GESTÃO DA IDADE NO VAREJO SUPERMERCADISTA: UM ESTUDO MULTICASOS SOBRE ENVELHECIMENTO E PRÁTICAS DE GESTÃO DE PESSOAS.

dc.contributor.advisorEduardo de Camargo Oliva
dc.contributor.authorThales Fabricio da Costa e Silva
dc.contributor.refereeProf. Dr. Eduardo de Camargo Oliva
dc.contributor.refereeProfa. Dra. Maria do Carmo Romeiro
dc.contributor.refereeProfa. Dra. Aline Bento Ambrósio Avelar
dc.contributor.refereeProf. Dr. Edson Keyso de Miranda Kubo
dc.contributor.refereeProf. Dr. Diogo Henrique Helal
dc.contributor.refereeProfa. Dra. Graziella Maria Comini
dc.date.accessioned2025-01-23T12:52:29Z
dc.date.available2025-01-23T12:52:29Z
dc.date.issued2022-06-27
dc.description.abstractO envelhecimento da população brasileira tem despertado o interesse de pesquisadores em investigar como as organizações têm gerenciado as demandas da força de trabalho em envelhecimento, sobretudo quando se identifica o preconceito em função da idade (ageismo) como um dos aspectos que marcam esse cenário de envelhecimento no trabalho. Nesse contexto, a gestão organizacional tem papel estratégico para a mitigação dos efeitos do ageismo, notadamente quando pauta sua atuação na perspectiva da diversidade humana nas organizações. Diante disso, há relevância em avaliar como a diversidade etária tem sido gerenciada em organizações de significativo impacto econômico e social no Brasil, como é o caso dos supermercados. Nesse sentido, a pesquisa é guiada pela seguinte questão-problema: como organizações supermercadistas implementam políticas e práticas de gestão da idade com foco em trabalhadores mais velhos? Para responder tal questionamento, a pesquisa tem o objetivo de analisar como as organizações supermercadistas implementam políticas e práticas de gestão da idade com foco em trabalhadores mais velhos. O estudo é caracterizado como exploratório de abordagem qualitativa e envolveu cinco organizações supermercadistas com atuação em vários estados brasileiros, logo, um estudo de casos múltiplos. A coleta dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas com 11 profissionais de Recursos Humanos (RH) e outros gestores e 22 trabalhadores com idade superior a 50 anos. Também foi adotada a análise documental e a observação não participante. Para a análise e a interpretação dos dados, adotou-se a análise de conteúdo na perspectiva qualitativa. Os resultados apontaram que as organizações não possuem políticas e práticas formais de diversidade etária, mas desenvolvem algumas ações de gestão da idade, contemplando, majoritariamente, a contratação dos trabalhadores mais velhos. No que se refere à permanência desses trabalhadores, as maiores influências são a construção da carreira dentro dos supermercados, a dificuldade da empregabilidade na maturidade e as ações nos diversos subsistemas de RH, mesmo não dirigidas aos trabalhadores mais velhos. Identificou-se que a maioria das organizações vê a diversidade etária como estratégia organizacional e as principais motivações para a contratação de trabalhadores mais velhos envolvem o impacto social dessa prática e as características positivas do trabalhador maduro no desempenho das atividades que impactam nos resultados organizacionais, como a redução do absenteísmo e rotatividade. A pesquisa ainda apontou que, apesar de haver estereótipos positivos e negativos sobre os trabalhadores mais velhos, os positivos se sobrepõem, o que pode refletir mudança no conceito de envelhecimento no mercado de trabalho. Ainda foi possível identificar dezenove estratégias de gestão da idade que podem contribuir para as demais organizações que buscam diversificar sua força de trabalho. A pesquisa amplia o conhecimento sobre diversidade e inclusão nas organizações, contribuindo para os estudos organizacionais e a prática gerencial.
dc.description.abstractThe brazilian population aging has aroused the interest of researchers to investigate how organizations have managed the demands of the aging workforce, especially when identifying preconception due to age (ageism) as one of the aspects that mark this scenario of aging in work. In this context, organizational management has a strategic role to mitigate the effects of ageism, especially when it guides its performance from the perspective of human diversity in organizations. In view of this, it is relevant to assess how age diversity has been managed in organizations with significant economic and social impact in Brazil, such as supermarkets and hypermarkets. In this sense, the research is guided by the following problem question: how supermarket organizations implement age management policies and practices with a focus on older workers? To answer this question, the research aimed to analyze how supermarket organizations implement age management policies and practices with a focus on older workers. The study is characterized as exploratory, with a qualitative approach and involved five supermarket organizations operating in several Brazilian states, therefore, a multiple case study. Data collection took place through semi-structured interviews with 11 Human Resources professionals and other managers and 22 workers over 50 years of age. Document analysis and nonparticipant observation were also adopted. For the analysis and interpretation of data, content analysis was adopted from a qualitative perspective. The results showed that organizations do not have formal age diversity policies and practices, but develop some age management actions, mainly contemplating the hiring of older workers. With regard to the permanence of these workers, the influences are the construction of the career within the supermarkets, the difficulty of employability at maturity and the actions in the various HR subsystems, even not directed to older workers. It was identified that most organizations see age diversity as an organizational strategy and the main motivations for hiring older workers involve the social impact of this practice and the positive characteristics of the mature worker in the performance of activities that influence organizational results, such as reducing the absenteeism and turnover. The research also pointed out that, although there are positive and negative stereotypes about older workers, the positive ones overlap, which may reflect a change in the concept of aging in the labor market. It was still possible to identify nineteen age management strategies that can contribute to other organizations that seek to diversify their workforce. The research expands knowledge about diversity and inclusion in organizations, contributing to organizational studies and managerial practice.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/490
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