DESAFIOS À GESTÃO DE ONGS: OSCIPS DO GRANDE ABC
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Resumo
As Organizações Não Governamentais foram vistas a partir da última década do século XX como entidades capazes de solucionar muitos dos problemas decorrentes da presença cada vez menor do Estado nos setores sociais. No entanto, essas organizações, assim como as do primeiro e segundo setor, vêm enfrentando sérios desafios de gestão. Ao contrário porém do que ocorrem com a Administração de Empresas e com a Administração Pública, as ONGs ainda se deparam com a falta de um modelo de gestão e de pesquisas empíricas sobre este universo, que possam direcionar suas atividades e possibilitar maior efetividade em seus resultados. Na região do Grande ABC, assim como no país como um todo, são poucos os estudos sobre as organizações sem fins lucrativos. Assim, esta pesquisa visa a contribuir para o maior conhecimento da realidade vivenciada pelas ONGs, identificando suas dificuldades de gestão, sob o ponto de vista de seus dirigentes ou gestores, e delimitadas a cinco áreas da administração: planejamento estratégico, captação e gestão de recursos, marketing, gestão de pessoas e governança. Trata-se de um estudo de caso coletivo envolvendo seis entidades da região, selecionadas pelo critério de acessibilidade. Para obtenção dos dados, procedeu-se à análise de documentos, observação direta e entrevistas com seus líderes. Constatou-se que um dos principais desafios de gestão dessas organizações é o da captação e gestão de recursos, principalmente quando procuram cumprir com suas obrigações enquanto organizações do segundo setor, como por exemplo, pagar salários ou ajuda de custo. Constatou-se também que existem diferenças quanto à forma de gestão entre as organizações que contam os recursos públicos como o meio principal e fundamental para manutenção dos seus objetivos, e aquelas que buscam sua auto sustentabilidade através da produção e venda de produtos e/ou serviços.