Navegando por Autor "Silva, Marta Regina Paulo da"
Agora exibindo 1 - 10 de 10
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto A LINGUAGEM DO OLHAR: A FOTOGRAFIA NA DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA DA CRECHE(USCS, 2025-11-10) Andrade, Patrícia Stecca Reis de; Silva, Marta Regina Paulo daEsta pesquisa foi desenvolvida em uma creche pública da Rede Municipal de Santo André/SP, com professoras que atuam com crianças de 0 a 3 anos, e teve como questão orientadora: Como a fotografia, enquanto linguagem, na documentação pedagógica, pode contribuir para tornar visíveis as expressões, descobertas e interações das crianças pequenas na creche? A partir dessa problemática, estabeleceu-se, como objetivo geral, compreender como a fotografia, enquanto recurso da documentação pedagógica, contribui para dar visibilidade às expressões, descobertas e saberes das crianças na creche. Parte-se do pressuposto de que a fotografia, integrada à documentação pedagógica, configura-se como linguagem ética, reflexiva e democrática, que valoriza os processos em curso e a participação de crianças, educadores(as) e famílias. Ao transformar momentos cotidianos em narrativas visuais, a fotografia promove a escuta sensível, amplia a reflexão docente e favorece a construção coletiva de sentidos sobre o vivido. O referencial teórico está embasado nos estudos sobre infância, documentação pedagógica e fotografia como linguagem cultural, compreendendo a criança como sujeito de direitos e produtora de cultura. No caso da documentação pedagógica, ela é concebida como prática democrática e formativa, capaz de potencializar a escuta e a reflexão docente a partir dos registros visuais. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, por meio de pesquisa colaborativa, envolvendo entrevistas, observação participante, registros fotográficos e encontros formativos com as docentes participantes. Os resultados indicam que, embora a fotografia já estivesse presente nas práticas cotidianas, sua utilização nem sempre ocorria com intencionalidade pedagógica. O processo formativo colaborativo possibilitou a ressignificação dessa prática, ampliando o olhar docente para as múltiplas linguagens das crianças e fortalecendo o diálogo entre creche, famílias e comunidade. Os registros fotográficos revelaram expressões de curiosidade, encantamento e concentração, evidenciadas em gestos, olhares e interações. Assim, mostraram descobertas ligadas à exploração do corpo, do espaço e dos materiais, bem como trouxeram à tona saberes construídos coletivamente nas brincadeiras, nas relações entre pares e nas interações com adultos(as). Como desdobramento da investigação, foi elaborado um produto educacional no formato de catálogo fotográfico, concebido como recurso formativo, que articula imagem, escuta e reflexão, contribuindo para a consolidação de práticas pedagógicas mais sensíveis, democráticas e intencionais na Educação Infantil.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DE UMA PRÁTICA ANTIRRACISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL(USCS, 2025-08-07) Amaral, Vanessa Roberta do; Silva, Marta Regina Paulo daAo explorar e conhecer diferentes culturas, as crianças têm a oportunidade de combater preconceitos, valorizar a diversidade e construir uma compreensão mais ampla e inclusiva do mundo. Nesse processo, os brinquedos e as brincadeiras desempenham um papel fundamental, pois permitem que as crianças experimentem, vivenciem e aprendam sobre distintas realidades culturais, contribuindo para o desenvolvimento de uma visão positiva da diversidade e para o enfrentamento do racismo desde os primeiros anos. Nessa perspectiva, este estudo propõe-se a responder à seguinte questão: como os brinquedos e as brincadeiras podem contribuir para a construção de uma prática pedagógica antirracista na Educação Infantil? O objetivo geral é compreender como os brinquedos e as brincadeiras podem contribuir com a construção de uma prática antirracista na Educação Infantil, segundo as percepções dos(as) docentes. A partir do objetivo geral, delinearam-se os seguintes objetivos específicos: i) identificar a presença de brinquedos e brincadeiras que remetam à temática racial na Educação Infantil no município de Santo André; ii) verificar as concepções das(os) docentes acerca do brincar com a temática racial na Educação Infantil; iii) identificar as possibilidades e os desafios, segundo as percepções das(os) docentes, no trabalho antirracista por meio das brincadeiras na Educação Infantil; iv) elaborar um produto educacional que contribua para a educação étnico-racial na Educação Infantil a partir do uso de brinquedos e brincadeiras. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória, utilizando como principal instrumento de produção de dados entrevistas semiestruturadas com seis professoras da rede pública de Educação Infantil do município de Santo André. Complementarmente, realizou-se a análise dos planejamentos pedagógicos elaborados pelas participantes, referentes ao período de quinze dias, cuja referência foi o currículo municipal de educação de Santo André. A análise dos dados pautou-se no método de análise de conteúdo de Laurence Bardin. O referencial teórico dialoga com os estudos sociais da infância e as discussões sobre as relações étnico-raciais. Os resultados apontam que o uso de brinquedos e brincadeiras tem sido uma estratégia adotada pelas professoras para promover práticas pedagógicas antirracistas na Educação Infantil, favorecendo o reconhecimento e a valorização da diversidade étnico-racial desde os primeiros anos escolares. No entanto, constatou-se que a disponibilidade de materiais que representem adequadamente diferentes culturas, especialmente, a presença de bonecas negras, ainda é limitada. As percepções das docentes também indicam a necessidade de formações continuadas específicas e de maior apoio institucional, de modo a ampliar o repertório pedagógico e fortalecer o compromisso com uma Educação Infantil mais inclusiva e antirracista. O produto educacional será um e-book voltado às(aos) educadores(as) da Educação Infantil. O material reunirá fundamentos teóricos e sugestões práticas sobre brinquedos e brincadeiras em uma perspectiva pedagógica antirracista. Com linguagem acessível e foco na aplicabilidade, o e-book busca apoiar a formação docente e incentivar práticas que valorizem a diversidade, enfrentem o racismo e contribuam para a construção de uma educação comprometida com o respeito às diferenças e a equidade.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto DECOLONIZANDO O ENSINO DE ARTE: A VALORIZAÇÃO DAS ARTES VISUAIS DOS POVOS INDÍGENAS NO ENSINO FUNDAMENTAL(USCS, 2025-05-08) ACOSTA, RODRIGO; Silva, Marta Regina Paulo daEsta pesquisa parte da constatação da ainda insuficiente presença das artes visuais dos povos originários na formação docente em Arte, a qual permanece fortemente marcada por paradigmas eurocêntricos, elitistas e coloniais. Apesar da vigência da Lei nº 11.645/08, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura indígena nas escolas, nota-se a persistente desvalorização das produções artísticas desses povos nos currículos escolares. Esse cenário evidencia a urgência de práticas pedagógicas que promovam uma abordagem decolonial no ensino de arte. Nesse sentido, o objetivo principal deste estudo foi o de investigar, construir e analisar com os(as) estudantes do ensino fundamental, como a inclusão das artes visuais dos povos originários pode contribuir na construção de uma educação decolonial. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter interventivo, fundamentada nos Círculos de Cultura de Paulo Freire e em referenciais teóricos decoloniais e indígenas. O campo empírico foi uma escola pública localizada no município de Diadema, São Paulo (SP), onde foi implementado um projeto colaborativo com os(as) estudantes, envolvendo estratégias pedagógicas decoloniais, reflexões críticas e produções visuais coletivas. Os dados foram obtidos por meio de registros fotográficos, relatos e releituras criadas durante as atividades. Os resultados evidenciam que a inserção das artes indígenas no ensino de Arte proporcionou experiências estéticas e pessoais significativas, favorecendo o protagonismo estudantil, a valorização da diversidade cultural e o questionamento de identidades e estereótipos. As ações pedagógicas promoveram a construção de uma consciência crítica sobre a importância dos povos indígenas, suas lutas e expressões artísticas. Como desdobramento da pesquisa, foi produzido material educacional virtual, a ser divulgado em rede social, com o intuito de partilhar as experiências vividas durante esse processo investigativo. Conclui-se que práticas pedagógicas fundamentadas em abordagens decoloniais