Navegando por Autor "Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani"
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Item A CRISE DA REGIÃO CACAUEIRA E OS DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL(2010-03-24) Marcio Ceo dos Santos; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Antônio Carlos Gil; Marco Antônio Carvalho TeixeiraEste trabalho se propôs a construir uma teoria substantiva acerca da crise cacaueira fundamentada nas percepções manifestadas por sujeitos locais da Região Ilhéus-Itabuna, sob a ótica da teoria Grounded Theory. Como referência para o estudo foi entrevistados sujeitos que vivenciaram esta transformação nas cidades de Ilhéus e Itabuna consideradas como centros econômicos dessa microrregião no Sul da baiano. A pesquisa surge com o questionamento: Como os sujeitos locais de Ilhéus - Itabuna constroem a realidade da crise econômica da região cacaueira? Para tanto, buscou-se compreender como estes sujeitos percebiam o fenômeno da crise, de modo a elaborar uma concepção teórica com base em 17 entrevistas de sujeitos de vários segmentos do território estudado, incluindo empresários, sindicalistas, agricultores, representantes da sociedade civil organizada e de um órgão de pesquisas do governo Federal. A concepção teórica elaborada da emergência dos dados define como categoria central: ENTENDENDO E REINVENTANDO O LOCAL; ADEQUAÇÃO À NOVA REALIDADE. Essa categoria é sustentada por oito subcategorias que são: revendo o passado, encarando as dificuldades, mudando o local, sofrendo impactos da mudança, articulando o processo da mudança, mantendo resquícios e, criando perspectivas. Esta concepção indica que o local estudado passa por um processo de transformação impulsionado pela crise econômica da lavoura cacaueira. Porém, este processo de mudanças sofre influências do seu passado por meio da sua cultura e modelo de gestão tradicional. Apresenta um lugar que enfrenta as dificuldades para conseguir superar seus problemas, e as reações de seus sujeitos quanto à crise, pois alguns sucumbem, enfrentam ou cedem espaço para outros sujeitos. São mostradas as transformações percebidas no lugar e os impactos que estas mudanças causaram, a exemplo das relações de trabalho, além das indicações de incipiência nas articulações entre os principais agentes do processo de mudança na região.Item A DIFUSÃO DA AGENDA DO TRABALHO DECENTE DO BRASILMagda Sales Pinho; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Wilson Amorim; Antonio Carlos Gil; Luis Paulo BrescianiA presente dissertação procura demonstrar como está acontecendo a disseminação da Agenda do Trabalho Decente no Brasil. Trata-se de um conceito novo, originado na preocupação da OIT - Organização Internacional do Trabalho com a crescente precarização da força de trabalho que está acontecendo nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, em decorrência da globalização que se intensifica. Foi realizada uma análise exploratória que utilizou de pesquisa bibliográfica, tomando como base as agendas Hemisférica e Nacional do Trabalho Decente e a Agenda Baiana do Trabalho Decente. Também foram realizadas entrevistas com representantes de atores sociais e políticos das Regiões Metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte, territórios com ações convergentes ao conceito do Trabalho Decente, mas que ainda não possuem ainda uma agenda estruturada que favoreça a legitimidade da aplicação, além do governo da Bahia, que já possui uma agenda própria com ações bem direcionadas no sentido de melhorar as condições de trabalho naquele estado. Um ponto forte identificado na pesquisa revela a necessidade de intensificação da aplicação do Diálogo Social para que a agenda seja viabilizada. A intensificação da disseminação do conceito é fundamental para que as dúvidas e inconsistências possam ser dirimidas e os objetivos integrados. Desta forma os atores podem adquirir visão mais abrangente e perceberem que muito do que já fazem localmente segue ao encontro do que está estabelecido como objetivo estratégico da agenda. Neste caso também, a academia pode assumir uma papel de mediadora deste relacionamento. Outro aspecto de fundamental importância revela que a implantação da agenda se desdobra em desenvolvimento regional como resultado para aqueles que se dispõem a correlacionar o alcance destes resultados. Todavia, o alcance desse desdobramento implica evidente esforço em compatibilizar e integrar ações de estímulo ao trabalho decente com políticas específicas de desenvolvimento regional.Item A DINÂMICA DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO MEIO OESTE CATARINENSEAntonio Marcos Prestes de Oliveira; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Peter Kevin Spink; Leonel Mazzali; Luis Paulo BrescianiEsta pesquisa busca caracterizar o desenvolvimento regional do Meio Oeste Catarinense no período entre 1990 e 2008, identificando o papel dos atores locais bem como a relevância da agroindústria para a região. Tendo como base os indicadores econômicos e sociais da região e, em contrapartida, o êxodo populacional e as precárias alternativas econômicas que surgiram durante o período pesquisado, buscou-se responder à seguinte questão: "Que papel os atores locais - públicos e privados - desempenharam na trajetória de Desenvolvimento Econômico Local / Regional (DEL/R) e quais ações impulsionaram essa trajetória no período de 1990 a 2008, sob o ponto de vista dos próprios atores locais?" Esta foi uma pesquisa qualitativa e de caráter exploratório, com delineamento baseado no estudo de caso incorporado. Para que fosse possível obter as informações necessárias, utilizou-se um roteiro de entrevistas, respondido por 13 atores locais, classificados em duas categorias de município (mais beneficiados e menos beneficiados pela dinâmica de desenvolvimento da região) e em três categorias