Navegando por Autor "Marcos Antonio Gaspar"
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Item A GESTÃO DE RELACIONAMENTO ENTRE OS SUPERMERCADOS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE E SEUS FORNECEDORES NO MUNICÍPIO DE SÃO CAETANO DO SULJosé Ribamar Tomaz da Silva Filho; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Milton Carlos Farina; Marcos Antonio Gaspar; Dilson Gabriel dos SantosEsta pesquisa teve como objetivo geral identificar quais práticas de relacionamentos com fornecedores são utilizadas pelos supermercados de pequeno e médio porte no município de São Caetano do Sul. Para o alcance do objetivo geral, foram definidos os objetivos específicos, a saber: Identificar junto aos gestores supermercadistas quais as formas de relacionamentos mais utilizadas com seus fornecedores; Verificar quais os benefícios à adoção de práticas de gestão de relacionamento com fornecedores têm trazido ao setor supermercadista e Identificar dificuldades apontadas pelos gestores supermercadistas para adoção das práticas de gestão de relacionamentos com fornecedores. As teorias que embasaram esta pesquisa se referiram à gestão da cadeia de suprimentos (SCM), gestão dos relacionamentos com fornecedores (SRM), redes interorganizacionais e supermercados. Esta pesquisa é de caráter descritivo, descrevendo com exatidão os fatos e fenômenos relacionados a esta realidade, caracterizada como a gestão de relacionamentos entre supermercadistas e fornecedores, tendo como método de estudo a pesquisa do tipo survey, que pesquisou 30 estabelecimentos varejistas. O instrumento básico para a coleta de dados foi um questionário estruturado, com perguntas fechadas, utilizando-se também de uma escala likert de cinco pontos e questões dicotomizadas. Para sua aplicação foram realizadas entrevistas com gestores supermercadistas de pequeno e médio porte do Município de São Caetano do Sul, com vistas a identificar e verificar quanto as objetivos desta pesquisa. Os dados provenientes da parte quantitativa foram tabulados por meio da utilização do software SPSS – Social Package for Social Sciences, no qual foram geradas as frequências das variáveis analisadas no estudo. Como resultados, foi possível identificar que os pequenos supermercadistas percebem a importância de se ter relacionamentos mais próximos com seus fornecedores e que esta aproximação pode proporcionar vantagens para seus estabelecimentos. Têm como seu principal fornecedor, os distribuidores, se comunicam com os mesmos por meio dos vendedores que fazem visitas periódicas. Mas preferem tratar suas relações com seus fornecedores por acordos informais e consideram relacionamentos por conveniência (meramente informais) como importantes nas relações com seus fornecedores. Como benefícios, verificou-se que seus fornecedores fazem suas entregas na data prometida, entregam seus produtos sem erros, realizam as entregas completas, atendem a pedidos de produtos em períodos de demanda alta, atendem a frequência de produtos devolvidos, realizam políticas de trocas e trabalham com dois ou mais fornecedores na compra de seus produtos em cada seção supermercadista. E, por último, como agente dificultador para adoção de práticas de gestão de relacionamentos apontadas pelos gestores supermercadistas, identificou-se que o compartilhamento de informações de estoques por ambas as partes não é utilizado, como também o compartilhamento de informações de acondicionamento de produtos, o baixo incentivo oferecido pelos fornecedores para uma relação de parcerias, prazo para pagamento de produtos, relativamente curtos e a classificação dos fornecedores que vendem seus produtos, mas não fazem nenhum acompanhamento posterior às vendas contribuíram para a identificação dessas dificuldades.Item A INFLUÊNCIA DA ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA INDÚSTRIA BANCÁRIA BRASILEIRAOscar Bombonatti Filho; Prof. Dr. Marcos Antonio Gaspar; Marcos Antonio Gaspar; Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Edmilson