COMUNICAÇÃO POÉTICA: O CASO "EU ME CHAMO ANTÔNIO"
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Resumo
Considerado o segundo livro mais vendido de 2014, a análise da obra Eu me chamo Antônio (2013) se dará com base em Yin (2001), sendo esta análise classificada como um estudo de caso único holístico, por tratar-se de uma investigação empírica. Os procedimentos de coleta de dados abrangem revisão bibliográfica, entrevista em profundidade (DUARTE, 2014) com o autor do livro e análise documental de redes sociais na Internet (Facebook, Twitter e Instagram) e semiótica (SANTAELLA, 2002). O objetivo desta pesquisa é indicar os possíveis aspectos comunicacionais deste livro, que, antes de ser publicado, passou pelo crivo das redes sociais on-line de maneira fragmentada (postagens das fotos dos guardanapos) e angariou seguidores, cujo engajamento das redes sociais digitais o encaminhou para as livrarias. O autor, que sempre fez do Bar Lamas (RJ) seu escritório de criação, apostou o triunfo de suas postagens nessas mídias para criar subprodutos para divulgação de sua marca. No entanto, é imperativo destacar que o caráter visual e verbal dessas poesias pode ter motivado seu exulto, já que foram encontradas similaridades de seus traços na poesia experimental do século XX. Na análise da entrevista com o autor, ficou evidente a influência verbal de Mia Couto, assim como a visual de André Dahmer, nas poesias visuais deste livro. E a verdade enraizada no egoísmo no processo criativo do autor é o que emprega caráter único à sua obra, assim como, à luz da Filosofia, foi desmitificada uma possível aproximação entre Pedro (autor) e Antônio (personagem). As letras desenhadas, as incontáveis interpretações e a possibilidade de ler de duas formas foram o corpus para a análise via semiótica peirceana, especificamente no que tange à iconicidade, em que foi possível considerar, que ler apenas um poema visual de uma página, de forma individualizada, poderá sugerir uma mensagem de introspecção ao leitor, no entanto, uma leitura mais atenta poderá, a partir dos diversos signos que compõem esses poemas, gerar objetos diversos por meio dessa narrativa que não possui uma unidade visual. Por esse caráter da dualidade de leitura, é possível caracterizá-la nas categorias de Rossetti (2013) como "transposição", pela adaptação de dois gêneros de decodificação desses poemas em um mesmo suporte.