Pós-Graduação Stricto Sensu
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Item A ADAPTAÇÃO DO MELBOURNE DECISION MAKING QUESTIONNAIRE (MDMQ) PARA A ÁREA DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL(2015-04-24) Rafael Scucuglia; Prof. Dr. Eduardo de Camargo Oliva; Eduardo de Camargo Oliva; Milton Carlos Farina; Edmilson de Oliveira LimaO objetivo da pesquisa foi o de adaptar para a área de Administração no Brasil e avaliar a validade aparente e a consistência interna do instrumento de mensuração de perfis psicológicos de tomada de decisão em situação de conflito denominado Melbourne Decision Making Questionnaire (MDMQ). O instrumento foi desenvolvido para mensurar quatro padrões psicológicos de tomadores de decisão descritos na Teoria das Decisões em Situação de Conflito, de Janes e Mann (1977). A teoria baseia-se no fato de que o stress psicológico gerado por uma situação de conflito impõe limitações à racionalidade do tomador de decisão na vida pessoal ou no trabalho. O MDMQ, originalmente em inglês, já havia sido traduzido e validado para os idiomas como o japonês, mandarim, cantonês, espanhol, francês e sueco. Para a proposição de uma versão adaptado para o Português do Brasil, foram contratadas duas empresas de tradução profissional que utilizaram, independentemente, o método backward translation. Posteriormente, o instrumento traduzido foi submetido à opinião qualitativa de cinco especialistas da área de Administração (consultores, gestores, professores e executivos), que realizaram a validação aparente, propondo alguns refinamentos nas assertivas. A verificação da confiabilidade (consistência interna) e da sua aplicabilidade para decisões do Administrador foi realizada por meio da aplicação do questionário traduzido para uma amostra de 531 alunos de graduação em administração, economia e contabilidade e para uma amostra de 171 alunos de MBA que declararam tomar decisões no ambiente corporativo. Em ambos os casos foram utilizadas as técnicas de análise fatorial exploratória e confirmatória e alfa de Cronbach para verificação da confiabilidade. Os resultados foram consistentes entre as duas amostragens, mas não resultaram em validação completa do instrumento adaptado. Uma versão alternativa do instrumento, com 13 assertivas (ao invés de 22), capazes de identificar dois perfis psicológicos (ao invés de quatro) foi considerada válida, porém, como não identifica o perfil Vigilante (representativo do processo ideal para tomada de decisão), esta versão teria pouca utilidade prática para os objetivos pretendidos (em Administração).Item A ADMINISTRAÇÃO CONDOMINIAL À LUZ DO CUSTO PARA SERVIR CLIENTES: UM ESTUDO NA BAIXADA SANTISTA (SP)(2013-09-26) Márcio Grima Fernandes; Profª. Drª. Ana Cristina de FariaO crescimento do número de condomínios, em função da crescente escassez de espaço, tem impulsionado o mercado de Administração Condominial, diante da oportunidade advinda do surgimento de novos condomínios. Entretanto, nem todas as empresas são especializadas, com estrutura e suporte profissional necessários, surgindo, então, uma concorrência desigual e, por vezes, desleal no segmento, pressionando os preços da prestação de serviços para baixo e, consequentemente, a rentabilidade das empresas já estabelecidas. Tratando-se de empresa prestadora de serviço, uma Administradora Condominial atende condomínios (clientes) diferentes, que necessitam do mesmo tipo de serviço. Entretanto, muitas vezes, o mesmo tipo de serviço, quando prestado a clientes diferente, possui custos diferentes, afetando a rentabilidade geral da empresa quando estes custos não são conhecidos com precisão. Atualmente, não há ferramentas apropriadas para se apurar o custo exato da prestação de serviços de Administração Condominial e, consequentemente, a rentabilidade de cada cliente dessa prestação de serviços. Este trabalho objetivou verificar como a utilização do Método do Custo para Servir contribui como ferramenta de análise da rentabilidade de cada cliente e, consequentemente, da empresa. Por meio de uma pesquisa-ação realizada em uma das maiores empresas de Administração Condominial da cidade de São Vicente (SP), nos meses de junho e julho de 2013, aplicou-se a metodologia do Custo para Servir os clientes, buscando identificar o custo de atendimento de cada cliente da carteira e, clientes não-rentáveis, anteriormente desconhecidos pela empresa. Por meio dos resultados, tornou-se possível adotar ações, visando a melhorar a rentabilidade dos clientes não-rentáveis e, assim, da empresa como um todo. Os achados deste trabalho servem, não apenas às empresas de Administração Condominial, mas como suporte a outras empresas de prestação de serviço que buscam analisar com precisão sua rentabilidade. Contribui, também, para evidenciar a metodologia do Custo para Servir Clientes como ferramenta de análise de rentabilidade adequada ao setor de serviços, uma vez que sua origem, no setor industrial, tem sido pouco explorada na prestação de serviços.Item A ÁLGEBRA E O DESENVOLVIMENTO DE UMA ATITUDE INVESTIGATIVA: A CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE ENSINO(2019-02-14) Ricardo da Silva Sampaio; Profª. Drª. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Prof. Dr. Douglas da Silva TintiAs avaliações em larga escala e a observação do cotidiano escolar têm mostrado que os alunos possuem dificuldades no aprendizado da álgebra. Muitas vezes, estas defasagens se iniciam desde o processo de alfabetização e se ampliam ao longo do percurso escolar. Apostamos na ideia de que o desenvolvimento do pensamento algébrico ao longo dos primeiros anos de escolaridade poderia favorecer o aprendizado da álgebra. Além disso, para amenizar tal situação, seria necessário propiciar aos alunos a oportunidade de aprenderem de diferentes formas, resolvendo problemas associados ao dia a dia e desenvolvendo um olhar mais investigativo. O presente trabalho se propôs a investigar, nos anos finais do Ensino Fundamental, estratégias de ensino que colaborem para o aprendizado da álgebra, numa perspectiva que promova no aluno uma atitude investigativa. Para a realização do estudo, inicialmente, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, a