PERCEPÇÕES DE PROFESSORAS SOBRE O BRINCAR ARRISCADO NA PRÉ-ESCOLA

dc.contributor.advisorProfª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva
dc.contributor.authorCamila Lopes de Souza
dc.contributor.refereeProfa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva
dc.contributor.refereeProf. Dr. Ivo Ribeiro de Sá
dc.contributor.refereeProfa. Dra. Ligia de Carvalho Abões Vercelli
dc.date.accessioned2025-01-23T18:55:44Z
dc.date.available2025-01-23T18:55:44Z
dc.date.issued2020-07-05
dc.description.abstractResumo O presente trabalho de pesquisa teve como objetivo investigar as percepções que os(as) docentes da pré-escola da Rede Municipal de Educação de Santo André possuem sobre o brincar arriscado. Como objetivos específicos, procurou: i) identificar as compreensões do brincar e do brincar arriscado que os(as) professores(as) possuem; ii) identificar a ocorrência do brincar arriscado nas atividades cotidianas da pré-escola; iii) elaborar um plano de formação para a prática docente ao desenvolvimento do brincar arriscado nas unidades escolares. A questão que fomentou a investigação foi: quais são as percepções que os(as) educadores(as) da pré-escola do município de Santo André têm a respeito do brincar arriscado? A hipótese estabelecida pressupunha que estes(as) profissionais pouco compreendem o brincar arriscado no trabalho pedagógico com as crianças entre 4 e 5 anos. Tratase de uma pesquisa qualitativa que teve como técnica à coleta de dados entrevista semiestruturada com docentes de pré-escola. A fundamentação teórica concentra-se nos estudos e pesquisas de Tizuko Morchida Kishimoto, Gilles Brougère, Tim Gill, Maria Gabriela Portugal Bento, Illeana Wenetz. A análise dos dados revelou que as brincadeiras fazem parte do cotidiano das instituições, contudo, são em sua grande maioria, controladas e utilizadas para ensinar algo previamente definido, o que denota uma perspectiva escolarizante. Com relação às brincadeiras arriscadas, observa-se sua ausência, seja por falta de conhecimento sobre a temática, seja pelo receio das educadoras de serem responsabilizadas caso a criança se machuque, reafirmando, assim, a cultura do medo vigente na sociedade. Os dados demonstram, ainda, uma preocupaçao legítima das professoras com as crianças que gera uma tensão entre controle e cuidado, uma vez que, em defesa do cuidado, terminam por inviabilizarem experiências em que o risco possa ser benéfico para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. A partir destes resultados foi proposto um plano de intervenção para sensibilizar os(as) educadores(as) sobre as potencialidades do brincar arriscado no desenvolvimento das crianças. Com isso, ressalta-se a importância da formação do(a) professor(a) em serviço no intuito de melhor qualificar sua prática pedagógica.
dc.description.abstractThe present research work aimed to investigate the perceptions that teachers of the Santo André Municipal Education Network have about risky play. As specific objectives, it sought to: i) identify the understandings of play and risky play that teachers have; ii) to identify the occurrence of risky play in the daily activities of the preschool; iii) elaborate a training plan to subsidize teachers for the development of risky play in school units. The question that fueled the investigation was: what are the perceptions that pre-school educators in the municipality of Santo André have about risky play? The established hypothesis presupposed that these professionals understand little about risky play in pedagogical work with children between 4 and 5 years old. This is a qualitative research that used semi-structured interviews with preschool teachers as a data collection technique. The theoretical foundation focuses on the studies and research of Tizuko Morchida Kishimoto, Gilles Brougère, Tim Gill, Maria Gabriela Portugal Bento, Illeana Wenetz. Data analysis revealed that games are part of the institutions' daily lives, however, they are mostly controlled and used to teach something previously defined, which denotes a schooling perspective. With regard to risky games, there is an absence, either due to a lack of knowledge about the theme, or by the fear of the educators to be held responsible if the child gets hurt, thus reaffirming the culture of fear in force in society. The data also demonstrate a legitimate concern of the teachers with the children that generates a tension between control and care, since, in defense of care, they end up preventing experiences in which the risk can be beneficial for the development and learning of children . Based on these results, an intervention plan was proposed to raise the awareness of educators about the potential of risky play in children's development. Thus, the importance of training the teacher in service in order to better qualify his pedagogical practice is emphasized.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/829
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