Navegando por Autor "Celso Machado Júnior"
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Item ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE SEMIJOIAS: DA COOPERAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO ATÉ A COMERCIALIZAÇÃO.(2022-04-27) Mauricio Luiz Gonçalves Martiniano; Celso Machado Junior; Celso Machado Júnior; Raquel da Silva Pereira; Elza Fátima Rosa VelosoApesar da existência de competitividade entre as empresas de um mesmo setor, é possível observar que em determinadas localidades, empresas que manufaturam produtos comuns se associam com a finalidade de estabelecer um polo de atividade econômica, formando, assim, os Arranjos Produtivos Locais (APL). Referidos Arranjos são caracterizados como aglomerações territoriais de agentes econômicos, políticos e sociais, os quais desenvolvem atividades econômicas específicas e que apresentam vínculos entre si. Essa atuação proporciona ganhos de eficiência coletivos, que individualmente tais agentes não teriam possibilidade de obter. Neste sentido, este estudo busca contribuir com essa área de pesquisa estudando o APL de Semijoias de Limeira/SP, objetivando compreender a interação do respectivo arranjo, analisando sua estrutura e como ocorre dependência entre os atores, bem como identificar como a governança instituída suporta a coordenação dos envolvidos. O presente estudo adquire maior importância em virtude de o segmento de semijoias estar ganhando espaço no cenário mundial. A cidade de Limeira/SP tem se destacado nesse segmento por abrigar todas as etapas da cadeia produtiva, sendo responsável por quase 70% da produção nacional de joias folheadas. Em relação aos aspectos metodológicos, o estudo é caracterizado como qualitativo e quantitativo. Os resultados da pesquisa indicaram que o APL estudado não abarca uma articulação conjunta de interação e cooperação entre seus atores, fato que o descaracteriza como um arranjo de sucesso. Paralelamente, os resultados possibilitam deduzir que a interação e cooperação ente empresas, com objetivos comuns, proporciona ganhos competitivos para os atores, ratificando a premissa que as empresas quando unidas em arranjos produtivos possuem largas fontes de vantagens competitivas, as quais dificilmente conseguem alcançar se atuarem individualmente.Item CENÁRIO FUTURO NO PROCESSO DE DIFUSÃO DA TECNOLOGIA 5G NO BRASIL: UMA PROSPECÇÃO PARA O MERCADO DE TELECOMUNICAÇÕES EM 2030(2023-06-06) Raphael Reynier Roale Martins; Prof. Dr. Celso Machado Júnior; Celso Machado Júnior; Raquel da Silva Pereira; Marcus Vinicius Moreira ZitteiA introdução do padrão 5G de tecnologia de rede móvel no Brasil indica mudanças significativas para as empresas de telecomunicações e para a sociedade. Espera-se que essa tecnologia proporcione benefícios para atividades comerciais, como cirurgias remotas, sensores agrícolas avançados e aplicações de mobilidade, além de permitir serviços de alta velocidade, resposta rápida e confiável para aplicativos comerciais e industriais. No entanto, a implementação bem-sucedida do 5G exigirá esforços de planejamento, investimento e treinamento, juntamente com a disponibilidade de informações adequadas e alinhamento organizacional. A adoção do 5G oferecerá uma ampla gama de oportunidades, desde que os investimentos sejam realizados de maneira estratégica, considerando o retorno sobre o investimento. No Brasil, esses investimentos estratégicos são parte integrante das obrigações contratuais definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Este estudo apresenta como objetivo geral prospectar o cenário previsto para o mercado de telecomunicações no Brasil, a partir do processo de difusão da tecnologia 5G, até 2030, considerando apenas as empresas de telecomunicações que venceram o Leilão 5G ANATEL em 2021. Realizou-se uma pesquisa exploratória com a aplicação do método Delphi com profissionais atuantes nessas empresas. Como conclusão, indicamos que o cenário brasileiro para adoção da tecnologia 5G em 2030 exigirá, das empresas de telecomunicações vencedoras do Leilão ANATEL, investimento constante em infraestrutura e capacitação de pessoal para o cumprimento de todos os compromissos assumidos, e que o atingimento das metas propostas pela Associação GSM (GSMA) e a definição dos modelos de negócio são importantes para promover e sustentar a adoção dessa tecnologia.Item COMPRAS PÚBLICAS DE INOVAÇÃO: DESAFIOS DOS GESTORES PÚBLICOS(2023-02-10) Wellington Pereira da Silva; Prof. Dr. Celso Machado Júnior; Celso Machado Júnior; Aline Bento Ambrósio Avelar; Fernando de Almeida SantosO poder das compras públicas de um Estado é instrumento