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Item A CRISE DA REGIÃO CACAUEIRA E OS DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL(2010-03-24) Marcio Ceo dos Santos; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Antônio Carlos Gil; Marco Antônio Carvalho TeixeiraEste trabalho se propôs a construir uma teoria substantiva acerca da crise cacaueira fundamentada nas percepções manifestadas por sujeitos locais da Região Ilhéus-Itabuna, sob a ótica da teoria Grounded Theory. Como referência para o estudo foi entrevistados sujeitos que vivenciaram esta transformação nas cidades de Ilhéus e Itabuna consideradas como centros econômicos dessa microrregião no Sul da baiano. A pesquisa surge com o questionamento: Como os sujeitos locais de Ilhéus - Itabuna constroem a realidade da crise econômica da região cacaueira? Para tanto, buscou-se compreender como estes sujeitos percebiam o fenômeno da crise, de modo a elaborar uma concepção teórica com base em 17 entrevistas de sujeitos de vários segmentos do território estudado, incluindo empresários, sindicalistas, agricultores, representantes da sociedade civil organizada e de um órgão de pesquisas do governo Federal. A concepção teórica elaborada da emergência dos dados define como categoria central: ENTENDENDO E REINVENTANDO O LOCAL; ADEQUAÇÃO À NOVA REALIDADE. Essa categoria é sustentada por oito subcategorias que são: revendo o passado, encarando as dificuldades, mudando o local, sofrendo impactos da mudança, articulando o processo da mudança, mantendo resquícios e, criando perspectivas. Esta concepção indica que o local estudado passa por um processo de transformação impulsionado pela crise econômica da lavoura cacaueira. Porém, este processo de mudanças sofre influências do seu passado por meio da sua cultura e modelo de gestão tradicional. Apresenta um lugar que enfrenta as dificuldades para conseguir superar seus problemas, e as reações de seus sujeitos quanto à crise, pois alguns sucumbem, enfrentam ou cedem espaço para outros sujeitos. São mostradas as transformações percebidas no lugar e os impactos que estas mudanças causaram, a exemplo das relações de trabalho, além das indicações de incipiência nas articulações entre os principais agentes do processo de mudança na região.Item A DIFUSÃO DA AGENDA DO TRABALHO DECENTE DO BRASILMagda Sales Pinho; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Wilson Amorim; Antonio Carlos Gil; Luis Paulo BrescianiA presente dissertação procura demonstrar como está acontecendo a disseminação da Agenda do Trabalho Decente no Brasil. Trata-se de um conceito novo, originado na preocupação da OIT - Organização Internacional do Trabalho com a crescente precarização da força de trabalho que está acontecendo nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento, em decorrência da globalização que se intensifica. Foi realizada uma análise exploratória que utilizou de pesquisa bibliográfica, tomando como base as agendas Hemisférica e Nacional do Trabalho Decente e a Agenda Baiana do Trabalho Decente. Também foram realizadas entrevistas com representantes de atores sociais e políticos das Regiões Metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte, territórios com ações convergentes ao conceito do Trabalho Decente, mas que ainda não possuem ainda uma agenda estruturada que favoreça a legitimidade da aplicação, além do governo da Bahia, que já possui uma agenda própria com ações bem direcionadas no sentido de melhorar as condições de trabalho naquele estado. Um ponto forte identificado na pesquisa revela a necessidade de intensificação da aplicação do Diálogo Social para que a agenda seja viabilizada. A intensificação da disseminação do conceito é fundamental para que as dúvidas e inconsistências possam ser dirimidas e os objetivos integrados. Desta forma os atores podem adquirir visão mais abrangente e perceberem que muito do que já fazem localmente segue ao encontro do que está estabelecido como objetivo estratégico da agenda. Neste caso também, a academia pode assumir uma papel de mediadora deste relacionamento. Outro aspecto de fundamental importância revela que a implantação da agenda se desdobra em desenvolvimento regional como resultado para aqueles que se dispõem a correlacionar o alcance destes resultados. Todavia, o alcance desse desdobramento implica evidente esforço em compatibilizar e integrar ações de estímulo ao trabalho decente com políticas específicas de desenvolvimento regional.Item A DINÂMICA DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DO MEIO OESTE CATARINENSEAntonio Marcos Prestes de Oliveira; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Peter Kevin Spink; Leonel Mazzali; Luis Paulo BrescianiEsta pesquisa busca caracterizar o desenvolvimento regional do Meio Oeste Catarinense no período entre 1990 e 2008, identificando o papel dos atores locais bem como a relevância da agroindústria para a região. Tendo como base os indicadores econômicos e sociais da região e, em contrapartida, o êxodo populacional e as precárias alternativas