GESTÃO DE TALENTOS NAS ORGANIZAÇÕES ESPORTIVAS BRASILEIRAS: AS PERSPECTIVAS DOS GESTORES E DOS ATLETAS OLÍMPICOS E PARAOLÍMPICOS
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Resumo
Diante da escassez de pesquisas que abordam a Gestão de Talentos no esporte, esta tese se propôs a realizar uma pesquisa exploratória que teve como objetivo analisar como se configura a Gestão de Talentos nas organizações esportivas brasileiras, na perspectivas dos gestores e dos atletas olímpicos e paraolímpicos. Nesse sentido, utilizou-se como referência para esta tese o modelo emergente e internacional de Gestão de Talentos Esportivos proposto pelos autores Hassan et al. (2021) que abordam dois perfis de atletas classificados como domésticos (de origem do país da competição e/ou nacionais) e atletas estrangeiros (não nascidos no país da competição). Esses dois perfis estão descritos em três estágios extraídos na literatura de Gestão de talentos intitulados como aquisição, desenvolvimento e retenção de talentos e, nesse modelo, as teorias de Troca social e a de Capital humano constituem a base teórica subjacente. Esta pesquisa contemplou entrevistas com gestores, atletas olímpicos e atletas paraolímpicos de três grandes organizações esportivas do país, totalizando 24 entrevistas semiestruturadas, que foram analisadas por meio do software Atlas TI.23, a partir da técnica de análise de conteúdo. Esta tese também foi aprovada em Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da USCS. Como resultado, observou-se que o modelo de gestão de talentos esportivos brasileiro segue parcialmente o modelo de Hassan et al. (2021), com peculiaridades ligadas ao contexto brasileiro, em termos de desigualdades entre as organizações esportivas e em termos de recursos, formas de atração, desenvolvimento e retenção. Observou- se, dentre essas peculiaridades, que há diferenças entre a gestão de talentos (atletas) olímpicos da gestão de talentos paraolímpicos no contexto brasileiro, em que o segundo tende a ser precarizado, por meio de contratos desvantajosos e abusivos, dificuldades de estrutura e de carreira.