Navegando por Autor "Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva"
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Item A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE PEDAGÓGICO NA FORMAÇÃO DOCENTE: SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DE BEBÊS(2020-06-04) Daniela Silva e Costa Santana; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Elisabete F. Esteves CamposResumo Esta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como questionamento: quais os saberes necessários que o Assistente Pedagógico (AP) precisa ter para realizar com os docentes um trabalho formativo que atenda às especificidades da educação de bebês? O objetivo geral foi o de identificar os saberes dos APs necessários para sua atuação como formador de professores de bebês, a fim de elaborar propostas que auxiliem a qualificar seu trabalho. Parte do pressuposto de que a formação continuada, dentro dos espaços da creche e mediada pelo AP, é relevante, visto contribuir com o desenvolvimento profissional do docente e, consequentemente, com a transformação de sua prática pedagógica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como procedimentos metodológicos: o levantamento e leitura de documentos oficiais do município de Santo André/SP, campo desta pesquisa, e questionário destinado aos APs e aos docentes que atuam com os bebês. Como referencial teórico, fez uma interlocução com os estudos e pesquisas de Vera Maria Nigro de Souza Placco, Laurinda Ramalho de Almeida, Vera Lúcia Trevisan Souza; António Nóvoa; Carlos Alberto Libâneo; Maria Clotilde Rosseti-Ferreira; dentre outros. Os resultados evidenciaram que os APs reconhecem a importância de suas funções como formadores e articulares do grupo docente. Tal reconhecimento também se fez presente entre os professores. Sobre os saberes necessários para atuarem na formação dos profissionais de berçário, tanto os APs quanto os docentes pontuam a indissociabilidade entre as funções de cuidar e educar, o reconhecimento e valorização das múltiplas linguagens dos bebês e o respeito às suas singularidades. As docentes ainda destacam a necessidade de uma escuta e observação atenta aos bebês de modo a conhecê-los e então planejarem os contextos educativos. Embora reconheçam a importância das formações externas, oferecidas pela Secretaria de Educação, APs e docentes citam o distanciamento entre a realidade vivida nas creches e estas formações, pontuando a necessidade de haver temáticas específicas para a educação de bebês e que estas dialoguem com o cotidiano das instituições. Conclui-se que a formação continuada dentro da creche é importante e traz elementos relevantes para repensar a prática docente, contudo, há a necessidade de investimentos da Rede Municipal na formação do AP para ampliar seus saberes e, consequentemente, suas possibilidades de atuar com seu grupo, garantindo que todos os bebês recebam educação de qualidade que respeite suas especificidades e direitos. Frente aos resultados, o produto educacional desta pesquisa destina-se à formação dos APs de modo que se privilegie seus saberes, por meio de um blog, a fim de compartilhar experiências, além de promover discussão e reflexão sobre temáticas advindas da realidade da creche e específicas em relação à educação de bebês.Item A AVALIAÇÃO DOCUMENTADA E PARTICIPATIVA NA CRECHE NO CONTEXTO DE PANDEMIA: NARRATIVAS DA TRAJETÓRIA DE APRENDIZAGEM(2021-02-26) Natalia Francisquetti Silva Vieira; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Rodnei Pereira; Profa. Dra. Amanda Cristina Teagno Lopes MarquesEsta pesquisa foi realizada em uma creche pública da Rede Municipal de Educação de Santo André/SP, com um grupo de crianças de 2-3 anos, durante o período pandêmico decorrente do COVID-19, o qual acarretou na necessidade de construção de um projeto educativo emergencial de atendimento remoto. Neste cenário, este estudo teve como pergunta orientadora: Como construir um processo de avaliação participativa que narre a trajetória de aprendizagem das crianças pequenas em contexto de pandemia? Com base nesta problemática, o objetivo geral foi o de construir um processo de avaliação documentada e participativa que tornasse visível a trajetória de aprendizagem de crianças de 2-3 anos em contexto de pandemia. Parte da compreensão de que a avaliação na Educação Infantil é um fazer processual que contempla a participação efetiva da tríade: crianças, educadoras e famílias, o qual tem como finalidade o acompanhamento da ação educativa e do percurso de aprendizagem de meninos e meninas. O referencial teórico está embasado nos estudos e pesquisas da sociologia da infância, pedagogia da infância, pedagogias participativas, bem como na legislação referente à Educação Infantil. Como procedimento metodológico, optou-se pela abordagem da pesquisa interventiva. Assim, o projeto de intervenção deu-se através da construção de uma sistemática de avaliação documentada e participativa. Para tanto, o processo documental coletivo denominado “Como nós e nós” – o qual foi construído no decorrer da trajetória educativa remota a partir dos registros envidados pelas famílias e crianças – subsidiou a construção das narrativas individuais de cada criança, que se consolidou como o instrumento avaliativo para atender à especificidade da avaliação de acompanhamento. Os registros da professora pesquisadora e entrevistas com as famílias também foram utilizados como instrumentos de coleta de dados. Como resultados, este estudo indica que a perspectiva de educação não presencial não comunga com a especificidade do projeto educativo da creche. Entretanto, a continuidade do atendimento às crianças através das ações em parceria entre creche e famílias evidenciou a potência da atuação colaborativa entre as instituições. Em contrapartida, a comunicação com os meninos e meninas foi um desafio, o que exigiu escutar suas vozes para além da linguagem verbal, através da interpretação de fotos e vídeos que eram compartilhados no grupo virtual. Com relação ao fazer avaliativo, demonstrou que a documentação pedagógica viabiliza a participação da tríade, em congruência com um projeto de educação de infância dialógico em que todos(as) envolvidos(as) tenham garantido o seu direito de fala e escuta. Por fim, conclui que a experiência remota reverbera em reflexões para (re)pensar as práticas a serem desempenhadas no retorno ao atendimento presencial, no que se refere às ações em parceria entre creche e famílias e a consolidação de uma prática avaliativa contextualizada ao cotidiano pedagógico, de acompanhamento e testemunhal, coconstruída por adultos(as) e crianças. Como desdobramento desta investigação, será produzido como produto educacional um E-Book, o qual terá como premissa contribuir com o processo reflexivo na busca pela realização de “novos possíveis” ao fazer avaliativo na creche.Item A COMPREENSÃO DE PROFESSORAS E PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O TEATRO NA EDUCAÇÃO(2020-10-12) Leonardo Birche de Carvalho; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Clarilza Prado de SousaA Lei Federal No 13.278, de 2 de maio de 2016, definiu que o componente curricular Arte deve ser constituído por quatro linguagens artísticas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. No entanto, os cursos superiores de Pedagogia, que formam grande parte das professoras e professores que lecionam os diferentes