fim de identificar produções já existentes que tratassem da temática proposta, procurando analisar dificuldades e avanços no ensino da álgebra. Na sequência, apoiado na análise dos documentos oficiais – Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Matemática e Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - e nos estudos de Dario Fiorentini, Maria Ângela Miorim, Antônio Miguel, José Luiz Magalhães de Freitas e Lesley R. Booth, elaboramos uma avaliação diagnóstica, com o objetivo de identificar o conhecimento que os alunos tinham a respeito da pré-álgebra. Em posse dos resultados, estruturamos uma sequência didática que propiciasse tanto o aprendizado da álgebra quanto o desenvolvimento de uma postura investigativa. A análise dos dados gerados apontou que o desenvolvimento do pensamento algébrico é fundamental para o ensino da álgebra. Além disso, práticas que despertem no aluno uma postura investigativa proporcionam condições mais adequadas para o seu aprendizado. Por último, como resultado da pesquisa, apresentamos a proposição do estudo no formato de uma oficina, a qual teve como foco o desenvolvimento profissional docente.Item A ANÁLISE DO VALOR PERCEBIDO PELO CLIENTE COMO FERRAMENTA PARA A FORMULAÇÃO DE ESTRATÉGIAS COMPETITIVASDaniel Moraes de Campos; Prof. Dr. Silvio Augusto MinciottiO objetivo deste trabalho é identificar os atributos formadores do valor percebido pelo cliente e a sua contribuição para a formulação de estratégias competitivas. O tema é relevante e atual no contexto da competitividade empresarial e do pensamento do marketing estratégico. O conhecimento dos componentes do valor percebido pelo cliente, em produtos e serviços, permite à empresa formular estratégias baseadas nesses atributos de valor, favorecendo a obtenção de vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes. Neste trabalho serão explorados conceitos de valor segundo várias ciências e a teoria de valor percebido, expresso por autores como Zeithaml (1988), Woodruff (1997) e Chang & Wildt (1994) que dão suporte ao uso do método estatístico da conjoint analysys como ferramenta para análise do valor -percebido pelos clientes.Item A APLICAÇÃO DO MARKETING SOCIAL AO PLANEJAMENTO ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE(2005-09-05) Edson Coutinho da Silva; Prof. Dr. Silvio Augusto Minciotti; Silvio Augusto Minciotti; Antonio Carlos Gil; Ana Akemi IkedaEsta dissertação aborda a aplicação do marketing Social na gestão pública e visa identificar quais as suas estratégias e práticas que estão presentes nas atividades vinculadas ao planejamento e à implementação das políticas públicas de saúde da Região do ABC Paulista e avaliar suas efetividades. Para tanto, foi realizada uma pesquisa descritiva, a aprtir de um estudo de casos múltiplos, utilizando um instrumento de avaliação dos estágios das atividades do marketing social desenvolvido por Weinreich (1999), que foi adaptado à necessidades e peculiaridades do trabalho. Os resultados indicam que, dos quatro estágios nos quais se dividem as atividades de Marketing Social, conforme parâmetro adotado - planejamento, pré-teste, implementação e avaliação - as estratégias e as práticas relacionadas à implementação são adotadas pelos três municípios; já o pré-teste não é adotado por nenhum deles; e, finalmente, o planejamento e avaliação foram observados como completa aplicação apenas no município de São Caetano do Sul. Observou-se, também, que dos quatro tipos de mudanças sociais propostos por Kotler (1978) - cognitiva, de ação, de comportamento e de valor - em Santo André e São Bernardo do Campo apenas as mudanças cognitiva e de ação são utilizadas, ainda que parcialmente, de ações de Marketing; em São Caetano do Sul, além dessas duas já citadas, notou-se que ações objetivando mudanças de comportamento, também adotavam práticas de Marketing. A mudança de valor não foi detectada em nenhum deles.Item A APROPRIAÇÃO DO WHATSAPP COMO RECURSO INOVADOR NO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES(2016-12-16) Simone Hypolito Pisa; Prof. Dr. Elias Estevão Goulart; Prof. Dr. Elias Estevão Goulart; Profa. Dra. Adriana Barroso Azevedo; Prof. Dr. Alan César Belo AngeluciA presença das tecnologias digitais móveis no ambiente escolar é uma realidade mundial. Aproveitar seu potencial no processo educativo é uma discussão atual, como recurso incentivador de aprendizado, de interação social e de inovação no processo comunicacional entre professores e alunos. Essa pesquisa objetiva oferecer subsídios que possam contribuir para inovação do processo de ensino e aprendizagem, unindo a educação com as tecnologias da informação e da comunicação. O trabalho traz, como principais contribuições científicas, o estudo sobre uma iniciativa de utilização do aplicativo WhatsApp em atividades pedagógicas e os resultados de uma pesquisa-ação sobre o seu uso com alunas do curso de formação de professores. A pesquisa aponta que o uso do WhatsApp, se bem estruturado, pode promover maior engajamento e colaboração dos discentes no processo de ensino e aprendizagem, tornando-o mais significativo e com possibilidades de estendê-lo para além do espaço físico da sala de aula.Item A ATRATIVIDADE NO VAREJO EM CLUSTERS COMERCIAIS, ESPONTÂNEOS E PLANEJADOS, SOB O PONTO DE VISTA DO CONSUMIDOR E DO VAREJISTA(2016-02-25) Marco Aurélio Sanches Fittipaldi; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Leandro Campi Prearo; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Prof. Dr. João Paulo Lara Siqueira; Prof. Dr. Marcio Shoiti KuniyoshiO agrupamento de lojas, planejado ou espontâneo, também conhecido como cluster comercial, tem se apresentado como uma tendência em grandes centros comerciais ou em ruas de grande movimento, por trazer vantagens, tanto para os consumidores, que dispõem da maior oferta de produtos, preços e opções de pagamento, como para os varejistas, que passam a dispor de uma maior quantidade de clientes. Entender como ocorre a atratividade que leva os consumidores a buscarem clusters comerciais planejados ou espontâneos na aquisição de um mesmo produto, na visão de consumidores e varejistas, é