VARIÁVAS FÁBRICAS DO ABC NO OLHO DO FURACÃO: A INDÚSTRIA DE AUTOPEÇAS E A REESTRUTURAÇÃO DA CADEIA DE PRODUÇÃO AUTOMOTIVA NOS ANOS 90

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O objetivo deste trabalho consiste em identificar os fatores que influenciaram na Reestruturação da indústria de autopeças instalada na região do ABC Paulista na década de 90. O parque industrial desta região constitui-se , a partir dos anos 50, em um dos núcleos de desenvolvimento capitalista do país, e por isso esteve no olho do furacão das mudanças ocorridas no período. A pesquisa, de natureza exploratória e cujas fontes de informações são do tipo documental, procura interpretar a reestruturação industrial da região por uma ótica mais ampla do que a sugerida pelo raciocínio do "custo ABC". Embora a dissertação não deixe de reconhecer a importância dos custos de produção gerados por "deseconomias" de aglomeração no ABC (elevados salários, impostos locais, restrições de infra-estrutura, preços dos terrenos e regulamentação fundiária) nas decisões locacionais das empresas, busca, alternativamente, desenvolver a hipótese de que a reestruturação do parque industrial de autopeças do ABC, nos anos 90 - que inclui fechamento de fábricas, redução de postos de trabalho e reconstrução do quadro de empresas atuantes - guardou relação com dois outros conjuntos de fatores. O primeiro conjunto refere-se à nova estratégia microeconômica das montadoras para a sua cadeia fornecedora de peças e componentes automotivos - estratégia esta que nas últimas décadas vem se difundindo em diversos países, e que abarca, entre outros, a compra e a cotação de peças em escala global; a modularização do fornecimento; a hierarquização, aproximação e redução de fornecedores. O segundo conjunto consiste nas políticas governamentais que definiram novas "regras do jogo" para a cadeia de produção automotiva nos anos 90. As medidas de liberalização das importações desde o início da década e o Regime Automotivo tiveram um acentuado impacto sobre a industria de autopeças, ao acirrar a competição das peças nacionais com as importadas, em um ambiente de políticas monetárias austeras e de ausência de políticas mais eficazes de apoio à sobrevivência e desenvolvimento da indústria nacional de autopeças. Ambos os conjuntos de fatores, micro e macroeconômicos, contribuíram também para a concentração patrimonial, desnacionalização e reorganização geográfica na indústria fornecedora de componentes e peças automotivas no país.


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