Alves de MoraesA presente dissertação trata das possíveis influências que investimentos em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) podem trazer para a indústria bancária brasileira e, ao mesmo tempo, para as empresasfornecedoras dessa tecnologia. Quanto à metodologia, o estudo classifica-se como exploratório, de natureza qualitativa. Por terem maiorrepresentatividade no setor analisado, os bancos privados Bradesco, Itaú e Santander foram escolhidos para esse estudo. Para tanto, a coleta de dados foi dividida em três partes: a) surgimento da estratégia de investimentos a partir do levantamento do histórico da automação bancária brasileira, desenvolvido com base em pesquisa documental (envolvendo o período da década de 1960 até 2011); b) demonstração dos principais indicadores da indústria bancária brasileira como um todo, bem como dos indicadores específicos dos bancos selecionados, com análise detalhada do período de 2000 a 2011, relacionando-os aos resultados esperados definidos, conforme o modelo conceitual-empírico da pesquisa; e, por fim, c) análise das entrevistas feitas aos gestores de bancos e empresas fornecedoras de TIC relacionadas aos argumentos estabelecidos para o desenvolvimento da estratégia. Como resultados, verificou-se primeiramente que os investimentos em TIC influenciaram o crescimento e fortalecimento da indústria bancária brasileira. Em todos os indicadores usados para essa pesquisa, tanto para a indústria bancária como um todo quanto para os bancos escolhidos, foi verificado um aumento significativo no período analisado, assim como sua relação como os resultados esperados definidos no modelo. A partir dos resultados auferidos, também foi possível atestar que não existia uma estratégia previamente estabelecida para os investimentos em TIC, sendo que a estratégia emergiu naturalmente ao longo de um período de quase 50 anos de história da automação bancária brasileira. Ou seja, conforme as novas tecnologias foram aparecendo, além de outros fatores, tais como a inflação e a reserva de mercado, é que a estratégia voltada a investimentos em TIC foi sendo desenvolvida e consolidada.Item A REDE DE EMPRESAS VOLTADA À VIABILIZAÇÃO DE AÇÕES ESTRATÉGICAS DE SUSTENTABILIDADE EM GRANDES BANCOS PRIVADOS ATUANTES NO BRASILCarlos Alberto Chagas Teixeira; Prof. Dr. Marcos Antonio Gaspar; Marcos Antonio Gaspar; Milton Carlos Farina; Jacques DemajorovicO tema meio ambiente torna-se cada vez mais relevante à agenda das organizações contemporâneas diante da complexidade do mundo dos negócios e do atual estágio de degradação ambiental observado no planeta. A indústria bancária, frente às questões relacionadas à sustentatibilidade, também tem sido impactada, buscando assim promover soluções voltadas à gestão ambiental. Tal foco tem sido desenvolvido pelos bancos principalmente por meio da viabilização de redes de empresas e organizações, cuja análise é considerada relevante ao estágio atual de desenvolvimento, considerando-se que as instituições contemporâneas atuam como complementadoras dos negócios umas das outras, em um modelo conjunto de co-criação de valor. O objetivo deste estudo é caracterizar as redes de empresas e organizações constituídas a partir dos três principais bancos privados atuantes no Brasil (Itaú, Bradesco e Santander) com estratégia e ações de sustentabilidade adotadas, buscando também identificar os impactos dessas ações nas respectivas redes, considerando-se as variáveis poder coercivo, comprometimento, cooperação e confiança, presentes no modelo proposto por Hermans (2003). Para atingir tal objetivo, realizou-se uma pesquisa exploratória em duas etapas: a primeira empregou uma pesquisa bibliográfica em dados secundários sobre as ações desenvolvidas pelos principais bancos pesquisados; e a segunda etapa envolveu entrevistas com roteiro semi-estruturado aplicadas junto aos gestores das áreas administrativas dos bancos pesquisados, bem como junto aos gestores de empresas e organizações parceiras