fundamental para a sobrevivência dos negócios. Nesse sentido, o presente estudo buscou analisar a atratividade dos clusters comerciais de automóveis da cidade de São Paulo, sendo pesquisados três espontâneos e sete planejados, por meio de uma pesquisa quantitativa descritiva junto a duzentos e quatro consumidores, e duzentos e dois varejistas, por meio de uma amostra não probabilística. Considerou-se a atratividade como a convergência da intenção de compra por parte do consumidor e a intenção de venda por parte do varejista, sendo que a operacionalização destes construtos foi realizada por meio dos 6P’s (mix de produtos, preço, pessoal e serviços, ponto e localização, promoção e apresentação), propostos por Parente. Os resultados demonstraram que há convergência, na visão de consumidores e varejistas, dos fatores apresentação, pessoal e serviços, mix de produtos e promoção em clusters comerciais espontâneos e dos fatores apresentação, pessoal e serviços e ponto e localização em clusters comerciais planejados. Com relação à atratividade foi constatado que, nos clusters comerciais espontâneos, a correlação entre a intenção de compra e a intenção de venda, que formam a atratividade, se apresentou como muito forte, diferentemente do encontrado nos clusters comerciais planejados em que a correlação se apresentou de forma moderada, segundo a opinião de consumidores e varejistas, A observância desses resultados pode trazer importantes contribuições para a competição entre clusters comerciais planejados e espontâneos, que se apresentam como formas de organização cada vez mais comuns no dia-a-dia dos negócios.Item A ATUAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA NA GOVERNANÇA PÚBLICA: UM ESTUDO BASEADO NA VISÃO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS BRASILEIRAS(2017-09-21) Douglas Renato Pinheiro; Prof. Dr. Eduardo de Camargo Oliva; Prof. Dr. Eduardo de Camargo Oliva; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Silvio Augusto Minciotti; Prof. Dr. Jeroen Johanes Klink; Prof. Dr. Wilson Toshiro NakamuraEsta pesquisa objetivou analisar a atuação da auditoria interna na governança das universidades públicas federais brasileiras, do ponto de vista da Alta administração, composta por Reitores, Vice-Reitores, Pró-Reitores de Administração e Pró-Reitores de Planejamento. Quanto à metodologia, realizou-se uma pesquisa mista que consistiu de duas fases. Na primeira fase foi realizada uma pesquisa quantitativa descritiva com uma amostra de 33 universidades e, na segunda fase, uma pesquisa qualitativa, através da técnica de coleta de dados Focus Group, com a participação de doze Pró-Reitores de Administração, abrangendo as cinco regiões do país, no qual contribuiu para a interpretação e o fornecimento de informações complementares em relação aos resultados obtidos na pesquisa quantitativa. Os resultados apontam que há um potencial ainda pouco explorado de atuação das auditorias internas para além das funções tradicionais de controle interno, dado que 81,8% dos respondentes informaram que a avaliação dos controles internos da gestão é a atividade desenvolvida com maior frequência pela auditoria interna. Já para 15,2% dos respondentes, é a avaliação dos processos de governança e somente 3% consideram que é a avaliação da gestão de riscos da universidade. Esse resultado pode ser explicado pelo fato de que apenas 33,3% das universidades pesquisadas possuem uma estrutura de gestão de riscos, estabelecida pela Alta administração, que fomente a avaliação e o monitoramento contínuo do ambiente de risco da universidade. Apesar de ser desenvolvida com pouca frequência, a avaliação da gestão de riscos é considerada a atividade da auditoria interna com o maior potencial de agregar valor para a governança. No entanto, de acordo com 48,5% dos respondentes, quando as ações de controle da auditoria interna, integrantes do Plano Anual de Auditoria Interna - PAINT, são desenvolvidas com base em uma matriz de risco elaborada pelos auditores internos, a Alta administração concorda, de forma contundente, que a auditoria interna tem uma atuação estratégica na organização, de tal modo que o Conselho Universitário, órgão central da governança, utiliza-se dos seus relatórios e pareceres para a tomada de decisões estratégicas na universidade. Portanto, uma auditoria interna estratégica é vista como parceira dos gestores públicos na criação de valor organizacional e fortalecimento da governança pública.Item A ATUAÇÃO DE ADMINISTRADORES DE EMPRESAS EM ÓRGÃOS PÚBLICOS: A IDENTIFICAÇÃO ORGANIZACIONAL FACE A UMA FORMAÇÃO VOLTADA A NEGÓCIOSDenise Gutierrez Castro; Prof. Dr. Edson Keyso de Miranda Kubo; Edson Keyso de Miranda Kubo; Milton Carlos Farina; Luiz Roberto AlvesA identificação organizacional é um tema recorrente no estudo de aspectos comportamentais de seres humanos nas organizações. O objetivo desta pesquisa foi de descrever como se configura a identificação organizacional de servidores públicos de uma universidade federal, que exercem cargo de administradores e que são formados em Administração de Empresas. Por meio do processo de revisão bibliográfica e do estudo referente à identificação organizacional, foi possível elaborar um roteiro de entrevista semiestruturada. Com a leitura de diversos documentos oficiais da instituição e da observação-participante, foi elaborado um estudo de caso em uma instituição brasileira de ensino superior do governo federal. Participaram das entrevistas 13 atores, o que possibilitou o mapeamento dos códigos que contribuem para o processo de identificação com a organização. Procedeu-se a análises acerca da identificação organizacional sob diversas óticas propostas na literatura (Kreiner e Ashtorth, 2004; Tomaz e Brito, 2010; Cherman e Rocha-Pinto, 2013). O processo de identificação desses servidores apresentou-se de uma maneira ambivalente, porquanto foram apontados alguns pontos positivos, mas também diversos negativos. A formação em Administração de Empresas é um dos fatores que contribuíram ainda mais para a identificação ambivalente e os comportamentos "Esforço-me para me encaixar" e "Aceito, até dizer adeus", visto que os atores relataram as