são fundamentais para a construção de uma educação inclusiva, crítica e comprometida com a valorização das culturas historicamente silenciadas, bem como com o reconhecimento das identidades e memórias familiares dos(as) estudantes. Quanto ao produto educacional digital, publicado na plataforma Instagram e mediado pelo educador, apresenta os objetos artísticos construídos em conjunto com os(as) estudantes do ensino fundamental. O objetivo é divulgar, de forma pública e acessível, as releituras realizadas ao longo do processo, promovendo a valorização da arte indígena e do pensamento decolonial no ambiente escolar. Busca-se, assim, uma abordagem educacional inclusiva e respeitosa, que reconheça e compreenda a riqueza das culturas indígenas brasileiras por meio das artes visuais populares e contemporâneas.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto HISTÓRIA DE VIDA E FORMAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: VIVÊNCIAS NA E COM A NATUREZA(USCS, 2024-12-12) Araújo, Miriane de Amorim; Silva, Marta Regina Paulo daEste trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com sete professoras de uma creche conveniada com a Prefeitura do município de Santo André. O objetivo da pesquisa foi compreender como a formação continuada para essas professoras, por meio das histórias de vida, possibilita repensar práticas que considerem as vivências na e com a natureza. A abordagem metodológica foi qualitativa, tendo como procedimento o método autobiográfico. O referencial teórico fundamentou-se nos estudos de Antonio Nóvoa, Marie Christine Josso, Paulo Freire e Léa Tiriba, entre outros(as) autores(as). Partimos do princípio de que só é possível amar aquilo que realmente conhecemos, o que evidencia a importância de a nova geração ter maior proximidade com a natureza para aprender a amá-la e valorizá-la. Assim, torna-se urgente a qualificação dos(as) profissionais da educação de modo a sensibilizá-los(as). Os resultados indicam que o método autobiográfico configura-se como um recurso eficaz para repensar a formação docente, ressaltando que essa formação é um processo contínuo ao longo da vida. Essa abordagem envolve estratégias que incentivam os sujeitos a refletirem sobre a importância da natureza em suas histórias de vida e na construção de suas identidades, promovendo um relacionamento profundo com o mundo ao seu redor. Os dados revelam ainda que a creche, ao defender o “quintal brincante”, pode proporcionar às crianças maior proximidade com a natureza, fazendo com que se sintam parte dela. Com base nos resultados obtidos, será elaborado, como produto educacional, um Caderno de Narrativas, com o intuito de contribuir com a formação continuada dos(as) profissionais da educação, em especial, daqueles(as) responsáveis pela formação docente, valorizando as histórias de vida no processo de desenvolvimento profissional. Concluímos que a formação, por meio do método autobiográfico, permite retomar percursos formativos, estabelecendo um diálogo profícuo com a realidade social e, consequentemente, com as práticas pedagógicas, construindo um saber e fazer docente que defenda o desemparedamento da infância desde a creche.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto LITERATURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POSSIBILIDADES PARA A CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS INTERCULTURAIS E DECOLONIAIS(USCS, 2025-11-11) Valverde, Ana Carolina Bresciani; Silva, Marta Regina Paulo daA presente pesquisa parte da necessidade de refletir sobre as contribuições da literatura africana e afro-brasileira na Educação Infantil, considerando os desafios e possibilidades concernentes à construção de práticas pedagógicas interculturais e decoloniais desde a primeira infância. O problema que orientou a investigação consistiu em compreender de que maneira o trabalho com a literatura africana e afro-brasileira pode contribuir para a implementação de práticas pedagógicas interculturais e decoloniais na Educação Infantil, a partir da perspectiva de educadoras e gestoras. O objetivo geral foi compreender de que maneira o trabalho com a literatura africana e afro-brasileira na Educação Infantil pode contribuir para a implementação de práticas pedagógicas interculturais e decoloniais, a partir da perspectiva de educadoras e gestoras, tendo em vista os processos de valorização e identificação étnico-racial