Pai não é índio, é indígena! Descobrindo a Arte dos Povos Indígenas na Educação Infantil
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Resumo
O ebook é um produto educacional em formato digital, elaborado a partir da pesquisa : Pai, não é índio é indígena! Aarte indígena na educação infantil .Seu desenvolvimento partiu da necessidade de investigar de que maneira é possível criar contextos investigativos sobre a arte indígena com crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil que vivem em áreas urbanas, favorecendo o respeito, a valorização e o diálogo com os saberes e expressões culturais dos povos indígenas. A pesquisa discute a criança como sujeito ativo na construção do conhecimento e com direito a vivenciar diferentes culturas. Com base na Lei 11.645/2008, busca O objetivo geral consiste em compreender essas possibilidades de trabalho intercultural acerca do conhecimento da arte indígena e o respeito a esses saberes, enquanto os objetivos específicos envolvem identificar os conhecimentos prévios das crianças sobre a cultura indígena, analisar as orientações do currículo municipal e do projeto político-pedagógico, verificar a viabilidade de trabalhar arte indígena por meio de contextos investigativos, promover intercâmbio entre crianças da EMEI e da aldeia Krukutu e, por fim, elaborar um produto educacional que contribua para a valorização dos saberes indígenas no cotidiano escolar. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza aplicada, desenvolvida em uma pré-escola de Diadema (SP), com coleta de dados realizada por meio de escuta sensível, observação, registros, fotografias, filmagens e produções das próprias crianças. O referencial teórico inclui autores como Paulo Freire, Ailton Krenak, Daniel Munduruku e artistas indígenas contemporâneos, articulados à legislação educacional. Os resultados mostram que é possível desenvolver propostas significativas em que as crianças atuam como protagonistas, ampliando sua compreensão sobre arte e culturas indígenas e contribuindo para a formação de uma sociedade mais respeitosa e livre de preconceitos. Entretanto, surgem desafios como a falta de formação docente específica, a escassez de materiais pedagógicos adequados, a reprodução de estereótipos e o desconhecimento da comunidade escolar e das famílias sobre a diversidade indígena. Conclui-se que é urgente promover formação crítica para a comunidade escolar, ampliar acervos pedagógicos e transformar práticas educativas, de modo a combater preconceitos e valorizar a riqueza cultural dos povos indígenas desde a Educação Infantil.
