A COMPREENSÃO DOS PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA SOBRE A SEGURANÇA DO PACIENTE EM ASSISTÊNCIA DOMICILIAR
Data
Orientador
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
O objetivo deste estudo foi compreender o conhecimento que os profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF) possuem sobre a cultura da segurança do paciente na assistência domiciliar (AD). Trata-se de um estudo descritivo, transversal de abordagem do tipo qualitativa. Foi utilizado um questionário autoaplicável, para uma amostra de 239 trabalhadores das equipes de ESF que realizam AD, distribuídos em quatro Unidades de Básicas de Saúde (UBS) pertencentes ao Distrito de Saúde Cidade Dutra, componentes da Rede de Atenção à Saúde (RAS) da Supervisão Técnica de Saúde (STS) de Capela do Socorro, Zona Sul do Munícipio de São Paulo. Para a variável primária foram consideradas as respostas dos entrevistados dos componentes observados no Questionário de E- Cultura de Segurança do Paciente, conforme a adaptação do questionário Hospital Sorve on Patient Safety Culture (HSOPSC-versão traduzida e adaptada para o Brasil), que foi adaptado para pesquisa de segurança do paciente no contexto da assistência domiciliar. Na análise descritiva dos resultados foi utilizado o programa SPSS versão 20. 133 questionários foram preenchidos. O percentual de respostas positivas, neutras e negativas permitiram a identificação de áreas com potencial forte ou frágil no contexto da cultura da segurança do paciente. Considerou-se áreas fortes as respostas com percentual maior ou igual a 75% de respostas positivas e como áreas frágeis as com 50% ou menos de respostas positivas. As seções com percentual negativo mais evidenciado foram “seu local de atuação” e “o seu supervisor/chefe”, com destaque nas questões “pressão do trabalho“ e “pressão do supervisor para realização do trabalho quando há aumento da demanda”. A questão que obteve potencial forte foi a “classificação de prioridades para definição do cuidado domiciliar”, com 85,7% de percentual. 67,7% dos profissionais referiram que nunca realizaram educação permanente em segurança do paciente, entretanto, 55,6% dos trabalhadores referem que a segurança do paciente desenvolvida na UBS na AD é caracterizada como “boa”. Uma boa segurança do paciente é baseada no estímulo à cultura sobre o tema, visando reduzir os danos nos cuidados de saúde. Este projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Municipal de São Caetano do Sul tendo como instituição coparticipante a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e Organização Social Saúde da Família.