componentes curriculares, entre eles Arte, nos anos Iniciais do Ensino Fundamental, não sofreram alterações em seus currículos para contemplar as quatro linguagens artísticas. Além dessa característica da formação de pedagogas e pedagogos, tanto o número de cursos de formação de licenciatura nas quatro linguagens artísticas, quanto o número de ingressantes nesses cursos não tem aumento significativo desde 2010. Diante desse cenário, apesar da obrigatoriedade do ensino linguagem artística Teatro na educação básica prevista em lei e da potencialidade educacional do Teatro para a formação e desenvolvimento dos indivíduos, para o exercício de conscientização da realidade objetivando a sua transformação, e como possibilidade de emancipação do sujeito, aparentemente o desenvolvimento de um trabalho no interior da escola que contemple essa linguagem está longe de ser alcançado. Esse alcance depende, entre outros fatores, do conhecimento que as professoras e professores possuem sobre a linguagem artística Teatro e como a interpretam. Nesse sentido, esta investigação teve como problema de pesquisa: Quais as compreensões de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? O Objetivo geral foi investigar a compreensão de professoras e professores de escolas públicas (municipais, estaduais e federais) do Estado de São Paulo sobre a pratica e o uso do Teatro nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A metodologia da pesquisa e descritiva, quali-quantitativa, com delineamento de levantamento de campo (survey), e teve como instrumento de coleta questionário com perguntas abertas e fechadas, com 326 respondentes validos. Os dados quantitativos foram processados no software SPSS 23, e os dados qualitativos no software IRaMuTeQ. O referencial teórico utilizado e centrado em autoras e autores da educação em teatro, como Slade, Spolin, Reverbel, Boal e Lopes, autores da educação, como Vigotski e Catterall, em Moscovici, sobre a Teoria das Representações Sociais, utilizando a abordagem estrutural das Representações Sociais, de Abric. A pesquisa verificou que o teatro não é abordado na formação docente, fato que leva os docentes a não utilizarem praticas ou jogos teatrais na escola. Apesar disso, o teatro e considerado importante no contexto escolar pelos docentes, sendo um recurso didático para o ensino de diversos outros componentes curriculares. A Representação Social dos docentes sobre o teatro tem como Núcleo Central elementos abstratos e que se relacionam com ideias que envolvem o teatro e seus efeitos ou funções, deixando os elementos concretos e técnicos do teatro que são combinados para a materialização e execução de uma obra teatral no Sistema Periférico. Os resultados da pesquisa indicam que há oportunidade para ampliar a presença do teatro na escola, a partir da formação docente, seja ela inicial, em serviço ou em educação não formal. Para tanto, o produto proposto e uma ação formativa sobre o teatro e suas possibilidades no contexto escolar, tendo docentes como público-alvo.Item A FORMAÇÃO CONTINUADA DAS DOCENTES DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO NO CONTEXTO PANDÊMICO (2020-2021)(2023-06-27) Aline Alves; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Ana Silvia Moco Aparício; Profa. Dra. Elisabete Ferreira Esteves CamposNo período de isolamento social a formação continuada docente foi de suma importância, acontecendo com peculiaridades decorrentes daquele momento. Por isso, a pergunta norteadora da pesquisa centrou-se em saber, como a formação continuada em serviço subsidiou a prática docente na pré-escola, durante o período pandêmico 2020-2021, segundo as percepções das docentes? O presente estudo teve como objetivo compreender como a formação continuada em serviço subsidiou o fazer docente em uma escola municipal de Educação Infantil, em São Paulo, no contexto pandêmico (2020-2021), segundo as percepções das professoras. Por objetivos específicos: 1. identificar como ocorreu a formação em serviço durante o período pandêmico (2020-2021). 2. analisar, segundo as percepções das professoras, indicadores de contribuição da formação continuada em serviço para qualificar o fazer docente durante o período de isolamento social (2020-2021) e pós pandemia; 3. verificar possíveis avanços e/ou obstáculos ocorridos na formação continuada durante a pandemia; 4. elaborar um e-book com as narrativas das docentes com o propósito de dar visibilidade às aprendizagens do professorado que estiveram à frente das demandas educacionais ocorridas nos anos 2020/2021.Tratou- se de uma investigação de caráter qualitativo exploratório. Como procedimentos metodológicos foram utilizados os relatos das experiências de cinco docentes, ocorridas nos processos formativos (2020-2021), por meio das cartas pedagógicas e investigação das pautas formativas vinculadas ao período de isolamento social. As pautas formativas e as cartas foram analisadas por meio da análise de conteúdo tendo como inspiração os estudos de Laurence Bardin. O referencial teórico, pautou-se nos trabalhos de pesquisadores/as da formação continuada, dentre eles/as: António Nóvoa, Bernadette Gatti, Francisco Imbernón, Marcelo Garcia, Paulo Freire, Selma Garrido Pimenta, assim como nas legislações que tratam dos direitos da criança em espaços coletivos. Os dados coletados revelaram que o isolamento social demandou muitas ações do professorado como o trabalho em equipe, a superação de barreiras tecnológicas e o excesso de trabalho compondo o seu fazer docente. Entretanto, diante desse cenário imposto pela pandemia, houve uma formação continuada em serviço subsidiando o trabalho do professor e professora da Educação Infantil, demonstrando que houve mais avanços do que obstáculos na formação docente ocorrida no período. A partir dos resultados, dessa investigação será elaborado, como produto educacional, um e-book com as experiências das professoras durante seu percurso formativo, construído por meio das narrativas descritas nas cartas pedagógicas.Item A LITERATURA AFRO-BRASILEIRA NA CRECHE MUNICIPAL DE SÃO PAULO(2019-05-27) Cleia Souza Santos; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Germana Ponce de León RamirezEsta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa, que teve como objetivo compreender de que forma as professoras, que trabalham com crianças de 0 a 3 anos em uma creche municipal de São Paulo, abordam a literatura afro-brasileira em sala de aula. Parte do pressuposto de que na educação infantil é recorrente encontrar uma literatura pautada em manifestações do continente europeu. Logo as crianças negras tendem a construir uma visão baseada em conceitos negativos sobre os(as) negros(as) difundida na sociedade. Desconstruir tais conceitos implica em desvelar práticas racistas no interior das instituições educacionais, fazendo-se necessário evidenciar, no interior destas imagens positivas dos(as) negros(as). A opção metodológica foi por uma abordagem qualitativa, tendo como procedimentos metodológicos: análise documental, entrevistas com as docentes e levantamento do acervo de obras de literatura afro-brasileira da creche. O referencial teórico dialoga com os estudos e pesquisas da área da infância, da literatura e das questões étnico-raciais. A análise dos dados revelou que o trabalho com a literatura infantil é bastante valorizado no Centro de Educação Infantil, sendo realizado diariamente com as crianças