CONTRASTES NA CULTURA MORAL ORGANIZACIONAL
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Resumo
Este trabalho tem como objeto pesquisar a cultura moral das práticas administrativas abordando o tema sob dois ângulos. O primeiro procurou identificar a moralidade da opinião do indivíduo que observa ações para administrar empresas. Já o segundo procurou identificar a moralidade da opinião do indivíduo como membro atuante ou agente na empresa. Empregou-se o modelo de desenvolvimento moral de Kohlberg que trata do desenvolvimento da moralidade como parte integrante do processo de socialização, do aprendizado do que é certo ou errado, estabelecendo padrões de inserção do indivíduo em uma sociedade. Adotou-se, também, o modelo de desenvolvimento moral organizacional de Petrick que desenvolveu um modelo, a partir de Kohlberg, voltado para as organizações e que trata da cultura moral predominante dentro da empresa. Esses dois referenciais possibilitaram construir 10 indicadores distribuídos em 5 níveis de desenvolvimento moral. Cada um desses 10 indicadores foi desdobrado em duas versões. Uma versão para colher a opinião do sujeito que observa as práticas administrativas, e outra para colher a opinião do sujeito que age na administração. Foram pesquisados 471 sujeitos, sendo que 450 questionários foram considerados válidos para realizar os testes estatísticos necessários para a verificação da hipótese da pesquisa. Os resultados comprovam a hipótese, de forma estatisticamente significativa, que os pesquisados tendem a ser mais rigorosos quando julgam a ação dos outros. Já no papel de sujeitos que agem dentro da organização expressam uma opinião mais leniente, mais branda, a respeito de sua própria atuação. O referencial teórico sobre desenvolvimento do Ego de Loevinger forneceu instrumentos conceituais para analisar os resultados desta pesquisa. Também, foram colhidos dados para estudar se há relação entre o nível moral das respostas dos pesquisados com variáveis sócio-educacionais e os resultados não demonstraram de forma evidente a existência de relações.