econômicas que surgiram durante o período pesquisado, buscou-se responder à seguinte questão: "Que papel os atores locais - públicos e privados - desempenharam na trajetória de Desenvolvimento Econômico Local / Regional (DEL/R) e quais ações impulsionaram essa trajetória no período de 1990 a 2008, sob o ponto de vista dos próprios atores locais?" Esta foi uma pesquisa qualitativa e de caráter exploratório, com delineamento baseado no estudo de caso incorporado. Para que fosse possível obter as informações necessárias, utilizou-se um roteiro de entrevistas, respondido por 13 atores locais, classificados em duas categorias de município (mais beneficiados e menos beneficiados pela dinâmica de desenvolvimento da região) e em três categorias de atores (Mercado, Sociedade e Governo). Em relação ao papel dos atores locais para o desenvolvimento da região, a conclusão do estudo aponta para sua grande dificuldade de articulação. Já em relação às ações para o desenvolvimento regional, percebe-se que há iniciativas por parte dos atores locais, mas estas tornam-se incipientes pela fragilidade da cooperação entre os mesmos. Percebe-se também que o desenvolvimento da região do meio Oeste Catarinense (MOC) está ancorado na grande agroindústria - carro-chefe da economia regional - e só na região em função de interesses pessoais específicos e imediatos. A região busca alternativas, visando diminuir a dependência econômica em relação à atividade principal. A grande maioria dos atores reconhece sua importância e, ao mesmo tempo, a necessidade de novas alternativas para o desenvolvimento regional, cuja criação dependerá diretamente de sua própria capacidade de atuação e cooperação.Item A EXPANSÃO HOTELEIRA NA CIDADE DE SANTO ANDRÉMaria de Lourdes Peixoto Xavier; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Priscila Ferreira Perazzo; Ricardo Ricci UvinhaPara enfrentar os desafios da desocupação de espaços esvaziados pela evasão de algumas empresas, a cidade de Santo André optou por um projeto ousado de reurbanização, o Projeto Eixo Tamanduatehy. Sob esta perspectiva de reurbanização de espaços, surgiram novas oportunidades de investimentos e dentre elas a expansão do setor hoteleiro, iniciado a partir dos anos 2000. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores que possibilitaram esta expansão. As articulações do poder público e da iniciativa privada que influenciaram na tomada de decisão. Concluiu-se que as estratégias adotadas por uma liderança visionária na cidade de Santo André, resultaram em quatro novos empreendimentos hoteleiros e aumentaram a perspectiva de crescimento do turismo de negócios na região.Item A GUARDA MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ E A AMPLIAÇÃO DE SUAS ATRIBUIÇÕES(2005-11-18) Heleni Barreiro Fernandes de Paiva Lino; Profª. Drª. Priscila Ferreira Perazzo; Regina Célia Peoso; Luis Paulo Bresciani; Priscila F. PerazzoA oferta de uma segurança pública democrática que atenda aos imperativos das atuais formas de exercício da cidadania, vem trazendo para o poder local a consciência de que uma parte expressiva dos instrumentos úteis e indispensáveis ao provimento da segurança pública estão sobre o controle do município, tendo a guarda municipal papel preponderante nas ações de segurança pública. A proposta desse trabalho é verificar a Guarda Civil Municipal de Santo André, denominação civil acrescida à corporação no ano de 2001, por meio da percepção de seus agentes, do poder local, e, suas relações com a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Com suas atividades limitadas, ainda que propostas de ampliação estejam em discussão, as Guardas Municipais terminam por experimentar identificação com os modelos vigentes de polícia, e, com a cultura prevalecente. Nesse sentido, a pesquisa pretendeu aprofundar o conhecimento da realidade existente na Guarda Civil Municipal de Santo André, e trazer à tona a diversidade entre a identidade instituída e a identidade instituinte, seu despreparo para o exercício de novas atribuições, as incertezas do gestor local sobre as atuais e futuras funções da corporação em face das formulações pretendidas pelo Sistema Único de Segurança Pública.Item A PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA COMO INSTRUMENTO PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO COMPONENTE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DA POLÍTICA PÚBLICA DE SANEAMENTO BÁSICORuth Candida de Lima Guastalle; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Silvio Augusto Minciotti; Jeroen Johannes KlinkEste estudo procurou conhecer os elementos que podem dificultar ou facilitar a utilização da parceria público-privada como ferramenta na implementação do componente esgotamento sanitário da Política Nacional de Saneamento Básico. Para isso foi realizada pesquisa documental em dois municípios paulistas que celebraram contratos de PPP para ampliação da rede coletora, construção de estações elevatórias e de tratamento com a finalidade de universalizar a coleta e tratamento do esgoto