na infância. Para tanto, adotou-se uma abordagem qualitativa de caráter exploratório, que incluiu a realização de um círculo epistemológico com professoras e gestoras atuantes em uma pré-escola da Rede Municipal de São Paulo, bem como a análise documental do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da instituição e de uma amostra dos planejamentos das educadoras participantes. O trabalho estabeleceu articulação com os campos da sociologia da infância, da pedagogia e das relações étnico-raciais, dialogando com os campos da interculturalidade, da decolonialidade e da literatura africana e afro-brasileira. Os resultados evidenciaram avanços, como: a presença do tema das relações étnico-raciais no PPP da unidade; a sensibilidade de algumas práticas docentes; e o reconhecimento da literatura africana e afro-brasileira como importante oportunidade para garantir a representatividade das crianças negras. Entretanto, verificaram-se também limites significativos, como: a ausência sistemática dessas obras nos planejamentos pedagógicos; a concepção restrita da literatura como passatempo; a insuficiência de formações continuadas; e a persistência de concepções e práticas que reforçam o mito da democracia racial. Assim, constatou-se que a literatura africana e afro-brasileira, quando intencionalmente mediada e sistematicamente incorporada aos planejamentos, constitui uma linguagem potente para a desconstrução de estereótipos, a valorização da ancestralidade e o fortalecimento das identidades negras na Educação Infantil. Como produto, será elaborado um caderno de apoio pedagógico, em formato de e-book, intitulado “Tecendo identidades: a literatura africana e afro-brasileira na construção de uma Educação Infantil intercultural e decolonial”, destinado a apoiar professores(as) dessa etapa na construção de práticas pedagógicas que sigam os princípios da interculturalidade e da decolonialidade, reunindo orientações, reflexões e indicações de livros, filmes, vídeos, podcasts, autores(as) e atividades com vistas a subsidiar ações educativas comprometidas com a equidade racial, alicerçadas na literatura africana e afro-brasileira.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto METODOLOGIAS ATIVAS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL(USCS, 2025-02-13) Melo, Juliana Timóteo de; Silva, Marta Regina Paulo daEsta pesquisa tem como objeto de estudo o uso das metodologias ativas na construção de uma educação antirracista. Defende uma educação inclusiva e decolonial que transcenda o eurocentrismo, valorize os saberes diversos e promova uma formação cidadã consciente e respeitosa à diversidade. Intenta responder à seguinte pergunta: como o trabalho com as metodologias ativas potencializam uma educação antirracista nos anos iniciais do ensino fundamental de uma escola municipal de São Bernardo do Campo? Como objetivo geral, buscou-se construir, por meio de metodologias ativas, práticas que potencializem uma educação antirracista nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em uma escola municipal de São Bernardo do Campo, São Paulo. Os objetivos específicos incluem: examinar nos documentos oficiais diretrizes e indicativos pertinentes ao tema; identificar os desafios enfrentados por educadores(as) na promoção de uma educação antirracista nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental; documentar e compartilhar as experiências e resultados obtidos durante a intervenção. O estudo fundamenta-se em perspectivas teóricas progressistas, antirracistas, decoloniais e críticas ao modelo capitalista, visando contribuir para a desconstrução de estruturas opressivas presentes no sistema educacional. A opção metodológica foi pela pesquisa-intervenção realizada com estudantes do 5o ano por meio de uma sequência didática, que teve como procedimentos os círculos de cultura e as metodologias ativas. Os resultados evidenciam a importância da construção coletiva do conhecimento e do engajamento das vozes dos(as) estudantes. Demonstram como práticas colaborativas e engajadas podem fortalecer o enfrentamento ao racismo no contexto educacional. Embora insuficientes para resolver problemas estruturais como o racismo, tais práticas oferecem caminhos para reflexões e mudanças concretas no ambiente escolar, promovendo uma educação mais justa e inclusiva. Os impactos da pesquisa também se fizeram presentes na prática