Navegando por Autor "Garcia, Paulo Sérgio"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Item A COMUNICAÇÃO RELATIVA AOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO: UM ESTUDO REALIZADO COM PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS(USCS, 2025-02-03) Guilherme, Viviane da Silva; Garcia, Paulo SérgioA presente pesquisa tem, como tema, a avaliação, centralizando-se, mais especificamente, na comunicação dos processos avaliativos. Como objetivo geral, pretendeu-se analisar a comunicação relativa aos processos de avaliação realizada por professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental para os alunos, gestão escolar e famílias, bem como identificar as contribuições desses profissionais para melhorar tais fluxos. Para tanto, utilizaram-se, como metodologia, elementos da pesquisa qualitativa e colaborativa, com base em sessões reflexivas, das quais advieram dados coletados pelo Observatório de Educação do Grande ABC. Participaram do estudo nove professoras de ensino fundamental, anos iniciais. Quanto ao referencial teórico, ele se fundamentou em aspectos da “literacia em avaliação”, proposta por pesquisadores como Stiggins (1991), Abell e Siegel (2011), Xu e Brown, (2016) e Garcia (2025ª). Os resultados mostraram que as práticas comunicativas investigadas tinham um foco predominante “nos” processos de avaliação, centrada, por sua vez, em feedbacks durante as interações entre professoras e alunos, ainda que de forma não estruturada. Já a comunicação “dos” processos avaliativos, que envolve a explicitação de objetivos, critérios e expectativas, não esteve presente, o que pode comprometer a clareza e a transparência no processo avaliativo. Tal lacuna pode afetar não apenas o entendimento e a confiança de alunos e das famílias, mas também a qualidade das aprendizagens. Ademais, os achados revelaram que, em geral, as professoras tinham conhecimento sobre o tema muito mais intuitivo do que pautado nos saberes sólidos das teorias. Isso, por um lado, pode ser visto como inadequado, embora, por outro lado, seja uma grande oportunidade de formação docente no assunto. Vale ressaltar que a comunicação realizada para a gestão escolar estava atrelada à utilização de instrumentos, como relatórios descritivos e planilhas, e espaços, como reuniões pedagógicas. O foco recaía sobre os recursos, com uma carência de estratégias de organização e sistematização para realizar esse tipo de atividade. Nesse sentido, todas as entrevistadas relataram que o assunto não tinha ainda sido alvo de formação específica, tampouco fora alvo de reflexão aprofundada anteriormente. A comunicação com a família, em geral, apresentou o mesmo padrão daquela relacionada com a gestão, isto é, com ênfase nos recursos e na falta de estratégias. Das sugestões dadas para melhoria da comunicação, destacam-se a diminuição da burocracia e a formação de professores na temática, ambas bastante presentes nos depoimentos das profissionais. Espera-se que os dados do presente estudo, que serão utilizados no produto da pesquisa — a saber, uma formação continuada sobre o assunto para auxiliar no entendimento de práticas avaliativa — possam subsidiar e aprimorar a formação docente inicial e continuada, tanto no âmbito das universidades públicas quanto das ações desenvolvidas pelas Secretarias de educação.Item AUTOAVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS NO ENSINO MÉDIO: DOCUMENTOS, INSTRUMENTOS E PROCESSOS(USCS, 2025-06-21) Silva, Patrícia Cecilia da; Garcia, Paulo SérgioO presente estudo aborda a autoavaliação das aprendizagens no Ensino Médio, etapa essa que passa por diversas mudanças curriculares nos últimos anos, desde a implementação da Base Nacional Comum Curricular e do Novo Ensino Médio. O objetivo deste estudo foi compreender como tem sido realizado o processo de autoavaliação da aprendizagem em uma escola de Ensino Médio, com base nos documentos referenciais escolares, instrumentos utilizados e nas concepções dos professores envolvidos no processo. Utilizamos a abordagem qualitativa com base na análise dos documentos escolares (Projeto político pedagógico e regimento escolar), além de um grupo focal com 11 professores que lecionam no colégio. Utilizou-se a análise de conteúdo categorial, proposta por Bardin e tivemos auxílio do software Atlas.ti para organização das categorias. A fundamentação teórica abordou diversos autores que exploraram temas-chave sobre a autoavaliação das aprendizagens. Destacam-se: Luckesi e sua compreensão sobre o ato de avaliar, além dos usos que podem ser feitos da avaliação; Fernandes e sua teorização sobre a Avaliação Formativa Alternativa, que procura combinar os aspectos das tradições francesa (focada na regulação da aprendizagem) e anglo-saxônica (focada no feedback) sobre a avaliação formativa; Andrade, que organiza a autoavaliação da aprendizagem através de uma tipologia que diferencia os objetos da autoavaliação, além dos seus usos formativos e somativos; e Harris e Brown, que discutem as finalidades da autoavaliação, como ela pode ocorrer durante um ciclo de avaliação formativa e qual o papel dos educadores durante um processo autoavaliativo. Os resultados indicaram que, embora a autoavaliação da aprendizagem seja reconhecida por seu potencial formativo, sua implementação em uma escola de Ensino Médio ocorreu de forma predominantemente intuitiva e pouco sistematizada. Os documentos institucionais carecem de orientações claras, critérios definidos e instrumentos pedagógicos adequados, além de não preverem formação específica para os docentes. As concepções dos professores sobre a autoavaliação são diversas, porém marcadas por improvisações e desafios, como o desinteresse dos alunos, a falta de tempo para feedback individualizado e a centralidade nos conteúdos em detrimento das habilidades reflexivas. Essas lacunas evidenciam a necessidade de políticas formativas e de um esforço institucional articulado, que promova fundamentação teórica, cultura avaliativa e alinhamento com os objetivos educacionais, a fim de consolidar a autoavaliação como uma prática significativa, formativa e promotora da autorregulação discente. Como produto final foi elaborada uma formação para professores e gestores com instruções sobre as principais dificuldades para realização da atividade com os estudantes, além dos desafios que precisam ser enfrentados para a eficácia da prática.Item Formação: autoavaliação das aprendizagens para o Ensino Médio(2025-07-22) Silva, Patrícia Cecilia da; Garcia, Paulo SérgioO Produto de Trabalho Técnico em questão é uma formação apresentada na forma de e-book desenvolvido no âmbito do Mestrado Profissional de Educação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul. A pesquisa que deu origem a essa formação é denominada “Autoavaliação das aprendizagens no Ensino Médio: documentos instrumentos e processos”, na qual analisamos um processo de autoavaliação implementado em uma escola de Ensino Médio. Os dados levantados na dissertação sugerem que, apesar dos educadores compreenderem a importância prática e o potencial formativo da autoavaliação das aprendizagens, ela tem sido conduzida de maneira predominantemente intuitiva, pautada em experiências pessoais e concepções espontâneas. Observamos uma carência de fundamentação teórica e instrumentos que orientem sua implementação de forma teórica e coerente com os princípios da avaliação formativa. Além disso, verificamos a ausência de documentos referenciais escolares que orientem a implementação dessa prática avaliativa. Portanto, a formação foi desenvolvida para profissionais da educação (professores e gestores) que desejam implementar um processo de autoavaliação das aprendizagens no Ensino Médio. Fundamentada em fundamentos teóricos do campo da autoavaliação das aprendizagens, o produto propõe uma formação dividida em quatro módulos: conversa inicial com gestores, o que é autoavaliação das aprendizagens e como podemos realizála, oficina de produção de instrumentos de avaliação e apresentação dos resultados da oficina.