de atores (Mercado, Sociedade e Governo). Em relação ao papel dos atores locais para o desenvolvimento da região, a conclusão do estudo aponta para sua grande dificuldade de articulação. Já em relação às ações para o desenvolvimento regional, percebe-se que há iniciativas por parte dos atores locais, mas estas tornam-se incipientes pela fragilidade da cooperação entre os mesmos. Percebe-se também que o desenvolvimento da região do meio Oeste Catarinense (MOC) está ancorado na grande agroindústria - carro-chefe da economia regional - e só na região em função de interesses pessoais específicos e imediatos. A região busca alternativas, visando diminuir a dependência econômica em relação à atividade principal. A grande maioria dos atores reconhece sua importância e, ao mesmo tempo, a necessidade de novas alternativas para o desenvolvimento regional, cuja criação dependerá diretamente de sua própria capacidade de atuação e cooperação.Item A EXPANSÃO HOTELEIRA NA CIDADE DE SANTO ANDRÉMaria de Lourdes Peixoto Xavier; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Priscila Ferreira Perazzo; Ricardo Ricci UvinhaPara enfrentar os desafios da desocupação de espaços esvaziados pela evasão de algumas empresas, a cidade de Santo André optou por um projeto ousado de reurbanização, o Projeto Eixo Tamanduatehy. Sob esta perspectiva de reurbanização de espaços, surgiram novas oportunidades de investimentos e dentre elas a expansão do setor hoteleiro, iniciado a partir dos anos 2000. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores que possibilitaram esta expansão. As articulações do poder público e da iniciativa privada que influenciaram na tomada de decisão. Concluiu-se que as estratégias adotadas por uma liderança visionária na cidade de Santo André, resultaram em quatro novos empreendimentos hoteleiros e aumentaram a perspectiva de crescimento do turismo de negócios na região.Item A GESTÃO SOLIDÁRIA NA AGRICULTURA FAMILIAR: ESTUDO DE CASO DA CADEIA PRODUTIVA DO MEL NO SERTÃO PIAUIENSE.(2022-02-25) Jakeline Rodrigues de Aquino Bezerra; Luís Paulo Bresciani; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Drª. Priscila Ferreira Perazzo; Prof.ª Drª. Raquel da Silva Pereira; Prof. Dr. Eduardo de Lima Caldas; Prof. Dr. Sidney LianzaO Empreendimento Econômico e Solidário (EES) CASA APIS, situado no sertão nordestino, é composto por três cooperativas singulares, abrangendo 58 comunidades, em 30 municípios do Estado do Piauí. O empreendimento soma mais de 800 agricultores cooperados, trabalhando na cadeia produtiva do mel. Tal instituição foi fundada no ano de 2005 com a finalidade de envolver populações pobres e marginalizadas, além de fomentar a apicultura na região, para a geração de ocupação e renda. Tendo em vista a expansão do cooperativismo no Nordeste brasileiro e a atuação deste empreendimento no dia a dia dos agricultores familiares sócios, a tese buscou caracterizar, à luz da teoria de reciprocidade, a relação existente entre a central de cooperativas, suas cooperativas singulares e as unidades familiares que as integram, considerando os distintos espaços de atuação e gestão que se colocam para esse conjunto de EES. O estudo teve abordagem qualitativa e de natureza exploratória, do tipo estudo de caso intrínseco, sendo seus dados obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas individuais, realização de grupos focais, observação sistemática in loco, além da construção de diário de campo e análise documental. A análise dos dados foi realizada a partir do software IRAMUTEQ e do uso de técnicas de triangulação. Vale destacar que os conceitos de teoria da reciprocidade, economia solidária, gestão solidária e agricultura familiar estão em permanente construção e a sua aplicação representa um grande desafio para os empreendimentos solidários do Nordeste brasileiro. Como principais resultados alcançados com esta tese, destacamos que a seca ainda aparece como um “grande vilão” demonstrando necessidade de estratégias de enfrentamento para evitar a perda de enxames, contudo, a maioria dos agricultores familiares pesquisados manifestaram interesse de viver e sustentar suas famílias exclusivamente através da apicultura. Constatou-se também que, por meio da organização em cooperativa, o processo de produção de mel tem impactado diretamente na vida dos agricultores familiares estudados, tendo em vista que o mercado ao redor do mel permite uma maior circulação da renda nas comunidades pesquisadas. Constatou-se também a presença de relações de reciprocidade simétrica entre os agricultores familiares nas cooperativas singulares e no trabalho dentro dos apiários, fortalecendo laços de amizade, confiança, justiça e responsabilidade. Dessa forma, torna-se relevante para o sertão nordestino a adoção de políticas públicas de fortalecimento da economia solidária com implicações diretas para estratégias de convivência com o semiárido e o desenvolvimento regional.Item A GOVERNANÇA NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ATENÇÃO AO IDOSO: UM ESTUDO EM DUAS CAPITAIS BRASILEIRASFrancisco Mirialdo Chaves Trigueiro; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Luís Paulo Bresciani; Prof. Dr. Joao Batista Pamplona; Prof. Dr. Leandro Campi Prearo; Profª. Dra. Gabriela Spanghero Lottta; Profª. Dra. Vania Barbosa do NascimentoDados do Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde (OMS, 2015) mostram que pela primeira vez na história, a maioria das pessoas tem expectativa de vida acima dos 60 anos. Uma criança nascida no Brasil em 2015 pode esperar viver 20 anos ou mais que uma criança nascida 50 anos atrás, implicando mudanças profundas na forma como essas pessoas possam viver e nas políticas públicas. Dados do IBGE (2010) mostram que havia 20,5 milhões de idosos (10,79% da população), e para 2030, a estimativa é de atingir 41,5 milhões de habitantes (18% da