TEA. As trocas nas rodas de conversa foram essenciais para que houvesse a reflexão que encaminhou a pesquisa, pois uma professora atuava com o atendimento educacional especializado e a outra em uma sala com crianças com e sem transtorno do espectro autista. Esta pesquisa seguiu as seguintes categorias teóricas: Educação Inclusiva; Alfabetização; Transtorno do Espectro Autista; Design Universal para Aprendizagem. Como resultados a pesquisa narrativa oportunizou uma reflexão acerca do contexto escolar evidenciado e possibilitou a construção de propostas inclusivas com base no DUA e na pedagogia dos multiletramentos. Como produto educacional foi construído um caderno didático para professores e professoras a fim de auxiliar o trabalho inclusivo com estratégias inclusivas no período de alfabetização. Importa informar, ainda, que esta pesquisa faz parte do macroprojeto “A Escola para todos: a educação especial inclusiva em interface com o design universal para aprendizagem”, que tem aprovação do Comitê de Ética, sob processo CEP 228229519 5 00005510.Item NARRATIVAS DE PROFESSORES SOBRE A ABORDAGEM HISTÓRICO-CULTURAL(2019-12-13) Clarice Schöwe Jacinto; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria da Graça Nicoletti MizukamiEsta pesquisa colocou em questão as abordagens pedagógicas em curso nos anos iniciais do Ensino Fundamental em uma rede de ensino pública na região do ABC paulista. Neste cenário, a pergunta investigativa foi: como se apresenta a abordagem histórico-cultural nas narrativas de professoras de uma rede de ensino que afirma ter o currículo orientado por esta abordagem? O objetivo geral foi levantar indicadores que possam contribuir para a implementação do currículo fundamentado nos pilares da abordagem histórico- cultural numa unidade escolar. Especificamente, caracterizou-se a abordagem histórico cultural a partir das narrativas de professoras que declaram trabalhar com esta abordagem. Metodologicamente, portanto, trata-se de pesquisa narrativa que coletou seu material documentário com o instrumento da entrevista narrativa. Por meio da entrevista narrativa, ouvimos e descrevemos histórias ou experiências de vida das docentes, o que oportunizou a reflexão sobre a concepção do seu fazer pedagógico a partir do referencial composto por categorias como educação transformadora, dialogicidade, pensamento crítico, mediação e amorosidade. Como resultado, apresenta-se um inventário da abordagem histórico cultural com sustentação no seguinte tripé: design teórico, design político e design didático. Este foi o produto desta pesquisa de mestrado profissional, o qual poderá colaborar para a difusão e entendimento do que é uma abordagem pedagógica histórico-cultural entre professores da educação básica.Item O DESAFIO DO ENSINO COLABORATIVO NA ESCOLA INCLUSIVA(2023-10-03) Regina Izabel D’ Andrea Coutinho; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Suelene Regina Donola MendonçaEsta pesquisa coloca em questão os desafios da inclusão escolar, especialmente, considerando as demandas dos profissionais da educação envolvidos com a inclusão nas salas regulares. Os profissionais especializados, que trabalham nas salas de recursos multifuncionais, também enfrentam o desafio de ter seu trabalho reconhecido, o que facilitaria a parceria com a família e com o professor regente. Os professores regentes e os professores especialistas, enfrentam o desafio de qualificar seu trabalho junto aos alunos elegíveis à educação especial, surgindo assim uma nova perspectiva de trabalho colaborativo. De acordo com Miranda (2017), se partimos do princípio da escola para todos, a sala de recursos multifuncionais é um espaço de contribuição e fortalecimento para a inclusão escolar. Como descreve Marquezine (2012), ao aluno será garantido o direito ao apoio especializado, a fim de completar seu aprendizado em período diverso daquele em que frequenta na classe regular. A partir destas novas demandas no processo de ensino aprendizagem advindas do paradigma da educação inclusiva, emerge nossa pergunta de pesquisa: quais as contribuições do ensino colaborativo para a inclusão escolar? O objetivo geral desta investigação é o de identificar e problematizar como tem se dado o ensino colaborativo entre professores especialistas e professores regentes no processo de inclusão escolar. Desta forma, os objetivos específicos são: 1. Identificar se, e como ocorre a parceria do professor especialista e o professor regente no processo de inclusão dos