DESEMPENHO DE ESTUDANTES NOS CONHECIMENTOS RELACIONADOS À BIODIVERSIDADE NO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO: ALGUMAS POSSÍVEIS INFLUÊNCIAS.

Resumo

As discussões sobre a perda da biodiversidade, com a extinção de espécies e de habitats, têm sido evidenciadas, mais fortemente, desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco-92. Recentemente, pesquisadores têm procurado compreender o que os jovens conhecem acerca do tema, ainda que de forma incipiente. Nesse contexto, o presente estudo analisou o desempenho dos alunos concluintes do Ensino Médio, do Estado de São Paulo, nos conhecimentos relacionados à biodiversidade, no Exame Nacional do Ensino Médio, entre os anos de 2009 e 2018, em relação à renda familiar e à formação da mãe. Para a análise de dados, utilizou-se a metodologia quantitativa, por meio dos percentuais médios de acertos, coletados no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa. De modo geral, os dados apontaram que os meninos obtiveram resultados ligeiramente maiores do que as meninas, revelando certa desigualdade de gênero nos desempenhos. Ademais, verificou-se que os percentuais de acertos não foram altos, girando em torno de 50%, e que a renda familiar e a formação da mãe influenciaram o desempenho dos jovens, ratificando um processo histórico no Brasil, ou seja, a desigualdade de origem social está no centro das desigualdades escolares. Nesse sentido, é possível inferir que a escola de Ensino Médio do Estado de São Paulo não tem sido capaz de evitar que as desigualdades sociais se transformem em desigualdades escolares. Por fim, constatou-se que as variações percentuais, ao longo do período analisado, foram negativas, sobretudo para os mais pobres, cuja mãe tinha menor formação. Os resultados desta pesquisa subsidiarão a elaboração de um produto, a saber, um e-book, a fim de que os achados possam ser compartilhados com a comunidade científica e escolar. Paralelamente, os achados também contribuirão com o projeto temático “Programa Biota-FAPESP na educação básica: possibilidades de integração curricular” (Processo número 2016/05843-4), financiado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo). Os resultados podem ser utilizados para fomentar debates acerca da biodiversidade, bem como da possível criação de políticas educacionais.


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