Navegando por Autor "Prof. Dr. Rodnei Pereira"
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Item A AVALIAÇÃO DOCUMENTADA E PARTICIPATIVA NA CRECHE NO CONTEXTO DE PANDEMIA: NARRATIVAS DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM(2021-02-26) Natalia Francisquetti Silva Vieira; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Amanda Cristina Teagno Lopes MarquesEsta pesquisa foi realizada em uma creche pública da Rede Municipal de Educação de Santo André/SP, com um grupo de crianças de 2-3 anos, durante o período pandêmico decorrente do COVID-19, o qual acarretou na necessidade de construção de um projeto educativo emergencial de atendimento remoto. Neste cenário, este estudo teve como pergunta orientadora: Como construir um processo de avaliação participativa que narre a trajetória de aprendizagem das crianças pequenas em contexto de pandemia? Com base nesta problemática, o objetivo geral foi o de construir um processo de avaliação documentada e participativa que tornasse visível a trajetória de aprendizagem de crianças de 2-3 anos em contexto de pandemia. Parte da compreensão de que a avaliação na Educação Infantil é um fazer processual que contempla a participação efetiva da tríade: crianças, educadoras e famílias, o qual tem como finalidade o acompanhamento da ação educativa e do percurso de aprendizagem de meninos e meninas. O referencial teórico está embasado nos estudos e pesquisas da sociologia da infância, pedagogia da infância, pedagogias participativas, bem como na legislação referente à Educação Infantil. Como procedimento metodológico, optou-se pela abordagem da pesquisa interventiva. Assim, o projeto de intervenção deu-se através da construção de uma sistemática de avaliação documentada e participativa. Para tanto, o processo documental coletivo denominado “Como nós e nós” – o qual foi construído no decorrer da trajetória educativa remota a partir dos registros envidados pelas famílias e crianças – subsidiou a construção das narrativas individuais de cada criança, que se consolidou como o instrumento avaliativo para atender à especificidade da avaliação de acompanhamento. Os registros da professora pesquisadora e entrevistas com as famílias também foram utilizados como instrumentos de coleta de dados. Como resultados, este estudo indica que a perspectiva de educação não presencial não comunga com a especificidade do projeto educativo da creche. Entretanto, a continuidade do atendimento às crianças através das ações em parceria entre creche e famílias evidenciou a potência da atuação colaborativa entre as instituições. Em contrapartida, a comunicação com os meninos e meninas foi um desafio, o que exigiu escutar suas vozes para além da linguagem verbal, através da interpretação de fotos e vídeos que eram compartilhados no grupo virtual. Com relação ao fazer avaliativo, demonstrou que a documentação pedagógica viabiliza a participação da tríade, em congruência com um projeto de educação de infância dialógico em que todos(as) envolvidos(as) tenham garantido o seu direito de fala e escuta. Por fim, conclui que a experiência remota reverbera em reflexões para (re)pensar as práticas a serem desempenhadas no retorno ao atendimento presencial, no que se refere às ações em parceria entre creche e famílias e a consolidação de uma prática avaliativa contextualizada ao cotidiano pedagógico, de acompanhamento e testemunhal, coconstruída por adultos(as) e crianças. Como desdobramento desta investigação, será produzido como produto educacional um E-Book, o qual terá como premissa contribuir com o processo reflexivo na busca pela realização de “novos possíveis” ao fazer avaliativo na creche.Item A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E AS DIFERENÇAS NA ESCOLA: EM PERSPECTIVA OS DESENHOS DAS CRIANÇAS(2020-07-13) Thais Cristina Rangel Bressani; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Juliana Marcondes BussolottiEsta pesquisa coloca em questão o movimento das diferenças numa escola pública na região da grande São Paulo. Neste sentido, pergunta: quais as percepções das crianças em relação às diferenças na escola? Tem como objetivo geral compreender como as crianças percebem as diferenças na escola. Como objetivos específicos da pesquisa elenca: conhecer a percepção das crianças sobre as diferenças a partir da documentação pedagógica da escola pesquisada, discutir e refletir como os desenhos das crianças vão ao encontro do que está proposto no Projeto Político Pedagógico da escola pesquisada e construir um caderno ilustrado que mostre a importância do diferenciar para incluir na escola. Partindo dos objetivos apresentados, a investigação foi desenvolvida com um método combinado entre a pesquisa narrativa e a pesquisa documental integrativa, recolhendo e narrando, por meio dos desenhos das crianças, a percepção sobre as diferenças na escola. A