a partir de diferentes estratégias. Contudo, não é considerado nesse trabalho a questão da diversidade cultural e étnica. À exceção de uma docente que trabalha com a temática, as demais apresentam a literatura afro-brasileira de modo esporádico, sendo que uma delas alega que só trabalha quando cobrada, como, por exemplo, no Dia da Consciência Negra. Esta não presença do tema da diversidade faz parte da cultura do silenciamento frente às várias formas de colonização, dentre elas o racismo. Os dados demonstraram, ainda, que as professoras, em sua maioria, reconhecem a importância de trabalhar com esta literatura na creche, mas alegam não terem formação para isso. Desse modo, frente a estes resultados, e por solicitação das professoras, foi elaborado, como produto educacional desta pesquisa, uma proposta de formação para as professoras sobre a temática literatura afro-brasileira na educação infantil.Item A PRODUÇÃO DAS CULTURAS INFANTIS EM CONTEXTOS BRINCANTES NO RETORNO PRESENCIAL À CRECHE(2023-05-25) Michele Matos de Souza; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Ligia de Carvalho Abões VercelliA presente pesquisa debruçou-se sobre a seguinte questão: como crianças de 3 a 4 anos produzem suas culturas, sob em contextos brincantes, no retorno presencial à creche? O estudo teve como objetivo compreender as produções culturais infantis em situações de brincadeiras no retorno presencial à creche no município de Santo André, estado de São Paulo. Como referencial teórico foram adotados os estudos da Sociologia da Infância e da Pedagogia da Infância. Trata-se de uma pesquisa de inspiração etnográfica, tendo como sujeitos do estudo crianças entre 3 e 4 anos de uma creche municipal. Os instrumentos para a produção de dados foram: a observação participante, registros escritos em diário de campo, gravações audiovisuais, fotografias, entrevistas com a professora e com a agente de desenvolvimento infantil da turma, bem como a leitura e interpretação do Projeto Político Pedagógico da instituição pesquisada e da proposta curricular municipal, permitindo, assim, o cruzamento de informações. Para a análise dos dados, inspirou-se no método de Análise de Conteúdo, proposto por Laurence Bardin. Os resultados da pesquisa revelam que, apesar de imersas no contexto pandêmico, a temática da Covid-19 não se constituiu como uma preocupação das crianças durante suas brincadeiras no retorno presencial à creche, sendo as relações familiares e os elementos das mídias/literatura infantil os temas que emergiram com mais frequência. Contudo, isso não significou que as crianças estivessem alheias aos acontecimentos e que estes não tenham impactado suas vidas, haja vista que, no retorno presencial, em 2021, segundo as educadoras entrevistadas, as crianças tiveram que reaprender a conviver com a diversidade e a brincar. A análise dos dados reitera a potência das crianças em se apropriarem e inserirem novos elementos nas informações advindas da cultura, por meio de um processo coletivo de reelaboração com seus pares. As relações entre elas foram marcadas por demonstrações de afeto e gentilezas, mas também por negociações e conflitos que logo se resolviam, dando lugar às brincadeiras. A partir dos resultados da pesquisa, pretende-se elaborar um produto educacional, por meio de um E-book, com narrativas que proporcionem visibilidade às produções culturais infantis em situações de brincadeira.Item A RELAÇÃO PRÉ-ESCOLA E FAMÍLIA EM TEMPOS DE PANDEMIA(2023-05-19) JOYCE LIMA BRANDÃO; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Ligia Carvalho Abões Vercelli; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de AndradeA parceria entre as instituições educacionais e as famílias, na educação das crianças, constituiu-se, ainda, um grande desafio à educação brasileira. Esse desafio, nos anos de 2020 e 2021, em decorrência da pandemia da Covid-19 e o atendimento não presencial, tornou-se ainda maior, visto a necessidade dessa relação de parceria para a manutenção dos vínculos e continuidade do trabalho pedagógico. No intuito de compreender esse cenário, esta pesquisa tem como objeto de estudo a relação entre pré-escola e família no contexto pandêmico. As questões que norteadoram a pesquisa foram: como ocorreu a relação entre a pré- escola e a família no período de 2020-2021? Quais as aprendizagens adquiridas desse momento a serem consideradas no retorno presencial? Os objetivos gerais foram compreender como ocorreu a relação entre a pré-escola e família no período de 2020-2021 e verificar quais as aprendizagens adquiridas desse momento da pandemia para o retorno ao atendimento presencial. Para atingir tal objetivo, teve por objetivos específicos: 1) identificar os canais de comunicação entre a pré-escola e família; 2) conhecer o que pensam as famílias sobre a educação dos seus filhos e filhas nesse cenário pandêmico; 3) verificar as percepções das famílias quanto às parcerias com a pré-escola e a percepção das docentes acerca da parceria com as famílias; 4) a partir dos resultados da pesquisa, elaborar um documento com algumas orientações que auxiliem as instituições nessa parceria com as famílias. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, que teve como procedimento metodológico as entrevistas semiestruturadas com as famílias e as professoras das turmas de pré-escola que atuam com crianças de cinco anos. O referencial teórico utilizado contou com os trabalhos de Paulo Freire, Jane Margareth Castro, Boaventura Souza Santos, Carlos Gil e Marli André, dentre outros. A análise dos dados produzidos revelou que, no período pandêmico, docentes e famílias tiveram que se reinventar na construção de uma relação mediada pelas tecnologias digitais, o que permitiu a manutenção dos vínculos e a realização das propostas pedagógicas com as crianças. Contudo, demonstrou que algumas famílias enfrentaram mais dificuldades, evidenciando a desigualdade socioeconômica do município de Santo André. A sobrecarga de trabalho, tanto das professoras quanto das mães, também se fizeram presente nos depoimentos das entrevistadas, revelando o acúmulo de funções desempenhadas pelas mulheres nas esferas pública e privada. Com relação às aprendizagens desse período, docentes e mães apontam a maior proximidade entre a pré-escola e as famílias, o que permitiu às últimas conhecerem um pouco mais o trabalho realizado na Educação Infantil. Ao retornar presencialmente, espera- se que a relação entre as instituições de Educação Infantil e as famílias configure-se em uma parceria efetiva, marcada pela escuta, pelo diálogo e pela participação das famílias no cotidiano educativo, visando sua contribuição na educação das crianças. O produto educacional apresentado nesta pesquisa visa, justamente, contribuir com a manutenção desta parceria, essencial para o desenvolvimento pleno das crianças. Consiste em um caderno de apoio, em formato de e-book, destinado aos educadores e às educadoras da rede municial de Santo André. Seu objetivo é apresentar orientações acerca da manutenção de vínculos entre família e pré- escola, considerando algumas práticas que podem/devem ser mantidas após o retorno às aulas presenciais.Item AS INTERAÇÕES E O BRINCAR NO RETORNO PRESENCIAL À CRECHE EM TEMPOS DE PANDEMIA.(2022-02-08) Giselle Carolina da Silva; Prof.