Navegando por Autor "Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva"
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Item A EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO - UMA ANÁLISE DE SUA QUALIDADE COMO NEGÓCIOJosé Carlos Cantero Puga; Prof. Dr. Laércio Baptista da SilvaO processo de globalização está trazendo profundas transformações para as sociedades contemporâneas. O acelerado desenvolvimento tecnológico e cultural, principalmente na área da comunicação, caracteriza uma nova etapa do capitalismo, contraditória por excelência, que coloca novos desafios para o homem neste início de século. Cultura, Estado, negócios, mundo do trabalho, educação, etc., sofrem as influências de um novo paradigma. Desta forma, todo o universo, em particular o empresarial, busca novas adequações na administração de seus negócios, depois de um século da revolução industrial, onde o homem conseguiu superar seus limites de produção, chegando a uma produtividade até quarenta vezes maior que sua capacidade. Chega-se ao início do milênio com a certeza de que a tecnologia não é mais problema, e que já não traz tanta vantagem competitiva como outrora. Hoje não existem segredos tecnológicos. Os produtos podem ser fabricados em qualquer lugar do mundo, a diferentes preços e padrões de qualidade. É só o cliente pedir. Então, onde está o segredo de uma empresa competitiva? Como resposta às estas novas exigências de um mercado globalizado e de acirrada concorrência, começa a ser adotada pelas empresas desde o início dos anos 80 a inteligência competitiva. Os sistemas de inteligência competitiva estão sendo considerados como um passo a mais no desenvolvimento dos programas de qualidade d produtividade. A produção orientada para as necessidades do consumidor não é suficiente para garantir o sucesso da empresa, a monitoração da concorrência e das novas tecnologias é de fundamental importância para que a empresa possa identificar as ameaças e antecipar oportunidades que lhe permitam conquistar uma posição competitiva favorável. Diante de um mercado cada vez mais exigente requer, portanto que as empresas promovam o desenvolvimento de sua capacidade estratégica. Isto significa ampliar o horizonte de visão dos negócios, buscando compreender os diversos fenômenos que interferem no desempenho da organização, criando e desenvolvendo uma postura pró-ativa e antecipatória. Empreender em um negócio, portanto, torna-se uma tarefa bem mais difícil, para o empreendedor, que é aquela pessoa capaz de identificar uma boa oportunidade, correr riscos, enfrentar adversidades e conduzir seu negócio ao sucesso. Empreendedorismo, ao contrário do que muita gente pensa, não é um talento inato, restrito a poucos escolhidos. Trata-se de um conjunto de características que pode ser desenvolvido por qualquer pessoa. Segundo Peter Druck: "O empreendedorismo é um comportamento e não um traço de personalidade". Estar autuando em um bom negócio em si, é sempre o objetivo a ser buscado pelo empreendedor, porém nem sempre isto acontece. Mas um mau negócio em si poderá se tornar melhor em função da qualidade da administração colocada em prática pela empresa. Desta forma, não será difícil verificar que existem empreendedores atuando em bons ou maus negócios em si. Este trabalho de dissertação tem como objetivo verificar a qualidade do "negócio" chamado Empresa de Trabalho Temporário, devido suas peculiaridades que a diferenciam dos demais tipos de investimentos empresariais. Tem como sua principal matéria-prima "o homem", que, ao mesmo tempo, lhe presta serviço, mas também reivindica, solicita, faz exigências, transformando-se em um cliente. Desta forma, como este tipo de empreendedor encontra um mundo globalizado, onde conseguir vantagens competitivas se faz necessário para sua manutenção no mercado, pode atender ao mesmo tempo dois clientes, de um lado o trabalhador temporário e de outro a empresa tomadora de mão-de-obra temporária. O trabalho foi desenvolvido pelo método de pesquisa qualitativa, utilizando a técnica de entrevista em profundidade para a coleta de dados. Foram entrevistados quatro empresários do setor, que, além de atividades empresariais, dedicam-se a dirigir ou dirigiram entidades de classe, portanto, formadores de opiniões neste segmento. O referido estudo baseou-se em um referencial