pesquisa fundamenta-se nos seguintes referenciais teóricos: paradigma da educação inclusiva, diferença como valor pedagógico e ética universal do ser humano. Apresenta uma proposta de produto educacional - o caderno ilustrado intitulado O olhar das crianças sobre as diferenças. Os resultados apontam para alguns horizontes epistemológicos fundantes do enfrentamento da exclusão social e da construção da escola inclusiva, como: a percepção da marcação da diferença pela sociedade, a recorrente mentalidade dicotômica na escola, a diferença como condição humana, a aprendizagem da sensibilidade solidária e a relevância da construção coletiva do projeto político pedagógico da escola para a formação da consciência cidadã. As crianças demonstraram consciência política e clara percepção conceitual sobre os mecanismos de marcação das diferenças na sociedade e na escola.Item A JUDICIALIZAÇÃO DO ACESSO À CRECHE NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ/SP: DESAFIOS DOS GESTORES PARA UM ATENDIMENTO DE QUALIDADE(2020-06-08) Juliana Andrade Vieira; Profª. Drª. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Prof. Dr. Salomão Barros XimenesEsta dissertação tem como tema a judicialização de acesso às vagas em creches municipais de Santo André, município localizado na região do ABC Paulista, SP. O objetivo geral da pesquisa foi conhecer os desafios relacionados à qualidade do atendimento em creches apontados pelas gestoras frente às dificuldades geradas pela insuficiência de vagas. Quanto aos procedimentos metodológicos, a pesquisa se caracterizou como um estudo de caso, de abordagem qualitativa, que combinou diferentes técnicas de coleta de dados para atingir os objetivos específicos: i) pesquisa documental, visando o mapeamento da distribuição das matrículas por liminares entre 43 creches municipais nos anos de 2018 e 2019; ii) questionário aplicado à totalidade das gestoras de creche com o objetivo de identificar os pontos críticos relacionados à qualidade do atendimento com base nos Indicadores de Qualidade da Educação Infantil (IQEI) do Ministério da Educação (2009); iii) realização de Grupo de Discussão com as diretoras das cinco creches com maior número de matrículas por liminares nos anos de 2018 e 2019, para conhecer os desafios da gestão escolar relacionados à qualidade do atendimento. Os resultados evidenciaram que, das sete dimensões de qualidade avaliadas, as principais dificuldades relacionam-se à insuficiência e/ou inadequação dos espaços, materiais e mobiliário e à formação e condições de trabalho dos profissionais que atuam nas creches municipais de Santo André. Os principais desafios apontados referem-se às estratégias necessárias para lidar com berçários superlotados, com a elevada proporção criança/adulto e com a adaptação de ambientes, fatores que acabam afetando a qualidade das experiências de aprendizagem e as interações das crianças com o meio natural e social que as creches deveriam prover. O estudo permite afirmar que as dimensões de qualidade que dependem do trabalho e comprometimento dos profissionais que atuam nas creches, em geral, estão em um “bom caminho”; contudo, aquelas que dependem diretamente do investimento e dos cuidados do poder público merecem ainda muita “atenção”, especialmente nas unidades que atendem a população mais vulnerável do município de Santo André. Conclui-se, assim, que o fenômeno da judicialização da educação em creches agrava as carências existentes pela incapacidade do Estado de arcar plenamente com seu dever no que tange à educação infantil. Como produto desta pesquisa, propõe-se a produção de um documentário visando ampliar o alcance dos conhecimentos sobre a problemática estudada e impulsionar as mudanças necessárias para fazer valer os direitos das crianças à proteção e a uma educação infantil com qualidade social.Item GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA E O CONSELHO MIRIM: PARTICIPAÇÃO INFANTIL E A APRENDIZAGEM POLÍTICA(2020-03-12) Liliane Silva Costa; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Nonato Assis de Miranda; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Patrícia Aparecida Bioto CavalcanteO Conselho Mirim (CM) constitui-se em uma organização de representatividade estudantil infantil que se faz presente em algumas escolas do Município de Santo André, no estado de São Paulo. Na Rede Municipal de Santo André, o CM se insere no plano organizacional de suas escolas de Educação Infantil e Fundamental I como forma de garantir a representatividade estudantil, assim como o estímulo ao protagonismo infantil. Trata-se de um espaço criado para possibilitar aos alunos participarem ativamente das propostas educacionais, tendo voz e vez nas decisões pedagógicas, financeiras e administrativas da escola. Desse modo, esta pesquisa foi realizada com os objetivos de conhecer e analisar as possibilidades e