A CULTURA DA IMAGEM DIGITAL NA VIDA DOS JOVENS: PERCEPÇÕES SOBRE AS NARRATIVAS EM 360º

dc.contributor.advisorProf. Dr. Alan César Belo Angeluci
dc.contributor.authorCarolina Gois Falandes
dc.contributor.refereeProf. Dr. Alan César Belo Angeluci
dc.contributor.refereeProf. Dr. Denis Porto Renó
dc.contributor.refereeProf. Dr. João Batista Freitas Cardoso
dc.date.accessioned2025-01-24T19:16:17Z
dc.date.available2025-01-24T19:16:17Z
dc.date.issued2020-01-27
dc.description.abstractAs experiências imagéticas acompanham a vida humana desde sua origem e evoluem de acordo com o desenvolvimento das mídias de cada época. Na contemporaneidade, vive-se uma cultura da imagem, potencializada a partir da digitalização, democratização da Internet e dos dispositivos móveis, tendo nos jovens seus principais atores. Nesse contexto, este estudo se propõe a mapear percepções de jovens de São Caetano do Sul – SP, com idade entre 15 e 24 anos, sobre a apropriação da imagem digital, com destaque para a linguagem 360 graus, além de criar um webdocumentário interativo 360º. Preliminarmente, foi feito um pré-teste em Arica, no Chile, com a aplicação de coletas quantitativa (N=19) e qualitativa (N=5) para validação dos instrumentos a serem utilizados nas etapas seguintes. A pesquisa de campo, realizada em São Caetano do Sul, iniciou-se pela coleta de dados quantitativos por meio de questionário on-line (N=290), seguindo-se a pesquisa de levantamento (GIL, 2010), cuja análise apoiou-se em cálculos estatísticos. Já os dados qualitativos (N=4) foram apurados com base na pesquisa-intervenção (ROCHA; AGUIAR, 2003; GALVÃO; GALVÃO, 2017), utilizando-se como estratégia oficina sobre a produção de imagens em 360 graus, analisada a partir da técnica de categorização temática de Bardin (2016). Dentre os resultados quantitativos, destaca-se o smartphone como o aparelho mais presente nas residências dos jovens, o mais utilizado para acessar à Internet, produzir e compartilhar imagens. Ainda, os memes são os conteúdos mais vistos e as fotos tradicionais as mais produzidas, sendo o Instagram a rede social virtual onde mais compartilham imagens, sobretudo via Stories. “Em casa” configurou-se como o local onde os jovens mais consomem imagens. Também, observou-se a inexpressividade de consumo e produção de imagens em 360°. Relativamente aos resultados qualitativos, notou-se que os investigados nunca tinham utilizado uma câmera 360, mas rapidamente se adaptaram as técnicas de filmagem, porém, alguns fatores causaram estranheza, como a falta de preview no equipamento e o uso de pau de selfie. Referente aos procedimentos para a edição e compartilhamento de imagens em 360 graus, os jovens absorveram facilmente, denotando níveis significativos de literacias digitais. Verificou-se ainda reações de surpresa e euforia por cada descoberta feita, como o formato Little Planet. Assim, percebeu-se um novo olhar dos jovens para essa tecnologia ainda emergente, que antes passava desapercebida de seus cotidianos. A popularização dessa linguagem, segundo eles, se dará com o investimento das plataformas, o interesse do público e a integração dessa tecnologia ao smartphone. Com relação ao produto desta dissertação, um webdocumentário interativo 360 graus, foi desenvolvido a partir de imagens em 360º captadas por ocasião das etapas qualitativas deste estudo. Espera-se que poderá servir de modelo para a criação de narrativas audiovisuais interativas e imersivas. Enfim, este estudo é um retrato das percepções dos jovens sobre a atual ecologia imagética, caracterizada pelo protagonismo dos smartphones e pluralidade de aplicativos que tem a imagem como linguagem principal, realçando também aspectos da tecnologia 360º, que exige um tempo maior de contemplação e ainda está distante do cotidiano dos jovens, pautado pelo imediatismo das redes sociais virtuais.
dc.description.abstractImaging experiences accompany human life from its inception and evolve according to the media development of each era. In contemporary times, there is a culture of image, enhanced by the digitization, democratization of the Internet and mobile devices, with young people as their main actors. In this context, this study aims to map perceptions of young people from São Caetano do Sul - SP, aged between 15 and 24 years, about the appropriation of digital image, highlighting the 360 degree language, besides creating an interactive web documentary 360º. Preliminarily, a pre-test was made in Arica, Chile, with the application of quantitative (N=19) and qualitative (N=5) collections to validate the instruments to be used in the following steps. The field research, conducted in São Caetano do Sul, began by collecting quantitative data through an online questionnaire (N=290), followed by a survey (GIL, 2010), whose analysis supported if in statistical calculations. The qualitative data (N=4) were calculated based on the intervention research (ROCHA; AGUIAR, 2003; GALVÃO; GALVÃO, 2017), using as a workshop strategy on the production of 360-degree images, analyzed from the Bardin's thematic categorization technique (2016). Among the quantitative results, the smartphone stands out as the most present device in young people's homes, the most used to access the Internet, produce and share images. Still, memes are the most viewed content and traditional photos are the most produced, being Instagram the virtual social network where they share the most images, especially via Stories. “At home” has become the place where young people consume the most images. Also, the inexpressiveness of 360° image consumption and production was observed. Regarding the qualitative results, it was noted that the investigated had never used a 360 camera, but quickly adapted the shooting techniques, but some factors caused strangeness, such as the lack of preview in the equipment and the use of selfie stick. Regarding the procedures for editing and sharing 360-degree images, young people easily absorbed, denoting significant levels of digital literacy. There were also reactions of surprise and euphoria for each discovery made, such as the Little Planet format. Thus, a new look was taken by the young to this still emerging technology, which previously went unnoticed from their daily lives. The popularization of this language, according to them, will be with the investment of platforms, the public interest and the integration of this technology with the smartphone. Regarding the product of this dissertation, a 360 degree interactive web documentary was developed from 360º images captured during the qualitative stages of this study. It is hoped that it could serve as a model for the creation of interactive and immersive audiovisual narratives. Finally, this study is a portrait of the perceptions of young people about the current imagery ecology, characterized by the protagonism of smartphones and plurality of applications that have the image as their main language, also highlighting aspects of 360º technology, which requires a longer time of contemplation and even It is far from the daily life of young people, based on the immediacy of virtual social networks.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/920
dc.titleA CULTURA DA IMAGEM DIGITAL NA VIDA DOS JOVENS: PERCEPÇÕES SOBRE AS NARRATIVAS EM 360º

Arquivos

Pacote Original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
A CULTURA DA IMAGEM DIGITAL NA VIDA DOS JOVENS PERCEPÇÕES SOBRE AS NARRATIVAS EM 360º.pdf
Tamanho:
8.71 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Coleções