população). Quanto à expectativa de vida, em 1980, a média dos brasileiros era de 62,7 anos, passando a 73,9 anos 2010, um incremento de 11,2 anos. Desse modo, no campo do envelhecimento populacional, as políticas públicas são essenciais para garantir além de ações afirmativas, programas e ações continuadas e implementadas pelos gestores públicos, contemplando atividades relacionadas ao bem estar do idoso. A operacionalização desse estudo impõe a aplicação de recortes sob a ótica territorial, optando por capitais brasileiras porque influenciam as decisões políticas e o contexto socioeconômico para além de seus limites administrativos e territoriais. Assim, foram escolhidos os municípios de João Pessoa, capital da Paraíba, e Cuiabá, capital de Mato Grosso, localizadas no Nordeste e Centro Oeste do território brasileiro e expectativa de vida de 74,9 anos e 75 anos, respectivamente. O objetivo da pesquisa é caracterizar os arranjos institucionais presentes na estrutura de governança nas políticas públicas dirigidas aos idosos, com a identificação dos atores participantes e das dimensões condicionantes à sua configuração e funcionamento, nos municípios selecionados, tendo como marco temporal a promulgação do estatuto do idoso, em 2003, até 2016. A fundamentação teórica contempla três seções: Políticas Públicas; Gestão do Território, Atores, Governança Pública e Arranjos Institucionais; Mudança Demográfica e as Políticas Públicas de Atenção ao Idoso. Os procedimentos metodológicos incluíram o método de pesquisa qualitativo, o tipo de pesquisa estudo de casos, a coleta de dados por meio de entrevistas semiestruturadas com diversas fontes de informação, sendo 53 em João Pessoa e 44 em Cuiabá (total 97 entrevistados) e pesquisa documental, a análise de conteúdo e técnicas de mapeamento e triangulação de dados. Os resultados demonstram que a concepção de políticas ocorre por meio dos Conselhos do Idoso, Assistência Social e Saúde, Conferências do Idoso e dos Ministérios, Secretarias Estaduais e Secretarias Municipais. Estas últimas também se configuraram como as principais executoras das políticas, programas, projetos e ações, que totalizaram 22 em João Pessoa e 18 em Cuiabá, sendo que as áreas de Saúde (referenciada no SUS) e Assistência Social (referenciada no SUAS), contemplam a maior parte das políticas. A conclusão da tese é que são necessários arranjos constituídos por atores estatais, paraestatais e não estatais, no conjunto e em torno de cada política, de modo a contemplar todas as áreas que atendam às necessidades da pessoa idosa (por exemplo, saúde, assistência social, transporte), em uma ação intersetorial e interfederativa. Entretanto, a atuação dos atores na estrutura de governança está condicionada a seis dimensões: estrutural-administrativa e funcional, político-legal, econômico-financeira, informacional, institucional e sócio demográfica.Item A IMPLEMENTAÇÃO DO MARKETING DE SERVIÇOS PÚBLICOS: ASPECTOS QUE INFLUENCIAM ESSE PROCESSO(2021-12-17) Renato Emanuel Gomes da Silva; Prof. Dr. Silvio Augusto Minciotti; Prof. Dr. Silvio Augusto Minciotti; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Edson Keyso de Miranda Kubo; Prof. Dr. Alexandre Luzzi Las Casas; Prof. Dr. Luiz Alberto de FariasO Marketing de Serviços Públicos pode ser aplicado às ações de instituições governamentais nas esferas federal, estadual e municipal, com impacto direto na qualidade de vida da população, onde o setor público busca facilitar o acesso a serviços públicos, atendendo às necessidades sociais de maneira eficaz. A análise da temática do Marketing de Serviços Públicos permite a valorização das ações correspondentes às expectativas de benefício aos cidadãos. A aplicação e adequação dos conceitos mercadológicos à esfera pública possibilitam melhorar o entendimento e apoiar o relacionamento entre o agente público e a população demandante dos serviços, tendo em vista resultados mais efetivos e adequados às necessidades percebidas por esse público. Através de ferramentas e estratégias de Marketing implementadas nas instituições públicas é possível dar respostas adequadas às necessidades e desejos da população. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, realizada na Região do Grande ABC Paulista, com a finalidade de conhecer possíveis práticas associadas ao Marketing de Serviços Públicos e esclarecer conceitos, visando subsidiar a fase seguinte do projeto, que resultou na elaboração de um framework com as etapas da implementação de Marketing de Serviços Públicos. No primeiro estágio da pesquisa, os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas a partir de roteiro desenvolvido com o objetivo de analisar os aspectos que influenciam a implementação do Marketing de Serviços Públicos. As entrevistas tiveram como foco indivíduos com experiência comprovada na gestão pública. Foram identificados quinze aspectos que influenciam a implementação de Marketing de Serviços Públicos, entre os quais se destacam: a) a atividade de Marketing não ser vista como estratégica e sim como operacional; b) na área pública o Marketing não ser compreendido como um conjunto interligado de ferramentas e sim como propaganda e comunicação; c) o agente público confunde Marketing com vendas e, por isso, tem resistência a utilizá-lo e d) há dificuldade de identificar os cidadãos como clientes. As variáveis determinantes para implementação do Marketing de Serviços Públicos identificadas na primeira etapa compuseram o framework, submetido a um júri de especialistas, para complementação e validação da etapa seguinte da pesquisa de campo e é apresentado como produto deste trabalho.Item A INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO: GESTÃO, DIREITOS E EFETIVIDADE(2014-02-12) Maria Helena Scalabrin Cardoso Gomes; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Edson Keyso de Miranda Kubo; Prof.ª Dr.