alunos elegíveis à educação especial na escola; 2. Promover, juntamente com os/as professores/as, a reflexão sobre quais fatores atrapalham e quais fatores facilitam o ensino colaborativo na escola;3. Desenvolver, num processo colaborativo, um produto educacional que difunda a proposta do ensino colaborativo na rede de ensino. Esta foi uma pesquisa narrativa, cujo instrumento para a recolha do material documentário foi a escrita de cartas pedagógicas. Com este instrumento em mãos, em rodas de conversa, interpretaremos as mensagens explícitas e implícitas escritas nas cartas dos professores. A questão disparadora que alavancou a escrita destas cartas foi como estes profissionais analisam as efetivas contribuições da prática colaborativa entre o professor da sala de recursos multifuncionais e os professores das salas regulares, vivenciado um único espaço no compartilhamento de saberes. Os participantes da pesquisa foram professores concursados da Rede Municipal de Santo André, sendo quatro professoras generalistas e duas professoras especialistas. Os resultados apontaram que ensino colaborativo em sua verdadeira concepção ainda não ocorre na unidade escolar pesquisada. No entanto, foi possível constatar que existem diversas ações colaborativas que permeiam o trabalho do professor da sala regular e dos professores especialistas, como a troca de materiais e de informações sobre o desenvolvimento dos estudantes. Contudo, é necessário proporcionar aos profissionais tempo e espaço para estas interações. O produto decorrente deste trabalho é um caderno de formação, o qual poderá apoiar a formação dos profissionais da educação sobre o ensino colaborativo.Item O DESIGN UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM NO ENSINO REMOTO EMERGENCIAL.(2022-02-22) Débora de Lourdes da Silva Sousa; Prof.ª Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Ana Silvia Moço Aparício; Prof. Dr. Joaquim Melro de JesusA Educação Inclusiva é um paradigma para o ensino dos tempos atuais e visa garantir o direito à educação a todos, conforme previsto na legislação brasileira. No entanto, este paradigma novamente foi desafiado no contexto do fechamento das escolas devido à pandemia da COVID-19 desde março de 2020. Neste cenário, esta pesquisa teve como pergunta investigativa: como a aplicação dos princípios do Design Universal para a Aprendizagem (DUA) pode contribuir para a qualificação do ensino remoto, de modo a garantir uma abordagem mais inclusiva? O objetivo geral foi verificar como a aplicação dos princípios do DUA pode contribuir para a participação de todos os estudantes nas atividades propostas no ensino remoto emergencial. A hipótese era que, ao reduzir as barreiras no processo de ensino-aprendizagem, o DUA pode apoiar o professor regente no ensino para todos e cada um, também no ensino remoto emergencial. Metodologicamente, optou-se por combinar dois métodos: a pesquisa narrativa e a pesquisa de desenvolvimento, visando à construção do produto de pesquisa, juntamente com as professoras participantes da investigação. Os instrumentos de coleta foram: o diário de pesquisa da pesquisadora, as rodas de conversa e os textos narrativos das docentes. O campo de pesquisa foi uma escola da rede pública de Santo André e os sujeitos foram 5 professoras que atuam no ensino fundamental. A pesquisa fundamentou-se na legislação vigente e nos referenciais teóricos da Educação Inclusiva; Educação Especial; Design Universal para Aprendizagem e Ensino Remoto Emergencial. Como resultados, identificou-se que o aprofundamento dos estudos sobre os princípios do DUA e sua aplicação auxiliou na eliminação de barreiras de aprendizagem para a maior parte dos estudantes, mesmo no ensino remoto emergencial. Planejar a partir dos princípios do DUA contribuiu de maneira efetiva para garantir a melhoria e qualidade do ensino para estudantes com ou sem deficiência. Após a participação na pesquisa, o planejamento, antes fragmentado por deficiência, passou a garantir a universalização do ensino, a partir de múltiplos meios de representação dos conteúdos, com estratégias variadas. Desenvolveu-se, ainda, um produto educacional como resultado deste estudo, a saber, um plano de aula fundamentado no DUA, na forma de vídeo e de texto em PDF. Cumpre ainda informar que esta pesquisa fez parte do projeto regular N. 2017/20862-8, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).Item O ENSINO DE MATEMÁTICA NA PERSPECTIVA INCLUSIVA: CONTRIBUIÇÕES DO DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM(2024-08-13) Cássia Alves Basilia; Prof.