ª Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Daniela FincoO ano de 2021 marcou o momento do retorno presencial à creche após um ano e meio de afastamento dessa instituição educacional devido ao isolamento social imposto, o qual se caracterizou como uma das medidas protetivas estabelecida em todo país para o controle da pandemia causada pelo novo Coronavírus. Foi um período de muitas incertezas, dúvidas, medos, angústias e muitos desafios. Investigar esse cenário constitui-se como uma necessidade, visto que era urgente problematizar esse retorno em meio aos protocolos sanitários, cujas orientações se distanciam da concepção de criança e da educação da primeiríssima infância. Nesse sentido, esta pesquisa teve como objetivo compreender o modo como as crianças ressignificam o brincar e as interações em face ao retorno presencial à creche em tempos de pandemia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que teve como instrumentos para coleta de dados: os registros escritos da professora-pesquisadora, áudios, vídeos, desenhos, fotografias das crianças em diferentes contextos de interação e brincadeira, rodas de leitura e contação de histórias. O campo da investigação se deu com crianças na faixa etária entre 3 e 4 anos, no contexto de uma creche municipal de Santo André na qual a pesquisadora atua como professora. O referencial teórico que fundamentou esta investigação baseou-se em estudos e pesquisas da pedagogia da infância, da sociologia da infância, em legislações referentes à Educação Infantil, além de documentos oficiais e cartas abertas acerca dos impactos do contexto pandêmico na Educação Infantil. Os resultados da pesquisa revelaram as vulnerabilidades do tempo marcado por medidas protetivas instauradas na creche, principalmente em relação ao distanciamento entre as pessoas e ao uso de máscaras faciais, fatores que tiveram impacto direto no acolhimento às crianças e na escuta a elas. Meninos e meninas evidenciaram suas necessidades e desejos em estarem juntos(as), afirmando-se como sujeitos sociais. Suas narrativas também manifestaram seus incômodos com o uso de máscaras faciais, uma vez que estas dificultavam a compreensão de suas falas e expressões. As crianças pronunciaram suas leituras de mundo, repertoriadas em tempos de pandemia, por meio de ressignificações nas interações e brincadeiras frente aos protocolos sanitários, de modo a se revelarem capazes de extrair do universo adulto as poéticas infantis e, assim, produzir as culturas infantis. Compartilhar suas emoções e sentimentos nestes tempos de pandemia também foi um ato que se fez presente ao longo da pesquisa, bem como os laços de amizade que foram sendo constituídos entre elas nesta trajetória investigativa. A visibilidade de suas vozes corrobora a potência da escuta atenta às crianças e o quanto elas contribuem para a reflexão acerca do universo infantil e, consequentemente, da educação das crianças pequenas. Por fim, como desdobramento desta investigação, será produzido como produto educacional uma narrativa, por meio de um E-book, no intuito de proporcionar visibilidade às vozes infantis no retorno presencial à creche nestes tempos pandêmicos.Item CONCEPÇÕES DE INFÂNCIA E DE QUALIDADE DA PRÉ-ESCOLA DO MUNICÍPIO DE DIADEMA: ORIENTAÇÕES CURRICULARES E A PERSPECTIVA DOS GESTORES(2020-04-13) Xirlaine dos Anjos Sousa; Profª. Drª. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Sandra Lúcia FerreiraEste trabalho de pesquisa analisa as orientações curriculares para a educação infantil da rede municipal de Diadema, localizada na Região do Grande ABC Paulista, com foco em três categorias conceituais: infância, qualidade da educação infantil e função social da pré-escola. Para tanto, examina dois documentos: a Proposta Curricular de Diadema para a Educação Infantil-publicada em 2007 e o Referencial Curricular do Sistema SESI-SP, composto por materiais apostilados adotados a partir do ano de 2014. O objetivo geral da pesquisa foi conhecer as concepções que orientaram as práticas curriculares e pedagógicas da pré-escola do município de Diadema entre 2014 e 2018. Para tanto, foram definidos três objetivos específicos: a) analisar os avanços e retrocessos das políticas de Educação Infantil no Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988; b) identificar as concepções de infância e de qualidade presentes nos documentos curriculares; c) conhecer as concepções dos gestores pedagógicos a respeito da infância, da qualidade e da função social da pré-escola. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, que combina análise documental e de dados obtidos em um grupo de discussão realizado com professores/gestores de educação infantil desse município. O estudo se fundamenta nas contribuições teóricas de autores da Sociologia da Infância e do campo das políticas públicas de Educação Infantil. Os resultados apontam diferenças significativas de concepção e de abordagem pedagógicas entre os dois documentos, refletindo-se nos discursos contraditórios e ambivalentes das profissionais sobre a função social da pré-escola. Um acervo virtual de memórias curriculares da educação infantil de Diadema tende a contribuir para reflexão e futuros estudos sobre a concepção de infância do município. Conclui-se que é preciso continuar lutando por políticas públicas que reconheçam o direito das crianças a usufruírem plenamente o tempo da infância e que tenham o brincar como princípio educativo da educação infantil.Item DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE ESCOLARIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISTA: PERCEPÇÕES DOS GESTORES DA REDE MUNICIPAL DE SANTO ANDRÉ(2022-06-24) Juliana de Moura Borges; Prof.ª Dr. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Marcos Cezar de FreitasEste estudo insere-se no contexto mais amplo dos debates e reflexões sobre os limites e possibilidades da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, instituída no Brasil no ano de 2008. Como objeto específico, a pesquisa focalizou no processo de escolarização das crianças com hipótese de autismo ou diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na perspectiva das equipes gestoras da rede municipal de educação de Santo André. O objetivo geral foi compreender os desafios e possibilidades de escolarização das crianças com TEA no contexto das políticas de educação inclusiva desse município, localizado na região do Grande ABC Paulista. Os objetivos específicos foram: descrever o fluxo de atendimento e as ações realizadas pelos equipamentos públicos do município de Santo André com vistas à escolarização de crianças com hipótese de autismo ou já diagnosticadas com TEA; conhecer os desafios para a inclusão de crianças com hipótese de autismo ou diagnosticadas com TEA, na percepção de integrantes de equipes gestoras da rede pública municipal de Santo André; identificar as lacunas formativas dos atores envolvidos nos processos de inclusão de crianças com TEA em escolas da rede municipal de Santo André na percepção das equipes gestoras. