COMUNICAÇÃO POLÍTICA NO FACEBOOK: A PRESENÇA SOCIAL DOS DEPUTADOS FEDERAIS DO GRANDE ABC NA CAMPANHA ELEITORAL DE 2014

Resumo

Estudos contemporâneos a respeito da comunicação política versam sobre o potencial das mídias sociais no processo comunicacional entre candidatos e eleitores. No contexto dessas discussões, esta pesquisa discorre sobre a forma como os deputados federais do Grande ABC Paulista, Alex Manente (PPS) e Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), utilizaram o Facebook na eleição de 2014, caracterizada pela participação ativa dos cidadãos via Internet. Para avaliar a conduta desses parlamentares na rede social virtual mais popular no Brasil, considera-se o modelo instituído por Rourke et al. (2001), que estabelece três categorias para análise da presença social de um indivíduo no ciberespaço: a afetiva, a coesiva e a interativa. Amparada pelo método de análise de conteúdo, esta investigação segue o conceito da semana construída, formatando uma amostragem fiel dos posts veiculados nas fanpages desses candidatos durante os 90 dias da campanha eleitoral. Paralelamente à análise qualitativa desse material, tratado com o suporte do software Atlas TI, a dissertação cruza entrevistas abertas realizadas com esses políticos, com os profissionais responsáveis pela comunicação digital das respectivas campanhas, além de três especialistas com trabalhos voltados à comunicação política na América Latina, no Brasil e no Grande ABC. Os resultados indicam que os dois deputados federais têm presença social coesiva, pautada no fortalecimento de grupos políticos e na suposta relação de proximidade com comunidades locais. Particularmente, cada um visualiza a própria presença social no Facebook de forma distinta: em consonância com a análise, Alex Manente assume a coesão; Vicentinho acredita ter uma presença social interativa, o que não se confirma nesta pesquisa. Ao se abordar a inovação nas campanhas eleitorais desses personagens a partir do uso de novas tecnologias, percebe-se a convergência digital, entretanto, essa tendência não é suficiente para classificá-las como "cibercampanhas".


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