pedagógica e no desenvolvimento pessoal da pesquisadora, reafirmando o compromisso com uma educação transformadora. Como produto educacional, será elaborado um documentário amador que registrará o processo de construção e de desenvolvimento de uma sequência didática antirracista, incluindo depoimentos dos(as) estudantes, registros visuais, animações e atividades pedagógicas. O documentário será disponibilizado on-line, visando inspirar educadores(as) e fomentar discussões sobre inclusão e diversidade nas escolas. Conclui-se com a urgência de ampliar o debate sobre as questões étnico-raciais nas escolas, visando à construção e à disseminação de práticas antirracistas.listelement.badge.dso-type Livro Acesso aberto “Não tem cor de pele aqui”. Narrativas infantis sobre raça na Educação Infantil(2024-02-09) Enumo, Eliane Cristina Uzeloto; Silva, Marta Regina Paulo daA Educação Infantil, como a compreendemos, desempenha um papel fundamental junto às crianças. Isso implica reconhecer as crianças como sujeitos de direitos, e seu papel como criadoras de culturas. Reconhecendo essa potência das crianças, a pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, intitulada: "Eu só peto escuro igual o meu pai": relações raciais na Educação Infantil e a leitura de mundo das crianças, de Eliane Cristina Uzeloto Enumo, sob orientação da Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva, teve como objetivo compreender a leitura de mundo das crianças em relação às questões raciais e evidenciar de que maneira essas vozes contribuem para uma educação antirracista no contexto da Educação Infantil, dialogando com os estudos da sociologia da infância, da pedagogia e das relações étnico-raciais. Os procedimentos metodológicos utilizados foram: a observação participante, registros escritos em diário de bordo, gravações audiovisuais e fotografias; além de entrevista semiestruturada com as docentes e investigação documental. A pesquisa considerou que a leitura de mundo das crianças sobre as questões raciais pode ser um ponto de partida para a construção de práticas pedagógicas antirracistas, destacando a escuta das crianças como prioridade no processo. Em razão disso, a partir da análise dos dados coletados no decorrer da pesquisa, elaboramos o material de apoio pedagógico no formato de um e-book, cujo público-alvo são os(as) professores(as) da Educação Infantil. Nele apresentamos, as vozes das crianças e as compreensões que elas compreendem sobre as questões raciais. Almejamos, com a apresentação desse material de apoio pedagógico, impulsionar discussões sobre a temática das relações raciais sob uma perspectiva crítica permitindo aos(as) professores(as) refletirem sobre as suas práticas pedagógicas e contribuírem para a equidade, o pertencimento e a discriminação no espaço escolar, por meio de práticas pedagógicas antirracistas.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto O PROFESSOR PERFORMER NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TRANSGRESSÕES POÉTICAS NO TRABALHO COM A ARTE(USCS, 2025-03-12) Silva, Alexandre Andrade; Silva, Marta Regina Paulo daÉ possível fazer Arte na Educação Infantil? Ela precisa restringir-se às pinturas e aos desenhos? A partir dessas inquietações, a presente pesquisa buscou responder à seguinte questão: De que modo os(as) professores(as), a partir de suas vivências e experiências formativas, constroem ações performativas no fazer artístico na Educação Infantil? O objetivo geral consistiu em compreender como os(as) professores(as), a partir de suas vivências e experiências formativas, constroem ações performativas no fazer artístico na Educação Infantil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que adotou como procedimento metodológico a bricolagem, possibilitando a produção de dados por meio de desenhos, pinturas, fotografias, vídeos, áudios e registros em diário de bordo. O diálogo teórico foi construído a partir de autores(as) que discutem a Arte na infância, a performance, a escuta, o corpo, a docência e a criança, com destaque para Nathalia Scheuermann dos Santos, Richard Schechner, Marina Marcondes Machado, Helena Bastos, Anna Marie Holm, Débora Pazzetto Ferreira, Jorge Col, Daniela Finco, Michel Foucault, Marta Regina Paulo da Silva, bell hooks, Denise Pereira Rachel, Maria Carmen Silveira Barbosa, Luciana Esmeralda Ostetto, entre outros(as), cujas contribuições fundamentaram