ª Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra Suelene Regina Donola MendonçaLecionar matemática para o Ensino Médio é uma tarefa desafiadora e requer estratégias para alcançar todos os jovens. Há estudantes com dificuldades na compreensão matemática, seja por defasagem na aprendizagem em anos anteriores ou por possuir alguma deficiência. Portanto, importa considerar a variabilidade dos discentes em sala de aula, algo que a abordagem curricular do DUA (Desenho Universal para Aprendizagem) toma como um dos eixos centrais ao propor ações diversificadas para atender às necessidades de todos os alunos. Como ensinar matemática em uma perspectiva inclusiva foi a pergunta que fomentou o desenvolvimento desta pesquisa acadêmica, cujo objetivo geral foi desenvolver uma pesquisa aplicada com o suporte do Desenho Universal para Aprendizagem, a fim de apoiar os/as professores/as no ensino da matemática na perspectiva inclusiva. Os objetivos específicos foram: (1) Inventariar, os principais desafios para o ensino de matemática numa perspectiva inclusiva segundo a perspectiva dos/as professores/as de Ensino Médio;(2) aplicar, juntamente com os/as professores/as, os princípios do DUA no planejamento das suas aulas de matemática; (3) analisar o impacto do DUA, nas aulas, juntamente com os participantes da pesquisa. Esta foi uma pesquisa qualitativa que adotou a pesquisa de desenvolvimento como parâmetro para realizar das intervenções na prática docente da professora participante da pesquisa. Os resultados apontaram que o planejamento de aula fundamentado no Desenho Universal para a Aprendizagem e o trabalho com a Pedagogia das Estações fomentaram a investigação por parte dos discentes, provocando o engajamento e a compreensão dos conceitos centrais trabalhados na aula de matemática. O produto educacional criado foi um caderno didático digital que conta a experiência desta criação e se coloca como um suporte para os docentes que pretendem adotar metodologias inclusivas em sala de aula.Item O LUGAR DO PENSAMENTO CIENTÍFICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL(2019-02-21) Cristina Pereira Barbosa; Profª. Drª. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Francine de Paulo MartinsComo sabemos, a criança se constitui pelas experiências vividas ao longo de sua vida e o trabalho escolar tem papel preponderante nesse processo. Logo, compreender como a criança aprende é algo que merece a nossa atenção. Dentro dessas inquietações, uma temática que investigamos e que é foco da presente pesquisa é a compreensão de como poderíamos desenvolver, nas crianças, uma postura mais investigativa. Trabalhar com o desenvolvimento dessa postura investigativa na Educação Infantil é propiciar condições para que as crianças se tornem mais autônomas intelectualmente. A presente pesquisa se propôs a examinar e desenvolver práticas pedagógicas que colaborem para a desenvoltura do pensamento científico e, por sua vez, a aquisição de uma postura investigativa no contexto da Educação Infantil. Optou-se, para a realização da pesquisa, pela abordagem qualitativa de natureza intervencionista. Como primeira etapa, partimos de um estudo bibliográfico a respeito da temática proposta. Na sequência, analisamos os documentos oficiais que serviam de referência ao segmento da Educação Infantil e, por último, geramos uma sequência didática, com o objetivo ensinar tanto o conceito de número quanto desenvolver, nos alunos, uma postura investigativa. O estudo fundamentou-se nas concepções teóricas de Juan Delval, Delia Lerner, Maria da Graça Nicoletti Mizukami, Mabel Panizza, e Constance Kamii. Ao final da pesquisa, elencamos os indicadores os quais propiciaram o desenvolvimento do pensamento científico no contexto da Educação Infantil e então seguem as conclusões finais. Observamos que o trabalho realizado proporcionou às crianças uma postura mais investigativa e protagonista no processo de aprendizagem.Item O PAPEL FORMADOR DO PROFESSOR ITINERANTE NO CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA(2023-09-08) Neliane de Fátima Ferreira; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof (a). Dr.(a.) Elizabete Cristina Costa Renders; Prof (a). Dr.(a.) Maria de Fátima Ramos Andrade; Prof (a). Dr.