A COMUNICAÇÃO RELATIVA AOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO: UM ESTUDO REALIZADO COM PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS

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USCS

Resumo

A presente pesquisa tem, como tema, a avaliação, centralizando-se, mais especificamente, na comunicação dos processos avaliativos. Como objetivo geral, pretendeu-se analisar a comunicação relativa aos processos de avaliação realizada por professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental para os alunos, gestão escolar e famílias, bem como identificar as contribuições desses profissionais para melhorar tais fluxos. Para tanto, utilizaram-se, como metodologia, elementos da pesquisa qualitativa e colaborativa, com base em sessões reflexivas, das quais advieram dados coletados pelo Observatório de Educação do Grande ABC. Participaram do estudo nove professoras de ensino fundamental, anos iniciais. Quanto ao referencial teórico, ele se fundamentou em aspectos da “literacia em avaliação”, proposta por pesquisadores como Stiggins (1991), Abell e Siegel (2011), Xu e Brown, (2016) e Garcia (2025ª). Os resultados mostraram que as práticas comunicativas investigadas tinham um foco predominante “nos” processos de avaliação, centrada, por sua vez, em feedbacks durante as interações entre professoras e alunos, ainda que de forma não estruturada. Já a comunicação “dos” processos avaliativos, que envolve a explicitação de objetivos, critérios e expectativas, não esteve presente, o que pode comprometer a clareza e a transparência no processo avaliativo. Tal lacuna pode afetar não apenas o entendimento e a confiança de alunos e das famílias, mas também a qualidade das aprendizagens. Ademais, os achados revelaram que, em geral, as professoras tinham conhecimento sobre o tema muito mais intuitivo do que pautado nos saberes sólidos das teorias. Isso, por um lado, pode ser visto como inadequado, embora, por outro lado, seja uma grande oportunidade de formação docente no assunto. Vale ressaltar que a comunicação realizada para a gestão escolar estava atrelada à utilização de instrumentos, como relatórios descritivos e planilhas, e espaços, como reuniões pedagógicas. O foco recaía sobre os recursos, com uma carência de estratégias de organização e sistematização para realizar esse tipo de atividade. Nesse sentido, todas as entrevistadas relataram que o assunto não tinha ainda sido alvo de formação específica, tampouco fora alvo de reflexão aprofundada anteriormente. A comunicação com a família, em geral, apresentou o mesmo padrão daquela relacionada com a gestão, isto é, com ênfase nos recursos e na falta de estratégias. Das sugestões dadas para melhoria da comunicação, destacam-se a diminuição da burocracia e a formação de professores na temática, ambas bastante presentes nos depoimentos das profissionais. Espera-se que os dados do presente estudo, que serão utilizados no produto da pesquisa — a saber, uma formação continuada sobre o assunto para auxiliar no entendimento de práticas avaliativa — possam subsidiar e aprimorar a formação docente inicial e continuada, tanto no âmbito das universidades públicas quanto das ações desenvolvidas pelas Secretarias de educação.


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