teórico, tendo como estrutura principal, técnicas de estratégias empresariais e a metodologia científica.Item ATIVO INTANGÍVEL: COMPARATIVO DO TRATAMENTO NO BRASIL ANTES E DEPOIS DA LEI 11.638/07(2013-09-26) José Cazone Neto; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Ana Cristina de Faria; Anísio Candido PereiraO objetivo deste trabalho foi verificar em que medida os fatores identificados por Jim Collins como explicativos para a valorização de empresas americanas significativamente superior à média do mercado por um longo período, após um período de valorização mediana, também estão presentes em empresas brasileiras que tiveram desempenho de valor semelhante. Esta é uma pesquisa descritiva e seu delineamento é de um levantamento de campo. Após um levantamento de dados de valor de mercado de todas as empresas brasileiras de capital privado com ações negociadas na BM&FBOVESPA durante 24 anos, foram identificadas sete empresas que atenderam os parâmetros da pesquisa. Executivos ou ex-executivos destas empresas colaboraram com a pesquisa, respondendo questões sobre os sete fatores identificados na pesquisa Good to Great, de Collins. A aderência observada para cada um dos fatores foi: atitude diante dos problemas (86%); foco (85%); melhoria contínua (85%); disciplina (84%); liderança (78%); equipe (69%) e relação com a tecnologia (64%). Concluiu-se que em geral os fatores identificados nas empresas americanas de alto desempenho de valor também estão presentes nas empresas brasileiras com desempenho semelhante, com uma pequena variação no fator pertinente à relação com a tecnologia, que é menos criteriosa em algumas empresas brasileiras. Esta pesquisa contribui para consolidar o valor de mercado como indicador de desempenho para análises em longo prazo de empresas brasileiras, para a melhor compreensão dos fatores de competitividade estratégica, para identificar possíveis caminhos para a melhoria do desempenho das empresas e para evidenciar particularidades da maneira de administrar no Brasil, além de identificar oportunidades de estudos futuros para o desenvolvimento da teoria da administração.Item BENEFÍCIOS FISCAIS NAS IMPORTAÇÕES EXECUTADAS PELASTRADING COMPANY E AS COMERCIAIS EXPORTADORAS PELOS ESTADOS DO ESPÍRITO SANTO E SANTA CATARINA VERSUS O FOMENTO À EXPORTAÇÃO BRASILEIRA(2013-01-08) Alexandre Fernando de Almeida; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista Silva; José Carlos Marion; Edson Keyso de Miranda Kubo"Os tributos são invenções humanas muito antigas, cujo objetivo é dar sustentação a estruturas governamentais e garantir a provisão de bens públicos" (DAMICO 2008 p.3). Partindo deste pressuposto, a pesquisa tem por objetivo geral avaliar os estímulos à exportação a partir da análise do instrumento tributário utilizado pelos Estados do Espírito Santo e Santa Catarina às empresas comerciais exportadoras e as trading company. Os subsídios à importação fornecidos pelos Estados do Espírito Santo – porto de Vitória – e Santa Catarina – porto de Itajaí –, às empresas comerciais exportadoras e trading company tem contribuído para o fomento das exportações? Para responder a este questionamento, foi analisado o impacto dos subsídios sobre as exportação realizadas no ano de 2011 pelas empresas comerciais exportadoras e trading company sediadas nestes dois Estados. A pesquisa tem caráter exploratório e documental, ex post facto, e se inicia com a análise bibliográfica a respeito do tema e, posteriormente, sobre dados estatísticos relativos à exportação das unidades federativas em observação. A base de dados utilizado nessa pesquisa são fontes disponíveis no site do Ministério da Indústria e Comércio – MDIC, oriundas do Sistema Informatizado de Comércio Exterior -SISCOMEX, referentes às importações e exportações executadas no ano de 2011, através dos portos, aeroportos e pontos de fronteira dos Estados do Espírito Santo e de Santa Catarina. O resultado do cruzamento das informações sobre as importações e exportações executadas pelos dois Estados estudados aponta para a quase inexistência, ou para a pouca significância das exportações executadas pelas comerciais exportadoras. O resultado da pesquisa demonstrou que o volume importado pelas comerciais exportadoras, que possuem sede em Santa Catarina e Espírito Santo, é muito superior ao