Navegando por Autor "Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia"
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Item A PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS MELHORA O APRENDIZADO CLÍNICO DE ESTUDANTES DE MEDICINA: UM ESTUDO ANTES E APÓS CAPACITAÇÃO(2022-12-12) Sarah Beatriz Obadovski Alves Nascimento; Amanda Costa Araujo; Profa. Dra. Amanda Costa Araujo; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Prof. Dr. Thomaz Bittencourt CoutoIntrodução: No final do século XX se iniciou o movimento da Medicina Baseada em Evidências, a partir de inquietações e necessidades vivenciadas na experiência pessoal de profissionais de saúde e de movimentos políticos de organização de sistemas de saúde com cobertura universal, muito em função da demanda generalizada por mudanças na formação profissional. Nos últimos 20 anos, a Prática Baseada em Evidências, termo expandido para incluir outras áreas da saúde, está sendo cada vez mais integrada como um componente central no currículo de graduação, pós-graduação e programas de educação continuada em saúde no mundo todo. Objetivo: Comparar o desempenho dos alunos na resolução de casos clínicos antes e após capacitação em Prática Baseada em Evidências. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal, com aplicação de casos clínicos e teste de Fresno de Medicina Baseada em Evidências antes e após a capacitação dos estudantes de medicina. Resultados: A amostra foi composta por 29 alunos, sendo 15 (51,7%) do sexo masculino e 14 (48,3%) do sexo feminino. A idade média foi de 22,8 anos ( 2,9). A maioria dos alunos estavam no oitavo semestre (51,7%). Em todos os casos clínicos houve diferença estatisticamente significante antes e após capacitação em Prática Baseada em Evidências no grupo estudado (Z=-4,52, Z=-3,94, Z=-3,46, Z=-4,62, com p<0,01, respectivamente). No teste de Fresno, houve diferença estatisticamente significante antes e após capacitação em Prática Baseada em Evidências (Z=-4,70, P<0,01). Discussão: Ao comparar as medianas das notas que os participantes do estudo obtiveram, analisadas pelo teste de Wilcoxon, observou-se uma melhora no desempenho dos alunos após a capacitação, com diferença nas notas estatisticamente significante em todos os testes clínicos e no teste de Fresno. Produto: Sequência didática com a metodologia criada neste estudo para capacitação em Prática Baseada em Evidências. Considerações finais: A Prática Baseada em Evidências melhora o aprendizado clínico de estudantes de medicina. Sugere-se que novos estudos com uma casuística maior e em outros grupos de alunos sejam realizados para confirmação dos resultados obtidos.Item AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS E ATITUDES PROFISSIONAIS NO CUIDADO ÀS DEMÊNCIAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO DO SUL(2021-12-22) Claudia Cristina Ferreira Ramos; Profª Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Prof. Dr. Celso Machado Junior; Profa. Dra. Helena Akemi Wada WatanabeIntrodução: o envelhecimento populacional pode aumentar a incidência de processos neurodegenerativos, sendo assim, é fundamental a avaliação adequada das funções cognitivas e comportamentais no seguimento de indivíduos idosos, para mensurar possíveis déficits cognitivos, realizar diagnóstico precoce e indicar tratamento adequado e acompanhamento multiprofissional do paciente, quando necessário. Objetivos: Descrever o perfil e atitudes profissionais de médicos no cuidado aos pacientes com demência na atenção primária. Método: estudo transversal, descritivo, quantitativo, aprovado pelo Comitê de Ética (parecer 4.916.588). Foi aplicado o questionário “Instrumento Atenció Sanitària de Les Demències: la visió de L' Atenció Primarià – para médicos – versão brasileira”, além da coleta de dados demográficos de médicos da Atenção Primária do município de São Caetano do Sul. