BOT-CIDADÃO: GOVERNANÇA URBANA INTELIGENTE PARA COMUNICAÇÃOCOM DADOS ABERTOS
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Resumo
A gestão do espaço público é uma questão que ultrapassa barreiras geográficas e culturais e é um problema com o qual se depara todas as grandes cidades do mundo. Como processar e atender a milhões de cidadãos que necessitam diariamente de transporte, saúde, lazer e moradia, mas cada região, cada bairro com sua especificidade e dificuldades? Há ainda toda uma gama de serviços necessários para o bom andamento de uma cidade, que vão desde tapar buracos de rua até garantir a limpeza do espaço público e muitos outros serviços ligados à zeladoria. Essa pesquisa teve como objetivo estudar uma alternativa de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) para conectar a comunidade às administrações regionais no atendimento de zeladoria pública de forma mais simples e eficiente. Esse estudo teve como base a dificuldade da população de usar os canais tradicionais oferecidos, principalmente o aplicativo disponibilizado pela administração, mas no decorrer da pesquisa descobriu-se que havia outro problema a ser administrado: a falta de literacia digital das comunidades periféricas da cidade, que juntas somam uma fatia considerável da população. O produto derivado desse projeto foi a criação de um canal de chatbot pelo WhatsApp onde o robô coleta dados com parâmetros chaves para o cruzamento de dados por algoritmo com bancos da administração, de modo a fornecer ao gestor parâmetros estratégicos para tomada de decisão e agilidade nos processos. A metodologia utilizada no desenvolvimento deste projeto foi o Design Science Research, método criado para o design e testagem de protótipos na área de engenharia e medicina que acabou se expandindo para outras áreas por seu foco na solução de problemas específicos. A pesquisa está alinhada com a ISO 9241-11, que define os parâmetros do que é “usabilidade digital”. No teste realizado em pesquisa qualitativa de grupo focal com público-alvo, o artefato mostrou-se simples, rápido e eficiente, obtendo aprovação entre os participantes e mostrando-se uma alternativa válida para ultrapassar os problemas de literacia sem perder eficiência. O projeto prevê uma segunda etapa, que pode vir a ser desenvolvida futuramente, que estudará a recepção dos dados gerados pelas comunidades e seu uso estratégico dentro das autarquias.