valor exportado por elas, chegando a ser menor que 10%. Quando se verificou se as empresas comerciais exportadoras que executaram seus processos de importação por Vitória ou Santa Catarina estavam, por algum motivo, exportando por outras unidades da federação no ano de 2011, não foi encontrado nenhuma registro, o que leva a crer que: há pouco fomento à exportação por partes das comerciais exportadoras e que os esforços voltados à exportação partem apenas das trading company, e ainda residem nos produtos primários, ou seja, commodities ou semi – industrializados.Item COOPERATIVAS DE CRÉDITO MÚTUO NO CONTEXTO DO SISTEMA FINANCEIROAntonio Guerra Junior; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Luis Paulo Bresciani; José Carlos MarionAs cooperativas de crédito desempenham um reconhecido papel na realização de investimentos produtivos, reorganização da produção e incentivo à poupança, de modo que as suas contribuições no corolário das políticas de crescimento econômico e de redução da pobreza tornaram-se presentes, com bastante força, em diversos países. O fato de proporcionarem acesso ao crédito e aos serviços financeiros adequados àqueles à margem das instituições financeiras bancárias, conforme destacam HOLLIS & SWEETMAN (1998) consistiram na principal razão para o surgimento do movimento do cooperativismo de crédito, já desde o século XIX na Europa. Na verdade, esta continua sendo uma forte razão para a constituição das experiências do cooperativismo de credito, conferindo-lhe uma existência sempre atual. Com efeito, as cooperativas de crédito estão presentes entre soluções preconizadas pelas instituições de fomento nos países emdesenvolvimento, como descritas em WENNER (2001) e CARTER et al. (2004), sempre visando à redução de desigualdades e pobreza. Todavia, incluídas no contexto do "comércio invisível" – denominação empregada por GIDDENS (1998, p.75) para os serviços e as finanças, as cooperativas de crédito são moldadas também pelos fenômenos contemporâneos como a globalização, integração econômica, desregulação, avanços da tecnologia da informação. Assim, compreender a importância do cooperativismo de crédito na contemporaneidade, sob o ponto de vista do Sistema Financeiro Nacional, significa, essencialmente, desvelar as dinâmicas que essas cooperativas são capazes de instituir no mercado de crédito. Com esse intuito pretendeu-se pesquisar, identificar e analisar a importância das cooperativas de crédito mútuo no contexto do Sistema Financeiro através dos resultados das seguintes ações: a) Mapeamento do funcionamento das cooperativas de crédito mútuo; b) Comparação do seu funcionamento com as instituições financeiras; c) Mapeamento do grau de atuação das cooperativas de crédito mútuo no Sistema Financeiro e d) Identificação das possíveis influências no desenvolvimento econômico, social e regional. Para tanto, foram utilizadas a pesquisa bibliográfica e documental, além de uma entrevista com o Diretor Presidente da Cooperativa Central, para uma melhor análise do contexto brasileiro. Os resultados obtidos após este estudo foram a verificação da efetiva importância do funcionamento das cooperativas de crédito mútuo em todos os Estados brasileiros e sua contribuição junto ao sistema financeiro nacional, obtendo os seguintes resultados: que a Cooperativa de Crédito Mútuo é uma instituição de sucesso desde que sua autogestão seja compartilhada, premissa da nova administração; que a Cooperativa de Crédito Mútuo, embora não participe diretamente no Sistema Financeiro Nacional, o faz por meio de sua Cooperativa Central; que cabe à Cooperativa Central o exercício de atividades especificas ordenadas pelo Banco Central do Brasil e que, na opinião do Presidente da Cooperativa Central, há uma administração correta de autogestão das cooperativas associadas.Item GOVERNANÇA CORPORATIVA NAS EMPRESAS CALÇADISTAS LISTADAS NA BM&FBOVESPA E OS REFLEXOS NA COTAÇÃO DAS AÇÕES E INDICADORES FINANCEIROS(2013-08-08) Antonio Lima Ortega; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Fábio Claro Coimbra; Marcos Antonio GasparO objetivo geral, nesta pesquisa, foi analisar o comportamento dos indicadores de rentabilidade e o crescimento do valor de mercado nas empresas do ramo calçadista, listadas na BM&FBOVESPA, no período de 2004 a 2011. Sendo assim, considerou-se