MAPEAMENTO PARTICIPATIVO DIGITAL: PERCEPÇÕES SOCIOAMBIENTAIS A PARTIR DAS LITERACIAS DE MÍDIA E INFORMAÇÃO
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Resumo
A partir dos compromissos internacionais em promover uma cultura midiática e literacias de mídias e informação (MIL) capazes de incluir e engajar, de modo responsável e democrático, a todos diante dos desafios do paradigma da sociedade da informação, emerge um desafio simultâneo em promover igualmente transformações sociais substanciais por ampliar um agir comunicativo no fortalecimento das esferas públicas, no ouvir as vozes e narrativas dos que não têm, hoje, o direito à cidade respeitado. Neste sentido, se faz oportuno compreender como as metodologias participativas, com base no diagnóstico participativo e na cartografia social, podem absorver e incorporar as TIC em suas experiências no acesso digital de seus dados. Contudo, mais do que o acesso digital – o que já seria enorme avanço às desigualdades – tornou-se fundamental associar os conceitos e práticas das MIL e o direito à cidade para poder investigar se a aplicação inovadora de um mapeamento participativo digital junto aos jovens em territórios de conflito urbano-ambiental estimularia que tipos de literacias de mídia e informação, e se estas teriam capacidade de ampliar a percepção socioambiental e cidadã. Através da pesquisa qualitativa e participativa, foi possível concluir que houve um desenvolvimento integral de todas as modalidades de literacias que Eshet-Alkalai conceitua, bem como se observou maior intensidade nas afirmações e interpretações das narrativas de percepção socioambiental. Como resultado, constatou-se que a autonomia vivenciada transformou o mapeamento participativo digital aplicado em meio de comunicar a realidade local apreendida e incentivar a comunidade a fortalecer sua organização comunitária na relação com o poder público municipal.