PERCEPÇÕES DOS DOCENTES E DISCENTES SOBRE FEEDBACK EM CAMPUS PRÁTICOS DA REDE DE SAÚDE EM DIADEMA

dc.contributor.advisorProfª. Drª. Lena Vânia Carneiro Peres
dc.contributor.authorSimone Stagini
dc.contributor.refereeProfa. Dra. Lena Vânia Carneiro Peres
dc.contributor.refereeProfa. Dra. Débora Alavarce
dc.contributor.refereeProf. Dr. Eder Viana de Souza
dc.date.accessioned2025-01-24T14:24:22Z
dc.date.available2025-01-24T14:24:22Z
dc.description.abstractIntrodução: O ensino médico no Brasil recebeu influência europeia e americana desde o século XIX. Um marco de modificação contemporânea no ensino foi a formulação das Diretrizes Curriculares Nacionais de 2001 e 2014, estabelecidas pelo ministério da educação, no qual, foram implementadas as metodologias ativas no ensino médico. Um importante instrumento utilizado para avaliação dos alunos nessa nova metodologia de ensino é o feedback, em que o aluno participa da avaliação da sua própria aprendizagem, detectando suas fragilidades e elaborando melhorias a serem realizadas e pautadas com bases nas competências pretendidas. No entanto, para um feedback ser efetivo diversos aspectos devem ser analisados. Objetivo: Analisar a percepção sobre feedback, na visão dos preceptores e dos alunos, durante os estágios práticos em Diadema do curso de medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Métodos: Estudo qualitativo/quantitativo envolvendo todos os alunos que concluíram os estágios práticos no período de março de 2018 a agosto de 2019 (n=30), assim como, todos preceptores responsáveis pelos estágios (n=8). Foi avaliado conhecimento sobre feedback na visão dos discentes e dos preceptores utilizando questionários com questões categóricas e abertas. Os dados categóricos são apresentados por números e percentuais, já para as questões qualitativas foi utilizada a técnica de análise de conteúdo. Resultados: Um total de 25% dos preceptores e 53,3% dos alunos relatam ter muito conhecimento sobre o que é feedback. Os preceptores (75%) mostram clareza sobre o objetivo de fornecer feedback e mencionam: apontar melhoria, reflexão crítica e oportunidade de adequações. Enquanto, 63,3% dos alunos relatam clareza com os objetivos e apontam: esclarecimento de dúvidas, planejamento de melhorias e conhecimento de pontos positivos. Os preceptores afirmam fornecer feedback muito frequente ou em todas aulas práticas (50%), diferindo da visão dos alunos os quais 26,7% relatam receberem frequentemente e gostariam de receber com mais frequência. Os alunos desejam que o feedback seja construtivo e em local privado. Metade dos preceptores tem dificuldade em dar feedback negativo, porém, 60% dos alunos relatam lidar bem com críticas. Apenas 25% dos preceptores dizem saber avaliar se o feedback foi efetivo para o aluno, já 93,3% concordam que o feedback trouxe impacto positivo no aprendizado prático. Discussão: Preceptores sentem dificuldade de darem devolutivas negativas, com correções por receio de causarem frustrações; os alunos tem boa aceitabilidade das devolutivas, reforçando que há um entrosamento entre preceptor e aluno nos estágios propiciando mudanças de comportamento e tiveram alguns impactos negativos devido à sua exposição diante correções Conclusão: Embora os preceptores tenham algum conhecimento sobre o feedback, eles têm dificuldades de como transmitirem o conteúdo das devolutivas, principalmente quando envolvem críticas. Os alunos aceitam críticas e exigem que o feedback seja uma prática constante nos estágios práticos. É necessário melhorar o processo de fornecer e receber feedback.
dc.description.abstractIntroduction: The medical teaching in brazil was influenced by European and American models since the 19th century. A landmark of contemporary change in teaching was the formulation of the National Curriculum Guidelines for 2001 and 2014, established by the Ministry of Education. From that moment on, active methodologies in medical teaching were implemented. An important instrument used to evaluate students in this new teaching methodology is feedback, in which the student participates in the evaluation of his own learning, detecting its weaknesses and elaborating improvements to be carried out and based on the desired competencies. However, for feedback to be effective, several aspects must be analyzed. Objective: To analyze the perception of feedback, in the view of preceptors and students, during the practical stages of the medical course at the Municipal University of São Caetano do Sul (USCS). Methods: This study is characterized as a qualitative / quantitative study involving all students who completed the practical internships from March 2018 to August 2019 (n = 30), as well as all preceptors responsible for the internships (n = 8). Knowledge about feedback was evaluated in the view of students and preceptors using questionnaires with categorical and open questions. Categorical data are presented by numbers and percentages. Qualitative questions, the content analysis technique was used. Results: A total of 25% of preceptors and 53.3% of students report a lot of knowledge about what feedback is. The preceptors (75%) report being clear about the objective of providing feedback and mention: pointing out improvement, critical reflection and opportunity for adjustments. Meanwhile, 63.3% of students report clarity with the objectives and point out: clarification of doubts, planning for improvements and knowledge of positive points. The preceptors claim to provide feedback very frequently or in all practical classes (50%), differing from the students' view, which 26.7% report receiving frequently and would like to receive more frequently. Students want feedback to be constructive and private. Half of the preceptors find it difficult to give negative feedback, however, 60% of students report handling criticism well. Only 25% of preceptors say they know how to assess whether the feedback was effective for the student, while 93.3% agree that the feedback had a positive impact on practical learning. Discussion: Preceptors find it difficult to give negative feedback, with corrections for fear of causing frustration; students have good acceptability of feedback, reinforcing that there is a rapport between tutor and student in the stages, providing behavioral changes and had some negative impacts due to their exposure to corrections Conclusion: Preceptors affirm any knowledge about the objectives of the feedback, however they have difficulties in how to accomplish it, mainly involving criticism. Students accept criticism and require that feedback be a constant practice in the practical internships. There is a need to improve the process of providing and receiving feedback
dc.identifier.urihttps://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/867
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