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Obteve-se 28 respostas, correspondendo a 100% do total de médicos das Equipes de Saúde da Família. Dentre os participantes, maioria (65%) tinha idade entre 25 e 35 anos e 50% de todos os profissionais eram mulheres. Em média, os médicos têm 82 meses de experiência na Atenção Básica. Verificou-se que 82,6% dos médicos referiram que mais de 25% dos pacientes atendidos são idosos; 82,6% relataram que diagnosticam mais frequentemente pacientes em fase moderada do quadro demencial; 68,2% referiram dificuldades para cuidar de pacientes com demência grave e 87% relataram que encaminham pacientes para o serviço de neurologia de referência, sendo que 39,1% encaminham mais de 75% dos casos com diagnóstico de demência. Apesar de 100% dos médicos considerarem necessária, 34,8% nunca realizaram capacitação sobre diagnóstico e tratamento da demência. Considerações Finais: De acordo com os resultados nota-se a dificuldade dos médicos da Atenção Primária em realizar diagnóstico precoce de demência e indicar tratamento adequado, o que ocasiona alto índice de encaminhamentos para o serviço de referência, pouca resolutividade e evidente necessidade de capacitação.Item CONHECIMENTO DOS DOCENTES SOBRE O PROCESSO FORMATIVO EM RELAÇÃO AOS TEMAS DE CUIDADOS PALIATIVOS(2021-12-20) Erika Souza Garcia Ramos; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Profa. Dra. Sandra Regina Mota Ortiz; Profa. Dra. Ilma Pastana FerreiraIntrodução: O envelhecimento populacional e os avanços da medicina moderna contribuíram para o aumento significativo da prevalência de doenças crônicas e degenerativas e, consequentemente, na demanda por necessidades múltiplas de cuidado, entre elas os cuidados paliativos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, essa realidade revela a importância da inclusão na formação médica de temas relacionados aos cuidados de fim de vida e ao processo de morrer. Objetivo: avaliar o conhecimento e os sentimentos dos docentes na abordagem de temas relacionados aos cuidados paliativos como: finitude, morte e luto do curso de graduação em medicina da Universidade de São Caetano do Sul. Metodologia: É uma pesquisa transversal, quantitativa e exploratória com revisão de literatura e aplicação de questionário online a todo o corpo docente do curso de graduação de medicina. O instrumento metodológico utilizado foi um questionário de 17 questões com perguntas sobre dados pessoais, características profissionais e conhecimento de temas relacionados aos cuidados paliativos. Resultados: Dos 129 professores obtivemos o total de 106 participantes. Por meio dos resultados, observamos que cerca de um terço dos docentes não têm formação na área de cuidados paliativos. Discussão: Em relação aos temas de morte e luto, menos de 50% dos docentes tiveram esses conhecimentos na graduação. A pesquisa também revelou que aproximadamente 90% dos docentes conversam com os discentes sobre morte com segurança, em contraste com a literatura em que muitos médicos se sentem receosos ao tratar sobre morte e “paliativismo”, pelo fato de serem mal interpretados. Por outro lado, os docentes consideram importante um curso de atualização para desenvolver conhecimento de cuidados paliativos, comunicação, luto, questões éticas e legais. Considerações finais: Diante disso, ressalta-se a relevância de atividades de desenvolvimento docente que consigam contribuir para uma formação ética e humana dos discentes.Item ENSINO DE CUIDADOS PALIATIVOS NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM SAÚDE: ANÁLISE DOCUMENTAL(2021-03-06) Andreia Aparecida Alves; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Profª. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Prof. Dr. Celso Machado Júnior; Profª. Dra. Áurea Eleotério Soares BarrosoIntrodução: A morte é uma situação inerente a todo ser humano e que promove experiências emocionais, distinguindo os seres humanos de objetos. Faz parte do ciclo vital do homem. A forma de pensar na morte e no morrer vem sendo modificada através dos tempos, promovendo alteração no comportamento de como lidar com a vida de um paciente em que não há mais possibilidades de cura. Os cuidados paliativos vêm sendo a resposta para cuidados de pacientes terminais onde não existe mais a viabilidade terapêutica. A equipe de saúde deve ter formação adequada com base nos cuidados paliativos para atender as necessidades de cuidados de tais pacientes. Objetivos: identificar a oferta de disciplinas relacionadas à temática de finitude e cuidados paliativos nas grades curriculares dos cursos de graduação em Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social, ofertados no Brasil, e propor a elaboração de um manual interdisciplinar de boas práticas de cuidados paliativos, norteador para profissionais de saúde, com enfoque na atuação hospitalar. Método: Foi realizada pesquisa documental, exploratória, descritiva, por meio de análise da grade curricular, plano de disciplina e/ou o projeto político pedagógico em sítios eletrônicos das Instituições de Ensino Superior sediadas no Brasil, públicas ou privadas, que ofertassem curso de graduação em bacharelado de Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia e Serviço Social. Resultados: Foram avaliados 139 cursos, sendo 30 de Enfermagem (21,6%), 35 de Fisioterapia (25,2%), 46 de Psicologia (33,1%) e 28 de Serviço Social (20,1%), ofertados em 95 instituições de ensino superior, sendo 5 (5,3%) na região Norte do Brasil, 8 (8,4%) na região Centro Oeste, 18 (18,9%) na região Sul, 22 (23,2%) na região Nordeste e 42 (44,2%) na região Sudeste. Com relação à natureza das instituições de ensino, 43,2% dos cursos estão sediados em universidades federais, 46,3% em instituições privadas e 10,5% em universidades estaduais. Observou-se que 95 cursos (71,2%) não ofertavam disciplinas com a abordagem de Cuidados Paliativos, sendo 17 de Enfermagem, 26 de Fisioterapia, 28 de Psicologia e 28 de Serviço Social. Dentre os 40 cursos que ofertavam a disciplina, 13 são de Enfermagem, 9 de Fisioterapia e 18 de Psicologia, sendo que 14 cursos ofertavam a disciplina na modalidade regular obrigatória e 26 como disciplina optativa/eletiva. Considerações Finais: O presente estudo mostrou a escassez da oferta de disciplinas, principalmente na modalidade regular, que abordem especificamente a temática de cuidados paliativos, Tanatologia e finitude. A falta de disciplinas teóricas obrigatórias nas instituições de ensino superior resulta em dificuldades no aprendizado. A oferta da disciplina na modalidade optativa é apenas uma alternativa para complementar essa defasagem, porém, não consegue abranger e gerar interesse sobre o tema para todos os alunos. Tal deficiência na formação do aluno pode gerar repercussões diretas no despreparo do profissional para lidar com a morte de pacientes e de instituir práticas de cuidados paliativos. Como produto, está sendo elaborado um manual intitulado “Guia de Orientações para Profissionais de Saúde no Manejo dos Cuidados Paliativos em Ambiente Hospitalar”.Item ESTRATÉGIAS COLABORATIVAS COMO FERRAMENTAS PARA O ENSINO DE SEMIOLOGIA NEUROLÓGICA(2023-02-13) SARA PESSOA DE OLIVEIRA; Prof. Dr. Daniel Leite Portella; Prof. Dr. Daniel Leite Portella; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Profa. Dra. Marcia Bitar PortellaIntrodução: A elaboração do currículo acadêmico da graduação em medicina deve seguir as orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN). Dentre as competências específicas a serem desenvolvidas, é esperado que o graduado em medicina domine a técnica do exame físico, o que inclui a propedêutica neurológica. Objetivo: Avaliar a percepção dos alunos frente à estratégia colaborativa para o ensino de habilidade médicas em neurologia. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, quantitativa e descritiva, tipo aplicada, de campo, que avaliou percepção dos alunos frente à estratégia colaborativa para o ensino de habilidade médicas em neurologia. Utilizamos uma amostra não probabilística, composta por um grupo de 25 alunos do curso Medicina. O presente estudo seguiu todos os preceitos éticos. Resultados: Quanto à análise quantitativa, a etapa de envio de material para estudo prévio foi considerada importante pelos alunos e o conteúdo foi visto totalmente pela maioria deles. A etapa de aplicação da avaliação dos pares cranianos em duplas com o objetivo de aplicar na prática os conteúdos vistos nos materiais foi considerada importante ou muito importante pela maioria dos alunos. A etapa de discussão com a sala também foi considerada importante. Quanto à análise qualitativa, as respostas obtidas resultaram em três categorias temáticas, sendo elas: a metodologia ativa e a melhoria do processo ensino-aprendizagem; a exigência de maior dedicação e os desafios para o emprego da metodologia. Conclusão: As metodologias ativas são ferramentas úteis no ensino de semiologia neurológica. Produto: Foi a elaboração de um guia didático baseado na estratégia utilizada durante o desenvolvimento da pesquisa.Item FÁBULAS PARA LEMBRAR DE MIM: PEÇAS POÉTICAS INSPIRADAS EM NARRATIVAS DE PACIENTES COM CÂNCER(2021-08-31) José Carlos Malafaia Ferreira; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia, Profa. Dra. Amanda Costa Araújo (Coorientador(a)); Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Prof. Dr. Carlos Alexandre Felício Brito; Profa. Dra. Letícia Andrade da SilvaIntrodução: o conceito de dor total em Cuidados Paliativos implica atenção às dimensões biopsicossocial e espiritual de cada um. A dor de alguém com câncer incurável transcende sua dor física. Objetivos: implementar o ambulatório de anamnese ampliada e elaborar peças poéticas fictícias sobre os aspectos mais valiosos da vida de pacientes oncológicos, que estão sob cuidados paliativos. Metodologia: Fábulas para lembrar de mim é uma pesquisa qualitativa, prospectiva, exploratória, pautada na metodologia da Medicina Narrativa. A amostra, não probabilística, foi escolhida por conveniência, perfazendo o total de 16 sujeitos com câncer, sob cuidados paliativos, tratados no Centro Oncológico de São Caetano do Sul/SP. Um ambulatório dirigido, denominado Anamnese Ampliada, serviu de espaço para a coleta das narrativas de vida. Nesse ambulatório, duas entrevistas aconteceram para a coleta das narrativas: a primeira, onde o entrevistado foi instigado a produzir um relato de vida numa linha de tempo da sua infância até antes dos primeiros sintomas da doença. Na segunda entrevista, o paciente foi apresentado a uma obra artística consagrada e discorreu sobre o efeito que a obra lhe causou. As peças visam a exploração dos signos de cada conto pessoal, dilatando-os e/ou ressignificando-os. As peças, escritas e/ou performadas em vídeo, foram disponibilizadas em um canal do Youtube. Resultados: Dentre os 16 pacientes, seis tiveram suas narrativas transmutadas em peças poéticas. As histórias colhidas foram transcritas e analisadas, sendo identificadas as seguintes categorias: empatia, afeto, resiliência, cuidado, medo, confronto, espiritualidade, luta, pessoa com a doença e não a doença em si. O ser e estar como um contador de história (da sua história) que não teve sua doença como mote e, também, sem se tratar de uma análise de sua psiquê, além de ter uma atenção genuína da equipe, estreitou ainda mais os laços entre paciente e equipe. Considerações Finais: conhecer uma pessoa adoecida além da sua moléstia, iluminando suas subjetividades, registrando em seu prontuário médico também elementos de sua narrativa de vida anteriores à sua patologia, partindo dos seus afetos promotores da sua identidade só resvalada na anamnese clássica, pode tonificar condutas mais humanizadas e trabalhar a favor de uma relação médico-paciente que se beneficiará com o aguçamento da empatia por parte do médico, bem como do alunado, que inicia o seu contato com a prática de uma