COMUNICAÇÃO, CULTURA E HISTÓRIA DE SANTOS: A GESTÃO DO IMAGINÁRIO SOCIAL DA ARTE NO INTERESSE PÚBLICO LOCAL

Resumo

Esta pesquisa de mestrado profissional se propôs a estudar as vivências artísticas compartilhadas por produtores culturais atuantes no município de Santos, com base na memória coletiva dos entrevistados, constituída a partir da herança histórica de desenvolvimento da cidade, que culminou na formação do imaginário social local, manifestado por meio do regionalismo santista. Resultou em um plano de comunicação para lidar com a relação entre público e produtores culturais a partir do que se cria e sobre o que se quer comunicar à população a respeito dessa criação, levando em consideração os costumes socialmente estabelecidos, principalmente os implícitos. Esta pesquisa permitiu embasamento para as ações a serem implementadas, detalhando o imaginário social de quem faz, de quem acompanha e de quem não tem a arte em seu cotidiano. Tal entrelaçamento de fatores, expresso no cotidiano, implica no afastamento da maior parcela população principalmente da produção cultural gerada no município. Desse modo, o objetivo principal da pesquisa foi explorar a relação entre a história, memória, imaginário, regionalismo e arte, propondo a formulação de estratégia de comunicação que possibilite a aproximação entre o público e a arte gerada na cidade. Evidenciando as narrativas orais de histórias de vida dos produtores culturais locais, optou-se pela metodologia de História Oral, campo interdisciplinar, para buscar a compreensão das relações profissionais, sociais, culturais e afetivas que se dão no município. A análise de tal contexto é feita com base nos registros das narrativas orais confrontados a informações coletadas nos acervos documentais históricos, públicos e acadêmicos. A partir das narrativas dos produtores culturais, a arte em Santos mostrou-se presente no dia a dia local, porém, relacionada a produções que remetem ao amadorismo, que não encontra correspondência ao imaginário social da cidade, referenciado por um processo peculiar de globalização iniciado a partir da rotina histórica de seu porto e por um sentimento ufanista, de contínuo progresso urbano, social e econômico aliado à qualidade de vida.


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