PERCEPÇÃO DE MÉDICOS DA ATENÇÃO BÁSICA REFERENTE A ENCAMINHAMENTOS AO NEUROLOGISTA COM SUSPEITA DE CEFALEIA PRIMÁRIA

Resumo

Contexto: A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde do Brasil, tem como estrutura primordial o acesso e a qualidade possui o desafio de ser resolutiva, articuladora e coordenadora do cuidado. A coordenação do cuidado anseia dar uma resposta integral às necessidades do usuário, por meio de uma da rede sincronizada entre os serviços para efetivação da comunicação. O sistema de encaminhamento prediz um cuidado entre o médico da atenção básica e o especialista, abarcando as informações para o cuidado integral ao usuário. Atualmente os encaminhamentos utilizados pelos médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) encontram-se inadequados e a cefaleia apresenta-se como uma das principais demandas da atenção básica para atenção especializada. Os médicos da atenção primária devem adotar condutas efetivas, eficazes e acessíveis para atingir a integralidade e longitudinalidade do cuidado. Objetivo: Compreender como os médicos da atenção básica de saúde estão encaminhando os pacientes ao neurologista a partir de uma suspeita clínica de cefaleia primária. Métodos: Trata-se de um estudo de pesquisa exploratória com abordagem quantitativa e qualitativa, por dados advindos de um questionário semi estruturado. A pesquisa foi realizada no Distrito de Saúde de Capela do Socorro localizada ao Sul do Município de São Paulo. A pesquisa aconteceu em oito Unidades Básicas de Saúde (UBS) sob a lógica Estratégia Saúde da Família (ESF), obteve-se a aceitação voluntária de 45 médicos. O tempo médio de atuação dos pesquisados na UBS são oito meses. A duração da consulta na ESF e a “pressão” exercida pelo paciente para ser encaminhado ao especialista foram os grandes achados como dificultador para um “bom encaminhamento”. O estudo também procurou verificar se as UBS possuem protocolo clínico de cefaleia, 54% relataram não saber e/ou não possuir este protocolo. No que se refere a troca de conhecimento o estudo demonstrou que 80% dos encontros de matriciamentos e de educação permanente não foram com o especialista. As principais sugestões para um encaminhamento adequado foram: matriciamentos com o especialista a implementação de protocolo clínico e educação permanente. Conclusão: Apostar em momentos de integração e comunicação entre as equipes da APS e AE é fundamental, por meio do apoio matricial, instrumentalizar e capacitar os médicos através da ampliação do conhecimento por meio de uma análise crítica, remete as ações mais efetivas no território.


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