INSTITUCIONALIZAÇÃO E MUDANÇAS NAS PRÁTICAS ORGANIZACIONAIS: UM ESTUDO DOS MECANISMOS DE GOVERNANÇA NO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO SOLIDÁRIO
dc.contributor.advisor | Profª. Drª. Maria do Carmo Romeiro | |
dc.contributor.author | Marcelino Pedrinho Pies | |
dc.contributor.referee | Profa. Dra. Maria do Carmo Romeiro | |
dc.contributor.referee | Prof. Dr. Denis Donaire | |
dc.contributor.referee | Prof. Dr. Eduardo de Camargo Oliva | |
dc.contributor.referee | Prof. Dr. Benny Kramer Costa | |
dc.contributor.referee | Prof. Dr. Jorge Oneide Sausen Faculdade Meridional | |
dc.date.accessioned | 2025-01-23T12:52:54Z | |
dc.date.available | 2025-01-23T12:52:54Z | |
dc.date.issued | 2017-12-06 | |
dc.description.abstract | Esta tese desenvolveu um estudo a respeito das práticas de governança no cooperativismo de crédito solidário, usando como referência a teoria institucional sociológica. A pesquisa analisou a dinâmica de interação entre o processo de institucionalização e a mudança, cotejando a relação entre o ambiente institucional e a capacidade de ação dos atores. O objetivo foi analisar o processo de institucionalização dos mecanismos de governança no cooperativismo de crédito solidário, evidenciando os fatores que contribuíram para a mudança de práticas organizacionais. A pesquisa está delineada como um estudo exploratório, com uma abordagem qualitativa, utilizando o método de investigação estudo de caso. Os instrumentos de coleta de dados consistiram em entrevistas semiestruturadas, análise documental e observação não participante. Os resultados do estudo sugerem que um dos elementos para a consolidação do Sistema Cresol Central foi a adoção da estratégia de atender, prioritariamente, as demandas de crédito dos agricultores familiares. Aliado a isso, evidencia-se que um dos pilares da sustentação do sistema é a construção de laços sociais respaldados nas relações de proximidade e confiança entre os diferentes elos do sistema. Os resultados evidenciaram que o Sistema Cresol Central passou por mudanças de práticas de governança, ao mesmo tempo em que práticas também foram mantidas. Em relação às mudanças registra-se: a representação por delegados nas assembleias gerais para as cooperativas com grande dispersão geográfica, a necessidade da adoção, do modelo dual de governança, com segmentação de funções entre conselheiros e diretores em cooperativas com ativos superiores a R$ 50 milhões; a ampliação do mandato dos membros do conselho fiscal de um para três anos; e a contratação de empresa independente para a realização de auditorias externas nas cooperativas associadas. O estudo evidenciou inovações nos arranjos organizacionais, como a constituição das bases regionais de serviços, que reforçam a horizontalidade do sistema bem como a estruturação de espaços de governança adicionais aos oficiais, ampliando-se a participação e a representação dos associados, a partir da organização dos cooperados em seus espaços de moradia, de trabalho com os agentes comunitários de desenvolvimento cooperativo, de realização de reuniões comunitárias e das pré-assembleias. Por fim, constatou-se que as diretrizes para boas práticas de governança são definidas, em grande medida, pelo Estado, expressas por intermédio da publicação de leis e resoluções. Sugere-se que esse movimento compõe o processo de institucionalização das práticas de governança do cooperativismo de crédito solidário. Embora seja imperioso reconhecer as forças do ambiente que atuam para assegurar conformidade das cooperativas aos valores ambientais, isso não tirou a capacidade e a singularidade da Cresol Central em desenvolver ações para fortalecer o sistema cooperativo, denotando sua capacidade de agência. Elucida-se que o Estado, ao mesmo tempo que mobilizaria recursos a favor da conformação, também contribuiria no desenvolvimento do cooperativismo de crédito solidário, o que evidencia que as regras e as normas também podem ser compreendidas enquanto habilitadores da ação, possibilitando as cooperativas a alterar seus comportamentos, tornando possível os processos de mudança. Nesse sentido, a institucionalização e as mudanças de práticas de governança poderiam ser compreendidas enquanto um resultado da interação entre as instituições e as organizações. | |
dc.description.abstract | This thesis developed a study regarding the practices of governance in the solidarity credit of cooperativism, using as reference the sociological institutional theory. The research analyzed the dynamic of the interaction between the institutionalization process and the change, comparing the relation between the institutional environment and the actors’ capacity of action. The objective was to analyze the process of institutionalization of the governance mechanisms in the solidarity credit cooperativism, highlighting the factors that contributed to change the organizational practices. The research is delineated as exploratory study, with a qualitative approach, using the case study as the investigation method. The data collection tools consisted in semi-structured interviews, documental analysis and non-participant observation. The study results suggest that one of the elements for the consolidation of Central Cresol System was the adoption of a strategy to attend, primarily, the credit demand of familiar agriculturists. Together with it, it becomes evident that one of the support pillars of the system is the construction of social relations supported in the proximity and trust relations between different links of the system. The results highlighted that Central Cresol System has gone through changes of governance practices, as well as some practices were also kept. Regarding the changes, it is registered: the representation by delegates in general meetings for cooperatives with big geography dispersion, the need of adoption, of the dual model of governance, with function segmentation between counselors and directors in cooperatives with assets above R$ 50 million; the extension of the term of the fiscal committee members from one to three years and; the hiring of independent companies to perform external auditing in the associated cooperatives. The study pointed out innovations in the organizational arranges, as the constitution of the regional bases of services, that empowers the horizontality of the system as well as the structuring of governance spaces added to the official ones, widening the participation and representation of the associates, from the associates organization in their living and working spaces with community agents of cooperative development, of community meetings and pre-meetings. So, it was verified that the guidelines for governance good practices are defined, in great proportion, by the State, and expressed by intermediate of laws and resolution publications. It is suggested that this movement compounds the process of institutionalization of governance practices in the solidarity credit cooperativism. Although it is imperative to recognize the forces of the environment that act to assure conformity from the cooperatives to the environmental values, this has not taken the capacity and singularity for the Central Cresol in developing actions to strengthen the cooperativism system, denoting its agency capacity. It is elucidated that the State, as well as it would mobilize resources in favor of the conformation, it would also contribute with the development of solidarity credit cooperativism, which highlights that the rules and regulations can also be understood as enablers of the action, making possible for the cooperatives to change their behaviors, enabling the process of changes. In this sense, the institutionalization and changes in the governance practices could be understood as the result of the interaction among institutions and organizations. | |
dc.identifier.uri | https://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/552 | |
dc.title | INSTITUCIONALIZAÇÃO E MUDANÇAS NAS PRÁTICAS ORGANIZACIONAIS: UM ESTUDO DOS MECANISMOS DE GOVERNANÇA NO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO SOLIDÁRIO |
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