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, combinando as seguintes técnicas de coleta de dados: a) pesquisa documental; b) roda de conversa realizada com duas Assistentes Pedagógicas (AP) e duas Professoras Assessoras de Educação Inclusiva (PAEI), representantes das unidades escolares; c) entrevista semiestruturada com uma representante da Gerência de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação. A análise dos dados foi realizada com base nos procedimentos metodológicos da análise de prosa em diálogo, com as contribuições teóricas de autores alinhados com o paradigma da inclusão, que entende o acesso à educação e a permanência na escola como um direito humano fundamental de todos os alunos. Os dados apontam que apesar de o município possuir uma longa trajetória de políticas de educação inclusiva, com investimentos sistemáticos em infraestrutura e processos formativos dos profissionais, ainda existem barreiras atitudinais que dificultam a inclusão e a escolarização de crianças com TEA nas salas de aula comuns; ademais, nesse processo, os saberes da área da saúde ainda prevalecem sobre os saberes pedagógicos construídos e sistematizados nas práticas cotidianas das escolas. Como produto técnico-tecnológico desta pesquisa, propõe-se a elaboração de um protocolo de ações que oriente os gestores a conduzirem o atendimento e as orientações necessárias à inclusão e escolarização da criança com TEA, que só se efetiva por meio da garantia do direito de aprender e conviver com seus pares nas escolas comuns.Item EDUCADORAS DE BEBÊS: DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL(2018-10-04) Marilda Capitulina Costa Salgado; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Profa. Dra. Zeila de Brito Fabri DemartiniEsta dissertação apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com educadoras de bebês das escolas municipais integradas (EMIs) de São Caetano do Sul/SP. Trata-se de uma pesquisa qualitativa inspirada em abordagens biográficas, que utilizou relatos orais em forma de depoimentos, fontes iconográficas, documentações oficiais (regimento escolar) e não oficiais (portfólios e registros de educadoras). Teve como objetivo compreender como as educadoras de bebês da Rede Municipal de Educação de São Caetano do Sul vêm constituindo sua identidade profissional. Parte do pressuposto de que a relação adulto-bebê nos berçários é relevante e que a qualidade do trabalho pedagógico está diretamente relacionada à formação dos(as) profissionais que neles atuam. Procurou compreender essa identidade dentro de um contexto histórico que envolveu um resgate da história do atendimento aos bebês nas creches e EMIs. Por meio da pesquisa tal história pôde ser sistematizada, uma vez que não havia registros da mesma, estando ela em poder das pessoas que a viveram. Como referencial teórico, utilizou-se dos estudos de Zygmunt Bauman, Claude Dubar, Stuart Hall, Zeila de Brito Fabri Demartini, Maria Carmen Silveira Barbosa, Anna Tardos, Emmi Pikler, Loris Malaguzzi, entre outros(as). Os resultados evidenciam um modelo de atendimento exclusivamente assistencialista nos primeiros anos dos berçários no município. Diante das demandas que surgiam no dia a dia, as educadoras foram construindo seus fazeres e saberes apoiadas em conhecimentos de senso comum e também naqueles adquiridos em formações em serviço, planejadas e desenvolvidas por diretoras e professoras das próprias unidades educacionais, que buscavam qualificar o trabalho. O Projeto Bebê 2000, considerado pelas educadoras como a primeira ação formativa dedicada às auxiliares, promoveu a reorganização dos espaços dos berçários trazendo uma nova concepção de atendimento que passou a compreender a potência dos bebês como seres que se relacionam por meio de muitas linguagens. O envolvimento de todos(as) que participaram desse processo, que objetivava a qualificação das práticas, foi fundamental para que mudanças significativas ocorressem; no entanto, a pesquisa revela que a atuação de profissionais sem formação em magistério nos berçários produziu um contexto no qual as educadoras vêm assumindo atribuições de auxiliares e de docentes, onde se observa uma dicotomização do cuidar e educar presente nos relatos das educadoras, que classificam as práticas como pedagógicas e não pedagógicas, sendo que essas últimas, referem-se aos cuidados com alimentação e higiene. A análise do regimento escolar indica que tal documento não define, com clareza, as atribuições das auxiliares berçaristas, uma vez que não considera as especificidades inerentes à prática da docência com bebês, como também o contexto dos berçários do município, que se configura pela ausência de professor(a). A complexidade que envolve a docência de bebês requer uma sólida qualificação profissional, dadas as especificidades inerentes à profissão, sendo primordial o investimento tanto na formação inicial quanto na continuada, caso contrário, como salientam as educadoras que participaram da pesquisa, há risco de constantes retrocessos que podem levar ao antigo modelo assistencialista.Item ESPAÇOS PEDAGÓGICOS NA CRECHE HERBERT DE SOUZA: UM OLHAR PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA(2019-02-27) Marcelo Tadeu Marton; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrades; Profa. Dra. Maria Christina de Souza Lima RizziO presente estudo teve como objetivo investigar se as experiências de projeção de espaços pedagógicos, vividas na Creche Herbert de Souza, no município de Santo André/SP, em 2012, permitiram aos(às) profissionais que delas participaram promover outras intervenções de ressignificação do ambiente escolar nos locais em que atuaram em anos posteriores. O intuito foi o de identificar os fatores que possibilitaram tal ressignificação e, a partir deles, construir subsídios à ação de educadores(as) no processo de projeção dos espaços. Trata-se de uma investigação de caráter qualitativo, um estudo de caso, que teve como procedimentos metodológicos o relato das experiências da creche, o uso de cartas pedagógicas e da fotografia, como forma de estabelecer conexões, confrontos, partilhas e possibilidades de interpretações da realidade estudada. O referencial teórico pautou-se nos trabalhos de pesquisadores(as) da infância, dentre eles(as): Carla Rinaldi, Lella Gandini, Tiziana Filippini e Vea Vecchi, assim como nas legislações que tratam sobre a projeção de espaços na educação infantil no Brasil. Esta pesquisa coloca como desafio o processo de ressignificação dos espaços pedagógicos a partir de situações do cotidiano escolar, ressaltando a imagem da criança como fator determinante na garantia de seus direitos, ressaltando a importância dos contextos educacionais. Os resultados mostram que esta experiência na creche Herbert marcou o percurso profissional das professoras, que ao reconhecerem a importância de projetar espaços na construção de contextos educativos, buscam alternativas concretas para intervenções nos ambientes em que hoje atuam, reconhecendo-os como agentes no processo de ensino-aprendizagem. Os dados revelam que o trabalho coletivo se caracteriza como um dos fatores fundamentais de tal experiência, uma vez que, possibilitou repensar as formas de se abordar as aprendizagens das crianças. A análise evidencia ainda, a falta de um registro mais sistematizado da prática educativa, o que demonstra a ausência de investimento na documentação pedagógica e na investigação da prática no ambiente escolar, o que dificulta a reflexão e o estudo de propostas que já foram realizadas em outras unidades escolares. A partir disso, esta investigação tem como produto educacional a elaboração de um e-book que compartilhará esta experiência com professores(as) das redes de ensino que desejem (re)pensar o significado do saber escolar.Item ESTRATÉGIAS E AÇÕES DAS GESTORAS ESCOLARES DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 NA REDE MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPOLeticia Oliveira Santos; Prof.