COOPETIÇÃO ENTRE EMPRESAS ATUANTES NA REDE DE NEGÓCIOS DE TERMINAL LÍQUIDO NA CIDADE DE SANTOS
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Resumo
O objetivo do presente estudo é descrever e analisar que estratégias são adotadas pelos gestores da área de negócios na coopetição entre o terminal líquido, líder de mercado em relação aos seus principais concorrentes na cidade de Santos em 2012. A pesquisa descritiva qualitativa analisou como ocorre a alta competição com baixa cooperação identificando as estratégias coopetitivas adotadas pelos gestores. Trata-se de um estudo de caso único em um universo de seis terminais líquidos atuantes em um ambiente altamente competitivo, sendo assim, a prospecção de dados primários e secundários foi realizada em uma rede de coopetição, que é a consolidação da competição e cooperação em busca de benefícios mútuos. A amostra ocorreu por conveniência restrita a três concorrentes equivalentes a 77% da capacidade deste mercado. A análise dos dados foi realizada em quatro fases: a) análise de documentos; b) entrevista semiestruturada com funcionários das áreas comercial, operacional e apoio do terminal líder; c) métodos de observações não estruturadas e por fim, d) entrevista semiestruturada com coordenadores, gerentes e diretores das áreas comercial e operacional do terminal líder e também de dois concorrentes, além dos métodos de observações. As entrevistas foram gravadas, transcritas e, juntamente com os demais documentos, foram submetidas à análise de conteúdo. Como resultado identificou-se acirrada competição, pois neste segmento, os concorrentes atuam na mesma localização geográfica com seus clientes em comum, além de prestarem serviços similares, tornando o mercado altamente competitivo. Em contra partida, há baixa cooperação identificada pelos entrevistados nas áreas operacionais, técnicas e de segurança no serviço prestado aos clientes, além da existência de associação dos terminais concorrentes que realizam ações em parceria como: planos integrados de emergência, compartilhamento de equipamentos e infraestrutura portuária. Assim, analisou-se a existência da alta competição nas áreas de negócios e também baixa cooperação nas áreas técnicas e de segurança deste mercado, identificando a coopetição com a possibilidade de cooperar e compartilhar infraestrutura, mão de obra e conhecimento técnico entre os terminais, sem afetar a concorrência, por meio de estratégias de negócios relacionadas a minimizar custos que são comuns nesta rede de terminais. Com isso, considerou-se que a competitividade cresce gradativamente nas organizações com globalização das economias, mercados e evoluções tecnológicas que abrangem mundialmente diversos segmentos, fazendo com que as acepções do mercado não sejam claras e bem definidas, estimulando atuação das organizações com os clientes e concorrentes. Esse acontecimento ocorreu também em Santos, que é um dos principais portos do Brasil, no mercado de terminais líquidos, pois apresenta um ambiente com acirrada competição que geraram estratégias coopetitivas, ou seja, a sobreviência em mercado com competição e cooperação, sem afetar a concorrência focada nos clientes deste segmento. Sendo assim, a coopetição que é um conceito abrangente poderá adequar-se à atualidade dos terminais e/ou de outros segmentos, para contribuir com a Academia Científica, visto que a teoria estudada corroborou com a pesquisa empírica no mercado de terminais líquidos de Santos em 2012.