a seguinte hipótese: A relação entre as variáveis de desempenho financeiro e ou valor de mercado das empresas utilizadas na amostra foi significativamente positiva com as variáveis de Governança corporativa. Igualmente, empresas com melhor estrutura de Governança corporativa apresentaram melhor desempenho financeiro e maior valor de mercado. As empresas analisadas foram: Cambuci S/A, Grendene S/A, São Paulo Alpargatas S/A, Vulcabrás/Azaléia S/A. A primeira fase da pesquisa teve como foco abordar as temáticas: conceitos de Governança corporativa, abordando seus aspectos relevantes, princípios, modelos e mecanismos; assim como a Governança corporativa apresentada no Brasil e suas características fundamentais. A investigação ainda discorreu sobre o mercado de capitais brasileiro e os níveis de Governança corporativa apresentados com a inserção do Novo Mercado a partir de 2000. Na segunda fase da pesquisa as informações de volume de liquidez das ações, índice Ibovespa, valor de mercado e índice de Governança corporativa (IGC) foram extraídos dos relatórios da BM&FBOVESPA. As variáveis de índices de liquidez, bem como os índices de lucratividade, foram calculadas a partir dos dados dos balanços patrimoniais e demonstrativos de resultados divulgados. Assim como, as variáveis de ROI (retorno sobre investimento) e ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) foram calculadas a partir dos dados dos balanços patrimoniais. Como resultado, no universo pesquisado, não houve uma homogeneidade de dados que justificassem efetivamente a comprovação de que, as melhores práticas de Governança corporativa refletiram no desempenho financeiro e ou no valor das empresas analisadas.Item GOVERNANÇA CORPORATIVA NAS TRANSNACIONAIS BRASILEIRAS(2014-02-28) Nelson Afonso Thomaz; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Edson Keyso de Miranda Kubo; Fábio Claro CoimbraOs processos envolvendo controles e apresentação de resultados vêm evoluindo no decorrer do tempo e motivando as empresas a buscarem o seu aprimoramento, visando atender às exigências do que se denomina como Governança Corporativa. A essas exigências, inúmeras empresas do mundo todo vêm se tornando adeptas, seja pela obrigatoriedade de Lei, seja por livre iniciativa. As empresas genuinamente brasileiras que operam no exterior (EBT) podem ou não optar por essas práticas em seus processos de gestão. Nesse sentido, a presente dissertação busca a resposta para a seguinte pergunta: qual seria a relação entre as práticas de governança corporativa e o processo de internacionalização de empresas brasileiras? Além disso tem como objetivos específicos: a) verificar se as EBT efetivamente possuem práticas de GC não estando listadas da Bolsa de Valores e, em caso positivo, como isso está estruturado organizacionalmente; b) verificar se o fato de essas empresas operarem de forma transnacional as obriga a atuarem em mercado bursátil quando necessitam de recursos para seus projetos e investimentos internos. Para buscar resposta a este questionamento, quarenta e sete (47) empresas que operam no Brasil e no exterior (EBT), e outras 39 não transnacionais (NR), nos mesmos segmentos econômicos foram convidadas a responder a uma survey que foi dirigida aos responsáveis pelo Departamento de Relação com Investidores, cujo objetivo é identificar práticas de GC nessas organizações. Tendo em vista a dificuldade para obtenção de respostas, como apoio, foram utilizadas informações coletadas do Formulário de Referência (FR) da CVM, para as empresas que não responderam a pesquisa, uma vez que no referido formulário são encontradas as informações solicitadas aos respondentes. Os dados levantados foram tratados através do software estatístico SPSS, de forma não paramétrica, no qual foram apuradas as medidas de posição, dispersão entre outras, sendo realizados os testes Quiquadrado, Mann-Whitney e teste de Fisher, apontando assim as possíveis diferenças entre os tipos de empresas estudadas. Ao final dos levantamentos, não foram observadas diferenças no tratamento das variáveis em questão por parte das empresas estudadas. A única diferença a ser considerada significativa é no tipo de empresa que está sendo levada em consideração neste estudo. No que diz respeito à relação das EBT e a GC, observa-se que nessas empresas há indícios de que