ª Dra. Sanny Silva da Rosa; Profa. Dra. Sanny Silva, da Rosa; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Eric Ferdinando PassoneEste trabalho, que se insere no campo de estudos das políticas públicas de educação, teve como finalidade conhecer e descrever as estratégias e ações adotadas pelas diretoras escolares da rede municipal de ensino de São Bernardo do Campo no contexto da pandemia de Covid-19 com vistas a mitigar as desigualdades educacionais aprofundadas com o fechamento total e parcial das escolas nos anos de 2020 e 2021. O objetivo geral da pesquisa foi conhecer as estratégias e ações dos gestores escolares de ensino fundamental no processo de consecução das políticas educacionais do município de São Bernardo do Campo durante o ensino remoto emergencial. Para tanto, os passos deste estudo desdobraram-se nos seguintes objetivos específicos: realizar o levantamento das normativas da Secretaria Municipal de Educação de São Bernardo do Campo no contexto da pandemia de Covid-19; identificar os desafios enfrentados pelas equipes gestoras para colocar em prática as orientações da Secretaria Municipal de Educação ao longo da pandemia. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa exploratória, de caráter qualitativo, que buscou combinar análise documental com os dados coletados em uma roda de conversa com as diretoras de duas escolas selecionadas segundo os critérios de localização geográfica e perfil socioeconômico da comunidade atendida. Como base teórica do estudo foram utilizados os conceitos de atuação em políticas (policy enactment) e de discricionaridade dos burocratas do nível de rua (BNR) no processo de tratamento dos dados empíricos, realizado por meio de análise de prosa. A pesquisa evidenciou os fatores que contribuíram para o agravamento das desigualdades educacionais nas escolas estudadas, bem como as discrepâncias entre as normativas e a realidade concreta em que as gestoras atuam. Evidenciou também que as diretoras fizeram uso da margem de autonomia possível que tiveram para garantir o direito dos alunos ao acesso à educação no contexto da pandemia Como produto desta investigação, propõe-se o desenvolvimento de um guia informativo e de recomendações que contribuam com os gestores escolares no processo de avaliação e replanejamento das ações escolares tendo em vista reduzir as desigualdades educacionais aprofundadas na pandemia, orientadas pelos princípios da gestão democrática do ensino público e da qualidade social da educação.Item MUSICALIZAÇÃO NA CRECHE: CRIANÇAS DE 2 A 3 ANOS E SUAS CRIAÇÕES SONORAS E MUSICAIS(2019-02-28) Maria Cristina Albino Galera; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Iveta Maria Borges Ávila FernandesEsta pesquisa teve como objetivo compreender como ocorre o processo de musicalização com crianças de dois a três anos de idade em um Centro de Educação Infantil (CEI) do município de São Paulo. O estudo partiu do pressuposto de que a música é fundamental na vida das crianças, objetivando a formação de seres humanos mais sensíveis, reflexivos e críticos. Trata-se de uma pesquisa colaborativa realizada com duas professoras do CEI a partir de um projeto de ação colaborativo. Os procedimentos metodológicos utilizados foram: entrevistas com as professoras, realização de sessões reflexivas, observação e registro de campo. Como interlocutores(as), contou com os estudos de Teca Alencar de Brito, Maura Penna, Murray Schafer, François Delalande, Marisa Trench de Oliveira Fonterrada, Judith Akoschky, Iveta Maria Borges Ávila Fernandes, Sandra Regina Simonis Richter, Maria Carmen Silveira Barbosa e Márcia Gobbi, dentre outros(as) autores(as). A análise dos dados revelou que as professoras participantes da pesquisa reconhecem a necessidade do trabalho com musicalização com as crianças e que, no início da investigação de campo, demonstravam conhecimento de alguns conceitos de música. Na prática, porém, não havia um trabalho sistemático com esta linguagem nem o reconhecimento das crianças como seres inventivos e linguageiros, que na relação com o mundo produzem cultura e que são capazes de criar conhecimento musical. Tais aspectos levavam as professoras a uma abordagem prescritiva com as crianças, em que tudo era explicado, não oportunizando momentos de surpresas, descobertas e maravilhamento. Os dados demonstraram ainda que, ao longo da investigação, as docentes foram refletindo e resignificando suas práticas, evidenciando uma compreensão de que a musicalização infantil ocorre por meio da ludicidade, interação, sensibilidade e criatividade e que o protagonismo da criança é a chave para o processo de construção do conhecimento musical. Com relação às crianças, foi possível observar que estas construíram conhecimento musical, expressando-se por meio de brincadeiras, criando hipóteses de como manusear os objetos e instrumentos a fim de gerar sons diferentes, realizando, assim, seus próprios arranjos sonoros. Suas respostas às atividades propostas demonstram que compreenderam conceitos musicais como: paisagem sonora; ritmo; melodia; diferenciação entre som e silêncio, entre som alto, baixo, rápido e lento; entre timbres e ruído. Constatou-se que as atividades realizadas viabilizaram o processo de musicalização infantil por parte dos(as) pequenos(as). Concluiu-se portanto, que o processo de musicalização infantil está baseado na produção musical pelas crianças, em que a criação, a imaginação e a invenção são os combustíveis da exploração sonora e reflexiva, como forma de ampliação do repertório histórico-cultural das mesmas. Para tanto, há a necessidade de uma mediação docente que instigue a criança a pesquisar, explorar, descobrir, refletir e a se maravilhar com a música. A investigação culminou com a criação de um Parque Sonoro no CEI, um recurso importante, visto que possibilitou às crianças a vivência de um processo criativo musical por meio da exploração e pesquisa dos sons, e que se constituiu como produto final desta pesquisa.Item O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONTRIBUIÇÕES DO DESIGN UNIVERSAL PARA APRENDIZAGEM(2020-09-25) Franciane Aparecida da Silva; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa-Renders; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Joaquim Melro de JesusResumo Propõe-se como objeto de estudo o desenvolvimento profissional docente no contexto da educação inclusiva com base no design universal para aprendizagem como um novo paradigma curricular. Neste cenário, se coloca a pergunta investigativa: como ocorre o desenvolvimento profissional docente no contexto de educação inclusiva e quais desafios podem ser superados com o design universal para aprendizagem? Assim, delimitou-se como objetivo geral identificar e analisar os princípios epistemológicos e pedagógicos que devem configurar a formação dos professores na perspectiva da educação inclusiva a partir das contribuições do design universal para aprendizagem. Como objetivos específicos da pesquisa, elencou-se: problematizar os reducionismos do desenvolvimento profissional docente na perspectiva da educação inclusiva; promover a reflexão sobre a prática docente no processo de ensino-aprendizagem inclusivo com base no DUA e contribuir para a difusão dos conceitos de educação inclusiva e DUA, com a colaboração de professoras de uma rede de ensino