O MODELO DE CONSÓRCIO MODULAR FACE AOS DESAFIOS COMPETITIVOS NO SETOR AUTOMOBILÍSTICO: UM ESTUDO DE CASO NO MERCADO BRASILEIRO DE VEÍCULOS COMERCIAIS
dc.contributor.advisor | Prof. Dr. Sergio Crispim | |
dc.contributor.author | Renato Moreira Toledo | |
dc.date.accessioned | 2025-03-28T21:19:55Z | |
dc.date.available | 2025-03-28T21:19:55Z | |
dc.description.abstract | Este trabalho tem como objetivo discutir e caracterizar, dentro do quadro de reestruturação do setor automotivo, o arranjo produtivo de consórcio modular, que se originou na indústria automobilística brasileira em meados da década de 90. Consiste numa nova forma de relacionamento entre montadora e fornecedores do primeiro nível da cadeia de fornecimento, onde todas as atividades produtivas, inclusive a montagem dos veículos, são executadas por sete fornecedores/parceiros que operam de forma conjunta e integrada, sob o mesmo "teto" e supervisão da montadora. Buscou-se, nesta pesquisa, descrever o fenômeno da desverticalização desta indústria, que originou novas formas de relacionamento na cadeia de suprimentos, a partir de estratégias competitivas adotadas no processo de reestruturação do setor automotivo, identificando as vantagens e desvantagens apresentadas na adoção de tal arranjo e sua tendência no contexto automobilístico brasileiro e mundial. O setor é marcado pelo paradigma de "produção enxuta", onde, em particular, o relacionamento montadora-fornecedor passa a ganhar total relevância estratégica na obtenção de flexibilidade, qualidade e menores custos nos processos produtivos. Este estudo de caso fornece algumas evidências que permitem destacar algumas conclusões: A desintegração vertical de processos é apresentada atualmente como fundamental para vantagem competitiva das empresas, sendo uma ação geral que, uma vez adotada, leva a novas formas de relacionamento entre empresas e seus fornecedores; Estas novas formas de relacionamento fazem com que as cadeias de fornecimento passem a ser estruturadas por meio de vínculos de cooperação contratual, em contraposição à estruturação vertical por meio de vínculos de cooperação hegemônica; O arranjo produtivo de consórcio modular surge em função de uma necessidade competitiva estratégica de minimização de custos e maximização de flexibilidade e qualidade do processo produtivo, possibilitando que a montadora obtenha vantagens competitivas de curto prazo, e seus fornecedores no médio e longo prazo; A relação de forças entre montadora e seus fornecedores tem se tornado menos conflitiva, uma vez que o poder da montadora na cadeia produtiva é de soberania. É a montadora quem coordena e define toda a operação do arranjo; Os fornecedores diretos à montadora são restritos, em sua maioria, a empresas multinacionais, em função de características técnicas e econômicas que se sobrepõem aos fornecedores nacionais deslocados a posições inferiores na cadeia produtiva. E, finalmente, o arranjo produtivo de consórcio modular se apresenta ao meio competitivo do setor, como uma forma viável de se organizar e gerir a cadeia produtiva e com grande potencial competitivo. Como suporte, apresenta-se uma revisão das principais políticas estratégicas globais adotados pela indústria automobilística nos anos 90, relativas às questões conceituais de relacionamento na cadeia de fornecimento e de desintegração vertical de processos. Portanto, buscou-se descrever as vantagens/desvantagens surgidas na aplicação deste arranjo produtivo e, contribuir de tal forma, para que este conceito possa ou não ser encarado como um modelo a ser seguido e ser considerado como uma visão expandida, atualizada e, sobretudo holística da gestão da cadeia de suprimentos deste setor. | |
dc.identifier.uri | https://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/1094 | |
dc.subject.keywords | Consórcio Modular | |
dc.subject.keywords | Gestão da Cadeia de Suprimentos | |
dc.subject.keywords | Indústria Automobilística | |
dc.title | O MODELO DE CONSÓRCIO MODULAR FACE AOS DESAFIOS COMPETITIVOS NO SETOR AUTOMOBILÍSTICO: UM ESTUDO DE CASO NO MERCADO BRASILEIRO DE VEÍCULOS COMERCIAIS |