coletado. O elemento que dificultou a utilização da PPP foi a capacidade técnica dos parceiros públicos nos aspectos relativos à modelagem e gestão do projeto. Entretanto, em um dos municípios estudados, observou-se que essa dificuldade foi minimizada pelo trabalho da Agência Reguladora, em sua atuação como agente normatizador e fiscalizador da PNSB. O elemento que facilitou a utilização da PPP foi a introdução de tecnologias inovadoras pelo parceiro privado.Item A RUA JURUBATUBA: UMA ANÁLISE SOBRE O COMÉRCIO DE MÓVEIS(2006-11-21) Humberto Fascini; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Doutor Sérgio Crispim; Doutora Flávia Luciane ConsoniO presente trabalho tem por objetivo caracterizar as lojas do comércio de varejo de móveis da Rua Jurubatuba, em São Bernardo do Campo. Esta caracterização, juntamente com fontes documentais, ajudará a verificar quais foram as transformações sofridas pelo varejo de móveis da Rua Jurubatuba, uma vez que a indústria moveleira teve acentuada redução na cidade e que as lojas passaram a revender produtos de outros pólos moveleiros, principalmente do sul do país. Desta forma a pesquisa se caracteriza com um levantamento por ser o delineamento mais indicado para alcançar os objetivos propostos. Como técnicas de levantamento de dados, foi utilizado o levantamento bibliográfico e documental, o formulário com questões fechadas e a observação do pesquisador. Os resultados da pesquisa permitiram verificar que as lojas formam um cluster de varejo, e que houve alteração quanto à origem dos móveis, pois foi constatado que a revenda de produtos é predominante.Item AS OPERÁRIAS DO ABC REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA, RELAÇÕES DE GÊNERO E PARTICIPAÇÃO SINDICAL FEMININA NOS ANOS 1990(2005-07-11) Ivete Garcia; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Priscila Ferreira Perazzo; Ângela Maria Carneiro de AraújoO estudo apresenta as características da participação política das mulheres no movimento sindical e investiga sua participação nas instâncias de organização e direção com foco em três categorias do ramo profissional: Metalúrgico, químico e de vestuário. A escolha da Região do Grande ABC como cenário da pesquisa se justifica pelo seu peso econômico e político - berço do "novo sindicalismo" e de movimentos sociais que contribuíram no processo de redemocratização do País. Procuramos identificar as possibilidades e os limites do debate das relações de gênero e sua articulação com as propostas do movimento de mulheres e com o feminismo no interior dos sindicatos. Pesquisamos também as cláusulas dos acordos coletivos, as reivindicações das trabalhadoras e as estratégias de ampliação da participação feminina no movimento sindical. O pano de fundo desta pesquisa são as transformações no mundo do trabalho mediante a reestruturação e as mudanças nos processos de trabalho e suas consequências para o trabalho feminino. Partindo de bases teóricas, dados estatísticos e documentais e de um diálogo com as experiências de lideranças sindicais que vivenciaram esse processo, a pesquisa enfoca, portanto, a inter-relação entre os novos modelos produtivos e as relações de gênero na conquista de novos direitos no mundo do trabalho.Item AS VANTAGENS COMPETITIVAS PERCEBIDAS PELOS EMPRESÁRIOS PARTICIPANTES DO PROJETO APL PLÁSTICOS DA REGIÃO DO GRANDE ABC(2008-12-08) Regiane Balestra Vieira; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Sergio Crispim; Eduardo de Lima CaldasA ênfase deste trabalho é o estudo das interações entre os vários elementos do sistema regional do Grande ABC, traduzidas em ações que objetivam a criação de vantagens competitivas, e por consequência o aumento da competitividade das 51 empresas participantes do projeto APL Plásticos, sob a coordenação da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. O foco da investigação partiu da seguinte questão: as estratégias elaboradas e as ações implementadas no projeto APL Plásticos do Grande ABC se convertem em vantagens competitivas percebidas pelos empresários das MPMEs que o constituem? Para tanto foi necessário verificar se e como é percebida a aquisição de vantagens competitivas pelos empresários das MPMEs participantes do projeto. O estudo traz como resultado a avaliação de um conjunto de dezoito ações, distribuído em quatro diretrizes estratégicas macros, e revela que, na atual fase do projeto, as vantagens competitivas efetivamente percebidas pelos empresários são resultantes presumíveis das concepções estratégicas elaboradas e ações implementadas, e reflexos dos ajustes na competitividade empresarial individual, porém, não estão relacionadas com o ganho coletivo da eficiência, pressuposto conceitualmente, e muito menos, com a competitividade sistêmica. Sob a ótica da regionalidade, as vantagens competitivas percebidas pelos empresários demonstram a tímida contribuição desta ação regional, estabelecida no 4o. Eixo Estruturante (EE4 - Diversificação e Fortalecimento das Cadeias Produtivas) do Planejamento Regional Estratégico do Grande ABC. Pode-se