que constituem a rede de negócios do banco analisado. Entre os projetos pesquisados destacam-se o Programa Cidades Sustentáveis, no qual as três instituições pesquisadas atuam diretamente como patrocinadoras, tendo como parceiros empresas e organizações tais como: CBN, Rádio Globo, a editora Abril, Akatu, Greenpeace, WWF, o SESC, a UNICEF e o DIEESE. Outro ponto de destaque volta-se aos resultados alcançados pelos bancos pesquisados que adotam gestões sustentáveis, como o Itaú, que foi premiado como o banco mais sustentável do mundo, atuando igualmente em ações voltadas ao meio ambiente e à educação; o Bradesco, que passou a ser conhecido como banco do planeta, direcionando as suas atenções tanto para o meio ambiente quanto para a educação e, por fim; o Santander, que foi eleito mundialmente em 2012 como a empresa mais verde na categoria instituições financeiras e que investe fortemente em educação. Já em relação aos fatores presentes no modelo de Hermans (2003), foram encontrados pontos relevantes, como por exemplo, os relatos dos parceiros que afirmam a existência do uso do poder coercivo dos bancos nas ações de sustentabilidade. Porém, na visão dos bancos, há poder, mais não coercivo, ou seja, o que há é um tipo de liderança que se faz necessária para alcançar bons resultados. Outro exemplo está no consenso quanto a maioria das variáveis entre os gestores dos bancos e os parceiros das redes de empresas e organizações constituídas, principalmente em relação à variável avaliação do relacionamento. Observou-se ser notória a satisfação entre as partes envolvidas nas parcerias constituídas para a promoção de ações de sustentabilidade e ecoeficiência, ainda mais em função dos resultados significativos alcançados, tanto em termos financeiros, quanto em termos mercadológicos, como a construção e fortalecimento da imagem dos bancos e das empresas e organizações junto à sociedade.Item ALINHAMENTO DOS PROJETOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) AOS MODELOS DE NEGÓCIO(2012-09-08) Luciene Diana Siqueira; Prof. Dr. Sérgio Feliciano Crispim; Sérgio F. Crispim; Marcos Antonio Gaspar; Silvio Aparecido dos SantosAs organizações recorrem à Tecnologia da Informação (TI) para atingir metas e objetivos de negócios, eficiência e eficácia organizacional, inovação, crescimento e vantagem competitiva. A necessidade de alinhar objetivos e estratégias da organização à execução de portfólios, programas e projetos não é uma tarefa trivial. O tema ‘alinhamento estratégico’ (AE) consta na lista de prioridades dos executivos por mais de duas décadas. Muitas vezes, os projetos de TI são entregues com tecnologia revolucionária e não em aderência plena às necessidades do negócio. O modelo de negócio (MN) pode ser visto como uma camada intermediária entre a estratégia e os processos de negócios, tendo logo abaixo a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O MN oferece uma ferramenta conceitual essencial para capturar, compartilhar e criar uma visão comum e coesa do modelo da organização. O presente estudo buscou identificar o nível de maturidade do alinhamento dos projetos de tecnologia da informação aos modelos de negócio nas organizações no Brasil, bem como descrever as práticas desenvolvidas para alcançar e/ou manter este alinhamento. Para tanto, foi realizada uma pesquisa exploratório-descritiva de natureza quantitativa com utilização do método levantamento de campo (survey). Como instrumento de coleta dos dados, foi utilizado um questionário estruturado com 26 práticas de alinhamento estratégico (AE) baseado no modelo de Luftman (2000) e nove assertivas acerca dos blocos constituintes do modelo de negócio baseado em Osterwalder (2005). Luftman (2000) considera seis critérios de maturidade do AE: Comunicação, Medidas de Valor e Competência, Governança, Parcerias, Escopo e Arquitetura, e Habilidades. O questionário foi publicado na Internet, onde 327 profissionais atuantes em gestão de projetos de TI no Brasil participaram da pesquisa. Técnicas