os processos de GC estão implícitos no processo de gestão, face à necessidade de adaptabilidade dessas empresas aos mercados e legislação internacionais. Todavia, observa-se também que não se faz necessária a abertura de capital por parte dessas empresas para que estejam operando internacionalmente. No levantamento da FDC (2012), vê-se que entre as empresas classificadas nas dez primeiras posições, cinco (50%) não possuem capital aberto, o que significa dizer que mesmo não operando no mercado bursátil essas empresas podem operar no mercado exterior, desde que se adaptem às exigências legais do país parceiro. A presente dissertação abre precedentes para novos trabalhos envolvendo práticas de GC em EBT, uma vez que não há um volume considerável de estudos que tratam dessa relação, o que pode colaborar futuramente com o aprofundamento do tema e o entendimento mais conciso da internacionalização das empresas brasileiras e seus processos de gestão.Item MICRO E PEQUENAS EMPRESAS: FATORES CONTRIBUTIVOS PARA O ÊXITO, SOBREVIVÊNCIA E FRACASSO - UM ESTUDO DAS EMPRESAS INDUSTRIAIS DO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO DO SULJoel Pelissaro; Prof. Dr. Laércio Baptista da SilvaA micro e a pequena empresa participam ativamente da história da sociedade humana. A fabricação de bens necessários à vida em sociedade tem início quando o homem, emergindo da animalidade, inicia a transformação de elementos da natureza em seu benefício. Intrinsecamente, ligadas ao espírito de busca que surge como atributo peculiar do ser racional, base permanente do desenvolvimento das sociedades, surgem as primeiras empresas com o artesanato, que se transforma em manufaturas, com o surgimento da divisão do trabalho e o uso de máquinas. Constitui consenso que as grandes economias mundiais consolidaram-se com a efetiva participação das micro e pequenas empresas. As micro e pequenas empresas têm desempenhado um papel relevante na economia nacional, mas também têm enfrentado constantes desafios às dificuldades econômicas e administrativas. Os fatores econômicos têm sido apontados como razão mais frequente para o fracasso de grande número das micro e pequenas empresas, mas é possível que a fraqueza gerencial seja a principal causa subjacente. O Brasil tem atualmente seu desenvolvimento vinculado ao crescimento e modernização desse setor. São Caetano do Sul, especificamente, tem alicerçado nas micro e pequenas empresas seu desenvolvimento econômico e social do passado, presente e futuro. Este trabalho tem por objetivo fazer um estudo dos fatores contributivos para o êxito, sobrevivência e fracasso das micro e pequenas empresas do município de São Caetano do Sul. A trajetória do ser humano é acompanhada pelo sucesso e pelo fracasso, este com caráter doloroso e frustrante, principalmente por estar inserido num sistema capitalista cuja mola propulsora e motivacional consiste em chegar primeiro e ser o melhor. Fracassar, nesse contexto, dói e frustra. As empresas fracassam por deixar de utilizar características pessoais e instrumentos gerenciais que podem estar sob o seu controle. Não é necessário, porém, esperar o governo, os bancos, os fornecedores e os clientes para tomar algumas atitudes que o próprio empreendedor é capaz de controlar.Item O CONTROLE GERENCIAL EM REDES DE NEGÓCIOS: UM ESTUDO DE CASO NO SEGMENTO DE LIVRARIAS(2014-04-09) Antonio Nunes Pereira; Profª. Drª. Ana Cristina de Faria; Profa. Dra. Ana Cristina de Faria; Prof. Dr. Marcos Antônio Gaspar; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Prof. Dr. Fábio Frezatti; Profa. Dr. José Osvaldo De SordiA presente investigação objetiva propor uma síntese empírico-teórica de como o Controle Gerencial, sob a ótica do Modelo de Alavancas de Simons (1995), pode ser institucionalizado em uma Rede de Negócio. A tese investiga o Controle Gerencial, tradicionalmente dedicado à análise de uma empresa isoladamente, em uma rede brasileira no contexto real de seus negócios. A rede de franquias de livrarias selecionada é considerada uma das cinco maiores brasileiras, com operações no Brasil e na América do Sul. A pesquisa explanatória investiga como é realizado o Controle Gerencial em uma Rede de Negócios caracterizada por uma estrutura de franquia com franqueados independentes e híbridos (ex-empregados). A Análise de Discurso