ª Maria do Carmo Romeiro; Prof.ª Dr.ª Ana Cristina LimongiFrança; Prof. Dr. Marco Antonio Carvalho TeixeiraCidadania, igualdade e dignidade são valores humanos, direitos, expressos nas Constituições da maioria dos países, dentre os quais o Brasil. Entretanto, esses direitos muitas vezes são meras declarações de princípios, ou letras da Lei, distantes do que pode ser definido como Estado Social de Direitos. O presente estudo objetivou analisar a efetividade de um desses direitos: o direito ao trabalho da Pessoa com Deficiência nas organizações públicas e privadas. Mesmo tendo um caráter impositivo para as organizações privadas, e como simples reserva de vagas nos concursos públicos, não deixa de ser uma tentativa de corrigir séculos de exclusões e alijamento dos direitos das Pessoas com Deficiência. É um problema que se desvela em diferentes dimensões, uma vez que a forma com que uma determinada sociedade interage com seus membros mais fragilizados evidencia sua identidade cultural, ética, política, social e mesmo econômica. Para atingir os objetivos propostos, este estudo partiu da trajetória histórica e social das Pessoas com Deficiência, do direito ao ingresso no mercado do trabalho, e dos mecanismos de representação e fiscalização garantidores desse direito. O polo empírico buscou o desvelamento das dimensões do fato analisado, por meio de levantamento de dados de cunho exploratório, abrangendo as esferas nacional, regional e local. As pesquisas de campo, trazidas para este estudo, foram regionais e locais, analisando se o processo de adesão à Lei de Cotas foi assegurado por ações afirmativas e se resultaram em prática sistemática de contratações. Partiu-se dos estudos das ações inclusivas nos municípios brasileiros, censos nacionais e regionais IBGE/MUNIC, seguindo de pesquisas de emprego divulgadas pelo Ministério do Trabalho, RAIS/CAGED; SEADE; FIPE/MODEN, no período de 2008 a 2012. Nesses anos evidenciou-se uma retração no estoque de empregos de Pessoas com Deficiência, distantes das potencialidades de contrações das municipalidades pesquisadas. As pesquisas de campo, qualitativas, objetivaram, sobretudo, dar vozes aos sujeitos sociais diretamente afetados pelas políticas de inclusão profissional. Essas pesquisas foram direcionadas para regiões de alto desenvolvimento econômico e social, com mercados de trabalho estruturados e demandantes: a Região do Grande ABC, e a Região Metropolitana de Campinas. Como contraponto, duas regiões de baixo desenvolvimento econômico e baixa oferta de trabalho: Alta Paulista e Registro. Um recorte de estudo foi feito no município de Americana, na Região Metropolitana de Campinas, por ser uma das cidades mais inclusivas do Estado de São Paulo, quando comparado seu PIB per capita, empregos formais e o número de Pessoas com Deficiência inseridas na economia do trabalho. Os resultados encontrados apontam que a inclusão profissional caminha mais lentamente do que o esperado, por força de uma cultura não inclusiva, que alega baixa escolaridade daqueles que hoje estão no mercado de trabalho, muito embora os números de Pessoas com Deficiência que possuem educação superior são maiores do que o estoque de empregos do ano 2013 (PcDs). Os mecanismos de representação e defesa social, nas grandes localidades têm resultados inconclusos. Nas pequenas cidades eles são facilmente observados e seus resultados e mais efetivos. Nos estudos evidenciaram-se a importância e a centralidade do trabalho na vida das Pessoas com Deficiência, muito embora ainda distante do que se pode qualificar como trabalho decente e de oportunidades iguais. Como contribuição, este estudo trouxe para o debate o desvelamento de fatos econômicos, políticos, sociais e da administração do trabalho e conclui com a necessidade de reformulação das políticas ativas, para tornar a inclusão mais efetiva, eliminando as fricções nos processos de ajustes, com soluções locais, individualizadas e particularizadas.Item A PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA COMO INSTRUMENTO PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO COMPONENTE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DA POLÍTICA PÚBLICA DE SANEAMENTO BÁSICORuth Candida de Lima Guastalle; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Silvio Augusto Minciotti; Jeroen Johannes KlinkEste estudo procurou conhecer os elementos que podem dificultar ou facilitar a utilização da parceria público-privada como ferramenta na implementação do componente esgotamento sanitário da Política Nacional de Saneamento Básico. Para isso foi realizada pesquisa documental em dois municípios paulistas que celebraram contratos de PPP para ampliação da rede coletora, construção de estações elevatórias e de tratamento com a finalidade de universalizar a coleta e tratamento do esgoto coletado. O elemento que dificultou a utilização da PPP foi a capacidade técnica dos parceiros públicos nos aspectos relativos à modelagem e gestão do projeto. Entretanto, em um dos municípios estudados, observou-se que essa dificuldade foi minimizada pelo trabalho da Agência Reguladora, em sua atuação como agente normatizador e fiscalizador da PNSB. O elemento que facilitou a utilização da PPP foi a introdução de tecnologias inovadoras pelo parceiro privado.Item A RUA JURUBATUBA: UMA ANÁLISE SOBRE O COMÉRCIO DE MÓVEIS(2006-11-21) Humberto Fascini; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Doutor Sérgio Crispim; Doutora Flávia Luciane ConsoniO presente trabalho tem por objetivo caracterizar as lojas do comércio de varejo de móveis da Rua Jurubatuba, em São Bernardo do Campo. Esta caracterização, juntamente com fontes documentais, ajudará a verificar quais foram as transformações sofridas pelo varejo de móveis da Rua Jurubatuba, uma vez que a indústria moveleira teve acentuada redução na cidade e que as lojas passaram a revender produtos de