estatísticas descritivas e multivariadas foram aplicadas com o software SPSS®; o método Categorical Principal Components Analysis (CATPCA) indicou 32 práticas (variáveis) que formaram a unidimensionalidade dos constructos. Em resposta ao objetivo desta pesquisa, obteve-se um escore de 3,42, indicando um nível de maturidade ‘3-estabilizado/focado’. Os critérios mais praticados, na visão dos respondentes, foram ‘Comunicação’ e ‘Governança’, que apresentaram igualmente o escore de maturidade mais alto (3,57). O terceiro critério mais praticado foi ‘Escopo e Arquitetura’ (3,40). Em quarto lugar tem-se o critério ‘Medidas de Valor e Competência’ (3,39), seguido do critério ‘Parcerias’ (3,33) e por último, o critério ‘Habilidades’ (3,21). O estudo também verificou a existência de uma correlação positiva e significativa dos seis critérios de maturidade do AE com o modelo de négocio. Além disso, também foi verificada a influência positiva do escritório de gerenciamento de projetos (PMO) e da estrutura organizacional projetizada no alinhamento dos projetos de TI ao modelo de negócio.Item COOPETIÇÃO ENTRE EMPRESAS ATUANTES NA REDE DE NEGÓCIOS DE TERMINAL LÍQUIDO NA CIDADE DE SANTOS(2013-01-31) Hellen Cláudia Donato; Prof. Dr. Milton Carlos Farina; Milton Carlos Farina; Marcos Antonio Gaspar; Braulio OliveiraO objetivo do presente estudo é descrever e analisar que estratégias são adotadas pelos gestores da área de negócios na coopetição entre o terminal líquido, líder de mercado em relação aos seus principais concorrentes na cidade de Santos em 2012. A pesquisa descritiva qualitativa analisou como ocorre a alta competição com baixa cooperação identificando as estratégias coopetitivas adotadas pelos gestores. Trata-se de um estudo de caso único em um universo de seis terminais líquidos atuantes em um ambiente altamente competitivo, sendo assim, a prospecção de dados primários e secundários foi realizada em uma rede de coopetição, que é a consolidação da competição e cooperação em busca de benefícios mútuos. A amostra ocorreu por conveniência restrita a três concorrentes equivalentes a 77% da capacidade deste mercado. A análise dos dados foi realizada em quatro fases: a) análise de documentos; b) entrevista semiestruturada com funcionários das áreas comercial, operacional e apoio do terminal líder; c) métodos de observações não estruturadas e por fim, d) entrevista semiestruturada com coordenadores, gerentes e diretores das áreas comercial e operacional do terminal líder e também de dois concorrentes, além dos métodos de observações. As entrevistas foram gravadas, transcritas e, juntamente com os demais documentos, foram submetidas à análise de conteúdo. Como resultado identificou-se acirrada competição, pois neste segmento, os concorrentes atuam na mesma localização geográfica com seus clientes em comum, além de prestarem serviços similares, tornando o mercado altamente competitivo. Em contra partida, há baixa cooperação identificada pelos entrevistados nas áreas operacionais, técnicas e de segurança no serviço prestado aos clientes, além da existência de associação dos terminais concorrentes que realizam ações em parceria como: planos integrados de emergência, compartilhamento de equipamentos e infraestrutura portuária. Assim, analisou-se a existência da alta competição nas áreas de negócios e também baixa cooperação nas áreas técnicas e de segurança deste mercado, identificando a coopetição com a possibilidade de cooperar e compartilhar infraestrutura, mão de obra e conhecimento técnico entre os terminais, sem afetar a concorrência, por meio de estratégias de negócios relacionadas a minimizar custos que são comuns nesta rede de terminais. Com isso, considerou-se que a competitividade cresce gradativamente nas organizações com globalização das economias, mercados e evoluções tecnológicas que abrangem mundialmente diversos segmentos, fazendo com que as acepções do mercado não sejam claras e bem definidas, estimulando atuação das organizações com os