Crítica (ADC) de Fairclough (2008) foi aplicada a um conjunto de fontes obtidos por meio de transcrições de entrevistas. Por meio da ADC, é possível realizar a análise tridimensional: texto, prática discursiva e a prática social. Foram, nesse aspecto, realizadas triangulações entre falas dos entrevistados, documentos e observações no estudo de caso que propicia a investigação interdisciplinar. Por meio da pesquisa, foi possível esboçar uma proposta, transformada nesta tese, baseada na análise de práticas de gestão e controle denominados de facilitadores (forças) e dificultadores (fraquezas) para a institucionalização de Controles Gerenciais em Rede de Negócios. Ao fazer procedimentos similares ao Modelo de Dekker (2004), houve mecanismos de controles informais que não foram analisados, no caso, possivelmente relacionados à natureza formal da franquia. Assim, os resultados do presente estudo contemplam a identificação de elementos caracterizadores, facilitadores e dificultadores de institucionalização dos Controles Gerenciais em Rede de Negócios. Adicionalmente, há implicações sociais e acadêmicas - na medida em que são analisadas boas práticas e fragilidades que influenciam o alcance desejado dos Sistemas de Alavancas de Controle de Simons na Rede RAR em uma estrutura híbrida.Item O PERFIL DOS EMPRESÁRIOS ATUANTES EM COMUNIDADES DE BAIXA RENDA(2013-04-19) Ivan Pegoretti; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Flávio Hourneaux Junior Universidade Paulista; Laércio Baptista da Silva; Luis Paulo BrescianiEsta dissertação teve como objetivo geral descrever as características socioculturais e econômicas dos empresários atuantes em comunidades de baixa renda no Brasil. Compuseram-se como objetivos específicos: a-) comparar este perfil ao de empresários em nível nacional, conforme relatório do Global Entrepreneurship Monitor – GEM em sua versão 2011; b-) captar opiniões dos empresários atuantes em uma favela. Constituiu-se como problema de pesquisa a pergunta: Qual é o atual perfil dos empresários atuantes em Comunidades de Baixa Renda? A amostragem configurou-se como não-probabilística, por tipicidade (ou intencional), sendo determinada a Comunidade de Vila São Pedro, no município de São Bernardo do Campo, São Paulo e seus empresários como a amostra deste trabalho. Optou-se pelo método indutivo, de caráter observacional, através de um levantamento (survey), utilizando-se um formulário composto de trinta questões, cuja validação deu-se através da aplicação de pré-teste. Os formulários foram aplicados entre os dias 27/10 e 10/11 de 2012. Os dados foram planilhados inicialmente pelo software Excel e submetidos a posteriori a tratamento estatístico pelo "Statistical Package for the Social Sciences" – SPSS. O resultado detectou o seguinte perfil para os empresários da comunidade: ele é comerciante formal, brasileiro, do sexo masculino, com idade entre 25 e 34 anos, casado, paulista, morador na comunidade, tendo estudado até o ensino médio, com uma renda maior que seis salários mínimos, tendo iniciado o negócio por oportunidade, com seus próprios recursos. Possui experiência entre três e seis anos como empresário, paga previdência social e capta recursos em bancos quando necessita. Não deixaria de ser empresário, mas nunca realizou cursos de aperfeiçoamento, nem utilizou os serviços do SEBRAE. Acredita que os estudos ajudam no negócio, mas valoriza mais a prática do dia a dia. Em comparação ao GEM, constatou-se na amostra da comunidade, uma leve predominância masculina, com faixa etária até 34 anos, com maior nível de escolaridade e renda.Item OS EFEITOS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NO MERCADO DE AÇÕES: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O NOVO MERCADO E O MERCADO TRADICIONAL(2013-05-27) Ronaldo Gioia Ruffo; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Marcos Antonio Gaspar; Flavio Hourneaux JuniorA Governança Corporativa representa poderosa ferramenta, capaz de alavancar o desempenho econômico-financeiro das empresas. A adoção de boas e eficazes práticas de governança corporativa é fator cada vez mais importante para as decisões relativas a investimentos. É possível aumentar a liquidez, o volume de negociação, a valorização e reduzir a volatilidade das ações das empresas, diminuindo, assim, a exposição dos retornos