dificuldades inerentes à sua formação, principalmente no que concerne à estrutura de funcionamento de uma organização pública e da legislação que a permeia, o que corrobora a posição de Bresser-Pereira (2010). Para analisar as entrevistas, se o software Atlas TI 7.0, por meio do qual foram elaborados um m uatpilaiz oduaidentificação e um da frustração, de acordo com a proposta de Rocha e Silva (2007). A universidade, objeto de estudo, apresentou como códigos de identificação: qualidade de vida, estabilidade de emprego, oportunidades de capacitação, flexibilidade em propor novos fluxos de trabalho e boa convivência com os colegas. Quanto aos códigos que levam a uma frustração com a organização, grande parte dos servidores mencionou: burocracia, falta de planejamento estratégico, decisões norteadas por interesses políticos, problemas de comunicação interna, carga de trabalho desigual, falta de continuidade dos trabalhos, principalmente com a troca de dirigentes, necessidade de conhecimentos específicos (legislação) e plano de carreira desvalorizado. A adaptação ao setor público e suas rotinas cotidianas foram relatadas como difícil pela maioria dos entrevistados, tendo em vista que a formação acadêmica dos atores era voltada para o lucro e os negócios. O fato de a administração pública apresentar uma série de procedimentos definidos em lei e de requerer um conjunto de rotinas administrativas burocráticas foi o motivo mais citado pelos entrevistados como fatores que dificultaram o processo de identificação ao setor público. Para os trabalhos futuros, recomenda-se a utilização de instrumentos da Gestão de Pessoas, como a análise da cultura e do clima organizacional para diagnosticar o comportamento humano no ambiente de trabalho, tendo em vista a descrição dos códigos de identificação e frustração encontrados nesta dissertação.Item A ATUAÇÃO DE PROFESSORES COMO TÉCNICOS DE EQUIPES EM COMPETIÇÕES DE ROBÓTICA EDUCACIONAL: CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTEFilipe de Oliveira Nascimento; Prof.ª Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Prof. Dr. Arnaldo Ortiz ClementeEste estudo aborda como a experiência adquirida pelo professor na função de técnico de equipe do torneio de robótica FIRST® LEGO® League (FLL) influencia seu desenvolvimento profissional. Assim, partiu-se da seguinte questão norteadora: quais características do torneio de robótica educacional FLL contribuem para o desenvolvimento profissional do docente que participa como técnico de equipe? O objetivo geral do trabalho é investigar e compreender de que maneira a participação do professor dos anos finais do ensino fundamental como técnico de equipes em torneio de robótica educacional contribui para o seu desenvolvimento profissional. Do ponto de vista metodológico, a pesquisa caracteriza-se como exploratória de natureza qualiquantitativa. Para a coleta de dados, elaborou-se um questionário respondido por 133 professores que participaram da temporada 2022/2023 da FLL. A partir desse instrumento, foram selecionados nove docentes para uma entrevista, com vistas a saber a opinião deles a respeito de seu desenvolvimento profissional tendo, como base, as diretrizes da Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). As análises dos dados fundamentaram-se em autores como Paulo Freire, Seymour Papert e Lee Shulman. Os resultados revelaram contribuições no desenvolvimento profissional docente, sobretudo no que tange à prática pedagógica, trabalho em equipe, empatia, diversidade, inclusão, pesquisa, avaliação, comprometimento e a interdisciplinaridade oriundos de ações da dinâmica do torneio. Como produto educacional, propõe-se uma cartilha direcionada a novos professores que desejem se tornar técnicos de equipe, na qual se focalizam a fundamentação do torneio, bem como as características da FLL que contribuem para o desenvolvimento profissional docente.Item A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE PEDAGÓGICO NA FORMAÇÃO DOCENTE: SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DE BEBÊS(2020-06-04) Daniela Silva e Costa Santana; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elisabete F. Esteves CamposResumo Esta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como questionamento: quais os saberes necessários que o Assistente Pedagógico (AP) precisa ter para realizar com os docentes um trabalho formativo que atenda às especificidades da educação de bebês? O objetivo geral foi o de identificar os saberes dos APs necessários para sua atuação como formador de professores de bebês, a fim de elaborar propostas que auxiliem a qualificar seu trabalho. Parte do pressuposto de que a formação continuada, dentro dos espaços da creche e mediada pelo AP, é relevante, visto contribuir com o desenvolvimento profissional do docente e, consequentemente, com a transformação de sua prática pedagógica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como procedimentos metodológicos: o levantamento e leitura de documentos oficiais do município de Santo André/SP, campo desta pesquisa, e questionário destinado aos APs e aos docentes que atuam com os bebês. Como referencial teórico, fez uma interlocução com os estudos e pesquisas de Vera Maria Nigro de Souza Placco, Laurinda Ramalho de Almeida, Vera Lúcia Trevisan Souza; António Nóvoa; Carlos Alberto Libâneo; Maria Clotilde Rosseti-Ferreira; dentre outros. Os resultados evidenciaram que os APs reconhecem a importância de suas funções como formadores e articulares do grupo docente. Tal reconhecimento também se fez presente entre os professores. Sobre os saberes necessários para atuarem na formação dos profissionais de berçário, tanto os APs quanto os docentes pontuam a indissociabilidade entre as funções de cuidar e educar, o reconhecimento e valorização das múltiplas linguagens dos bebês e o respeito às suas singularidades. As docentes ainda destacam a necessidade de uma escuta e observação atenta aos bebês de modo a conhecê-los e então planejarem os contextos educativos. Embora reconheçam a importância das formações externas, oferecidas pela Secretaria de Educação, APs e docentes citam o distanciamento entre a realidade vivida nas