clientes e concorrentes. Esse acontecimento ocorreu também em Santos, que é um dos principais portos do Brasil, no mercado de terminais líquidos, pois apresenta um ambiente com acirrada competição que geraram estratégias coopetitivas, ou seja, a sobreviência em mercado com competição e cooperação, sem afetar a concorrência focada nos clientes deste segmento. Sendo assim, a coopetição que é um conceito abrangente poderá adequar-se à atualidade dos terminais e/ou de outros segmentos, para contribuir com a Academia Científica, visto que a teoria estudada corroborou com a pesquisa empírica no mercado de terminais líquidos de Santos em 2012.Item GOVERNANÇA CORPORATIVA NAS EMPRESAS CALÇADISTAS LISTADAS NA BM&FBOVESPA E OS REFLEXOS NA COTAÇÃO DAS AÇÕES E INDICADORES FINANCEIROS(2013-08-08) Antonio Lima Ortega; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Fábio Claro Coimbra; Marcos Antonio GasparO objetivo geral, nesta pesquisa, foi analisar o comportamento dos indicadores de rentabilidade e o crescimento do valor de mercado nas empresas do ramo calçadista, listadas na BM&FBOVESPA, no período de 2004 a 2011. Sendo assim, considerou-se a seguinte hipótese: A relação entre as variáveis de desempenho financeiro e ou valor de mercado das empresas utilizadas na amostra foi significativamente positiva com as variáveis de Governança corporativa. Igualmente, empresas com melhor estrutura de Governança corporativa apresentaram melhor desempenho financeiro e maior valor de mercado. As empresas analisadas foram: Cambuci S/A, Grendene S/A, São Paulo Alpargatas S/A, Vulcabrás/Azaléia S/A. A primeira fase da pesquisa teve como foco abordar as temáticas: conceitos de Governança corporativa, abordando seus aspectos relevantes, princípios, modelos e mecanismos; assim como a Governança corporativa apresentada no Brasil e suas características fundamentais. A investigação ainda discorreu sobre o mercado de capitais brasileiro e os níveis de Governança corporativa apresentados com a inserção do Novo Mercado a partir de 2000. Na segunda fase da pesquisa as informações de volume de liquidez das ações, índice Ibovespa, valor de mercado e índice de Governança corporativa (IGC) foram extraídos dos relatórios da BM&FBOVESPA. As variáveis de índices de liquidez, bem como os índices de lucratividade, foram calculadas a partir dos dados dos balanços patrimoniais e demonstrativos de resultados divulgados. Assim como, as variáveis de ROI (retorno sobre investimento) e ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) foram calculadas a partir dos dados dos balanços patrimoniais. Como resultado, no universo pesquisado, não houve uma homogeneidade de dados que justificassem efetivamente a comprovação de que, as melhores práticas de Governança corporativa refletiram no desempenho financeiro e ou no valor das empresas analisadas.Item OS EFEITOS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA NO MERCADO DE AÇÕES: UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O NOVO MERCADO E O MERCADO TRADICIONAL(2013-05-27) Ronaldo Gioia Ruffo; Prof. Dr. Laércio Baptista da Silva; Laércio Baptista da Silva; Marcos Antonio Gaspar; Flavio Hourneaux JuniorA Governança Corporativa representa poderosa ferramenta, capaz de alavancar o desempenho econômico-financeiro das empresas. A adoção de boas e eficazes práticas de governança corporativa é fator cada vez mais importante para as decisões relativas a investimentos. É possível aumentar a liquidez, o volume de negociação, a valorização e reduzir a volatilidade das ações das empresas, diminuindo, assim, a exposição dos retornos das ações a fatores macroeconômicos. Este trabalho tem por objetivo analisar os efeitos da governança corporativa no mercado de ações, por meio de análise comparativa de alguns indicadores, tais como valor da ação, valor da empresa e política de dividendos, entre o Novo Mercado e o Mercado Tradicional, durante o período de 2008 a 2011. Para alcance dos objetivos, foram tratadas as principais questões, por