ESTRATÉGIAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO NOS MERCADOS GLOBAIS. ESTUDO DE CASO DE UMA EMPRESA REGIONAL: A CONSTRUTORA NORBETO ODEBRECHT S.A.
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Resumo
O objetivo dessa pesquisa é identificar as estratégias utilizadas pela Odebrecht S.A. em seus processos de internacionalização. Como objetivo secundário, verificar as proximidades e distâncias entre esses movimentos reais e os conceitos e postulados teóricos contidos na obra de Stephen Hebert Hymer, um dos precursores em estudos sobre o tema, além de outras escolas e autores de pensamento econômico e administrativo relevantes que tratam do assunto. Outro objetivo foi verificar como as políticas públicas externas do estado brasileiro entre 1º de janeiro de 2003 até 31 de dezembro de 2006 auxiliaram nesse processo. Verificou-se que, entre os autores e escolas estudados, a Teoria da Escola de Uppsala é a que mais se aproxima do processo de internacionalização da Odebrecht S.A. devido os processos de internacionalização analisados como graduais, incrementais, crescentes e vistos por meio de uma sequência de modos de operação, assim como na escolha de mercados externos a serem atendidos. Também, a construção de redes globais de relacionamentos tecnológicos, técnicos, pessoais, financeiros, profissionais e outros têm importância nas práticas e estratégias dessa empresa. No caso da Escola Nórdica de Negócios internacionais, o conceito de empreendedor internacional pode se encaixar nas figuras dos empresários-parceiros assim como no sistema de delegação planejada. Sobre o apoio e incentivo nas políticas externas públicas do Estado brasileiro no período citado, vimos que somente em meados de 2002, o BNDES aprovou diretrizes para o financiamento aos investimentos externos de empresas brasileiras para estimular suas inserções internacionais. Nesse sentido, em relação às políticas públicas praticadas por outros países, as práticas brasileiras estão bem atrasadas. Mesmo assim, vimos que a Odebrecht já conquistou o estágio de empresa global que se financia em vários países e mercados ao mesmo tempo. Por outro lado, se verificou que o apoio às empresas brasileiras que decidem pela internacionalização ocorre muitas vezes de forma indireta, principalmente em missões externas do governo brasileiro que são acompanhadas por empresários de vários setores com o objetivo de prospectar novos negócios, o que é uma prática muito comum em quase todos os países pesquisados.