afirmar que o projeto, apesar de seguir um modelo teórico com características idênticas à de um distrito industrial italiano, está longe do alcance dos condicionantes para o empreendedorismo coletivo, e em consequência, não consegue transformar as potencialidades regionais em vantagens efetivas para as MPMEs e para o setor do plástico, condição sine qua non para o desenvolvimento socioeconômico desejado pela região.Item BALCÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR: AVALIAÇÃO DO INSTRUMENTO PARA INSERÇÃO COMPETITIVA DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO COMÉRCIO INTERNACIONAL E SUA CONTRIBUIÇÃO AO DESENVOLVIMENTO REGIONAL(2008-02-27) Ednaldo Soares; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Fábio Lotti Oliva; Roberto Carlos BernardesA presente pesquisa trata-se de um estudo de caso sobre o Balcão de Comércio Exterior - mecanismo criado pelo Banco do Brasil para inserção de pequenas e médias empresas no comércio internacional, possibilitando pequenas exportações, em quantidade e valor, contratadas através da rede mundial de computadores (Internet). Apesar do "site" do Balcão incluir empresas de micro, pequeno e médio portes localizadas nas mais diversas regiões do País, esta pesquisa restringiu-se à região do ABC Paulista, com o propósito de verificar a efetividade do mecanismo para inserir no mercado global organizações desses portes, ali sediadas. A metodologia aplicada no estudo deste caso utilizou-se de entrevistas com representantes de empresas incluídas no Balcão, com alguns funcionários do Banco do Brasil e com outros indivíduos ligados a entidades de classes empresariais ou a instituições voltadas para o comércio internacional, bem como se valeu de dados oficiais. A análise desses dados conduziu à conclusão de que, na região do ABC Paulista, no período de tempo delimitado pela pesquisa (01/2003 - 08/2006), o mecanismo denominado Balcão de Comércio Exterior alcançou baixo nível de efetividade com relação ao propósito para o qual foi criado. Para o fraco desempenho, aponta-se uma hipótese muito provavelmente crucial e dão-se sugestões visando possíveis melhorias.Item CLUSTERS DE SOFTWARE NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE A FORMAÇÃO DAS AGLOMERAÇÕES REGIONAIS DE CAMPINAS E BLUMENAUFernando Semenzato; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Silvio Augusto Minciotti; Gabriela ScurA atividade industrial e o desenvolvimento econômico de uma região podem ser beneficiados pela concentração de determinadas atividades em sistemas produtivos locais, como os sistemas do Vale do Silício na Califórnia e da indústria automobilística na região do Grande ABC paulista. Também chamados de clusters ou de aglomerações, esses sistemas são importantes nas áreas de Tecnologia de Informação e de desenvolvimento de softwares, onde são observados clusters constituídos tanto dentro quanto fora do Brasil. Ao estudar este importante tema, o presente estudo investigou quais os fatores determinantes para a formação das aglomerações regionais de empresas de software no Brasil. Partindo de duas análises preliminares que identificaram os doze clusters regionais dessas empresas no Brasil e os principais fatores de formação desse tipo de cluster, tanto em escala nacional como internacional, a pesquisa utilizou uma metodologia descritiva de abordagem qualitativa para descrever e analisar o conjunto dos fatores existentes na formação de duas relevantes aglomerações brasileiras de empresas de software: Campinas e Blumenau. Através de uma estratégia multimétodos, os dados foram coletados por levantamento bibliográfico, através de pesquisa documental e da realização de entrevistas com um painel de especialistas, sendo em seguida tratados e analisados através da técnica de análise de conteúdo, e do cruzamento das informações. O objetivo geral do estudo foi alcançado com a identificação tanto dos fatores existentes no período de formação desses dois clusters quanto quais deles foram os mais relevantes, além das semelhanças e diferenças na formação de cada um. Destacaram-se principalmente os fatores força de trabalho qualificada e relevante atuação de universidades.Item COOPERATIVAS DE CRÉDITO MÚTUO NO CONTEXTO DO SISTEMA FINANCEIROAntonio Guerra Junior; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Luis Paulo Bresciani; José Carlos MarionAs cooperativas de crédito desempenham um reconhecido papel na realização de investimentos produtivos, reorganização da produção e incentivo à poupança, de modo que as suas contribuições no corolário das políticas de crescimento econômico e de redução da pobreza tornaram-se presentes, com bastante força, em diversos países. O fato de proporcionarem acesso ao crédito e aos serviços financeiros adequados àqueles à margem das instituições financeiras bancárias, conforme destacam HOLLIS & SWEETMAN (1998) consistiram na principal razão para o surgimento do movimento do cooperativismo de crédito, já desde o século XIX na Europa. Na verdade, esta continua sendo uma forte razão para a