outros pólos moveleiros, principalmente do sul do país. Desta forma a pesquisa se caracteriza com um levantamento por ser o delineamento mais indicado para alcançar os objetivos propostos. Como técnicas de levantamento de dados, foi utilizado o levantamento bibliográfico e documental, o formulário com questões fechadas e a observação do pesquisador. Os resultados da pesquisa permitiram verificar que as lojas formam um cluster de varejo, e que houve alteração quanto à origem dos móveis, pois foi constatado que a revenda de produtos é predominante.Item ARRANJOS INSTITUCIONAIS E O SISTEMA DE INOVAÇÃO EM NANOMEDICINA NO BRASIL(2016-11-10) Sibelly Resch; Profª. Drª. Isabel Cristina dos Santos; Profa. Dra. Isabel Cristina dos Santos; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Prof. Dr. Ricardo Luiz Pereira Bueno; Prof. Dr. Murilo Alvarenga OliveiraA nanotecnologia é apontada como a próxima revolução industrial e, dentre suas áreas, a nanomedicina oferece alto valor social, impactando no diagnóstico, liberação controlada de fármacos e medicina regenerativa. O Brasil tem implementado políticas de apoio e fomento ao desenvolvimento das nanotecnologias desde 2001, integrando diferentes atores, no contexto do sistema de inovação. A transferência de recursos implica num processo de delegação. À luz da teoria da agência, parte-se do pressuposto de que o processo de delegação e os mecanismos utilizados para seleção e avaliação pelas agências de fomento e apoio à inovação no Brasil possuem características que implicam negativamente na construção do sistema de inovação no Brasil. No âmbito dos sistemas de inovação, os arranjos institucionais podem favorecer ou restringir as ações e interações entre os atores. Assim, busca-se responder: Quais são as implicações dos arranjos institucionais para a construção de um sistema de inovação em nanomedicina no Brasil? O objetivo central da tese é analisar as implicações dos arranjos institucionais para a construção de um sistema de inovação em nanomedicina no Brasil. A sessão 2.1 visa apresentar o processo evolutivo das políticas de apoio à inovação a partir da concepção dos sistemas de inovação. A sessão 2.2 procura identificar as ações desenvolvidas pelo governo brasileiro visando estimular o desenvolvimento das nanotecnologias, e mais especificamente a nanomedicina. A sessão 2.3 busca discutir as implicações subjacentes aos modelos de delegação adotados pelas agências governamentais. A sessão 2.4 concentra-se em apresentar o modelo de análise dos arranjos institucionais, discutindo. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa e exploratória. A coleta de dados foi realizada a partir de pesquisa bibliográfica, documental e pesquisa de campo, utilizando a técnica de entrevista semi-estrutura. Foram realizadas 12 entrevistas no período compreendido entre abril a julho de 2016. A análise de conteúdo resultou em 449 trechos codificados. Quanto a análise da implementação das Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação à luz da teoria da agência, identificaram-se problemas em relação a elaboração de projetos e na avaliação pelos pareceristas ad hoc que implicam numa seleção adversa pelo principal. Os processos de monitoramento e avaliação focalizados nos procedimentos e não nos resultados. Os processos de delegação concentram-se na delegação por incentivos, sem alteração das estruturas institucionais das universidades. Quanto a análise dos arranjos institucionais, identificou-se que o país tem um contingente de pessoal qualificado para trabalhar com a nanomedicina, e nos últimos anos o aporte de recursos financeiros resultou na elevação da capacidade tecnológica com a implantação de uma infraestrutura de laboratórios para pesquisa em nanomedicina. O cenário de crise econômica ameaça os recursos destinados a pesquisas, podendo levar o país a um gap tecnológico nessa área. Concluiu-se que a regulamentação e a falta de interação entre os atores são pontos cruciais para o desenvolvimento do sistema. O trabalho levanta diferentes pontos que podem contribuir com os tomadores de decisão, visando aperfeiçoar os mecanismos de apoio e fomento à inovação. A proposição do modelo de análise e os resultados exploratórios podem ser utilizados em futuras pesquisas para testar hipóteses.Item ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS: A FORMAÇÃO DO PÓLO BRASILEIRO DO COSMÉTICO EM DIADEMAAndré Luiz de Aquino; Prof. Dr. Luis Paulo BrescianiDiante da discussão sobre a reorganização das atividades industriais regionais em torno de Arranjos Produtivos Locais, surgiu o interesse para realização do presente estudo. O objetivo é explorar a forma como se configurou o Arranjo Produtivo Local, objeto da presente pesquisa. Temos por objetivo contribuir para a discussão sobre a reorganização produtiva industrial nacional, através da avaliação do processo de formação de um Arranjo Produtivo Local, localizado em um município urbano com alta concentração demográfica. Trata-se de um Arranjo Produtivo Local das industriais que exploram um segmento de produtos de consumo, dinâmico e pujante - o setor de cosméticos. O estudo apresenta a articulação dos atores regionais em tornode objetivos convergentes, descrevendo o protagonismo pelo poder público local, na identificação da vocação econômica municipal, no levantamento das necessidades das industriais locais e no aproveitamento das oportunidades identificadas. Também, são relatadas as dificuldades encontradas para a formação do Arranjo Produtivo Local, assim como, as ações que foram implementadas para que fosse iniciada a integração dos atores.Item ARTICULAÇÃO TERRITORIAL E SUSTENTABILIDADE: ESTUDO SOBRE O GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO ABC PAULISTA(2016-02-19) Ivan Maia Tomé; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Luís Paulo Bresciani; Prof. Dr. Francisco de