meio de levantamento bibliográfico e posterior contextualização. Em termos metodológicos, foi feita pesquisa descritiva, do tipo quantitativa, utilizando-se como fonte o banco de dados da BM&FBovespa, buscando comprovar que a empresa com maior nível de práticas tem maior valorização pelo mercado. No estudo, foi realizado o Teste de Mann-Whitney de significância estatística (não-paramétrico), envolvendo 36 empresas do segmento Novo Mercado e 77 empresas do segmento Mercado Tradicional da BM&FBovespa. Na análise dos resultados, há indícios de que as empresas que adotaram as melhores práticas de governança corporativa - transparência para os acionistas, principalmente junto aos minoritários - podem ter os retornos de suas ações menos influenciados por fatores de riscos externos.Item OS SERVIÇOS PÚBLICOS E O BEM-ESTAR SUBJETIVO DA POPULAÇÃO: UM ESTUDO NA AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃOAlyne Mantoan; Prof. Dr. Leandro Campi Prearo; Leano Campi Prearo; Maria do Carmo Romeiro; Marcos Antonio GasparO Bem-estar subjetivo de uma população, basicamente definido como a satisfação de vida dos indivíduos em relação às suas vivências, deve ser o principal objetivo dos governantes. Este, é afetado por diversos fatores incluindo as políticas públicas. A educação, variável que afeta o bem-estar dos indivíduos, implica em maiores probabilidades de empregos de qualidade, níveis de saúde, além de relacionamentos sociais não somente de um indivíduo, mas de toda a sociedade. Assim sendo, as políticas públicas de educação devem buscar a qualidade não somente do ensino, mas de vida da população. A partir destes preceitos, este trabalho tem como objetivo analisar e caracterizar a relação entre a avaliação da educação pública municipal e o Bem-estar subjetivo da população do Grande ABC Paulista analisando esta relação utilizando dados de indivíduos usuários, responsáveis ou indivíduos em contato direto com usuários do sistema municipal de educação da Região do Grande ABC Paulista. A análise se dá por amostra probabilística com indivíduos de idade a partir de 18 anos e, se utilizará de Regressão Logística Binária. A contribuição deste trabalho se dará ao encontrar relação significante e positiva entre o BES e a avaliação dos Serviços Públicos de Educação, podendo assim, auxiliar os governantes na formação de políticas públicas que tenham resultados mais efetivos na qualidade da educação e no Bem-estar subjetivo dos moradores do Grande ABC.Item RELACIONAMENTOS INTERORGANIZACIONAIS EM REDE DE COOPERAÇÃO: UM ESTUDO NO SETOR FARMACÊUTICO VAREJISTA DOESTADO DE SÃO PAULORosângela Sarmento Silva; Prof. Dr. Marcos Antonio Gaspar; Marcos Antonio Gaspar; Milton Carlos Farina; João Paulo Lara de SiqueiraO presente estudo objetivou compreender os fatores que motivam, dificultam e facilitam a atuação da empresa em rede, seja quanto à formação, manutenção ou na permanência de sua atuação na rede. A pesquisa teve dois níveis de análise (organizacional e interorganizacional) e, na sequência, identificou-se como esses fatores motivadores, dificultadores e facilitadores se relacionam aos resultados alcançados pela rede em análise. Trata-se de um estudo descritivo de natureza qualitativa-quantitativa, com prospecção de dados primários e secundários em uma rede de cooperação. Para tanto, conduziu-se um estudo de caso único numa rede constituída por 41 farmácias conveniadas à Refarma, rede de cooperação atuante no segmento de varejo farmacêutico. O processo de amostragem se deu por acessibilidade e conveniência, e a amostra ficou restrita às onze empresas da rede atuantes no município de São Paulo que têm maior representatividade. A análise dos dados compreendeu três fases: a) entrevistas com proprietários-gestores e com a diretoria da rede, b) análise de documentos e, por fim, c) questionário estruturado aplicado aos proprietários-gestores. As entrevistas foram gravadas, transcritas e, juntamente com os demais documentos, foram submetidas à análise de conteúdo. Já