e ampliaram as reflexões sobre a temática. Os resultados da pesquisa indicam que os desafios relacionados à Arte na Educação Infantil são diversos, porém a qualidade das experiências artísticas depende essencialmente do envolvimento e da disponibilidade dos(as) professores(as) em romper com práticas cristalizadas. Fazer arte com as crianças requer ultrapassar as re(pro)duções que limitam sua criatividade. Assim, torna-se fundamental reconhecer as crianças como produtoras de culturas, escutá-las ativamente e convidá-las a participarem das escolhas e decisões no processo artístico, rompendo com o adultocentrismo que ainda permeia as práticas pedagógicas. Conclui-se que é possível desenvolver experiências artísticas significativas na Educação Infantil, desde que os(as) docentes assumam uma postura mais performática, aberta à experimentação e à transgressão criativa. Tal postura implica desconstruir a figura de um(a) professor(a) rígido(a) e controlador(a),assumindo-se como um(a) educador(a) que se arrisca com as crianças, embarcando em seus processos inventivos e favorecendo espaços que potencializem o fazer artístico e suas leituras de mundo. Entende-se também a importância dos investimentos na formação dos(as) docentes, de modo a criar oportunidades para que os(as) profissionais ampliem seus olhares sobre as práticas artísticas na Educação Infantil, visando à qualidade do processo educativo. Tais investimentos devem contemplar um processo formativo contínuo, baseado em vivências, estudos, planejamento, disponibilização de recursos, além de diálogos entre especialistas, artistas e espaços culturais. educacional em formato de videoarte, que sintetize e expresse poeticamente todo o percurso investigativo e as experiências vividas.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto “PAI, NÃO É ÍNDIO, É INDÍGENA!”: ARTE INDÍGENA NA EDUCAÇÃO INFANTIL(USCS, 2025-12-02) Oliveira, Roberta Aline Costa; Silva, Marta Regina Paulo daEsta pesquisa parte da concepção de criança como sujeito ativo na construção do conhecimento, com direito a vivenciar múltiplas culturas. Assim, alinhada à Lei 11.645/2008, propõe-se a responder à seguinte questão: Quais são as possibilidades de construção de contextos investigativos sobre a arte indígena com crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil, residentes em áreas urbanas, que favoreçam o respeito, a valorização e a interlocução com os saberes e as expressões culturais dos povos indígenas? Partindo de tal premissa, tem-se, como objetivo geral: investigar as possibilidades de construção de contextos investigativos sobre a arte indígena com crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil, residentes em áreas urbanas, de modo a promover o respeito, a valorização e a interlocução com os saberes e as expressões culturais dos povos indígenas. Em relação aos objetivos específicos, são eles: I) Identificar os saberes que as crianças têm sobre a cultura indígena; II) Compreender as orientações presentes no Currículo da Rede Municipal de Educação de Diadema e no Projeto Político-Pedagógico da unidade escolar no que se refere ao trabalho com a cultura indígena; III) Analisar a viabilidade do trabalho com a arte indígena por meio de contextos investigativos na Educação Infantil; IV) Estabelecer um intercâmbio entre as crianças do contexto urbano da Emei e as crianças indígenas da aldeia Krukutu; V) A partir da análise dos resultados, elaborar um produto educacional que contribua para a valorização dos saberes indígenas no cotidiano pedagógico da Educação Infantil. A investigação adota uma abordagem qualitativa, de natureza aplicada, com foco em uma intervenção pedagógica realizada por meio de contextos investigativos com crianças não indígenas de 4 a 5 anos em uma pré-escola da cidade de Diadema (SP). A produção de dados ocorreu por meio de escuta sensível, observação e registros em diários de bordo, fotografias, filmagens e produções das próprias crianças. O referencial teórico fundamenta-se em autores(as) como Paulo Freire, Marta Regina de Paulo Silva, Maria Carmem Silveira Barbosa, Maria da Graça Souza Horn, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Glória Kok, Vera Maria Candau, além dos(as) artistas Délio Saraiva, Denilson Baniwa e Arissana Pataxó, em diálogo com a legislação educacional vigente. Os resultados indicam que é possível realizar propostas significativas