do Grande ABC paulista. Partindo dos objetivos apresentados, a investigação foi então desenvolvida segundo a metodologia da pesquisa narrativa. Os instrumentos adotados foram a caracterização do perfil docente e rodas de conversa virtuais. Definiu-se como universo da pesquisa uma rede de ensino do Grande ABC paulista. Os sujeitos foram quatro professoras, duas especialistas e duas da sala regular. A pesquisa se fundamentou nos seguintes referenciais teóricos: educação inclusiva, desenvolvimento profissional docente e design universal para aprendizagem. Os resultados apontaram para o fato de que as professoras realizam um trabalho que respeita e valoriza as diferenças, porém ainda em meio às tensões entre paradigmas: o antigo e o novo. Evidenciou-se ainda que esse novo paradigma curricular (DUA), não é um modelo fixo para solucionar todos os problemas da inclusão escolar, ele exige contextualização e flexibilização nos termos da educação emancipatória. A pesquisa apontou reducionismos epistemológicos e pedagógicos importantes como a persistência do modelo médico na formação de professores com a marcação da deficiência, a insegurança dos professores na atuação frente à diversidade dos estudantes e a falta de tempo para reflexão sobre a própria prática. Identificou-se ainda que, muitas vezes, as formações são prescritivas e descontextualizadas do cotidiano escolar, sem a aplicação dos princípios do DUA para nortear o fazer pedagógico. A necessária ampliação da influência do aluno no planejamento curricular foi apontada como um caminho possível para elaboração de práticas inclusivas mais efetivas. Ganha destaque nesse contexto o produto final de pesquisa que foi um Podcast com o tema “o grau de influência do aluno no planejamento curricular”.Item O JOGO E A FORMAÇÃO INTEGRAL NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: A PERSPECTIVA DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE SÃO CAETANO DO SUL(2019-11-02) Helder Medina; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Elaine ProdócimoEste estudo compreende o jogo como um âmbito de realidade, um fenômeno lúdico – criativo e uma experiência educativa que, dependendo de como for referenciada, pode favorecer o desenvolvimento integral da criança. Nesta dissertação, a vivência do jogo foi embasada nos pressupostos da cultura corporal de movimento. Esta, considera a experiência de jogar como uma expressão simbólica e de linguagem, fruto de uma construção social e culturalmente constituída, carregada de sentido e significado. Desta forma, o objetivo geral é compreender as concepções que os professores de Educação Física, dos anos iniciais do ensino fundamental das escolas de tempo integral de São Caetano do Sul, possuem a respeito do jogo na formação da criança. Para coleta dos dados foram entrevistados sete professores, um de cada escola de tempo integral do município. Através das entrevistas foi possível analisar os discursos dos professores com o intuito de conhecer qual o entendimento e a finalidade da vivência educativa jogo nas aulas de Educação Física. Além disso, buscou-se verificar se esses professores, ao adotarem o jogo como conteúdo, o respeitam como uma manifestação da cultura corporal de movimento. Como produto final, foi elaborado uma proposta de formação para os professores de Educação Física. Essa proposta foi dividida em cinco encontros, cada encontro tem uma temática específica e que dialoga com o tema e objetivos da dissertação, criando assim momentos de reflexão-ação em relação ao conteúdo jogo e sua condição enquanto experiência educativa de totalidade. Após realizado as discussões dos resultados, conclui-se que o jogo é um importante conteúdo utilizado em aula e, de modo geral, essa manifestação cultural tem como finalidade o treinamento das capacidades físicas, desdobrando-se em uma atividade pré-desportiva. Essa condição do jogo se reduz a movimentos padronizados, técnicos e com um fim utilitário, se afastando de uma vivência educativa que considere o ser humano em todas as suas dimensões.Item OS CÍRCULOS DE CULTURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONSTRUINDO UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA DIALÓGICA(2018-02-27) Renata Fernandes Borrozzino Marques; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Maria de Fátima Ramos de Andrade; Prof. Dr. Jason Ferreira MafraEsta dissertação de mestrado apresenta os resultados de uma pesquisa realizada com crianças de 5 anos de idade em uma pré-escola municipal de Santo André/SP. Trata-se de uma pesquisa do tipo intervenção pedagógica, que teve como objetivo central construir uma prática pedagógica dialógica que se contraponha à perspectiva antidialógica e escolarizante que vem marcando a educação infantil. Parte do pressuposto de que meninos e meninas, desde que nascem, leem o mundo e o comunicam através de suas múltiplas linguagens. Contudo, em uma sociedade adultocêntrica como a brasileira, as vozes das crianças terminam por serem silenciadas nas diferentes instâncias de socialização, dentre elas as instituições educacionais. Norteada pela pergunta é possível construir uma prática pedagógica dialógica com crianças de 5 anos a partir dos círculos de cultura?, a pesquisa procurou identificar quais os elementos que constituiriam o trabalho com o círculo de cultura na educação infantil. Para isso, problematizou o silenciamento imposto às crianças e a urgência em escutá-las, tendo como referencial teórico os estudos de Paulo Freire em uma interlocução com pesquisadores(as) da área da infância, como Sonia Kramer, Adilson de Angelo, Marta Regina Paulo da Silva e Daniela Finco. A intervenção se deu a partir da realização de círculos de cultura que tiveram como tema gerador as relações de gênero, visto ter sido este um tema recorrente entre as crianças e dada a sua relevância frente à sociedade heteronormativa em que vivemos. Os resultados da pesquisa demonstram que a leitura que as crianças fazem de mundo está impregnada de vida, das suas vivências cotidianas, que, por meio de um movimento dinâmico se apropriam, confrontam e ressignificam a cultura. No que se refere às questões de gênero, reproduzem valores machistas ao mesmo tempo em que borram suas fronteiras revelando que para elas o binômio masculino e feminino ainda não se apresenta tão dicotomizado. Os dados evidenciam ainda o caráter diálogo que se estabeleceu nos círculos de cultura entre as crianças, entre elas mesmas e a docente-pesquisadora, marcado pelo respeito e pela amorosidade. Como produto final desta pesquisa, está sendo apresentada uma proposta com os princípios e diretrizes para o trabalho com círculos de cultura na educação infantil, no intuito de subsidiar os(as) educadores(as). Conclui-se este trabalho ciente dos limites que o circunscrevem e reconhecendo a necessidade de novas pesquisas que investiguem os desafios e as possibilidades do trabalho com os círculos de cultura na educação infantil.Item OS LIVROS DE IMAGEM NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS PEQUENAS: AS PERCEPÇÕES DE PROFESSORAS DA PRÉ-ESCOLA(2021-02-26) Meiriane Viana Melo; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Ana Sílvia Moço Aparício; Profa. Dra. Lígia Carvalho Abões VercelliO estudo apresenta os resultados de uma investigação realizada em uma instituição de educação infantil no município de Santo André/SP, que teve como objetivo geral: compreender as