os dados quantitativos foram tabulados por meio da utilização do software SPSS, a partir do qual foram geradas as frequências das variáveis analisadas no estudo. Como resultados, identificou-se que a rede Refarma pauta-se nos objetivos de cooperação entre as empresas associadas atuantes na rede, além de representar o setor e prestar serviços do interesse dos associados. Os principais objetivos identificados para a formação da rede foram: central de negócios, marketing e treinamento; sendo que apenas este último foi alcançado de maneira satisfatória. Quanto aos principais fatores que facilitaram a formação da rede observou-se a marca Refarma que caracteriza uma rede; visto que, a mensalidade é outro fator que economicamente torna-se vantajoso em relação a outras redes; assim como a central de negócios e, por fim, a experiência da diretoria da rede no setor farmacêutico nacional. Já os fatores que dificultaram a formação da rede estão pautados em maus exemplos de implantação do associativismo que não obtiveram êxito; dificuldade de reunir os empresários e a concorrência em geral. Os fatores mais relevantes que influenciaram na manutenção da rede foram: união dos associados, que dá condições de competitividade às farmácias menores em relação às grandes redes atuantes no setor; permanência no mercado; acesso ao programa 'Aqui tem farmácia popular' sem custo para os associados; assessoria jurídica e tributária; assessoria empresarial e ainda a busca de preços mais competitivos de medicamentos. Quanto aos resultados dos relacionamentos interorganizacioanis (RIOs), constatou-se principalmente a busca de melhoria por parte das empresas associadas. Identificou-se ainda que a rede Refarmatrouxe resultados satisfatórios aos associados, mesmo apresentando dificuldades de interação entre estes. A rede melhorou a imagem, reputação e credibilidade das empresas participantes; possibilitou novos conhecimentos e auxiliou na melhoria das habilidades de gestão. Treinamento, capacitação e palestras oferecidas pela rede também foram considerados como resultados positivos vislumbrados pelos gestores pesquisados. Além disso, resultados de melhoria e objetivos organizacionais também foram almejados pelas empresas pesquisadas, tais como: influência e parceria com fornecedores; lucratividade no faturamento; incremento das vendas; acesso às informações sobre o setor farmacêutico; fortalecimento das empresas frente às possíveis crises; e aumento da competitividade em relação às empresas que não fazem parte da rede.Item TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO PROVENIENTE DE PRESTADORES DE SERVIÇOS E ENTIDADES DE APOIO: UM ESTUDO EM EMPRESAS DO PROJETO APL (ARRANJO PRODUTIVO LOCAL) DO SETOR METAL-MECÂNICO DA REGIÃO DO GRANDE ABCRobson dos Santos; Prof. Dr. Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Marcos Antonio Gaspar; Hamilton Pozo Faculdade de Campo Limpo PaulistaEste estudo procurou identificar quais fontes as empresas do setor metal-mecânico do Grande ABC utilizam para obtenção de conhecimento e qual a importância do projeto. Para identificação, partiu-se da análise de um conjunto de tecnologias utilizadas, e quais são pretendidas pelas empresas, considerando-se que sua implantação pode estar associada à transferência de conhecimento. A definição das tecnologias consideradas neste trabalho baseou-se predominantemente naquelas definidas na pesquisa realizada pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. Com base nos resultados daquela pesquisa, gestores da agência consideraram que as principais fontes de conhecimento das empresas do setor metal-mecânico são fornecedores e prestadores de serviços. Foi realizada pesquisa de natureza qualitativa com oito empresas do setor metal-mecânico do ABC participantes do projeto APL. Investigou-se a utilização de tecnologias como softwares, certificações de qualidade e técnicas produtivas, bem como a satisfação pelo conhecimento adquirido com a adoção desta tecnologia. Acredita-se que os objetivos