limites do Conselho Mirim como instrumento de implementação da gestão escolar democrática em escolas municipais de Santo André. Em termos mais específicos, busca-se: identificar as concepções dos gestores das escolas participantes acerca da atuação do Conselho Mirim na implementação de uma gestão escolar democrática; verificar se as práticas do Conselho Mirim, nas escolas investigadas de Santo André, caracterizam-se como de protagonismo autônomo, de colaboração ou dependência; elaborar um guia prático de como criar um CM, tendo como foco o protagonismo infantil nas escolas municipais de Santo André. Para dar conta desses objetivos, elegeu-se a abordagem qualitativa de pesquisa, por meio de duas técnicas de coleta de dados: entrevista semiestruturada e círculo de cultura. Os depoimentos dos participantes foram codificados, categorizados e interpretados sob a perspectiva da análise da teoria fundamental de John W. Creswell. Os resultados mostram que o CM é um influente canal de práticas Democráticas e, se acontecer de forma permanente, pode ser um Instrumento de implementação da gestão escolar democrática. Por ser composto por crianças, o CM revela uma singularidade exigindo formação diferenciada para os mediadores dessa representatividade infantil com vistas ao aperfeiçoamento dessa liderança. Além disso, os resultados sugerem que o CM tem potencial para a formação de uma educação política eficiente, que pode ajudar a ressignificar a realidade escolar dos estudantes, desde que este projeto tenha investimento por parte do poder público. Em face dos resultados obtidos nesta pesquisa, assim como em consideração aos desafios enfrentados pelos conselheiros mirins e vice-diretores de escola, foi proposto um Guia Prático sistematizando a implementação do Conselho Mirim nas escolas municipais de Santo André, com intuito de unificar alguns procedimentos no processo de implementação do CM em tais escolas do município.Item POLÍTICAS CURRICULARES EM CENA NO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ: DESAFIOS DO COORDENADOR PEDAGÓGICO(2021-10-08) Maria Gabriela Mills Cammarano; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Prof. Dr. Jefferson MainardesEsta pesquisa teve como objetivo compreender como se deu a interlocução entre a Secretaria Municipal de Educação e as unidades escolares no processo de execução do novo currículo de ensino fundamental do município de Santo André, nos anos de 2019 e 2020. Trata-se de pesquisa de abordagem qualitativa, que conciliou análise documental com dados extraídos de relatos de coordenadoras pedagógicas em um Grupo de Discussão e de entrevista com uma representante da SME. O trabalho aborda a construção histórica e a concepção de currículo adotada pela rede a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as percepções das coordenadoras sobre esse processo, inclusive em meio à pandemia. Quanto ao tratamento teórico e metodológico da pesquisa, as referências se agrupam em torno de conceitos de três campos de estudo: o de currículo; o das políticas de educação; e o de gestão educacional. No que diz respeito ao currículo, este estudo se baseia nas contribuições de autores como Apple e Beane (1997), Arroyo (2013), Giroux e Mc Laren (1999), Moreira e Candau (2008), Sacristán (2010a, 2013b, 2017c), Santomé (2003), Silva (2005), Young (2007, 2014, 2016). Para análise da interlocução entre os órgãos centrais da rede e as escolas, foi adotado o conceito de “atuação” ou “encenação” de políticas, utilizado nos estudos de Ball (2005) e Ball, Maguiree Braun (2016), em que privilegiam a compreensão dos processos de interpretação e tradução dos textos e orientações oficiais em detrimento da noção de implementação. Finalmente, no campo da Gestão Educacional, foram buscados aportes teóricos nos estudos de Placco, Souza e Almeida (2012), Ball (2005), Miziara, Ribeiro e Bezerra (2014), entre outros. Os resultados apontam a existência de contradições teóricas do documento curricular e de incoerências entre o discurso oficial da SME e as orientações e estratégias indicadas para a execução do novo currículo. Outro achado relevante se refere à fragilidade de identidade profissional do CP, que impacta diretamente o exercício das funções desse gestor escolar. Como conclusão,o estudo aponta a necessidade de fortalecer o protagonismo dos sujeitos curriculares como forma de resistência à padronização das práticas escolares pretendida pelos currículos orientados pela BNCC. Como contribuição deste trabalho, surge como produto a organização de uma proposta formativa para os gestores, denominada Fóruns Setoriais de Formação e Gestão Permanente, cujo objetivo é sugerir pontos de partida a partir dos dados obtidos nesta pesquisa que amparem os envolvidos na formulação e encenação das políticas públicas e auxiliem a ressignificar o lugar do CP enquanto formador de professores.