creches e estas formações, pontuando a necessidade de haver temáticas específicas para a educação de bebês e que estas dialoguem com o cotidiano das instituições. Conclui-se que a formação continuada dentro da creche é importante e traz elementos relevantes para repensar a prática docente, contudo, há a necessidade de investimentos da Rede Municipal na formação do AP para ampliar seus saberes e, consequentemente, suas possibilidades de atuar com seu grupo, garantindo que todos os bebês recebam educação de qualidade que respeite suas especificidades e direitos. Frente aos resultados, o produto educacional desta pesquisa destina-se à formação dos APs de modo que se privilegie seus saberes, por meio de um blog, a fim de compartilhar experiências, além de promover discussão e reflexão sobre temáticas advindas da realidade da creche e específicas em relação à educação de bebês.Item A ATUAÇÃO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO DA REDE SESI-SP DE ENSINO NA FORMAÇÃO DOCENTE: A CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES(2019-06-27) Fernanda Dias Guilhermoni; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Profª Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profª Dra. Maria da Graça Nicoletti MizukamiEssa pesquisa, de natureza qualitativa, teve como objetivo geral investigar se a atuação do CP na Rede SESI-SP de Ensino atende as necessidades formativas dos docentes desta rede de ensino. Buscou também identificar as concepções dos (das) professores (as) acerca da formação continuada. Os dados foram coletados com professores de quatro escolas da Rede SESI-SP de ensino localizadas no município de Santo André. De posse dos depoimentos dos participantes da pesquisa, os dados foram agrupados, categorizados e analisados na perspectiva da análise conteúdo de Laurence Bardin. Em geral, os resultados mostraram que a atuação do coordenador pedagógico atende parcialmente as necessidades formativas dos docentes. A pesquisa mostra que os professores apesar de preferirem a formação docente orientada pelo CP por este entender suas individualidades e necessidades formativas, percebem que a autoformação também se faz importante, uma vez que apenas a formação centrada na escola não dá conta de todas as demandas pedagógicas. A pesquisa revela também a importância de ter o CP como parceiro e apoiador e não somente como um agente de averiguação de tarefas, uma vez que esta parceria profissional atrelada a afetividade, possibilita trocas de saberes e relação de confiança. Por fim, o estudo mostra que a formação pautada na concepção de ensino adotada pela Rede SESI-SP de ensino e que permitem a troca de experiência entre professores, oportunizam uma formação mais significativa, pois promovem análise e discussão de boas práticas e direcionam e alinham as atividades a serem planejadas dentro da visão sociointeracionista adotada. Como produto final, foi proposto o "Programa de ação formativo para o Coordenador Pedagógico" que sintoniza um conjunto de oportunidades educativas sugerindo filmes, livros e artigos que o coordenador pedagógico possa utilizar de forma autônoma de acordo com as necessidades apontadas no PREP, podendo assim melhorar sua atuação junto ao corpo docente.Item A AVALIAÇÃO DO GRAU DE ORIENTAÇÃO PARA O MERCADO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS COMERCIAIS E PRESTADORAS DE SERVIÇO(2016-06-27) Renato Henrique da Luz; Prof. Dr. Silvio Augusto Minciotti; Silvio Augusto Minciotti; Sérgio Feliciano Crispim; Geraldo Luciano ToledoO presente estudo focou a avaliação do grau de orientação para o mercado em micro e pequenas empresas prestadoras de serviço e comerciais. A pesquisa teve como objetivo identificar as características que são relevantes para avaliar o grau de orientação para o mercado em micro e pequenas empresas a partir de um modelo proposto por Day (2001), o qual sofreu adaptações visando torná-lo adequado ao objetivo proposto. Para a obtenção do objetivo, realizou-se um uma pesquisa exploratória em duas etapas e uma pesquisa descritiva em etapa única. A pesquisa exploratória objetivou desenvolver um instrumento que pudesse avaliar o grau de orientação para o mercado das micro e pequenas empresas prestadoras de serviço e comerciais e que refletisse o cotidiano dessas organizações, alvos do estudo. A primeira etapa dessa pesquisa se caracterizou pela realização de entrevistas semiestruturadas com alguns gestores de micro e pequenas empresas; a segunda etapa utilizou o método da opinião de especialistas e a técnica Delphi para aprimorar e validar o instrumento desenvolvido na etapa anterior. A pesquisa descritiva utilizou o instrumento desenvolvido na pesquisa exploratória, aplicando-o a gestores de 348 micro e pequenas empresas prestadoras de serviço e comerciais, da região metropolitana de São Paulo. Tal qual no modelo desenvolvido por Day (2001), o instrumento aplicado para todas as empresas veio a abranger cinco fatores, são eles: Cultura Organizacional, Capacidade de Sentir o Mercado, Capacidade de Relacionamento com o Mercado, Visão Estratégica e Estrutura Organizacional. Os resultados apontaram para as microempresas prestadoras de serviço que, dos cinco fatores apreciados, apenas aqueles referentes à Cultura Organizacional e Estrutura Organizacional demonstraram uma forte orientação para o mercado. Os demais demonstraram apenas uma fraca orientação para o mercado. No caso das pequenas empresas prestadoras de serviço, o fator Cultura Organizacional demonstrou uma forte orientação para o mercado. Quanto aos demais fatores esses apresentaram apenas uma fraca orientação para o mercado. Quanto às microempresas do comércio, notou-se uma forte orientação para o mercado em todos os fatores. E, por fim, para as pequenas empresas do comércio ficou evidenciado que, referente aos fatores Cultura Organizacional, Visão Estratégica e Estrutura Organizacional há uma forte orientação para o mercado. Quanto aos demais fatores, Capacidade de Sentir o Mercado e Capacidade de Relacionamento com o Mercado, notou-se apenas uma fraca orientação para o mercado. Dessa maneira a pesquisa demonstrou que é possível avaliar o grau de orientação para