das ações a fatores macroeconômicos. Este trabalho tem por objetivo analisar os efeitos da governança corporativa no mercado de ações, por meio de análise comparativa de alguns indicadores, tais como valor da ação, valor da empresa e política de dividendos, entre o Novo Mercado e o Mercado Tradicional, durante o período de 2008 a 2011. Para alcance dos objetivos, foram tratadas as principais questões, por meio de levantamento bibliográfico e posterior contextualização. Em termos metodológicos, foi feita pesquisa descritiva, do tipo quantitativa, utilizando-se como fonte o banco de dados da BM&FBovespa, buscando comprovar que a empresa com maior nível de práticas tem maior valorização pelo mercado. No estudo, foi realizado o Teste de Mann-Whitney de significância estatística (não-paramétrico), envolvendo 36 empresas do segmento Novo Mercado e 77 empresas do segmento Mercado Tradicional da BM&FBovespa. Na análise dos resultados, há indícios de que as empresas que adotaram as melhores práticas de governança corporativa - transparência para os acionistas, principalmente junto aos minoritários - podem ter os retornos de suas ações menos influenciados por fatores de riscos externos.Item OS FATORES DE ATRAÇÃO DA INDÚSTRIA DE RECICLAGEM DE PLÁSTICO PET: OS RECICLADORES DA GRANDE SÃO PAULOSérgio Antonio Sperândio; Prof. Dr. Laércio Baptista da SilvaEste trabalho teve por objetivo verificar os fatores de atração para o negócio de reciclagem de plástico PET, e para isto foi efetuada uma pesquisa entre os recicladores da Grande São Paulo. Considerando-se ser esta atividade economicamente viável e tomando-se como referência a tese de Doutorado do Prof. Sabetai Calderoni, buscou-se verificar se esta atividade seria financeiramente viável, sendo que os índices obtidos permitiram a análise do retorno financeiro como um fator de atração para o negócio. Também foram conseguidas informações relativas às forças competitivas que possibilitaram o entendimento da estrutura desta indústria. Paralelamente, analisou-se outros aspectos que têm, direta ou indiretamente, influência sobre o ramo da reciclagem, tornando-o mais ou menos atrativo. Esta dissertação foi desenvolvida tendo como fundamento, além do levantamento bibliográfico, as informações obtidas em dez empresas recicladoras de plástico PET, cinco empresas consumidoras de "flakes"m cinco sucateiros de pequeno e médio porte e dezenas de catadores de ruas ou associados a cooperativas. O procedimento para a coleta desses dados foi a aplicação de um questionário, durante entrevistas feitas aos pesquisados. Esse questionário, medianamente estruturado e não disfarçado, era composto por perguntas diretas e fixas, respeitando-se, nas respostas, as próprias palavras do entrevistado. Os dados e informações colhidos permitiram-nos verificar que a reciclagem de plástico PET oferece indicadores financeiros variáveis em função da composição dos produtos em que opera, ou seja, diferenciados, no caso do reciclador que somente trabalha com a produção de flocos, daquele que também fabrica granulado ou os dois. Mas, em ambas as situações, os valores obtidos para os índices financeiros, sinalizam que o negócio da reciclagem de plástico PET pode ser considerado atrativo. Apesar disso, alguns fatores, como a bitributação de impostos, a falta de linhas de financiamento acessíveis ao pequeno reciclador, além di monopólio exercido por uma grande multinacional, que controla a demanda de oferta e procura do material reciclado de plástico PET, foram considerados como elementos desmotivadores do negócio.Item SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL PARA A GESTÃO PÚBLICA EM CONFORMIDADE COM AS NORMAS INTERNACIONAIS: UM ESTUDO DO MODELO VIGENTERenildes Oliveira Luciardo; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Prof. Dr. José Carlos Marion; Prof. Dr. Wilson Aparecido Costa de Amorim; Prof. Dr. Eduardo de Camargo Oliva; Prof. Dr. Silvio Augusto MinciottiEste estudo, que questiona como ocorre a adequação do sistema contábil brasileiro aos padrões internacionais de contabilidade aplicados ao setor público, tem como objetivo principal compreender o modelo de sistema contábil vigente, à luz das normas internacionais de contabilidade aplicadas ao setor público. Para responder tal indagação e cumprir seus objetivos secundários, este