Assis Comarú; Profª. Dra. Vania Barbosa Nascimento; Profª. Dra. Maria do Carmo Romeiro; Prof. Dr. Silvio Augusto MinciottiO objetivo do presente estudo foi identificar e analisar os processos de articulação territorial para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (GRSS) no ABC Paulista, visando também à construção de recomendações sobre o modelo de gestão vigente. A hipótese de que haveria expressiva articulação regional, em função dos avanços institucionais existentes na região, não foi confirmada. Durante 2004, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tornou obrigatório o Plano de GRSS (PGRSS) para todos os estabelecimentos de saúde humana e animal. A metodologia considerou a utilização de entrevistas, pesquisa documental e formulários. Primeiramente, foi aplicada uma entrevista piloto com uma especialista do setor público, posteriormente, entrevistas com representantes de órgãos públicos ligados ao GRSS no ABC Paulista. Entrevistas e formulários foram aplicados aos funcionários ligados ao GRSS de hospitais gerais públicos, de modo a mapear a implantação. O estudo buscou identificar e analisar os avanços, dificuldades e barreiras de implantação, assim como formular proposições para o funcionamento dos PGRSS, considerando as competências das instituições municipais e as estruturas de governança regional. Pelo campo teórico/metodológico foi apresentada a articulação territorial sobre a sustentabilidade focando o GRSS. Verificou-se que não há ações de apoio para o GRSS por parte do Departamento de Apoio à Gestão de Saúde (DAGS) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e pelo Consórcio Intermunicipal Grande ABC, porém há contribuições do tema a partir do Grupo de Vigilância Sanitária (GVS), da Fundação do ABC (FuABC), das secretarias municipais de saúde e dos departamentos de vigilância. O estudo de campo apontou no diagnóstico da implementação dos PGRSS, a ausência de tópicos recomendados pelo Manual da ANVISA (BRASIL, 2006a). Pelos PGRSS dos hospitais encontram-se, principalmente, dados ligados à Resolução da Diretoria Colegiada 306 (BRASIL, 2004), descartando temas do GRSS como treinamento, mensuração, despesa e indicadores, exceto o levantamento dos RSS gerados por grupo.Item AS DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE NA ORIENTAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS: ESTUDO NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO(2019-05-21) Eliana Vileide Guardabassio; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Prof. Dr. Edson Keyso de Miranda Kubo; Profa. Dra. Isabel Cristina dos Santos; Prof. Dr. Eduardo de Lima Caldas; Prof. Dr. Franscisco de Assis ComaruNo Brasil, nos últimos 50 anos, houve um aumento populacional de aproximadamente 150 milhões de pessoas. Esse crescimento se mostrou insustentável, na medida em que demanda pressão sobre os recursos naturais, assim como trouxe desafios ao Estado. Além da grande utilização dos recursos naturais, novos produtos são lançados, com maior velocidade, visando satisfazer as necessidades das pessoas, ou ainda, despertar nelas seu desejo de consumo, gerando neste ciclo, novos tipos de resíduos a serem geridos. A questão dos resíduos é um problema de Estado e entrou para a agenda como pauta tão importante quanto o saneamento; após a agenda, houve a formulação da Lei, porém, a implementação e avaliação ainda caminha entre erros, acertos e experiências. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305, promulgada em 2010, foi formulada como uma ferramenta para assegurar o desenvolvimento sustentável, por meio da gestão integrada e sistêmica dos resíduos. Observou-se que os resíduos sólidos podem ter a natureza de recurso, pois, podem ser reciclados e voltar à cadeia produtiva como bens, além de ambientais, também econômicos e sociais devido a sua capacidade de gerar valor nessas dimensões. A população tem consumido mais recursos naturais do que o planeta tem capacidade para produzir em um ano. Neste cenário, buscou-se identificar e avaliar a contribuição das dimensões de sustentabilidade como orientadoras de políticas públicas de resíduos sólidos urbanos no Brasil, a partir da Região Metropolitana de São Paulo. O estudo aponta que a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos está relacionada de maneiras distintas às dimensões da sustentabilidade, seja como condição contributiva ou impeditiva, seja com todas as dimensões ou alguma delas especificamente. Pesquisa qualitativa que teve como proposição interpretar os significados e percepções dos atores. Foi realizada a revisão da literatura, análise documental, com ênfase nos Planos de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos no âmbito Nacional, Estadual, Metropolitano, Regional e Municipal e realização de 13 (treze) entrevistas com base em um roteiro semiestruturado para coleta de dados. Foram analisados com o auxílio do software Iramuteq® todos os PGIRS citados, procurando identificar e destacar os pontos mais relevantes, por meio dos dendogramas classificando as palavras mais citadas. A análise de similitude se baseia na teoria dos grafos, uma amostra que representa a interligação do corpus textual, distinguindo também as partes comuns e as especificidades, e a nuvem de palavras que é uma análise lexical mais simples, porém graficamente interessante, na medida em que possibilita rápida identificação das palavras-chave de um corpus. Conclui-se que a maioria dos entrevistados identifica que a PNRS está na fase de implementação e seus maiores desafios estão nas dimensões econômica, política e cultural. Permitiu-se com esta pesquisa validar a necessidade de maior integração entre os atores, seja no próprio município, mas, sobretudo na região, nos consórcios, no âmbito metropolitano, se faz necessária maior articulação para solução de problemas comuns e fomento de soluções integradas.Item