constituição das experiências do cooperativismo de credito, conferindo-lhe uma existência sempre atual. Com efeito, as cooperativas de crédito estão presentes entre soluções preconizadas pelas instituições de fomento nos países emdesenvolvimento, como descritas em WENNER (2001) e CARTER et al. (2004), sempre visando à redução de desigualdades e pobreza. Todavia, incluídas no contexto do "comércio invisível" – denominação empregada por GIDDENS (1998, p.75) para os serviços e as finanças, as cooperativas de crédito são moldadas também pelos fenômenos contemporâneos como a globalização, integração econômica, desregulação, avanços da tecnologia da informação. Assim, compreender a importância do cooperativismo de crédito na contemporaneidade, sob o ponto de vista do Sistema Financeiro Nacional, significa, essencialmente, desvelar as dinâmicas que essas cooperativas são capazes de instituir no mercado de crédito. Com esse intuito pretendeu-se pesquisar, identificar e analisar a importância das cooperativas de crédito mútuo no contexto do Sistema Financeiro através dos resultados das seguintes ações: a) Mapeamento do funcionamento das cooperativas de crédito mútuo; b) Comparação do seu funcionamento com as instituições financeiras; c) Mapeamento do grau de atuação das cooperativas de crédito mútuo no Sistema Financeiro e d) Identificação das possíveis influências no desenvolvimento econômico, social e regional. Para tanto, foram utilizadas a pesquisa bibliográfica e documental, além de uma entrevista com o Diretor Presidente da Cooperativa Central, para uma melhor análise do contexto brasileiro. Os resultados obtidos após este estudo foram a verificação da efetiva importância do funcionamento das cooperativas de crédito mútuo em todos os Estados brasileiros e sua contribuição junto ao sistema financeiro nacional, obtendo os seguintes resultados: que a Cooperativa de Crédito Mútuo é uma instituição de sucesso desde que sua autogestão seja compartilhada, premissa da nova administração; que a Cooperativa de Crédito Mútuo, embora não participe diretamente no Sistema Financeiro Nacional, o faz por meio de sua Cooperativa Central; que cabe à Cooperativa Central o exercício de atividades especificas ordenadas pelo Banco Central do Brasil e que, na opinião do Presidente da Cooperativa Central, há uma administração correta de autogestão das cooperativas associadas.Item DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL NOGRANDE ABCPAULISTA:ANÁLISE DAS CONTRIBUIÇÕES DE UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA BRASILEIRA(2011-07-02) Nelson Corrêa de Oliveira Júnior; Profª. Drª. Raquel da Silva Pereira; Raquel da Silva Pereira; Dagmar Silva Pinto de Castro; Luis Paulo BrescianiEste trabalho proporcionou uma reflexão acerca das contribuições dos planos de desenvolvimento regional sustentável (DRS) do Banco do Brasil (BB) à região do Grande ABC por meio da análise dos planos disponibilizados pela instituição em documentos e website, bem como pelas entrevistas realizadas junto aos stakeholders dos planos. Procedeu-se à pesquisa bibliográfica onde os conceitos de desenvolvimento, desenvolvimento regional, desenvolvimento sustentável e desenvolvimento regional sustentável são discutidos e detalhados. Em seguida, procedeu-se à pesquisa documental, a qual permitiu uma verificação acerca dos dados dos planos no país e na região do Grande ABC, bem como forneceu subsídios à definição dos stakeholders entrevistados na pesquisa. A metodologia adotada foi a pesquisa exploratória cujo objetivo concentra-se na melhor compreensão e familiarização do pesquisador com o assunto tratado. Verificou-se que os planos DRS na região do Grande ABC ainda carecem de novas parcerias e ações que possam alavancar seu desenvolvimento; a necessidade de um maior acompanhamento, controle e disseminação dos conceitos de DRS por parte do Banco do Brasil; percebeu-se a preocupação em se estabelecer parcerias estratégicas, porém ainda sem a participação da academia de forma mais constante; por fim, entende-se que o Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasilna região do Grande ABC, quanto às suas contribuições sociais, ambientais culturais e econômicas ainda não pode ser considerada uma iniciativa que possua impactos expressivos, mas trata-se de uma forma de se buscar meios e parcerias para a formulação de iniciativas locais e regionais de desenvolvimento.Item DESENVOLVIMENTO REGIONAL, INOVAÇÃO, COOPERAÇÃO E RELAÇÕES ENTRE EMPRESAS: UM ESTUDO SOBRE O PROJETO APL METALMECÂNICO DO GRANDE ABC(2010-03-29) Marcos Eduardo Zambanini; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Leonel Mazzali; Leda GitahyCom as crises econômicas dos anos 1980/1990 e a abertura do mercado nacional, as empresas brasileiras passaram a operar em cenário de acirrada concorrência internacional, o que resultou em um movimento de reestruturação produtiva da indústria nacional em busca de maior competitividade. As barreiras de acesso ao crédito e à capacitação tecnológica que afetam as micro e pequenas empresas (MPE) fizeram