(a.) Mércia Aparecida da Cunha OliveiraO presente trabalho tematiza os desafios e avanços enfrentados pelos professores itinerantes para a promoção da educação inclusiva. Buscou-se, por meio deste estudo, responder à seguinte pergunta investigativa: Quais os desafios e avanços que os professores itinerantes enfrentam ao promover formação docente para a educação inclusiva? Assim, o objetivo geral foi investigar, em interface com o desenho universal para a aprendizagem (DUA), qual a contribuição da formação oferecida pelos professores itinerantes ao desenvolvimento profissional docente na perspectiva da educação inclusiva. Quanto aos objetivos específicos, delimitaram-se: 1. Caracterizar como tem se dado o serviço de itinerância na rede de ensino pesquisada; 2. Promover a reflexão, com os/as professores/as itinerantes e os professores/as regentes, sobre como a prática de ensino tem contribuído para a inclusão escolar; 3. Construir, com os/as professores/as, um produto educacional baseado no DUA, que apoie a prática de ensino inclusiva. Metodologicamente, a pesquisa classifica-se como qualitativa e aplicada, valendo-se da pesquisa narrativa com vistas a destacar os relatos dos docentes acerca de sua experiência educativa. Após um questionário de sondagem, foram escolhidos, como participantes, seis professores itinerantes que atuam em escolas públicas do município pesquisado. Em uma roda de conversa, na qual foi possível refletir sobre as suas experiências educativas, os educadores redigiram uma carta pedagógica, direcionada a uma professora iniciante, discorrendo sobre seu trabalho e a relevância dele para a construção da escola na perspectiva inclusiva. Como fundamentação teórica, partiu-se dos princípios da educação inclusiva, desenho universal para aprendizagem e reflexões acerca da profissionalidade dos professores itinerantes, a partir de publicações de autores renomados como Maria Teresa Eglér Mantoan, Elizabete Cristina Costa Renders e Sandra Maria Gomes Scaravelli. Os resultados apontaram para a necessidade de investimentos em políticas públicas no sentido da valorização dos professores itinerantes e da qualificação dos serviços prestados no processo de inclusão escolar. Apesar dos avanços significativos na profissionalidade e na atuação docente, ainda há desafios importantes nesse campo, tais como :a necessidade de estabelecer critérios mais claros quanto à contratação de profissionais para atendimento mais qualificado e ao desafio burocrático da atuação docente. Por fim, desenvolveu-se, como produto educacional, um material instrucional para professores itinerantes que atuam na educação especial na perspectiva inclusiva, intitulado ”Estratégias para práticas inclusivas na docência itinerante”.Item OS PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM (DUA) E O USO DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA (CA) NA ESCOLA: APROXIMAÇÕES COM AS PRÁTICAS EDUCATIVAS INCLUSIVAS.(2022-02-23) Salua Farah; Prof.ª Dra. Elizabete Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Vera Capellini Messias FilhoO trabalho colaborativo entre as áreas de educação e saúde é complementar e interdisciplinar e, tal como no campo da educação, ocorreram mudanças paradigmáticas rumo à educação inclusiva, no campo da saúde. Assim, o fonoaudiólogo participa, junto ao professor, da elaboração e organização dos recursos de acessibilidade comunicacional necessários ao processo de inclusão escolar. Em função de barreiras comunicacionais presentes no contexto escolar e em cumprimento a políticas públicas, a presença de profissionais especialistas, como profissionais de apoio, tornou-se pertinente e frequente, construindo um trabalho colaborativo entre profissionais da saúde e profissionais da educação. Partindo dessa premissa, a pergunta que norteou a presente pesquisa foi: como o uso dos princípios do Desenho Universal para Aprendizagem pode contribuir para o reconhecimento da Comunicação Alternativa como um instrumento multimodal de ensino? Com relação ao objetivo geral, este estudo visa a investigar, junto aos professores, como o Desenho Universal para Aprendizagem pode contribuir para o uso da Comunicação Alternativa numa perspectiva inclusiva na escola. Para tanto, elencaram-se os seguintes objetivos específicos: compreender e analisar as narrativas de professores sobre os desafios do uso da comunicação alternativa na escola; promover uma reflexão sobre como os princípios do Desenho Universal para Aprendizagem e sua perspectiva multimodal poderiam potencializar o uso da Comunicação Alternativa na escola inclusiva; e elaborar e verificar, com os professores, a aplicabilidade de pranchas de comunicação em