O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E A PRÁTICA DESENVOLVIDA COM A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA VISUAL

Resumo

Esta dissertação tem como premissa compreender o que os profissionais de Educação Física Escolar da Rede Municipal de Santo André entendem sobre Inclusão. Em especial, este trabalho quer entender como é constituída uma aula de Educação Física em turmas com a presença de crianças sem deficiência essencialmente aparente, nem quaisquer transtornos, e de crianças com deficiência visual na unidade escolar onde esses profissionais trabalham, unidade esta que, a partir de 2018, se tornou polo para atendimento a esse público. A unidade escolar conta com equipe especializada e uma sala de recursos multifuncionais tipo 2, onde são atendidas essas pessoas em um horário contrário ao ensino regular. A pesquisa deu-se nessa unidade com a finalidade de identificar as dificuldades e as possibilidades de melhorar o atendimento a esse público específico. O trabalho começou com consultas a bibliografias sobre Inclusão geral, pois havia a necessidade dessa compreensão, a algumas das leis internacionais das quais o Brasil se tornou signatário e também a algumas normativas de Santo André. A finalidade é compreender o que esses profissionais entendem sobre o processo inclusivo, como se adaptam, como planejam, o que acham da estrutura do atendimento que oferecem às crianças com deficiência visual junto às outras crianças das turmas, se há dificuldades e quais as possibilidades que ajudaram em suas práticas pedagógicas. A pesquisa procurou entender como esse atendimento começou e como funciona hoje o apoio a esses profissionais da Educação Física advindos de concurso público do ano de 2011, bem como aos especialistas da equipe do setor de Inclusão e da sala de recursos instituída nesse espaço escolar. O estudo é exploratório, com abordagem qualitativa e teve como referências bibliográficas, entre livros e artigos sobre o assunto, estudiosos como Romeu Kazumi Sassaki, pesquisador, referência na construção de uma sociedade inclusiva; Maria Teresa Eglér Mantoan, pedagoga, mestre e doutora em educação; Paulo Freire, educador e filósofo; Lev Semenovich Vygotsky, psicólogo russo; e outros. A pesquisa entrevistou os profissionais de Educação Física da unidade escolar onde este estudo se realizou. Os resultados foram apresentados através de classes, com a ajuda do software Iramuteq. A cada etapa, a inter-relação dessas classes foi traduzida em forma de duas categorias: a segunda apresenta mais claramente insegurança nas ações práticas por falta de conhecimento teórico na sustentação das propostas. Para um desses profissionais, o embasamento prático faz muita falta. Os profissionais realizam o trabalho com apoio de especialistas, mas é preciso mais apoio, fazendo e refazendo, pois eles deixam claro que têm incertezas ao planejar, além de claras inabilidades, o que mostra a necessidade de aprofundamento sobre a Inclusão. Para tanto, sugere-se como produto, estudos de caso e apresentação de relatório, e troca de experiências entre todos os profissionais da Educação Física da rede municipal de Santo André na realização da Inclusão. Isso pode fortalecer os fazeres dos profissionais desta e das outras unidades escolares da rede, sempre sendo necessário haver uma formação continuada e permanente para o desenvolvimento do trabalho com a Inclusão de forma geral.


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