medicina humanizada.Item INTEGRALIDADE DO CUIDADO NO ENSINO SUPERIOR DOS CURSOS DA ÁREA DA SAÚDE(2022-08-29) Gabriel Netto Marquez de Siqueira; Rosamaria Rodrigues Garcia; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Profa. Dra. Sandra Regina Mota Ortiz; Profa. Dra. Ilma Pastana FerreiraIntrodução: apesar dos avanços no ensino superior em saúde, ainda predominam os currículos tradicionais, fragmentados, em que se valoriza a especificidade, a especialidade, dificultando o olhar interdisciplinar do cuidado e a atuação em equipe, mesmo que as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos na área da saúde preconizem a formação integral e integrada. Objetivo: desenvolver uma tecnologia educacional com o intuito de contribuir na orientação dos docentes a trabalharem a temática integralidade na área da saúde, a partir das percepções de graduandos de uma universidade municipal. Metodologia: estudo prospectivo, transversal, descritivo, de abordagem quantitativa, com amostra não probabilística, selecionada por conveniência, sendo incluídos alunos matriculados nos últimos dois semestres dos cursos de graduação em Educação Física, Farmácia, Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Odontologia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Foi aplicado de forma remota um instrumento com questões objetivas sobre conceitos de integralidade, clínica ampliada, interdisciplinaridade, ministrados ao longo da graduação. Além disso, havia uma autoavaliação sobre competências desejáveis para o exercício de atividades no contexto interdisciplinar do cuidado. A partir da análise desses resultados foi criado um guia de boas práticas, denominado “Guia de Boas Práticas de Ensino de Integralidade na área da saúde”, onde há a parte teórica relacionada com o tema central e atividades que podem promover um melhor aprendizado dos discentes em relação ao tema, com base em metodologias ativas. Resultados: participaram 133 estudantes, sendo 36 homens e 97 mulheres. Verificou-se que 69,6% afirmaram que os conceitos de integralidade e clínica ampliada foram tratados frequentemente ou com muita frequência durante o curso; 71,4% presenciaram ou tiveram contato com práticas interdisciplinares na graduação. Observou-se que 83 alunos (62,4%) responderam que estariam preparados para trabalhar em equipes interdisciplinares; 50 participantes (37,6%) responderam que não se sentiriam preparados. Entre 15 e 20% dos participantes se sentem pouco capazes ou incapazes de trabalhar em equipe; respeitar a opinião dos colegas; contribuir positivamente nas discussões e tarefas; favorecer a participação de colegas nas discussões; e de ter flexibilidade diante de conflitos e discordâncias. Considerações Finais: os achados apontam para a necessidade de revisão das práticas de ensino em saúde relacionadas à atuação interdisciplinar, evidenciando que apesar das diretrizes preconizarem a formação generalista e integrada, ainda há discentes que se sentem despreparados e incapazes de atuar em equipe, sendo imprescindível reforçar princípios do cuidado integral e interdisciplinar, valorizando a atuação em equipe.Item O PROCESSO DE ENCAMINHAMENTO DE PACIENTES DA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE A UM SERVIÇO ESPECIALIZADO EM CIRURGIA VASCULAR DE UM MUNICÍPIO DE MÉDIO PORTE(2023-02-27) Tamara Marques Ziliotto; Prof. Dr. Celso Machado Júnior; Prof. Dr. Celso Machado Júnior; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Profa. Dra. Helena Akemi Wada WatanabeIntrodução: O conjunto de Doenças Vasculares (DV) é a principal causa de morte no mundo e no Brasil. No entanto, diante do número elevado de casos de DV e da necessidade de tratamento, o atendimento ofertado pelo SUS possui entre suas limitações a dificuldade de conceder ao usuário o acesso à consulta especializada. Objetivo: analisar a percepção dos médicos que atuam na atenção primária sobre o processo de regulação de pacientes com diagnóstico