com que algumas destas buscassem se organizar e se inserir em Arranjos Produtivos Locais (APL), que possuem como principal objetivo a cooperação entre as empresas, tornando-as competitivas e com o alcance de capacidades que individualmente não possuíam. Assim, o principal objetivo deste trabalho foi analisar como se configuram os processos de inovação, de cooperação e as relações entre as empresas participantes do Projeto APL Metalmecânico do Grande ABC. Os principais resultados, obtidos através de entrevista com três gestores do Projeto e 12 empresários participantes, foram que este Projeto ainda não caracteriza um arranjo produtivo local no rigor do conceito, e tem alcance e representatividade regional ainda limitados seguindo, porém, uma evolução clara e interessante. As empresas participantes deste Projeto APL possuem entre si grande sinergia e confiança, passo importante para o sucesso de um grupo como esse. A inovação destas empresas é ditada principalmente pelo mercado em que atuam e pela forma de inserção de cada empresa, normalmente seguindo as regras de grandes clientes, onde a aquisição de novos equipamentos é considerada como uma das principais fontes de mudança. A participação neste Projeto APL faz com que as empresas cooperem, troquem informações e, em alguns casos, serviços, e que os treinamentos e palestras recebidos são de importância fundamental para a capacidade de gestão destas empresas. Por meio do trabalho em grupo empresarial, vislumbram novos mercados, praticamente inacessíveis quando isoladas. Desta forma, a aproximação com universidades, entidades técnicas e associativas, centros de pesquisa e governos tende a impulsionar este Projeto APL e, como consequência, viabilizar a formação de um círculo virtuoso de melhoria da competitividade, novos produtos, geração de empregos e tributos, novos investimentos e, desta forma, participar significativamente da transformação e do desenvolvimento regional.Item DISPARIDADES REGIONAIS DO ABC: OS LIMITES DO DESENVOLVIMENTO EM RIO GRANDE DA SERRA(2010-05-28) Maria Rita Serrano; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Leonel Mazzali; Nadia SomekhO presente trabalho busca contribuir para o entendimento dos motivos que promoveram o crescimento desigual do Município de Rio Grande da Serra, quando comparado a outros Municípios da Região do Grande ABC. É efetuado o resgate histórico de fatores que determinaram tanto os limites geográficos quanto o desenvolvimento social, político e econômico da Região. Por meio de indicadores socioeconômicos, bem como índices de desenvolvimento humano, busca-se entender o porquê do crescimento populacional não acompanhar o crescimento econômico, mesmo diante de renovados esforços para que isto se concretizasse. Por fim, nos resta ratificar a existência de desigualdades na referida região, ressaltando, contudo, o potencial do Município para entrar de forma definitiva na rota do crescimento. O que falta, conforme demonstrado na conclusão do trabalho, é uma visão mais abrangente de futuro e ousadia do poder público para que isto ocorra.Item ESCOLAS DE GOVERNO E A CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS: ESTUDO DE CASO SOBRE O INSTITUTO MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (IMAP) DE CURITIBA(2021-11-26) Pedro Henrique Fabri Zanini; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Silvio Augusto Minciotti; Regina Silvia Viotto Monteiro PachecoA qualificação do servidor público tornou-se um tema recorrente nas discussões sobre os processos de inovação no serviço público e modernização das funções do Estado, sendo as Escolas de Governo estruturas relevantes no processo de capacitação e qualificação perante os desafios contemporâneos da Administração Pública. Partindo desse princípio, o objetivo deste trabalho foi analisar e descrever como atuam as Escolas de Governo Municipais nos processos de qualificação e capacitação de servidores públicos, com base na investigação do Instituto Municipal de Administração Pública, vinculado à Prefeitura de Curitiba. Para isso, realizou-se uma pesquisa de caráter qualitativo, configurando-se exploratória quanto ao tema investigado e descritiva em relação ao estudo de caso. Como procedimentos de pesquisa, utilizou se levantamento documental, pesquisa bibliográfica, entrevistas focalizadas com gestores e funcionários da escola e um instrumento de coleta com questões abertas a partir da ótica de alunos do Instituto. Os resultados permitiram identificar que o Instituto possui caráter autárquico e status de secretaria, é parte integrante da Administração Direta do Munícipio, tem orçamento próprio e atua no processo de capacitação profissional de servidores através da oferta de cursos, oficinas e palestras não só para os servidores da capital paranaense, mas também da Região Metropolitana de Curitiba. A pesquisa contribui de forma original ao focalizar a pauta da qualificação profissional de servidores públicos com Escolas de Governo Municipais, podendo auxiliar gestores públicos na elaboração e execução