Ensino de Gênero e Diversidade no Currículo Médico

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Introdução: A formação médica brasileira ainda carece de dispositivos pedagógicos robustos que promovam o letramento em diversidade sexual e de gênero, o que contribui para a manutenção de práticas excludentes e iniquidades no cuidado à população LGBTQIAPN+. Objetivos: Analisar lacunas curriculares em projetos pedagógicos de cursos de Medicina no Brasil; desenvolver, aplicar e validar uma Oficina de Letramento em Diversidade Sexual e de Gênero, com potencial de ser replicada em diferentes instituições de ensino superior da área da saúde. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem mista. Foram realizadas análise documental de Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) de Medicina e revisão de literatura sobre práticas pedagógicas inclusivas, além da elaboração e validação de uma oficina por meio do modelo de avaliação de reação de Kirkpatrick e Kirkpatrick. Aplicaram-se questionários com escala Likert antes e depois da atividade para mensurar o conhecimento prévio, a percepção sobre o currículo, o impacto da oficina e a aplicabilidade dos conteúdos. Resultados: A oficina foi considerada válida e eficaz pelos participantes, promovendo aumento significativo na autoconfiança e na percepção de preparo para o atendimento a pessoas LGBTQIAPN+, especialmente em temas como acolhimento, uso do nome social e enfrentamento da discriminação. Os dados indicaram lacunas formativas relevantes, particularmente no que se refere à abordagem de políticas públicas voltadas à população trans e à formação ética e comunicacional no currículo médico. Produto: O produto educacional consiste em uma oficina de curta duração com potencial de replicabilidade e adaptação para diferentes contextos educacionais, voltada à promoção de competências culturais e comunicacionais. Considerações finais: A proposta se apresenta como estratégia viável e de baixo custo para fortalecer a formação médica com base na equidade, podendo ser aplicada em outras instituições e cursos da área da saúde. Impacto social: Espera-se que a oficina contribua para a qualificação do cuidado prestado à população LGBTQIAPN+, com repercussões positivas na formação profissional, no acesso à saúde e na redução das desigualdades estruturais.


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