OS FATORES DE ATRAÇÃO DA INDÚSTRIA DE RECICLAGEM DE PLÁSTICO PET: OS RECICLADORES DA GRANDE SÃO PAULO
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Resumo
Este trabalho teve por objetivo verificar os fatores de atração para o negócio de reciclagem de plástico PET, e para isto foi efetuada uma pesquisa entre os recicladores da Grande São Paulo. Considerando-se ser esta atividade economicamente viável e tomando-se como referência a tese de Doutorado do Prof. Sabetai Calderoni, buscou-se verificar se esta atividade seria financeiramente viável, sendo que os índices obtidos permitiram a análise do retorno financeiro como um fator de atração para o negócio. Também foram conseguidas informações relativas às forças competitivas que possibilitaram o entendimento da estrutura desta indústria. Paralelamente, analisou-se outros aspectos que têm, direta ou indiretamente, influência sobre o ramo da reciclagem, tornando-o mais ou menos atrativo. Esta dissertação foi desenvolvida tendo como fundamento, além do levantamento bibliográfico, as informações obtidas em dez empresas recicladoras de plástico PET, cinco empresas consumidoras de "flakes"m cinco sucateiros de pequeno e médio porte e dezenas de catadores de ruas ou associados a cooperativas. O procedimento para a coleta desses dados foi a aplicação de um questionário, durante entrevistas feitas aos pesquisados. Esse questionário, medianamente estruturado e não disfarçado, era composto por perguntas diretas e fixas, respeitando-se, nas respostas, as próprias palavras do entrevistado. Os dados e informações colhidos permitiram-nos verificar que a reciclagem de plástico PET oferece indicadores financeiros variáveis em função da composição dos produtos em que opera, ou seja, diferenciados, no caso do reciclador que somente trabalha com a produção de flocos, daquele que também fabrica granulado ou os dois. Mas, em ambas as situações, os valores obtidos para os índices financeiros, sinalizam que o negócio da reciclagem de plástico PET pode ser considerado atrativo. Apesar disso, alguns fatores, como a bitributação de impostos, a falta de linhas de financiamento acessíveis ao pequeno reciclador, além di monopólio exercido por uma grande multinacional, que controla a demanda de oferta e procura do material reciclado de plástico PET, foram considerados como elementos desmotivadores do negócio.