dos planos de governo.Item FORTALECIMENTO E FRAGMENTAÇÃO DO CINTURÃO VERDE DO ALTO TIETÊ: PERSPECTIVAS SOBRE A ATIVIDADE AGRÍCOLA DA REGIÃOGeison Cantarelli Muniz de Queiroz; Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani; Luis Paulo Bresciani; Raquel da Silva Pereira; Luiz Silvério SilvaO Cinturão Verde do Alto do Tietê é um fenômeno reconhecido pela sua importância agrícola e como um dos pilares econômicos da região. A pesquisa demonstra que à medida que a urbanização ocorre o setor agrícola é forçado, por sobrevivência, a se tornar mais eficiente e flexível as novas realidades territoriais. Por outro lado aumenta a importância do Cinturão Verde, pois o seu significado passa também a ser sinônimo de preservação do meio ambiente, área de proteção de mananciais e produção de água. A população pesquisa compreendeu os membros titulares do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Mogi das Cruzes, e foram divididos em dois grupos, de um lado os gestores públicos, dos sindicatos e instituições de apoio as atividades agrícolas e de outro lado os produtores rurais através de seus respectivos representantes. Através da análise do projeto Lupa pode-se concluir que houve aumento no número de propriedades rurais (UPA's), entretanto a atividade ainda é identificada como um setor de captação de trabalho não qualificado, o que se comprova através das entrevistas com os representantes dos produtores locais. Os principais resultados obtidos da pesquisa demonstram que os maiores problemas são a falta de união entre os produtores, a dificuldade na adaptação de leis do meio ambiente, a capacidade de gestão dos produtores, e obstáculos na obtenção de financiamentos. Há esforço público, dos candidatos e das instituições de apoio, porém ainda percebe-se um distanciamento destas instituições junto aos produtores rurais. As políticas públicas não reconhecem as diferentes modalidades agrícolas, simplificando-as em agricultura familiar e agricultura de commodities, e entre uma realidade e outra há uma enorme diferença que exclui praticamente a totalidade da condição dos produtores rurais do Alto Tietê.Item GESTÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DA REGIÃO DO GRANDE ABC PAULISTA(2023-06-21) Simone Maria Mozelli da Silva; Profa. Dra. Raquel da Silva Pereira; Raquel da Silva Pereira; Luis Paulo Bresciani; Antônio Busnardo FilhoA presente pesquisa de dissertação teve como objetivo verificar de que forma os gestores das escolas públicas e privadas de Ensino Fundamental da Região do Grande ABC Paulista estão inserindo a Educação Ambiental em seu currículo e como a gestão pública escolar administra esse processo. Trata-se de uma pesquisa que se utiliza de publicações dos últimos dez anos para a realização da revisão da literatura, assim como publicações remanescentes que implicaram as questões enfrentadas atualmente, compiladas por meio de dissertações de mestrado, livros e artigos científicos em periódicos acessados pelos bancos de dados Web of Science, Scielo e Google Acadêmico. Trata-se de pesquisa de abordagem qualitativa e de natureza exploratória. O levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental e de entrevistas com gestores das escolas. Utilizou-se de análise de conteúdo como forma de análise de dados. Os dados analisados permitem concluir que, apesar de as escolas implantarem projetos e ações de Educação Ambiental, a compreensão sobre políticas públicas relacionadas ao tema, assim como sobre a abrangência e a relevância da implantação dessas ações no Ensino Fundamental, é algo que requer maior aprofundamento das equipes gestoras e do corpo docente, para que se possa atingir os objetivos propostos pela Educação Ambiental.Item GESTÃO DO CONHECIMENTO NA ÁREA COMERCIAL DE UMA EMPRESA MULTINACIONAL DO SETOR TÊXTIL, SEGUNDO A PERCEPÇÃO DE GESTORES E FUNCIONÁRIOSElisabete Camilo Rigolon; Prof. Dr. Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Luis Paulo Bresciani; Eduardo Henrique DinizEste estudo teve como objetivo identificar a existência da Gestão do Conhecimento em um grupo de profissionalismo da área comercial de um empresa multinacional brasileira. Com base na Teoria do Conhecimento proposta pelos Autores Nonaka e Takeuchi (1997) que identificaram quatro ciclos pelos quais o conhecimento pode fluir e ser convertido de tácito para explícito, buscou-se conhecer por meio de entrevistas em profundidade e pesquisa de campo a percepção da população conforme definição acima. De natureza exploratória o escopo das entrevistas abrange coleta de dados com 7 profissionais da alta administração da área comercial e pesquisa com 150 profissionais de campo, para os quais recebemos respostas de 110. O protocolo das entrevistas foi preparado com base na teoria de Nonaka e Takeuchi e serviu como base para o instrumento de pesquisa. Os resultados das entrevistas foram analisados em paralelo aos resultados da pesquisa de campo para identificar similaridades ou diferenças de percepção entre os grupos. O estudo identificou que o ciclo Socialização