o mercado em micro e pequenas empresas e o instrumento desenvolvido é hábil para isso. Com base nos resultados alcançados nessa pesquisa, são relatadas sugestões para a condução de futuras pesquisas envolvendo a utilização do instrumento utilizado neste estudo.Item A AVALIAÇÃO DOCUMENTADA E PARTICIPATIVA NA CRECHE NO CONTEXTO DE PANDEMIA: NARRATIVAS DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM(2021-02-26) Natalia Francisquetti Silva Vieira; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Amanda Cristina Teagno Lopes MarquesEsta pesquisa foi realizada em uma creche pública da Rede Municipal de Educação de Santo André/SP, com um grupo de crianças de 2-3 anos, durante o período pandêmico decorrente do COVID-19, o qual acarretou na necessidade de construção de um projeto educativo emergencial de atendimento remoto. Neste cenário, este estudo teve como pergunta orientadora: Como construir um processo de avaliação participativa que narre a trajetória de aprendizagem das crianças pequenas em contexto de pandemia? Com base nesta problemática, o objetivo geral foi o de construir um processo de avaliação documentada e participativa que tornasse visível a trajetória de aprendizagem de crianças de 2-3 anos em contexto de pandemia. Parte da compreensão de que a avaliação na Educação Infantil é um fazer processual que contempla a participação efetiva da tríade: crianças, educadoras e famílias, o qual tem como finalidade o acompanhamento da ação educativa e do percurso de aprendizagem de meninos e meninas. O referencial teórico está embasado nos estudos e pesquisas da sociologia da infância, pedagogia da infância, pedagogias participativas, bem como na legislação referente à Educação Infantil. Como procedimento metodológico, optou-se pela abordagem da pesquisa interventiva. Assim, o projeto de intervenção deu-se através da construção de uma sistemática de avaliação documentada e participativa. Para tanto, o processo documental coletivo denominado “Como nós e nós” – o qual foi construído no decorrer da trajetória educativa remota a partir dos registros envidados pelas famílias e crianças – subsidiou a construção das narrativas individuais de cada criança, que se consolidou como o instrumento avaliativo para atender à especificidade da avaliação de acompanhamento. Os registros da professora pesquisadora e entrevistas com as famílias também foram utilizados como instrumentos de coleta de dados. Como resultados, este estudo indica que a perspectiva de educação não presencial não comunga com a especificidade do projeto educativo da creche. Entretanto, a continuidade do atendimento às crianças através das ações em parceria entre creche e famílias evidenciou a potência da atuação colaborativa entre as instituições. Em contrapartida, a comunicação com os meninos e meninas foi um desafio, o que exigiu escutar suas vozes para além da linguagem verbal, através da interpretação de fotos e vídeos que eram compartilhados no grupo virtual. Com relação ao fazer avaliativo, demonstrou que a documentação pedagógica viabiliza a participação da tríade, em congruência com um projeto de educação de infância dialógico em que todos(as) envolvidos(as) tenham garantido o seu direito de fala e escuta. Por fim, conclui que a experiência remota reverbera em reflexões para (re)pensar as práticas a serem desempenhadas no retorno ao atendimento presencial, no que se refere às ações em parceria entre creche e famílias e a consolidação de uma prática avaliativa contextualizada ao cotidiano pedagógico, de acompanhamento e testemunhal, coconstruída por adultos(as) e crianças. Como desdobramento desta investigação, será produzido como produto educacional um E-Book, o qual terá como premissa contribuir com o processo reflexivo na busca pela realização de “novos possíveis” ao fazer avaliativo na creche.Item A AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E COORDENADORES PEDAGÓGICOS: CONHECIMENTOS, ATUAÇÃO E NECESSIDADES FORMATIVASLuciana Vieira da Silva; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Paulo Sérgio Garcia; Prof. Dr. Marco Wandercil, da Silva; Prof. Dr. Ocimar Munhoz AlavarseA avaliação educacional recebe pouca atenção nos cursos de formação de professores no Brasil, contexto em que também se formam os coordenadores pedagógicos. Partindo dessa premissa, o objetivo geral da presente pesquisa foi compreender os conhecimentos, a atuação e as necessidades formativas de coordenadoras pedagógicas experientes do ensino fundamental, anos iniciais, em relação à avaliação. Para tal, utilizou-se a abordagem qualitativa de pesquisa, com base em entrevistas com um grupo de participantes. Os resultados mostraram que as coordenadoras pedagógicas, em geral, conheciam pouco sobre a avaliação da aprendizagem e as externas em larga escala. Seus saberes eram mais intuitivos e associados ao senso comum do que atrelados às teorias e práticas sobre o tema. A atuação das participantes secundarizava as avaliações, seja no planejamento, seja nas formações ou em reuniões e encontros. Em geral, pouco tempo era dedicado ao estudo sobre o tema e para a formação de professores. As profissionais apresentaram várias necessidades formativas e estavam desejosas de realizá-las, uma situação favorável à realização de formação continuada. Destaca-se, portanto, que a avaliação ainda não está presente de forma sistemática no trabalho dessas participantes, ou seja, o tema não é considerado prioridade no cotidiano escolar. O quadro descrito, muito possivelmente, traz desdobramentos e consequências para a aprendizagem dos alunos: as orientações dadas pelas coordenadoras às professoras, sobre práticas avaliativas, instrumentos, critérios, entre outros, podem não ser significativas para a melhoria da aprendizagem; os processos avaliativos podem ocorrer de forma aligeirada e sem a devida reflexão, entre outras questões. Os dados serão utilizados para a elaboração de uma formação continuada, produto desta investigação, e podem ser alvo de debates nas secretarias de educação das cidades do Grande ABC e outras.Item A CENA DO SUBÚRBIO: O TEATRO COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO DA CULTURA LOCAL NA REGIÃO DO ABC