AVALIAÇÕES EXTERNAS NO CONTEXTO ESCOLAR: O DESAFIO NA ROTINA DE TRABALHO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO
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Resumo
Políticas neoliberais, sobretudo aquelas relacionadas às políticas de avaliação em larga escala e de responsabilização, já estão bem consolidadas no Brasil. Elas estão influenciando as questões do financiamento da educação, o currículo das escolas, a formação e a autonomia dos professores, as incumbências das escolas e dos docentes e o trabalho dos Coordenadores Pedagógicos (CPs). Este estudo tem por objetivo identificar e analisar influências das políticas de avaliação e de responsabilização sobre a rotina de trabalho do Coordenador Pedagógico dos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino da cidade de São Caetano do Sul. Por meio de um estudo de caso, foi detectado o perfil deste coordenador, foram investigados os documentos da Secretaria de Educação do Centro de Formação de Profissionais da Educação e foram entrevistados os Coordenadores Pedagógicos (N = 7) das escolas da cidade. Os resultados mostraram que os CPs eram profissionais formados em pedagogia, com algum tipo de pós-graduação, com pouca experiência e muitas demandas para serem realizadas no cotidiano escolar. Trata-se de um profissional que estava aculturado às políticas de avaliação e de responsabilização e que já possuíam um discurso e algumas práticas consolidadas. Essa aculturação ocorreu, principalmente, a partir de um processo de formação, mas também pela criação da Escola de Pais, da Prova São Caetano e do Tarefário. Os coordenadores reconheceram alguns benefícios dessas políticas, mas sinalizaram também algumas preocupações, especialmente em relação às pressões e às cobranças sobre os resultados, um processo que não havia sido apontado pela literatura da área. Esses resultados são importantes e contribuem para ampliar a compreensão sobre a atuação deste profissional na escola. Paralelamente, eles podem ser levados para as discussões no contexto da formação inicial e continuada dos coordenadores.