A COMUNICAÇÃO DO RITUAL DE AUTOSSACRIFIO DO CORPO: OS PENITENTES DE BARBALHA – CE

Resumo

Esta pesquisa pretende investigar o ritual de autossacrifício do corpo como forma de comunicação, partindo da problemática da punição do corpo como contenção e controle e como forma de expressão religiosa. A metodologia utiliza revisão bibliográfica, pesquisa documental e entrevista. Para tanto, primeiro apresenta os diversos conceitos de corpo na história do pensamento ocidental e trata o corpo como linguagem e forma de comunicação. Depois, trata da relação entre corpo e ritual de autossacrifício abordando o sentido da mortificação do corpo, bem como da espetacularização desse sacrifício. Por fim, analisa comparativamente dois casos, um histórico e outro atual, em que o autossacrifício do corpo é tornado espetáculo: o teatro e o movimento do autoflagelo do corpo na Baixa Idade Média por meio da chamada Irmandade Flagelante e a Irmandade da Cruz no Ceará do Brasil contemporâneo, especificamente, os penitentes da cidade de Barbalha. Trata-se de pensar como ocorre uma reapropriação no presente, com características do hoje, de elementos antigos da tradição passada. Inovação aqui é pensada em um sentido social como apropriação. Socialmente, a inovação pode advir da apropriação coletiva que o grupo faz de um produto ou processo. Nesse sentido, a nova apropriação modifica o sujeito e transforma sua visão e sua ação no mundo.


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