PAULISTA (1961-1990)(2012-02-28) Paula Venâncio; Profª. Drª. Priscila Ferreira Perazzo; Profa. Dra. Priscila Ferreira Perazzo; Prof. Dr. Herom Vargas; Profa. Dra. Roseli A. Fígaro PaulinoEssa dissertação, que contou com apoio FAPESP, se propôs a estudar as relações entre Comunicação e Cultura, vivenciadas nas experiências teatrais dos artistas do ABC paulista (respectivamente as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul). Como objetivo principal pretendeu identificar os modos de utilização do teatro como meio de comunicação da cultura local, a partir das narrativas orais de histórias de vida dos artistas do ABC, que atuaram entre os anos de 1961 e 1990 – um período de transições econômicas e políticas, de enfrentamento à censura imposta por um regime autoritário, de lutas operárias, culminando no processo democrático. Para realização da pesquisa, partiu-se da metodologia da História Oral, considerada como um campo interdisciplinar, baseada na interação humana, que contempla os estudos da memória e das narrativas dos indivíduos/sujeitos sociais, permitindo inovações e ampliações dos estudos do campo da Comunicação e sua intersecção com a cultura. Para tal foram analisados os registros de narrativas orais dos artistas da região e as informações coletadas nos acervos pessoais, públicos e de periódicos regionais. A partir das narrativas dos artistas locais, o teatro no ABC paulista revelou-se, em diversos períodos, como uma forma construção de laços de sociabilidade, de comunicação da cultura local, de resistência à ditadura e mediação de conflitos; a prática teatral muito mais do que de uma questão de fruição estética, se mostrou como um meio de comunicação e como possibilidade de construção de um circuito alternativo e popular de cultura.Item A COCRIAÇÃO DE VALOR NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD): UM ESTUDO DA SUA INFLUÊNCIA SOBRE A QUALIDADE PERCEBIDA E SATISFAÇÃO SEGUNDO A PERCEPÇÃO DE EGRESSOS DO ENSINO SUPERIOR(2020-07-13) Antonio Aparecido de Carvalho; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Luiz Paulo Fávero; Prof. Dr. Diógenes de Souza BidoA presente pesquisa versa sobre a cocriação de valor na educação a distância e a influência que esta exerce sobre a qualidade percebida e a satisfação segundo a percepção dos egressos de curso superior. A revisão da literatura traz os conceitos e modelos de cocriação de valor, aborda o crescimento da educação a distância no Brasil, traz a relação entre a educação a distância e a qualidade percebida, além de mostrar a satisfação dos discentes de cursos na modalidade EaD. O problema central que a pesquisa busca responder é: Qual a influência da cocriação de valor na Educação a Distância sobre a qualidade percebida e satisfação segundo a percepção dos egressos de cursos de graduação? O objetivo principal da pesquisa foi identificar a influência da cocriação de valor na Educação a Distância sobre a qualidade percebida e a satisfação segundo a percepção dos egressos de cursos de graduação. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, que fez uso de um questionário dividido em quatro blocos, no bloco 1 busca-se as características sociodemográficas dos egressos, no bloco 2 são apresentadas questões relacionadas a cocriação de valor, no bloco 3 são aplicadas questões sobre a qualidade percebida e no bloco 4 estão dispostas as questões sobre a satisfação. São perguntas abertas e fechadas com escala de 11 pontos, os sujeitos da pesquisa foram egressos de cursos de graduação na modalidade EaD. As hipóteses levantadas foram: existe uma relação positiva entre a cocriação de valor e a qualidade percebida dos egressos; existe uma relação positiva entre a cocriação de valor e a satisfação dos egressos e existe uma relação positiva entre a qualidade percebida e a satisfação dos egressos. A análise dos dados fez uso da modelagem de equações estruturais. Foram coletados 334 questionários válidos, cuja análise dos dados identificou que 72,2% dos respondentes são do gênero feminino, o curso com maior participação foi o de Pedagogia, a faixa etária é de 26 a 30 anos, egressos de instituições de ensino superior privada, 52% dos egressos atuam, profissionalmente na área de formação. A análise estatística revelou que as três hipóteses foram confirmadas, que os egressos entendem que são ativos no processo cocriativo e que a cocriação exerce influência positiva sobre a qualidade percebida e a satisfação. Foi possível identificar que os cursos na modalidade EaD apresentam crescimento no número de polos e de matriculados e que estão concentrados nas Instituições Privadas.Item A COCRIAÇÃO DE VALOR NO AMBIENTE DAS INCUBADORAS SOB A ÓTICA DAS EMPRESAS INCUBADAS(2020-02-20) Álvaro Francisco Fernandes Neto; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Prof. Dr. Denis Donaire; Prof. Dr. Edson Keyso de Miranda Kubo; Prof. Dr. Luiz Paulo Lopes Fávero; Prof. Dr. Diógenes de Souza BidoA cocriação de valor é um conceito que surgiu por volta do ano de 2004, com a publicação do artigo dos autores Prahalad e Ramaswamy e desperta interesse em muitos pesquisadores, tais como: Ranjan e Read; Payne, Storbacka, Frow e Knox e Grönroos, devido a sua aplicação em diversos segmentos, assim como em empresas de distintos portes. A cocriação de valor é um processo que estimula as empresas, clientes, fornecedores, dentre outros, a interagir entre si, por exemplo, sejam eles clientes das empresas no mercado business to consumer (B2C) e/ou também de empresas com outras empresas no mercado business to business (B2B) no desenvolvimento de novos produtos, resultando numa troca de experiências dentre os atores envolvidos e uma permuta de conhecimentos tácitos e explícitos que proporcionam, dentre outras coisas, redução no tempo gasto para desenvolver um produto e na satisfação dos envolvidos. O trabalho em questão tem, como objetivo, avaliar a influência do processo de cocriação de valor nas incubadoras, na satisfação com a incubadora das empresas ali instaladas. A pesquisa é descritiva do tipo survey. Seu universo é constituído por empresas incubadas, sendo que a amostra é de conveniência. Consta de uma fase de validação do