da pesquisa foram atendidos e algumas observações importantes devem ser destacadas: quanto à disseminação interna do conhecimento durante a implantação de softwares, as empresas de pequeno porte tiveram maior dificuldade, essa observação reflete o resultado quando questionado sobre o nível de adaptação; nas aquisições de conhecimento para obter certificações e também produtivas, a presença de empresas de consultoria diminui, dando espaço a entidades como SEBRAE, institutos de tecnologia e até mesmo conhecimento interno por meio do gestor ou funcionários; para as tecnologias a serem adquiridas, o apoio do SEBRAE é mais citado pelas empresas, principalmente as micro e pequenas. Analisando as informações obtidas com as empresas pesquisadas, observou-se que a principal fonte de conhecimento utilizada são as empresas de consultoria, seguida de conhecimentos internos como, por exemplo, a experiência profissional do gestor ou dos colaboradores. O conhecimento adquirido com as tecnologias implantadas foi considerado importante para a maioria das empresas pesquisadas. A participação do projeto APL do setor metal-mecânico do ABC como apoio na obtenção deste conhecimento é classificada como baixa, já que a maioria das tecnologias implantadas foram anteriores à existência do APL, embora haja uma tendência positiva na utilização do APL como apoio nas tecnologias a serem implantadas. Acredita-se que este estudo possa servir de base para estudos futuros dentro do mesmo setor. Uma possibilidade é a realização de uma pesquisa quantitativa com todas as empresas do projeto APL e com um maior número de tecnologias.Item TROCA DE INFORMAÇÃO E AÇÕES CONJUNTAS DESENVOLVIDAS PELO GRUPO DE BIG BANDS MOVIMENTO ELEFANTES(2014-04-28) Denis Rodrigo Garces Lopes; Prof. Dr. Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Marco Antonio Pinheiro da Silveira; Elio Takeshi Takeshy Tachizawa; Marcos Antonio GasparO presente trabalho visou a identificação das trocas de informações e ações conjuntas realizadas por participantes do grupamento de negócios Movimento Elefantes. Seus objetivos foram: identificar informações trocadas entre os participantes do Movimento Elefantes e a forma como são trocadas; verificar as ações conjuntas realizadas pelos participantes, buscando-se observar aspectos relacionados à criatividade (indústria criativa). A metodologia adotada foi a pesquisa de campo de natureza exploratória, por meio de questionário via internet respondido pelos membros das bandas envolvidas e também através de entrevistas por telefone e presenciais além da pesquisa documental. Os resultados obtidos foram divididos em duas partes: ações institucionais e ações conjuntas. Nas ações institucionais os dados levantados foram obtidos através de pesquisa no site do grupamento e por meio de análise das atas de reuniões, retratando as ações que o Movimento Elefantes realiza como grupo de negócios. Essas ações institucionais tem múltiplos formatos que podem ser shows, lançamentos de CDs e DVDs, shows temáticos, premiações ou mesmo para divulgação do grupamento. Referente às ações conjuntas, foram consideradas as respostas do questionário on-line e das entrevistas sobre a troca de informações e estas respostas categorizadas por ordem de frequência indicando que existe troca de informação, embora ocorra com menor intensidade do que poderia acontecer e que estão relacionadas mais às experiências e práticas musicais ligadas a arte em si do que o desenvolvimento profissional. As ações conjuntas também foram categorizadas por ordem de frequência em que foram citadas como por exemplo indicações para novas oportunidades de trabalho, manutenção e venda de instrumentos musicais, troca de arranjos musicais e partituras. Como resultado, essas trocas de informações não são satisfatórias para o desenvolvimento do grupo, sugerindo aos dirigentes do Movimento Elefantes que desenvolvam ações para melhorar a comunicação e envolvimento de todos os músicos visando maiores possibilidades profissionais.