ESTRATÉGIAS INCLUSIVAS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO: EM PERSPECTIVA O DUA E AS CRIANÇAS COM E SEM TEA
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Resumo
Desde as primeiras formações os professores têm enfrentado desafios com relação às práticas inclusivas no contexto escolar. Seja por falta de apoio e de conhecimento da direção da escola ou pelo não cumprimento das leis, o trabalho com relação à inclusão é por vezes deixado de lado e abandonado. O interesse e o olhar atento a todos os alunos deveria existir em todos os espaços de aprendizagem. Esta pesquisa busca refletir sobre o processo inclusivo nas salas de aulas, tendo em vista a atitude do professor, que propicia diversas experiências pedagógicas com um olhar acolhedor. Essas práticas pedagógicas inclusivas podem acontecer com o respaldo do Design Universal para Aprendizagem, uma abordagem curricular acessível que vai ao encontro dos propósitos desta pesquisa. Nessa perspectiva, o Design Universal para Aprendizagem pode ser um suporte aos professores, à escola e aos pais, para que se desenvolva uma prática em sala de aula que seja inclusiva e respeite a todas as crianças. Para o desenvolvimento do estudo partiu-se da seguinte pergunta investigativa: Quais as contribuições do Design Universal para Aprendizagem no processo de alfabetização inclusivo, no contexto de uma sala de aula onde há crianças com e sem transtorno do espectro autista? O objetivo geral foi constituir um processo de alfabetização inclusivo, utilizando os princípios do Design Universal para Aprendizagem como uma prática de ensino também para alunos com transtorno do espectro autista, especificamente no processo de alfabetização. Os objetivos específicos foram definidos: 1. Levantar os desafios no processo de alfabetização inclusivo; 2. Caracterizar como o Design Universal para Aprendizagem pode contribuir no processo de ensino-aprendizagem no ciclo de alfabetização. 3. Inventariar estratégias inclusivas no processo de alfabetização de alunos com e sem transtorno do espectro autista. Partindo desse contexto, foi realizada uma pesquisa narrativa, utilizando como instrumentos de coleta de dados as entrevistas e as rodas de conversa. Os sujeitos de pesquisa foram duas professoras com experiências em sala de aula com crianças com e sem TEA. As trocas nas rodas de conversa foram essenciais para que houvesse a reflexão que encaminhou a pesquisa, pois uma professora atuava com o atendimento educacional especializado e a outra em uma sala com crianças com e sem transtorno do espectro autista. Esta pesquisa seguiu as seguintes categorias teóricas: Educação Inclusiva; Alfabetização; Transtorno do Espectro Autista; Design Universal para Aprendizagem. Como resultados a pesquisa narrativa oportunizou uma reflexão acerca do contexto escolar evidenciado e possibilitou a construção de propostas inclusivas com base no DUA e na pedagogia dos multiletramentos. Como produto educacional foi construído um caderno didático para professores e professoras a fim de auxiliar o trabalho inclusivo com estratégias inclusivas no período de alfabetização. Importa informar, ainda, que esta pesquisa faz parte do macroprojeto “A Escola para todos: a educação especial inclusiva em interface com o design universal para aprendizagem”, que tem aprovação do Comitê de Ética, sob processo CEP 228229519 5 00005510.