existe, de alguma forma, na percepção de todos os participantes, quer sejam gerentes ou profissionais de campo. O grupo como um todo percebe a troca de conhecimento tácito em explícito, apesar de distância geográfica. O ciclo Externalização provou ser pouco ativo uma vez que o exercício de registro do conhecimento tácito é feito de forma não eletrônica em apenas duas áreas: Marketing e Técnica. Não existem repositório eletrônicos e formais na empresa. Os registros, em sua maioria e-mails, são guardados em equipamentos individualizados, com acesso restrito. O terceiro ciclo proposto por Nonaka e Takeuchi (1997), o ciclo Combinação, recebe divisão de opiniões dos entrevistados e respondentes da pesquisa. Parte do grupo percebe alguma ação que permite a integração do novo conhecimento ao conhecimento existente e outro grupo, contrariamente, entende que esses movimentos não existem. O quarto e último ciclo, o ciclo Internalização, é percebido pela maioria do grupo sendo o mecanismo do aprender - fazendo o mais favorável ao ciclo. O trabalho em campo é apontado como a mais clara nascente do saber para a alta administração e para o próprio grupo. Identificou-se neste estudo que os profissionais de campo são percebidos como aqueles que melhor contribuem com informações relevantes para a organização, conhecimento significativos que podem, inclusive, alterar a estratégia da empresa dependendo da sua natureza. Outra descoberta resultante desse trabalho em campo é que, para esse grupo de profissionais compostos por alta administração da área comercial e profissionais de campo, os conhecimentos mais valiosos oferecido à empresa são aqueles relacionados aos clientes. Todas as demais informações tornam-se acessórias àquelas vinculadas ao cliente. Por fim, concluiu-se que, apesar de uma estrutura de peso em termos tecnológicos e de uma recém implementada solução tecnológica para a área comercial, com significativo investimento financeiro, é mínimo o beneficio da tecnologia da informação para a gestão do conhecimento para aquele grupo. A TI, neste caso, é percebida como um inimigo, aquele que vem dificultar a rotina diária do grupo em campo e não é vista como suporte facilitador para o fluxo das informações trazendo agilidade e assertividade aos dados.Item GESTÃO PÚBLICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NA REGIÃO DO GRANDE ABC(2014-08-10) Eliana Vileide Guardabassio; Profª. Drª. Raquel da Silva Pereira; Raquel da Silva Pereira; Luis Paulo Bresciani; Jeroen Johannes KlinkA geração de resíduos cresce à proporção que aumenta a população e o consumo, impactando diretamente o meio ambiente e a saúde pública. No Brasil, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, Lei nº 12.305/10, os lixões deveriam ter sido extintos para dar lugar a Aterros Sanitários e os Resíduos Sólidos Urbanos - RSU somente devem ser destinados aos aterros quando não apresentarem potencial de reutilização, o que inclui a logística reversa e a reciclagem de quase todos os materiais. As prefeituras são responsáveis por assegurar o serviço de limpeza pública incluindo a coleta e disposição final dos RSU. Esta pesquisa justificou-se pela necessidade de apresentar um panorama da Gestão Pública dos RSU na Região do Grande ABC, sendo necessária a adoção de práticas de gestão apropriadas e que eliminem ou minimizem ao máximo seus impactos. Nesse cenário, estabelece-se a questão que norteia a pesquisa: Como os municípios da Região do Grande ABC realizam a Gestão dos RSU? O objetivo geral foi o de descrever as práticas adotadas pelas sete prefeituras dos municípios que integram a Região do Grande ABC em relação à Gestão dos RSU. Como metodologia, estabeleceu-se a pesquisa descritiva, valendo-se do método comparativo, com técnicas de coleta de dados por meio da análise documental, da legislação disponível e entrevistas com representantes municipais responsáveis pela gestão dos RSU, representantes das cooperativas existentes nos sete municípios, representantes dos aterros e representantes do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, totalizando 17 pessoas entrevistadas. Isto posto, conhecer as ações que vêm sendo desenvolvidas pelas prefeituras municipais, os desafios enfrentados e oportunidades que a gestão de resíduos sólidos propõe, trouxeram à luz o que está sendo realizado e desenvolvido para a mitigação dos impactos ambientais nessa região. A conclusão foi de que a coleta seletiva ainda caminha a passos lentos na maioria dos municípios estudados, no tocante à implementação e institucionalização. Os representantes das cooperativas manifestaram que a dependência do poder público e a mudança de governos interferem diretamente no desempenho da coleta seletiva, pois precisam se adequar às novas gestões, as quais podem provocar descontinuidades, recomeços ou paralisações. Ressalta-se a importância de continuidade, haja vista que em algumas cidades existiam projetos promissores no passado e que por mudanças na gestão pública, o projeto foi paralisado, causando um retrocesso para o município.