governamental relevante e valioso no fomento de proposição de políticas públicas. Este estudo tem como objetivo analisar os fatores que, na opinião dos gestores públicos, influenciam o processo de compras públicas de inovação no Brasil. Foram realizadas entrevistas com quinze gestores públicos da área de compras de inovação. Para um perfil do universo de pesquisa, os entrevistados foram divididos em três grupos de interesse: o federal, o estadual e o municipal, de modo a possibilitar a identificação de similaridades e particularidades entre os grupos. Os resultados da pesquisa apontam quatro etapas no processo de compras de inovação. O primeiro é o Arcabouço Jurídico, materializado pelas diferenças de interpretação da legislação pelos órgãos de fiscalização. O segundo é a cultura de resistência às mudanças dos órgãos públicos. O terceiro é uma dinâmica de controle desempenhada pelos órgãos de fiscalização no final do processo, quando o adequado seria um acompanhamento de forma continua e preventiva. O último é o capital humano, ou seja, o responsável por realizar a solicitação de compra, que é admitido mediante concurso público para atividades gerais e, por isso, pode ser um profissional não vocacionado para a atividade, e que sequer recebe qualificação para o trabalho a ser desenvolvido. Dessa forma, a pesquisa contribui para entender as barreiras e obstáculos que, na visão dos gestores públicos, podem estar impedindo a efetiva realização das compras de inovação nos setores.Item INCUBADORAS DE EMPRESAS DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS: A RECENTE EXPERIÊNCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC.(2022-03-24) Felipe Venâncio Silva; Celso Machado Júnior; Celso Machado Júnior; Daielly Melina Nassif Mantovani; Milton Carlos FarinaProgramas de incubação desempenham funções essenciais na preservação das empresas em seus estágios iniciais oferecendo assessoria, treinamentos, além de estrutura física para o início de suas operações. As empresas incubadas são geradoras de postos de trabalho capazes de contribuir com a economia regional. Parcela significativa das incubadoras de empresas existentes no Brasil são geridas por Núcleos de Inovação Tecnológica que, por vezes, são denominados de Agências de Inovação e instaladas em Universidades Públicas. Essas incubadoras são um exemplo do modelo da Hélice Tríplice em que a universidade, o governo e a empresa atuam em conjunto, visando a promoção da inovação tecnológica, baseada no conhecimento gerado pelas Universidades Públicas. O presente trabalho tem como objetivo geral analisar os elementos do processo de incubação promovido pela Universidade Federal do ABC. Os elementos a serem analisados são especificados através dos seguintes objetivos específicos: analisar o processo de seleção de empresas para incubação promovido pela Universidade Federal do ABC; analisar os serviços oferecidos pela Universidade Federal do ABC às empresas incubadas; e identificar as dificuldades encontradas pela Universidade Federal do ABC no processo de incubação de empresas. Para o atingimento do objetivo proposto, o trabalho realizou uma pesquisa descritiva e exploratória com uma abordagem qualitativa, tendo como lócus a Incubadora de Base Tecnológica da UFABC (ITUFABC), gerida pela agência de inovação InovaUFABC. As técnicas de coletas de dados empregadas foram a observação, análise documental e entrevistas semiestruturadas, realizadas com o diretor e a ex-diretora da InovaUFABC, com o servidor técnico administrativo responsável pela operacionalização da incubadora e com as empresas incubadas na modalidade residente. Para a análise documental e das entrevistas, foi empregada a técnica de análise de conteúdo. Como resultados, constatou-se que a seleção de empresas é realizada através da publicação de editais de fluxo contínuo em que se procura avaliar os projetos candidatos através de critérios como: grau de inovação; viabilidade e maturidade do projeto; capacidade mercadológica; e avaliação da equipe proponente. Sobre os serviços oferecidos, constatou-se que a modalidade de incubação não residente visa oferecer capacitações e mentorias para empreendedores com projetos ainda incipientes, enquanto a modalidade residente tem se limitado a oferecer apenas infraestrutura às empresas com projetos com um nível de maturidade mais adiantado. Já as principais dificuldades do programa de incubação constatados, foram os problemas relacionados à falta de servidores, morosidade e excesso de burocracia no processo de ingresso das empresas e a falta de acompanhamento em diversos aspectos da incubadora às empresas incubadas.