COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL, MEMÓRIA E IDENTIDADE: A GESTÃO DA PRESENÇA CULTURAL DE SÍRIOS REFUGIADOS NO ABC PAULISTA

Resumo

O tema dessa pesquisa é a comunicação intercultural de sírios refugiados nas cidades do ABC Paulista, Santo André e em São Caetano do Sul. Perguntou-se: como os sírios constroem suas identidades na situação de refugiados, imigrantes e estrangeiros no ABC Paulista, por meio de suas narrativas de histórias de vida, de modo a possibilitar a gestão da comunicação intercultural como mediadora dessas ações? E, ao contarem suas histórias de vida, a partir da evocação de suas lembranças, estão a narrar suas culturas: como se veem no mundo, como pensam, agem e sentem. Desse modo, o objetivo principal da pesquisa é compreender a construção das identidades de refugiados, imigrantes e estrangeiros sírios no ABC Paulista, por meio de suas narrativas de histórias de vida, de modo a possibilitar a gestão da comunicação intercultural. Dos específicos, registrou-se as narrativas orais de histórias de vida de três sírios refugiados no ABC Paulista. Identificou-se os elementos culturais e de identidade, a fim de descrever a construção da identidade desses sujeitos. Por fim, propôs-se a gestão da comunicação intercultural como interesse público entre sírios e o ABC Paulista pelo Programa InterculturUSCS. Essa pesquisa posiciona-se no campo Estudos Culturais, articulando Memória e Cultura, e conjuga métodos e procedimentos da pesquisa etnográfica e de História Oral. Em perspectiva etnográfica, práticas de participação junto realizaram-se por cerca de cinco meses. Diários de pesquisa foram utilizados para registro das dinâmicas de vida, impressões e sensações do pesquisador, bem como das conversas realizadas durante a vivência. Desse convívio, foram selecionados três sírios moradores residentes no ABC Paulista, com os quais se realizaram entrevistas em profundidade, utilizando-se o método as Narrativas Orais de História de Vida, apoiando-se em pressupostos da Análise do Discurso de linha francesa para as análises dos dados coletados. Por fim, notou-se uma comunidade nos moldes de Bauman: pequena, de membros reconhecíveis, prezando pela segurança, de essências identitárias que existem e resistem em uma nova configuração social e, sobretudo, que comunicam e mantém sua cultura irrevogável a partir memória.


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