METODOLOGIAS ATIVAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

dc.contributor.advisorSilva, Marta Regina Paulo da
dc.contributor.authorMelo, Juliana Timóteo de
dc.date.accessioned2026-03-19T22:30:53Z
dc.date.available2026-03-19T22:30:53Z
dc.date.issued2025-02-13
dc.description.abstractEsta pesquisa tem como objeto de estudo o uso das metodologias ativas na construção de uma educação antirracista. Defende uma educação inclusiva e decolonial que transcenda o eurocentrismo, valorize os saberes diversos e promova uma formação cidadã consciente e respeitosa à diversidade. Intenta responder à seguinte pergunta: como o trabalho com as metodologias ativas potencializam uma educação antirracista nos anos iniciais do ensino fundamental de uma escola municipal de São Bernardo do Campo? Como objetivo geral, buscou-se construir, por meio de metodologias ativas, práticas que potencializem uma educação antirracista nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em uma escola municipal de São Bernardo do Campo, São Paulo. Os objetivos específicos incluem: examinar nos documentos oficiais diretrizes e indicativos pertinentes ao tema; identificar os desafios enfrentados por educadores(as) na promoção de uma educação antirracista nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental; documentar e compartilhar as experiências e resultados obtidos durante a intervenção. O estudo fundamenta-se em perspectivas teóricas progressistas, antirracistas, decoloniais e críticas ao modelo capitalista, visando contribuir para a desconstrução de estruturas opressivas presentes no sistema educacional. A opção metodológica foi pela pesquisa-intervenção realizada com estudantes do 5o ano por meio de uma sequência didática, que teve como procedimentos os círculos de cultura e as metodologias ativas. Os resultados evidenciam a importância da construção coletiva do conhecimento e do engajamento das vozes dos(as) estudantes. Demonstram como práticas colaborativas e engajadas podem fortalecer o enfrentamento ao racismo no contexto educacional. Embora insuficientes para resolver problemas estruturais como o racismo, tais práticas oferecem caminhos para reflexões e mudanças concretas no ambiente escolar, promovendo uma educação mais justa e inclusiva. Os impactos da pesquisa também se fizeram presentes na prática pedagógica e no desenvolvimento pessoal da pesquisadora, reafirmando o compromisso com uma educação transformadora. Como produto educacional, será elaborado um documentário amador que registrará o processo de construção e de desenvolvimento de uma sequência didática antirracista, incluindo depoimentos dos(as) estudantes, registros visuais, animações e atividades pedagógicas. O documentário será disponibilizado on-line, visando inspirar educadores(as) e fomentar discussões sobre inclusão e diversidade nas escolas. Conclui-se com a urgência de ampliar o debate sobre as questões étnico-raciais nas escolas, visando à construção e à disseminação de práticas antirracistas.
dc.identifier.advisorLatteslattes.cnpq.br/7145831589734229
dc.identifier.advisorOrcidorcid.org/0000-0002-8574-760X
dc.identifier.authorLatteslattes.cnpq.br/2305092438764155
dc.identifier.authorOrcidorcid.org/0009-0002-6784-0349
dc.identifier.bibliographicCitationALMEIDA, SILVIA CAPANEMA P. de. Do marinheiro João Cândido ao Almirante Negro: conflitos memoriais na construção do herói de uma revolta centenária. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 31, n. 61, p. 61-84, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbh/a/bmBQ5vdP3SFRDSPk7ZSGH9f/. Acesso em: 10 dez. 2024. ALMEIDA, S. L. Racismo estrutural (Coleção Feminismos Plurais). São Paulo: Pólen, 2019. AMARANTE, L.; MACEDO, A. G.; MOREIRA, J. A. da S. Política Curricular e Neoliberalismo: uma Crítica à Base Nacional Comum Curricular a partir do Legado Freiriano. Inter-Ação, Goiânia, v. 46, Ed. Especial, p. 1224-1241, set., 2021. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/69915/37269. Acesso em 10 dez. 2024. ARROYO, M. Currículo: território em disputa. 5. ed. Petrópolis (RJ): Editora Vozes, 2013. ASSIS, W. F. T. Do colonialismo à colonialidade: expropriação territorial na periferia do capitalismo. Caderno CRH, Salvador, v. 72, p. 613-627, set./dez., 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ccrh/a/mT3sC6wQ46rf4M9W7dYcwSj/?lang=pt. Acesso em: 10 dez. 2024. BACICH, L.; MORAN, J. Metodologias ativas para uma educação inovadora: Uma abordagem teórico prática. Porto Alegre: Editora Penso, 2018. BRANDÃO, C. R. O que é método Paulo Freire. 13. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987. BENTO, C. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. BHERING, M. de S.; FONSECA, V. M. da; SILVA, T. H. M. A BNCC e a Lei 10.639/2003: Componentes curriculares e educação antirracista. Revista de Ciências Humanas (Dossiê Educação das Relações Étnico-Raciais), Viçosa, v. 2, n. 21, jul./dez., 2021. 156 BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília (DF): MEC, SEB, DICEI, 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e cultura afro-brasileira e africana. Brasília (DF): MEC, SECADI, 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada. Secretaria de Educação Básica. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico- Raciais. Brasília (DF): MEC, SEB, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília (DF): MEC, 2004. BRASIL. Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira’, e dá outras providências. Brasília (DF): Diário Oficial da União, 10 jan. 2003. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso em: 15 maio 2023. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Referências para formação de professores. Brasília (DF): MEC, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação (PNE). Lei Federal no 10.72, de 9 de janeiro de 2021. Brasília (DF): MEC, 2001. BENEDITO, B. S.; CARNEIRO, S.; PORTELLA, T. (Org.). Lei 10.639/03: a atuação das Secretarias Municipais de Educação no ensino de história e cultura africana e afro-brasileira. São Paulo: Instituto Alana, 2023. BREITMAN, G. Malcolm X speaks: selected speeches and statements. New York: Grove Press, 1990. 157 BUSARELLO, R. I.; BIEGING, P.; ULBRICHT, V. R. (Org.). Inovação em práticas e tecnologias para aprendizagem. São Paulo: Pimenta Cultural, 2015. CANDAU, V. M. Diferenças, educação intercultural e decolonialidade: temas insurgentes. Revista Espaço do Currículo, João Pessoa, v.13, n. Especial, p. 678- 686, dez., 2020. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/54949. Acesso em: 16 mar. 2023. CARNEIRO, A. S. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023. CARNEIRO, A. S. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Orientadora: Roseli Fischmann. 2005. 339 p. Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em: https://www.apagina.pt/?aba=7&cat=150&doc=11169&mid=2. Acesso em: 18 abr. 2024. CARREIRA, D.; SOUZA, A. Indicadores da qualidade na educação: relações raciais na escola. São Paulo: Ação Educativa, 2013. DAMIANI, M. F. et al. Discutindo pesquisas do tipo intervenção pedagógica. Cadernos de Educação, n. 45, p. 57-67, maio/ago., 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/caduc/article/view/3822. Acesso em: 15 maio 2023. DOMINGUES, P. Movimento negro brasileiro: histórias, tendências e dilemas contemporâneos. Dimensões (Dossiê: Identidades negras e indígenas), Vitória, n. 21, p. 101-124, 2008. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/dimensoes/issue/view/218. Acesso em: 10 dez. 2024. FAUSTINO, D.; LIPPOLD, W. Colonialismo Digital: por uma crítica hacker- fanoniana. São Paulo: Boitempo, 2023. FERNANDES, F. O mito da democracia racial. São Paulo: Editora, 2008. FERNANDES, F. A integração do negro na sociedade de classes. 5. ed. São Paulo: Globo, 1964. FERREIRA, M. S.; MARTINS, M. C. Inovação e reforma nos currículos da formação de professores em tempos democráticos no Brasil (1990/2000). Arquivos 158 Analíticos de Políticas Educativas, v. 27, n. 153, dez., 2019. Disponível em: <https://epaa.asu.edu/index.php/epaa/article/download/4067/2348/20737>. Acesso em: 10 dez. 2024. FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 42. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 2005. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 12. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 14. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. GOMES, N. L. Apresentação. In: SILVA, P. V. B. da; RÉGIS, K.; MIRANDA, S. A. de (Org.). Educação das relações étnico-raciais [recurso eletrônico]: o estado da arte. Curitiba: NEAB-UFPR e ABPN, 2018, p. 13-17. GOMES, N. L. O movimento negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Rio de Janeiro: Vozes, 2017. GOMES, N. L. Relações étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, v. 12, n. 1, pp. 98-109, jan./abr., 2012. LANDER, E. (Org.). A Colonialidade do Saber: Eurocentrismo e Ciências Sociais. Tradução: Júlio César Casarin Barroso Silva. 