O Corpo no Ensino em Saúde: uma abordagem transdisciplinar
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Introdução: Partindo da premissa de que o corpo objeto de estudo não é o mesmo corpo vivo do encontro, esta pesquisa investiga como a perspectiva corporal e a transdisciplinaridade contribuem para a formação em saúde. Utiliza como base metodológica o Método Corpo Intenção® (MCI) e a Técnica de Alfabetização Corporal® (TAC), desenvolvidos por Denise de Castro, cuja abordagem orienta tanto a criação do curso O Corpo Como Sala de Aula quanto a investigação das experiências vividas durante sua aplicação. Objetivo: Investigar como a perspectiva corporal e a transdisciplinaridade contribuem para a formação em saúde, utilizando o MCI e a TAC como referências metodológicas e culminando no desenvolvimento do curso O Corpo Como Sala de Aula. Os objetivos específicos incluem: reconhecer os efeitos da perspectiva corporal no processo formativo; compreender como a transdisciplinaridade pode estruturar um ensino sensível às singularidades corporais; e sistematizar os princípios investigados em um material didático-metodológico aplicado ao ensino em saúde. Métodos: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, transversal e exploratória, realizada com 18 estudantes do curso de Fisioterapia da USCS, em três encontros teórico-práticos de três horas. As aulas foram organizadas em fases, com foco na escuta das intensidades, silêncios e gestos presentes nas vivências, conforme os fundamentos do MCI e da TAC. A linguagem cartográfica, reconhecida por sua potência em acompanhar processos vivos e complexos, foi incorporada como inspiração metodológica. Sua presença, no entanto, não se deu pela via da aplicação técnica formal do método cartográfico clássico, mas como referência sensível e ética que dialoga com o gesto de escuta encarnada proposto pelo MCI. Resultados: A prática revelou aspectos recorrentes da experiência corporal entre os participantes: a presença de corpos desvitalizados; o impacto de ações baseadas em desaceleração e acolhimento; o alívio de dores físicas; a presença de zonas de transição na nomeação e partilha das experiências entre os domínios objetivo e subjetivo; a baixa adesão voluntária à pesquisa; e a confirmação da singularidade irrepetível das vivências em cada participante. Produto: Foi desenvolvido o curso de extensão O Corpo Como Sala de Aula, estruturado em fases que favorecem o reconhecimento de estados corporais e subjetivos como parte do processo de aprendizado. O curso tem como tema central a diferenciação entre o corpo estudado e o corpo vivido, apoiado no conceito nomeado corpo que se desdobra, original do MCI. O produto foi validado pelo público-alvo por meio do Instrumento de Validação de Conteúdo Educativo em Saúde, obtendo um Índice de Validação de Conteúdo (IVC) de 95%. Considerações finais: Os achados desta pesquisa ressaltam a importância da subjetividade na formação em saúde, evidenciando que um ensino centrado apenas na objetividade do corpo limita a compreensão do cuidado. O curso demonstrou que experiências vividas e compartilhadas favorecem maior consciência corporal e mostram que o encontro com o outro acontece na tensão entre semelhança e diferença, com cada participante despertando para aspectos únicos da própria experiência. Impacto: Potencial educacional, pois a abordagem já mostrou efeitos positivos na prática formativa de estudantes e profissionais da saúde, embora ainda não tenha sido implementada em larga escala em instituições públicas ou políticas educacionais. Introdução: Partindo da premissa de que o corpo objeto de estudo não é o mesmo corpo vivo do encontro, esta pesquisa investiga como a perspectiva corporal e a transdisciplinaridade contribuem para a formação em saúde. Utiliza como base metodológica o Método Corpo Intenção® (MCI) e a Técnica de Alfabetização Corporal® (TAC), desenvolvidos por Denise de Castro, cuja abordagem orienta tanto a criação do curso O Corpo Como Sala de Aula quanto a investigação das experiências vividas durante sua aplicação. Objetivo: Investigar como a perspectiva corporal e a transdisciplinaridade contribuem para a formação em saúde, utilizando o MCI e a TAC como referências metodológicas e culminando no desenvolvimento do curso O Corpo Como Sala de Aula. Os objetivos específicos incluem: reconhecer os efeitos da perspectiva corporal no processo formativo; compreender como a transdisciplinaridade pode estruturar um ensino sensível às singularidades corporais; e sistematizar os princípios investigados em um material didático-metodológico aplicado ao ensino em saúde. Métodos: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, transversal e exploratória, realizada com 18 estudantes do curso de Fisioterapia da USCS, em três encontros teórico-práticos de três horas. As aulas foram organizadas em fases, com foco na escuta das intensidades, silêncios e gestos presentes nas vivências, conforme os fundamentos do MCI e da TAC. A linguagem cartográfica, reconhecida por sua potência em acompanhar processos vivos e complexos, foi incorporada como inspiração metodológica. Sua presença, no entanto, não se deu pela via da aplicação técnica formal do método cartográfico clássico, mas como referência sensível e ética que dialoga com o gesto de escuta encarnada proposto pelo MCI. Resultados: A prática revelou aspectos recorrentes da experiência corporal entre os participantes: a presença de corpos desvitalizados; o impacto de ações baseadas em desaceleração e acolhimento; o alívio de dores físicas; a presença de zonas de transição na nomeação e partilha das experiências entre os domínios objetivo e subjetivo; a baixa adesão voluntária à pesquisa; e a confirmação da singularidade irrepetível das vivências em cada participante. Produto: Foi desenvolvido o curso de extensão O Corpo Como Sala de Aula, estruturado em fases que favorecem o reconhecimento de estados corporais e subjetivos como parte do processo de aprendizado. O curso tem como tema central a diferenciação entre o corpo estudado e o corpo vivido, apoiado no conceito nomeado corpo que se desdobra, original do MCI. O produto foi validado pelo público-alvo por meio do Instrumento de Validação de Conteúdo Educativo em Saúde, obtendo um Índice de Validação de Conteúdo (IVC) de 95%. Considerações finais: Os achados desta pesquisa ressaltam a importância da subjetividade na formação em saúde, evidenciando que um ensino centrado apenas na objetividade do corpo limita a compreensão do cuidado. O curso demonstrou que experiências vividas e compartilhadas favorecem maior consciência corporal e mostram que o encontro com o outro acontece na tensão entre semelhança e diferença, com cada participante despertando para aspectos únicos da própria experiência. Impacto: Potencial educacional, pois a abordagem já mostrou efeitos positivos na prática formativa de estudantes e profissionais da saúde, embora ainda não tenha sido implementada em larga escala em instituições públicas ou políticas educacionais.