percepções das professoras da pré-escola acerca dos livros de imagens na educação das crianças pequenas. E como objetivos específicos: i) realizar o levantamento dos livros de imagens de que a pré-escola dispõe em seu acervo ii) Identificar e analisar o trabalho realizado com os livros de imagens na pré-escola. Parte-se do pressuposto de que os livros de imagem são importantes colaboradores na tarefa de favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças, auxiliando na sensibilização do olhar e estimulando o potencial criativo, além de contribuir na construção e organização do pensamento e formação de um cidadão crítico e participativo na cultura e na sociedade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que teve como procedimento metodológico entrevistas com as professoras de pré-escola que atuam com turmas de crianças de 4 e 5 anos. Como referencial teórico, dialogou com os estudos e pesquisas da área da literatura e da educação infantil. Entre os autores e autoras estudados, destacam-se Marisa Lajolo, Nelly Novaes Coelho, Regina Zilberman, Alberto Manguel, Graça Ramos, Luís Camargo, Lúcia Santaella, Ana Lúcia Goulart de Faria, Marta Regina Paulo da Silva, Maria Carmen Silveira Barbosa, Vicent Jouve, Lígia Cademartori e Sophie Van Der Linden. A análise dos dados revela que há pouca familiaridade das docentes com os livros de imagem e, embora demonstrem compreensão sobre a sua relevância no trabalho com as crianças, não os utilizam com frequência. Fato justificado pelo desconhecimento das características e potencialidades de um livro de imagens, bem como sobre as estratégias para trabalhar com eles. A necessidade de ampliação do acervo desses livros foi evidenciada uma vez que, a proporção do número de livros de imagem com relação às demais categorias da educação infantil é ínfima, dificultando a diversidade na leitura. A ausência de formação no que tange às narrativas visuais foi mencionada durante a pesquisa, partindo das professoras a demanda por processos formativos que tematizem o trabalho com livros de imagem com as crianças. A partir dessa constatação, elaborou-se uma proposta de formação que integra este trabalho como produto educacional, visando a proporcionar conhecimento teórico e prático acerca da leitura de imagens, em especial dos livros de imagem, demonstrando seu potencial e relevância na educação das crianças pequenas. Espera-se que esta pesquisa possa contribuir para a valorização das múltiplas linguagens das crianças, em especial, no trabalho com os livros de imagem.Item PERCEPÇÕES DE PROFESSORAS SOBRE O BRINCAR ARRISCADO NA PRÉ-ESCOLA(2020-07-05) Camila Lopes de Souza; Profª. Drª. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Prof. Dr. Ivo Ribeiro de Sá; Profa. Dra. Ligia de Carvalho Abões VercelliResumo O presente trabalho de pesquisa teve como objetivo investigar as percepções que os(as) docentes da pré-escola da Rede Municipal de Educação de Santo André possuem sobre o brincar arriscado. Como objetivos específicos, procurou: i) identificar as compreensões do brincar e do brincar arriscado que os(as) professores(as) possuem; ii) identificar a ocorrência do brincar arriscado nas atividades cotidianas da pré-escola; iii) elaborar um plano de formação para a prática docente ao desenvolvimento do brincar arriscado nas unidades escolares. A questão que fomentou a investigação foi: quais são as percepções que os(as) educadores(as) da pré-escola do município de Santo André têm a respeito do brincar arriscado? A hipótese estabelecida pressupunha que estes(as) profissionais pouco compreendem o brincar arriscado no trabalho pedagógico com as crianças entre 4 e 5 anos. Tratase de uma pesquisa qualitativa que teve como técnica à coleta de dados entrevista semiestruturada com docentes de pré-escola. A fundamentação teórica concentra-se nos estudos e pesquisas de Tizuko Morchida Kishimoto, Gilles Brougère, Tim Gill, Maria Gabriela Portugal Bento, Illeana Wenetz. A análise dos dados revelou que as brincadeiras fazem parte do cotidiano das instituições, contudo, são em sua grande maioria, controladas e utilizadas para ensinar algo previamente definido, o que denota uma perspectiva escolarizante. Com relação às brincadeiras arriscadas, observa-se sua ausência, seja por falta de conhecimento sobre a temática, seja pelo receio das educadoras de serem responsabilizadas caso a criança se machuque, reafirmando, assim, a cultura do medo vigente na sociedade. Os dados demonstram, ainda, uma preocupaçao legítima das professoras com as crianças que gera uma tensão entre controle e cuidado, uma vez que, em defesa do cuidado, terminam por inviabilizarem experiências em que o risco possa ser benéfico para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. A partir destes resultados foi proposto um plano de intervenção para sensibilizar os(as) educadores(as) sobre as potencialidades do brincar arriscado no desenvolvimento das crianças. Com isso, ressalta-se a importância da formação do(a) professor(a) em serviço no intuito de melhor qualificar sua prática pedagógica.Item PROFISSIONALIDADE DOCENTE E ESPONTANEIDADE-CRIATIVIDADE: CONTRIBUIÇÕES DO SOCIODRAMA À EJA(2019-06-08) Mara Solange da Silva Amaral; Profª. Drª. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Elizabete Cristina Costa Renders; Profa. Dra. Marta Regina Paulo da Silva; Profa. Dra. Marilia Josefino MarinhoEsta pesquisa foi realizada em uma escola de educação básica com docentes da Educação de Jovens e Adultos - EJA. O fazer docente dos professores e professoras da EJA carrega em seu cotidiano todo o legado histórico do combate ao analfabetismo, das desigualdades sociais e da fragilidade das políticas públicas educacionais desta modalidade de ensino. Neste cenário, adicionado aos desafios da política local, encontramos docentes vivendo em situações limite, aprisionados e sem espaço de fala. Perguntamos, assim, sobre a possibilidade da espontaneidade-criatividade, conceitos da socionomia de Jacob Levy Moreno, ser capaz de apoiar os docentes a encontrarem novas respostas e superar as densas conservas culturais instaladas no seu cotidiano. Apoiamos esta pesquisa qualitativa no método do Sociodrama. Como objetivo geral, buscamos oportunizar aos docentes respostas inéditas às questões do cotidiano. Como objetivo específico, pretendíamos criar meios para coconstruir novas respostas frente às conservas culturais ali postas. As aproximações teóricas de Jacob Levy Moreno e Paulo Freire contribuíram para uma leitura crítica das situações-limite, dos sinais de morte e da urgência em se encontrar brechas e respostas - a espontaneidade-criatividade para o enfrentamento coletivo deste cotidiano. Os resultados deste percurso apontaram que há sinais de vida e respostas, ainda que tímidas, nas cenas e vinhetas, oferecidas pelos professores e professoras. Há uma sabedoria, um conhecimento e um potencial contido nos coletivos docentes. Há esperança e resiliência, favorecendo a espontaneidade-criatividade, que permitiu o desenvolvimento da indispensável amorosidade freiriana. Como produto desta pesquisa, apresentamos um coletivo colaborativo virtual para professores e professoras da EJA, desenvolvido na plataforma do Instagram, denominado Coletivo Docente e uma Oficina, com o objetivo de propiciar o fortalecimento dos professores e professoras no enfrentamento e na busca de caminhos na superação de seus desafios cotidianos.