de doenças vasculares para o serviço especializado de cirurgia vascular (CV). Metodologia: Caracteriza-se como pesquisa exploratória, descritiva, com abordagem qualitativa e de natureza aplicada. A pesquisa foi realizada junto a 10 médicos que atuam nas unidades de saúde do município do interior do Paraná. Resultados: Sobre conhecer as consultas com especialistas por parte dos pacientes de seu território adscrito, maioria indicou não conhecer. Indicaram a dificuldade de encaminhamento para atenção especializada, e para CV. Houve ainda o alerta de que exames e procedimentos da CV são mais caros, dificultando ainda mais o fluxo de atendimento e o tempo na fila de espera. Todos entendem ser necessária a melhoria do processo de regulação do município. Como produto, foi elaborado um manual ilustrativo para encaminhamentos aos serviços de CV por profissionais médicos de toda Rede de Atenção Básica do Município. Conclusões: Notou-se que ainda existem lacunas no processo de encaminhamento para especialidades, e em especial aqui a CV, muitos não compreendem suas atribuições dentro de equipe de saúde da família e não têm realizado o processo de referência e contrarreferência.Item ORIENTAÇÃO PARENTAL NOS TRANSTORNOS MOTORES DE FALA: UMA ANÁLISE DA PRÁTICA CLÍNICA DE FONOAUDIÓLOGOS E ELABORAÇÃO DE GUIA PRÁTICO(2022-08-25) Cristina Esteves; Sandra Regina Mota Ortiz; Profa. Dra. Sandra Regina Mota Ortiz; Profa. Dra. Rosamaria Rodrigues Garcia; Prof. Dr. José Roberto da Silva JuniorNa atuação fonoaudiológica infantil, junto ao diagnóstico de transtornos motores da fala, é importante desenvolver uma relação de parceria e colaboração terapêutica com a família. A adesão dos familiares às orientações tem como objetivo promover uma prática extra ao contexto clínico e poderá oferecer um impacto substancial no sucesso do tratamento. Diferentes estudos na América do Norte e Europa têm relatado que as abordagens indiretas, dentro das terapias de linguagem, têm sido cada vez mais empregadas e a intervenção direta costuma ser restrita a casos mais graves de Transtornos dos Sons da Fala. É importante que compreendamos mais profundamente a prática colaborativa com os pais, como ela pode ser alcançada e como pode impactar os resultados. Objetivo: Este estudo objetivou compreender como a orientação parental fonoaudiológica nos transtornos motores de fala acontece na prática, assim como a elaboração de um guia prático com o intuito de auxiliar nas práticas educacionais dentro do tratamento de transtornos motores de fala e na prática clínica dos profissionais de fonoaudiologia. Método: Os 95 fonoaudiólogos preencheram um questionário online, desenvolvido exclusivamente para esta pesquisa. O questionário foi elaborado na plataforma Google Forms TM; com questões objetivas, para investigar desde os dados demográficos, incluindo questões sobre a prática clínica fonoaudiológica e conhecimentos sobre os Transtornos Motores da Fala (TMF), até sobre quais os instrumentos utilizados para efetivar a orientação parental. O questionário ficou aberto durante 45 dias e o convite foi realizado através de redes sociais. O tempo médio empregado para responder este questionário foi de 10 minutos. O estudo caracteriza-se por ser do tipo exploratório, transversal, descritivo, quantitativo. Para a análise, após sua finalização, os dados dos sujeitos foram tabulados individualmente e assim passaram por tratamento estatístico e descrição quantitativa. Posteriormente os dados foram selecionados e submetidos à análise de correlações entre os itens (coeficiente de correlação de Pearson). Resultados: foi possível verificar que 97,9% dos profissionais que realizam o tratamento de TMF na infância utilizam a orientação parental. Considerações Finais: Com os dados da pesquisa, ficou evidente que a intervenção fonoaudiológica brasileira, representada neste estudo, têm utilizado os mesmos referenciais teóricos em TMF de autores internacionais.