FINTECHS: TIPIFICAÇÃO NO MERCADO BRASILEIRO
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Resumo
Diante dos desafios e nichos de mercado, as fintechs apresentam serviços financeiros inovadores, ágeis e, geralmente, mais baratos do que os ofertados pelos grandes bancos. Em sua maioria, as fintechs têm modelo de negócio em formato de startups, operando em segmentos como crédito, meios de pagamento, investimentos, cartões, câmbio, dívidas, seguros, entre outros. Esse contexto revelou a complexidade de conceituação desse organismo empresarial, o que motivou o desenvolvimento dessa pesquisa com o propósito de evidenciar dimensões, categorias e atributos que expressassem uma tipificação das fintechs brasileiras. Assim, esta pesquisa objetivou a) evidenciar dimensões, categorias e atributos que contribuíssem para estruturar uma tipificação das fintechs brasileiras; b) evidenciar facilitadores e/ou obstáculos presentes em seu ambiente de atuação; c) evidenciar elementos diferenciadores das fintechs em relação às grandes organizações bancárias; e d) apresentar uma estrutura descritiva das fintechs por meio de uma tipologia. A pesquisa, de natureza exploratória, utilizou abordagem qualitativa, por meio da aplicação de 15 (quinze) entrevistas semidiretivas com fundadores e gestores de fintechs, e também a avaliação de especialistas acerca dos elementos presentes na tipologia delineada neste estudo. As manifestações dos gestores acerca do ambiente de atuação e gestão das fintechs revelaram um forte alinhamento com a estrutura da tipologia delineada durante a construção do referencial teórico deste estudo, evidenciando, contudo, a oportunidade de um refinamento do resultado final da tipologia proposta nesta pesquisa. Assim, 11 (onze) dimensões compuseram a tipificação das fintechs no mercado financeiro, a saber, modelo de negócio; área de atuação ou produtos; configuração de tecnologias e ferramentas emergentes aplicadas; tipo de contribuição à sociedade; escalabilidade nas fintechs do tipo startups; público-alvo; regulação; inovação; relacionamento com os bancos; relacionamento com as bigtechs e as redes sociais; Interação com o ecossistema de inovação, detalhadas em categorias e atributos. Em paralelo, manifestações acerca de facilitadores e obstáculos postos às fintechs, trouxeram uma avaliação positiva dos gestores acerca da evolução das ações regulatórias necessárias para que a fintechs se estabeleçam no setor, evidenciando o aceno do Banco Central para abrigar as fintechs e tratar com flexibilidade a barreira regulatória, o que tende a ampliar a competitividade no setor e promover maior segurança ao mercado. Também, as oportunidades de incubação e mentorias proporcionados por espaços de inovação de empresas privadas e públicas (hub), contribuem efetivamente para o tratamento de dificuldades nas funções de gestão, como marketing, financeiras e outras enfrentadas pelas fintechs em seu percurso inicial.