instrumento de pesquisa, sendo submetida a diversos especialistas; a coleta de dados foi realizada por questionário estruturado, sendo o mesmo aplicado no formulário eletrônico do Google Forms, e apresentou o uso de vignettes para facilitar ao respondente. Durante a elaboração do modelo teórico proposto neste trabalho, fez-se contato, via e-mail, com o senhor Ranjan, o qual forneceu maiores informações e esclarecimentos para o desenvolvimento de um novo modelo. Realizou-se um pré-teste para verificar a clareza, objetividade e compreensão do questionário para o entrevistado, assim como os cenários construídos por meio das vignettes, as instruções, o layout e o conteúdo. O modelo proposto é uma adaptação do modelo de Ranjan e Read (2014), para o segmento de empresas incubadas e incubadoras. Ambas devem estar atentas para o conceito cocriação de valor, pois este contribui para a satisfação das empresas incubadas e pode, dessa forma, incrementar a competitividade e lucratividade delas. O construto apoio da incubadora apresentou uma influência menor do que a cocriação de valor sobre a satisfação das empresas incubadas. Dessa forma, as incubadoras devem investir mais na cocriação de valor, bem como na satisfação das incubadas. Outra vantagem para as atividades gerenciais é que a implementação e desenvolvimento do conhecimento, interação, transparência, personalização, experiência e relacionamento contribuirão para a satisfação das empresas incubadas. Para a academia, este trabalho contribui para ampliar o conhecimento sobre cocriação de valor, em especial num ambiente de incubadoras.Item A COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO BRASILEIROAntonio Lauro Valdívia Neto; Prof. Dr. Rubens Janny TeixeiraO trabalho A composição dos Custos no Transporte Rodoviário Brasileiro analisa a situação atual do transporte de carga e passageiro por meio da identificação dos elementos constituintes do custo do serviço de transporte brasileiro no início do século XXI. Empregou-se, principalmente, o método de pesquisa exploratória para o tratamento dos sistemas de custos propostos por organizações de classe, fabricantes de veículos, editais de concorrência e programas de cálculo de custos e demais fontes consultadas. Obteve-se, como resultado, um quadro comparativo que contrapôs os custos indicados por cada um dos sistemas pesquisados, o que permitiu indicar elementos comuns e distorções e determinar as variações presentes na sua composição. Recomenda-se, com o propósito de reunir outras informações que confiram maior abrangência aos resultados atingidos, a elaboração de trabalhos que tratem do cálculo de custo, da relação entre custo e fatores de produtividade que o influenciam e dos métodos de custeio.Item A COMPREENSÃO DE PROFESSORAS E PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O TEATRO NA EDUCAÇÃO(2020-10-12) Leonardo Birche de Carvalho; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Clarilza Prado de SousaA Lei Federal No 13.278, de 2 de maio de 2016, definiu que o componente curricular Arte deve ser constituído por quatro linguagens artísticas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. No entanto, os cursos superiores de Pedagogia, que formam grande parte das professoras e professores que lecionam os diferentes componentes curriculares, entre eles Arte, nos anos Iniciais do Ensino Fundamental, não sofreram alterações em seus currículos para contemplar as quatro linguagens artísticas. Além dessa característica da formação de pedagogas e pedagogos, tanto o número de cursos de formação de licenciatura nas quatro linguagens artísticas, quanto o número de ingressantes nesses cursos não tem aumento significativo desde 2010. Diante desse cenário, apesar da obrigatoriedade do ensino linguagem artística Teatro na educação básica prevista em lei e da potencialidade educacional do Teatro para a formação e desenvolvimento dos indivíduos, para o exercício de conscientização da realidade objetivando a sua transformação, e como possibilidade de emancipação do sujeito, aparentemente o desenvolvimento de um trabalho no interior da escola que contemple essa linguagem está longe de ser alcançado. Esse alcance depende, entre outros fatores, do conhecimento que as professoras e professores possuem sobre a linguagem artística Teatro e como a interpretam. Nesse sentido, esta investigação teve como problema de pesquisa: Quais as compreensões de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? O Objetivo geral foi investigar a compreensão de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A metodologia da pesquisa e descritiva, quali-quantitativa, com delineamento de levantamento de campo (survey), e teve como instrumento de coleta questionário com perguntas abertas e fechadas, com 326 respondentes validos. Os dados quantitativos foram processados no software SPSS 23, e os dados qualitativos no software IRaMuTeQ. O referencial teórico utilizado e centrado em autoras e autores da educação em teatro, como Slade, Spolin, Reverbel, Boal e Lopes, autores da educação, como Vigotski e Catterall, em Moscovici, sobre a Teoria das Representações Sociais, utilizando a abordagem estrutural das Representações Sociais, de Abric. A pesquisa verificou que o teatro não é abordado na formação docente, fato que leva os docentes a não utilizarem praticas ou jogos teatrais na escola. Apesar disso, o teatro e considerado importante no contexto escolar pelos docentes, sendo um recurso didático para o ensino de diversos outros componentes curriculares. A Representação Social dos docentes sobre o teatro tem como Núcleo Central elementos abstratos e que se relacionam com ideias que envolvem o teatro e seus efeitos ou funções, deixando os elementos concretos e técnicos do teatro que são combinados para a materialização e execução de uma obra teatral no Sistema Periférico. Os resultados da pesquisa indicam que há oportunidade para ampliar a presença do teatro na escola, a partir da formação docente, seja ela inicial, em serviço ou em educação não formal. Para tanto, o produto proposto e uma ação formativa sobre o teatro e suas possibilidades no contexto escolar, tendo docentes como público-alvo.