3. ed. Buenos Aires: CLACSO, 2005. MALCOLM X. Malcolm X speaks: selected speeches and statements. BREITMAN, G. (ed.). New York: Grove Press, 1990. MARINGONI, G. O destino dos negros após a Abolição. Portal Geledés, 2012. Disponível em: https://www.geledes.org.br/o-destino-dos-negros-apos-abolicao-por- gilberto-maringoni/?gad_source=1&gclid=CjwKCAiA6t- 6BhA3EiwAltRFGACslInmwweeFPARFoW-8C8N-kvp- UY7nSB0looYzgWScySwuqMcnBoC3y4QAvD_BwE. Acesso em: 10 dez. 2024. MIZUKAMI, M. da G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 1986. 159 MOREL, E. A revolta da Chibata. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes,1963. PINHEIRO, B. C. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023. QUIJANO, A. Colonialidade do Poder, Eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. (Org.). A Colonialidade do Saber: Eurocentrismo e Ciências Sociais. Tradução: Júlio César Casarin Barroso Silva. 3. ed. Buenos Aires: CLACSO, 2005. REIS, D. dos S. A Colonialidade do Saber: Perspectivas Decoloniais para Repensar a Univers(al)idade. Educação & Sociedade, Campinas, v. 43, n. 1, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/V4NXjqDTzVTkVLRXQyDfdyQ/. Acesso em: 10 dez. 2024. RIBEIRO, D. O que é lugar de fala? (Coleção Feminismos Plurais). Belo Horizonte: Letramento, 2017. SCHMIDT, I. A. John Dewey e a Educação Para uma Sociedade Democrática. CONTEXTO & EDUCAÇÃO, Ijuí, Ano 24, n. 82, p. 135-154, jul./dez., 2009. Disponível em: https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoeducacao/article/view/1016/772. Acesso em: 10 dez. 2024. SILVA, M. R. P. da; MAFRA, J. F. (Org.). Paulo Freire e a educação das crianças. São Paulo: BT Acadêmica, 2020. SILVA, P. B. G. CNE Relatório de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Portal Geledés, 2009. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/cne-relatorio-de- petronilha-beatriz-goncalves-e-silva/>. Acesso em: 05 maio. 2024. SILVA, P. B. G. Políticas curriculares para combater o racismo. A página da educação, 2005. Disponível em: https://www.apagina.pt/?aba=7&cat=150&doc=11169&mid=2. Acesso em: 18 abr. 2024. TEIXEIRA, A. A educação e a crise brasileira. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1979. Disponível em: http://www.bvanisioteixeira.ufba.br/delivro.htm. Acesso em: 10 out. 2023. 160 TRINDADE, A. L. da. Educação-Diversidade-Igualdade: num tempo de encanto pelas diferenças. Revista Fórum Identidades, Itabaiana (SE), Ano 2, v. 3, n. 3, pp. 9-18, jan./jul., 2008. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/forumidentidades/article/view/1740. Acesso em: 10 dez. 2024. VEIGA, I. P. da. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, I. P. da (Org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1998, p.11-35. WALSH, C. Interculturalidade Crítica e Pedagogia Decolonial: In-surgir, re-existir e re-viver. In: CANDAU, V. (Org.). Educação intercultural na América Latina: Entre concepções, tensões e propostas. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2009. WERNECK, J. Nossos passos vêm de longe! Movimentos de mulheres negras e estratégias políticas contra o sexismo e o racismo. Revista da ABPN, v. 1, n. 1, p. 8- 17, mar./jun., 2010. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/303/281. Acesso em: 10 dez. 2024.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/1501
dc.languagepor
dc.publisherUSCS
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.subject.cnpqCIÊNCIAS SOCIAIS::Ciências Sociais::Educação
dc.subject.keywordseducação antirracista; práticas pedagógicas; metodologias ativas; Lei 10639/03; decolonialidade.
dc.titleMETODOLOGIAS ATIVAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/masterThesis

Arquivos

Pacote Original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Dissertação Juliana Timóteo de Melo.pdf
Tamanho:
3.26 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do Pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Nenhuma Miniatura disponível
Nome:
license.txt
Tamanho:
1.71 KB
Formato:
Item-specific license agreed to upon submission
Descrição:

Coleções