sala de aula, onde há alunos que usam a comunicação não verbal. O referencial teórico baseou-se no paradigma da Educação Inclusiva e das práticas pedagógicas, nos estudos sobre a Comunicação Alternativa e na abordagem educacional proposta pelos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Metodologicamente, optou-se pela pesquisa narrativa, combinada com a pesquisa em desenvolvimento, pois objetos de aprendizagem foram confeccionados pelos professores, a partir de sua experiência como usuários e participantes colaborativos da comunidade que utilizou da Comunicação Alternativa. Para tanto, propuseram-se rodas de conversa, que se constituíram como espaços de escuta, diálogos e narrativas em uma perspectiva de Consultoria Colaborativa na interface Fonoaudiologia e Educação. Como resultados, observou-se que a Comunicação Alternativa é, ainda, um material destinado ao aluno elegível à Educação Especial, sendo necessário direcioná-lo a todos os estudantes. Ademais, destaca-se o protagonismo do trabalho do professor do Atendimento Educacional Especializado, no que se destina à elaboração e à confecção de recursos para o uso da Comunicação Alternativa, estando o professor de sala de aula regular pouco envolvido nesse processo. Por fim, propôs-se, como produto, um e-book que, na qualidade de livro eletrônico, promove uma espécie de curadoria destinada ao professor, permitindo o acesso a home pages, hiperlinks e hipermídias. Com isso, o educador pode se apropriar não somente de conteúdos formativos, mas também promover a elaboração de práticas educativas inclusivas, por meio de um plano de aplicabilidade da Comunicação Alternativa com base nos princípios do Desenho Universal para Aprendizagem.Item PRÁTICAS EDUCATIVAS INCLUSIVAS COM OS SURDOS: O USO DE SINALÁRIO PARA COMPREENSÃO DO VOCABULÁRIO RELATIVO À GEOMETRIA(2020-03-27) Daniela Maria da Siva; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Lilian Cristine Ribeiro NascimentoResumo Foi proposto como objeto de estudo o desenvolvimento de um sinalário bilíngue em uma escola para estudantes surdos. A motivação para realização da presente pesquisa foi a percepção de que, durante as aulas de Geometria, os alunos tinham um vocabulário muito restrito, o que dificultava a comunicação e, consequentemente, a aprendizagem. Constatou-se ainda que não existia um mecanismo para trabalhar a ampliação deste vocabulário. Estabeleceu-se, portanto, como problema, a questão: de que maneira o desenvolvimento de um sinalário bilíngue poderia contribuir para ampliar o conhecimento sobre o vocabulário relativo à Geometria por alunos surdos? Delimitou-se como objetivo geral desta pesquisa analisar as contribuições do desenvolvimento deste sinalário bilíngue com a pretensão de facilitar e promover o aprendizado do vocabulário, especialmente em atividades extraclasse. Como objetivos específicos se estabeleceram (1) Identificação das barreiras de comunicação enfrentadas pelos surdos no contexto escolar, (2) busca de subsídios para os alunos surdos desenvolverem suas pesquisas e estudos, auxiliando-os na realização das atividades extraclasse (3) desenvolvimento de um sinalário bilíngue voltado ao aprendizado do vocabulário usado em Geometria. Partindo dos objetivos apresentados, o trabalho se deu como uma pesquisa de desenvolvimento, considerada como metodologia orientada pela teoria que objetiva superar as lacunas existentes entre teoria e a prática. O sinalário bilíngue foi utilizado pelos alunos por meio de um APP, produzido nesta atividade de pesquisa, onde atendeu aos princípios do Design Universal para Aprendizagem e teve como base os critérios para o desenvolvimento de objetos de aprendizagem. A presente pesquisa teve como referencial os seguintes autores: Braga (2014), CostaRenders (2018), Lacerda (2000 e 2006), Mantoan (2003), Nascimento (2016), Roncato (2017), Skliar (1997, 1998, 2000), Schlatter (2012), Sawaia (2017), Van Den Akker (1999). Os resultados alcançados foram os seguintes: o sinalário bilíngue ampliou o conhecimento sobre o vocabulário relativo à Geometria por alunos surdos; possibilitou rever o conteúdo em casa por meio de vídeos multimodais, permitindo que a busca por informação se estenda para além da escola, o que, sem dúvida, acresce no processo de aprendizagem do aluno. Os resultados apontaram para uma abertura de possibilidades de crescimento dos mesmos, o fortalecimento da relação entre aluno-pais-escola e maior confiança por parte das professoras no processo de ensino.