estudo, primeiramente, levantou dados mediante a realização de entrevistas com os contadores e as pessoas envolvidas com a contabilidade e o sistema contábil em cinco Secretarias de Fazenda de Estados da Federação, selecionadas por região, sendo: na Região Norte, Pará, na Região Sul, Santa Catarina, na Região Centro-Oeste, Mato Grosso, na Região Nordeste, Pernambuco, e na Região Sudeste, São Paulo. Para a avaliação dos dados coletados, usou-se a Análise de Conteúdo, com o auxílio de software QSR NVivo10. Entre o vasto material reunido, foram identificadas questões relevantes sobre o entendimento das práticas realizadas com normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público. Em seguida, por meio de levantamento de dados nos Relatórios Contábeis dos 27 Estados brasileiros e das 16 Comunidades Autônomas da Espanha, utilizando a Análise de Cluster, combinada com o Escalonamento Multidimensional (MDS) e a Análise Categórica dos Componentes Principais (CPTCA), foi possível efetuar uma comparação entre o sistema contábil brasileiro e o sistema espanhol, com base nas IPSAS do IFAC. Houve também a aplicação de um checklist, cujo objetivo era verificar a adequação do sistema às normas de contabilidade. Os resultados, além de possibilitarem uma reflexão sobre o ambiente institucional no qual acontecem mudanças e sobre a forma como os elementos normativos ocorrem, comprovam a importância do profissional de contabilidade na convergência, identificam itens facilitadores e dificultadores para a introdução das Normas Internacionais de Contabilidade no Setor Público em âmbito nacional e apresentam contribuições para um processo de melhoria e continuidade no Brasil do modelo de sistema contábil em conformidade com as normas internacionais. Com a convergência, os Entes Federativos passarão à incorporação de procedimentos patrimoniais, alterando consideravelmente o enfoque contábil no setor público, melhorando a qualidade da informação transmitida aos seus usuários. Pode-se concluir que em alguns Estados pesquisados o sistema contábil para a administração pública brasileira apresentou vulnerabilidades de integração, falta de investimentos e inexistência de planos de melhoria contínua para a área de TI, comprometendo a conversão aos padrões internacionais. Apesar de os Entes Federativos, na sua maioria, conseguirem cumprir a primeira meta proposta pela STN, em relação à implantação do novo Plano de Contas, o Sistema Contábil Público Brasileiro ainda tem um longo caminho a percorrer para a plena convergência às Normas Internacionais de Contabilidade. Portanto, além das IPSAS que já estão sendo adotadas, recomenda-se o estudo e a execução das IPSAS 05, 06, 07,11,16, 18, 19 e 32, para que a contabilidade aplicada ao setor público cumpra o seu principal objetivo, que é informar com alto padrão de qualidade seus usuários internos e externos.Item UMA ANÁLISE DE DESEMPENHO OPERACIONAL: MODELO DE GESTÃO DE RESULTADO PARA EMPRESAS DE CURTUME DE PEQUENO E MÉDIO PORTEAlberto Skliutas; Prof. Dr. Laércio Baptista da SilvaEsta dissertação procura avaliar a importância das informações de gestão para os curtumes de pequeno e médio porte, e sua utilidade para o estabelecimento de preços de venda e para o acompanhamento das metas de lucro. O trabalho teve como base uma pesquisa exploratória realizada em 16 empresas do setor de curtimento de couros e peles bovinas, no Estado de São Paulo, que fazem parte de um universo de 50 empresas de pequeno e médio porte. A pesquisa de campo foi desenvolvida com a finalidade de se obter informações sobre a realidade da gestão operacional desse grupo de empresas e avaliar a existência das informações de controle na estrutura de gestão. Com base nas respostas obtidas, foi desenvolvido um modelo de gestão operacional, baseado na aplicação do conceito de custeio variável ou direto. Foram propostas técnicas e mecanismos para avaliação do desempenho operacional, com utilização das técnicas de análise da relação custo, volume de produção e lucro. O modelo orienta as empresas sobre a implantação de uma estrutura contábil adaptada para a atividade de curtimento de couros e peles. Em relação aos aspectos de lucratividade, fornece, ainda, os conceitos básicos e fundamentais para a implantação de informações de acompanhamento da lucratividade dos negócios.