a partir de contextos investigativos nos quais as crianças são protagonistas de suas pesquisas, ampliando o olhar sobre a arte e as culturas indígenas. Desse modo, reforça-se a importância de oportunizar tais vivências desde a Educação Infantil, como possível caminho para a formação de uma sociedade mais respeitosa e livre de preconceitos. Contudo, identificaram-se desafios no contexto escolar, como a carência de formação docente específica, a limitação de materiais pedagógicos e a reprodução de estereótipos. Ademais, constatou-se que a falta de conhecimento por parte da comunidade escolar e das famílias contribui para abordagens inadequadas sobre os povos indígenas, cuja cultura é profundamente diversa e merece reconhecimento e valorização. Conclui-se que é urgente promover uma formação crítica voltada à comunidade escolar e local, bem como ampliar os acervos pedagógicos e transformar as práticas educativas, de modo a combater preconceitos e discriminações. Como produto educacional, propõe-se a elaboração de um caderno pedagógico em formato de e-book, com orientações sobre a Lei 11.645/08, destinado a educadores(as) da Educação Infantil, a fim de ampliar e qualificar a abordagem da temática indígena de forma ética, respeitosa e sensível.listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto POR UMA PRÁTICA DOCENTE TRANSFORMADORA: A CRECHE E O DIREITO À CIDADE PARA BEBÊS E CRIANÇAS PEQUENAS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO(USCS, 2024-10-16) Cunha, Daisy Dias; Silva, Marta Regina Paulo daA infância é uma fase crucial e fascinante da vida, caracterizada por descobertas e aprendizagens fundamentais ao desenvolvimento humano. No entanto, a garantia do direito à cidade aos bebês e crianças pequenas continua sendo um desafio significativo. Isso se deve, em parte, a uma concepção equivocada e adultocêntrica que vê os bebês e crianças como sujeitos desprovidos de direitos e singularidades, impedindo o reconhecimento dessa etapa como um momento único e essencial. A presente pesquisa aborda o direito das crianças pequenas e dos bebês à cidade, com ênfase no papel das creches como espaços de transformação social. O objetivo geral foi compreender como os(as) docentes de um Centro de Educação Infantil (CEI), no município de São Paulo, por meio de suas práticas pedagógicas, contribuem para assegurar tal direito. Entre os objetivos específicos, destacam-se: identificar ações dos(as) professores(as) que promovem o direito à cidade para bebês e crianças; analisar o reconhecimento desse direito nos documentos curriculares da Cidade de São Paulo; e, como produto educacional, elaborar um caderno de apoio pedagógico em formato de livro eletrônico (e-book) interativo. O referencial teórico baseou-se nas discussões sobre o direito à cidade de Henry Lefebvre e, com relação ao direito à infância, partiu-se das contribuições de autores(as) como Manuel Jacinto Sarmento, Francesco Tonucci, Paulo Freire, Márcia Aparecida Gobbi, Marta Regina Paulo da Silva e Fúlvia Rosemberg, entre outros(as) estudiosos(as) do tema. A metodologia adotada foi qualitativa, incluindo análise documental dos Indicadores de Qualidade da Educação Infantil Paulistana e o Currículo da Cidade de São Paulo – Educação Infantil, além da realização de um grupo focal com professores(as) do CEI. A pesquisa permitiu aprofundar as reflexões sobre o papel da cidade na vida dos bebês e crianças pequenas, destacando a importância de criar e manter espaços onde esses indivíduos possam se expressar livremente dos quais possam participar ativamente. Os(as) docentes entendem suas práticas pedagógicas como meios de promover o direito à cidade, facilitando interações significativas que reconhecem e valorizam as contribuições das crianças para o ambiente urbano. Contudo, destacaram vários desafios de ordem estrutural e cultural que dificultam esse trabalho. Os resultados indicaram a urgência de políticas públicas mais inclusivas, que considerem a voz e as necessidades dos bebês e das crianças pequenas, especialmente no planejamento urbano. Como produto educacional, sugere-se a produção de um e-book destinado a educadores(as), no intuito de fomentar a compreensão e o aprofundamento acerca do direito à cidade e da participação de bebês e crianças pequenas no processo de democratização dos espaços urbanos, bem como de enfatizar seu reconhecimento como sujeitos de direitos.
