VOZES DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DA BAIXADA SANTISTA: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA
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Resumo
O ensino médio é a última etapa da educação básica, a qual representa os últimos três anos da formação inicial dos estudantes. Este nível de ensino passou por diversas transformações até o momento. Entretanto, todas essas transformações não foram subjetivadas pelos próprios estudantes os quais a ela se destina. Nesse âmbito, este estudo protagonizou as representações dos estudantes com deficiência, os quais transitaram por um grande processo de exclusão. Assim, a pesquisa foi empreendida com propósito de responder a seguinte pergunta: quais as significações dos jovens, público alvo da Educação Especial, sobre o seu processo de escolarização? Dessa forma, este estudo teve como objetivo precípuo analisar as significações de jovens com deficiência, matriculados no ensino médio público da rede estadual paulista, sobre seu processo de escolarização. Logo, buscamos descrever as políticas públicas de educação especial e inclusiva, em âmbito estadual e federal, em uma escala temporal dividida em três decênios de 1988 até 2020. Propomos ainda, uma análise de como esses alunos significam seu processo de escolarização, em categorias pré-estabelecidas. Trata-se de uma abordagem qualitativa, a qual utilizou a entrevista como técnica de coleta de dados, por possibilitar um contato mais próximo e aprofundado com os participantes. A análise dos dados foi amparada na perspectiva da Análise de Prosa, proposta pela Marli André. O estudo contemplou 9 participantes, os quais eram estudantes com deficiência, matriculados em duas escolas estaduais distintas no município de Santos, com faixa etária de 15 a 19 anos. Os resultados mostram as diferentes perspectivas da vivência escolar dos estudantes com deficiência, sendo assim, relataram alguns desafios como: a falta de acessibilidade espacial nos ambientes escolares; a dificuldade na interação com colegas e professores; a defasada formação de professores para a perspectiva inclusiva; a obsoleta metodologia de ensino; e a ausência de professores de apoio. Foi possível constatar que os estudantes com deficiência não frequentam os serviços especializados respaldados pela legislação estadual, o que merece novas investigações nesse âmbito. Em contrapartida, alguns estudantes alegaram sentir-se acolhidos no ensino médio, com seus colegas de turma e seus professores. Por fim, de acordo com os achados desta pesquisa, como produto, foi proposto um Programa de Ação Formativa com foco nas contribuições lúdicas para o aprendizado dos estudantes com deficiência.