AS MUDANÇAS NA ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO NA INDÚSTRIA GRÁFICA DO GRANDE ABC: UM ESTUDO SOBRE O SEGMENTO "OFF SET"(2005-10-21) Ademir Lamenza; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luís Paulo Bresciani; Jeroen Johannes Klink; Flávia Luciane ConsoniO presente trabalho tem por objetivo caracterizar a indústria gráfica do ponto de vista da gestão, tecnologia, inovação e competição. A economia ao longo de sua história foi marcante por alguma situação peculiar que a caracterizasse. Em particular a partir da década de 1960 acompanhamos o crescimento em larga escala na região do Grande ABC onde, a indústria automobilística e seus fornecedores necessitaram de maior estrutura e apoio para as suas operações, provocando alterações nos modos de atuação das empresas industriais no país. Nessa mesma direção pelas necessidades criadas à época, a indústria gráfica na região do ABC também teve seu crescimento para atender a demanda e, criando o caráter da regionalidade e se fortalecendo economicamente. Entretanto a partir da década de 1980 com as crises econômicas e a abertura de mercado, houve uma redução nos postos de trabalho, mas as empresas também alteraram as formas de produzir. O trabalho de campo foi apoiado num referencial teórico baseado na revisão bibliográfica e um roteiro de entrevistas que orientou a coleta de dados. Na presente pesquisa foram realizadas entrevistas com os sujeitos relacionados e verificação de documentos. A análise realizada buscou confrontar os dados coletados e sistematizados com o quadro conceitual utilizado para a elaboração da pesquisa, possibilitando apurar as principais transformações verificadas no segmento estudado, bem como oferecendo embasamento para a tomada de decisão dos atores econômicos envolvidos com o desenvolvimento da indústria gráfica no Grande ABC.Item AS OPERÁRIAS DO ABC REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA, RELAÇÕES DE GÊNERO E PARTICIPAÇÃO SINDICAL FEMININA NOS ANOS 1990(2005-07-11) Ivete Garcia; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Priscila Ferreira Perazzo; Ângela Maria Carneiro de AraújoO estudo apresenta as características da participação política das mulheres no movimento sindical e investiga sua participação nas instâncias de organização e direção com foco em três categorias do ramo profissional: Metalúrgico, químico e de vestuário. A escolha da Região do Grande ABC como cenário da pesquisa se justifica pelo seu peso econômico e político - berço do "novo sindicalismo" e de movimentos sociais que contribuíram no processo de redemocratização do País. Procuramos identificar as possibilidades e os limites do debate das relações de gênero e sua articulação com as propostas do movimento de mulheres e com o feminismo no interior dos sindicatos. Pesquisamos também as cláusulas dos acordos coletivos, as reivindicações das trabalhadoras e as estratégias de ampliação da participação feminina no movimento sindical. O pano de fundo desta pesquisa são as transformações no mundo do trabalho mediante a reestruturação e as mudanças nos processos de trabalho e suas consequências para o trabalho feminino. Partindo de bases teóricas, dados estatísticos e documentais e de um diálogo com as experiências de lideranças sindicais que vivenciaram esse processo, a pesquisa enfoca, portanto, a inter-relação entre os novos modelos produtivos e as relações de gênero na conquista de novos direitos no mundo do trabalho.Item AS VANTAGENS COMPETITIVAS PERCEBIDAS PELOS EMPRESÁRIOS PARTICIPANTES DO PROJETO APL PLÁSTICOS DA REGIÃO DO GRANDE ABC(2008-12-08) Regiane Balestra Vieira; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Sergio Crispim; Eduardo de Lima CaldasA ênfase deste trabalho é o estudo das interações entre os vários elementos do sistema regional do Grande ABC, traduzidas em ações que objetivam a criação de vantagens competitivas, e por consequência o aumento da competitividade das 51 empresas participantes do projeto APL Plásticos, sob a coordenação da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. O foco da investigação partiu da seguinte questão: as estratégias elaboradas e as ações implementadas no projeto APL Plásticos do Grande ABC se convertem em vantagens competitivas percebidas pelos empresários das MPMEs que o constituem? Para tanto foi necessário verificar se e como é percebida a aquisição de vantagens competitivas pelos empresários das MPMEs participantes do projeto. O estudo traz como resultado a avaliação de um conjunto de dezoito ações, distribuído em quatro diretrizes estratégicas macros, e revela que, na atual fase do projeto, as vantagens competitivas efetivamente percebidas pelos empresários são resultantes presumíveis das concepções estratégicas elaboradas e ações implementadas, e reflexos dos ajustes na competitividade empresarial individual, porém, não estão relacionadas com o ganho coletivo da eficiência, pressuposto conceitualmente, e muito menos, com a competitividade sistêmica. Sob a ótica da regionalidade, as vantagens competitivas percebidas pelos empresários demonstram a tímida contribuição desta ação regional, estabelecida no 4o. Eixo Estruturante (EE4 - Diversificação e Fortalecimento das Cadeias Produtivas) do Planejamento Regional Estratégico do Grande ABC. Pode-se afirmar que o projeto, apesar de seguir um modelo teórico com características idênticas à de um distrito industrial italiano, está longe do alcance dos condicionantes para o empreendedorismo coletivo, e em consequência, não consegue transformar as potencialidades regionais em vantagens efetivas para as MPMEs e para o setor do plástico, condição sine qua non para o desenvolvimento socioeconômico desejado pela região.Item BALCÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR: AVALIAÇÃO DO INSTRUMENTO PARA INSERÇÃO COMPETITIVA DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO COMÉRCIO INTERNACIONAL E SUA CONTRIBUIÇÃO AO DESENVOLVIMENTO REGIONAL(2008-02-27) Ednaldo Soares; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Fábio Lotti Oliva; Roberto Carlos BernardesA presente pesquisa trata-se de um estudo de caso sobre o Balcão de Comércio Exterior - mecanismo criado pelo Banco do Brasil para inserção de pequenas e médias empresas no comércio internacional, possibilitando pequenas exportações, em quantidade e valor, contratadas através da rede mundial de computadores (Internet). Apesar do "site" do Balcão incluir empresas de micro, pequeno e médio portes localizadas nas mais diversas regiões do País, esta pesquisa restringiu-se à região do ABC Paulista, com o propósito de verificar a efetividade do mecanismo para inserir no mercado global organizações desses portes, ali sediadas. A metodologia aplicada no estudo deste caso utilizou-se de entrevistas com representantes de empresas incluídas no Balcão, com alguns funcionários do Banco do Brasil e com outros indivíduos ligados a entidades de classes empresariais ou a instituições voltadas para o comércio internacional, bem como se valeu de dados oficiais. A análise desses dados conduziu à conclusão de que, na região do ABC Paulista, no período de tempo delimitado pela pesquisa (01/2003 - 08/2006), o mecanismo denominado Balcão de Comércio Exterior alcançou baixo nível de efetividade com relação ao propósito para o qual foi criado. Para o fraco desempenho, aponta-se uma hipótese muito provavelmente crucial e dão-se sugestões visando possíveis melhorias.Item CENTROS DE SERVIÇOS COMPARTILHADOS COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO REGIONAL NO SETOR PÚBLICO(2010-05-28) Cícero Ferreira; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luís Paulo Bresciani; Leonel Mazzali; Wilson Toshiro NakamuraA pesquisa inédita que deu origem à presente dissertação teve como objetivo central identificar que fatores podem favorecer ou desfavorecer a adoção de centros de serviços compartilhados (CSCs) como instrumento de gestão regional na administração pública brasileira. Arranjos de serviços compartilhados, em inúmeros países, estão ganhando importância na gestão pública como um meio para reduzir despesas e elevar a qualidade dos serviços. Os CSCs passam a concentrar e executar atividades de apoio, liberando os gestores públicos para darem foco nas atividades-fim de seus governos. Além da publicação científica e técnica pesquisada sobre o tema para identificação dos principais conceitos, teorias e estado da arte, a metodologia também conduziu o estudo de uma experiência britânica regional de compartilhamento de serviços entre governos locais. Conduziu, ainda, uma pesquisa Delphi realizada com especialistas no setor público brasileiro. Além de identificar os fatores mencionados, os resultados encontrados nesta pesquisa concluem que o Brasil, embora praticamente não tenha experiências de serviços compartilhados no âmbito do serviço público, começa a buscar a eficiência na gestão pública e com a adoção dos CSCs, o setor público brasileiro poderá obter significativos avanços na eficiência e benefícios financeiros e na qualidade dos serviços, liberando recursos hoje utilizados em custeio e passando a destiná-los para investimento. Além disto, a implantação dos CSCs no setor público brasileiro poderá ocorrer dentro de uma mesma esfera de governo, por exemplo, federal, como também no nível regional, favorecendo dois ou mais governos locais, que poderão compartilhar recursos e investimentos, utilizando neste caso o CSC como instrumento de gestão pública regional. Outra conclusão é que a Lei dos Consórcios Públicos poderá oferecer a solução jurídica necessária à adoção dos CSCs entre governos, com ou sem a participação da iniciativa privada.Item CLUSTERS DE SOFTWARE NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE A FORMAÇÃO DAS AGLOMERAÇÕES REGIONAIS DE CAMPINAS E BLUMENAUFernando Semenzato; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Silvio Augusto Minciotti; Gabriela ScurA atividade industrial e o desenvolvimento econômico de uma região podem ser beneficiados pela concentração de determinadas atividades em sistemas produtivos locais, como os sistemas do Vale do Silício na Califórnia e da indústria automobilística na região do Grande ABC paulista. Também chamados de clusters ou de aglomerações, esses sistemas são importantes nas áreas de Tecnologia de Informação e de desenvolvimento de softwares, onde são observados clusters constituídos tanto dentro quanto fora do Brasil. Ao estudar este importante tema, o presente estudo investigou quais os fatores determinantes para a formação das aglomerações regionais de empresas de software no Brasil. Partindo de duas análises preliminares que identificaram os doze clusters regionais dessas empresas no Brasil e os principais fatores de formação desse tipo de cluster, tanto em escala nacional como internacional, a pesquisa utilizou uma metodologia descritiva de abordagem qualitativa para descrever e analisar o conjunto dos fatores existentes na formação de duas relevantes aglomerações brasileiras de empresas de software: Campinas e Blumenau. Através de uma estratégia multimétodos, os dados foram coletados por levantamento bibliográfico, através de pesquisa documental e da realização de entrevistas com um painel de especialistas, sendo em seguida tratados e analisados através da técnica de análise de conteúdo, e do cruzamento das informações. O objetivo geral do estudo foi alcançado com a identificação tanto dos fatores existentes no período de formação desses dois clusters quanto quais deles foram os mais relevantes, além das semelhanças e diferenças na formação de cada um. Destacaram-se principalmente os fatores força de trabalho qualificada e relevante atuação de universidades.
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