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listelement.badge.dso-type Dissertação Acesso aberto O PROFESSOR PERFORMER NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TRANSGRESSÕES POÉTICAS NO TRABALHO COM A ARTE(USCS, 2025-03-12) Silva, Alexandre Andrade; Silva, Marta Regina Paulo daÉ possível fazer Arte na Educação Infantil? Ela precisa restringir-se às pinturas e aos desenhos? A partir dessas inquietações, a presente pesquisa buscou responder à seguinte questão: De que modo os(as) professores(as), a partir de suas vivências e experiências formativas, constroem ações performativas no fazer artístico na Educação Infantil? O objetivo geral consistiu em compreender como os(as) professores(as), a partir de suas vivências e experiências formativas, constroem ações performativas no fazer artístico na Educação Infantil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que adotou como procedimento metodológico a bricolagem, possibilitando a produção de dados por meio de desenhos, pinturas, fotografias, vídeos, áudios e registros em diário de bordo. O diálogo teórico foi construído a partir de autores(as) que discutem a Arte na infância, a performance, a escuta, o corpo, a docência e a criança, com destaque para Nathalia Scheuermann dos Santos, Richard Schechner, Marina Marcondes Machado, Helena Bastos, Anna Marie Holm, Débora Pazzetto Ferreira, Jorge Col, Daniela Finco, Michel Foucault, Marta Regina Paulo da Silva, bell hooks, Denise Pereira Rachel, Maria Carmen Silveira Barbosa, Luciana Esmeralda Ostetto, entre outros(as), cujas contribuições fundamentaram e ampliaram as reflexões sobre a temática. Os resultados da pesquisa indicam que os desafios relacionados à Arte na Educação Infantil são diversos, porém a qualidade das experiências artísticas depende essencialmente do envolvimento e da disponibilidade dos(as) professores(as) em romper com práticas cristalizadas. Fazer arte com as crianças requer ultrapassar as re(pro)duções que limitam sua criatividade. Assim, torna-se fundamental reconhecer as crianças como produtoras de culturas, escutá-las ativamente e convidá-las a participarem das escolhas e decisões no processo artístico, rompendo com o adultocentrismo que ainda permeia as práticas pedagógicas. Conclui-se que é possível desenvolver experiências artísticas significativas na Educação Infantil, desde que os(as) docentes assumam uma postura mais performática, aberta à experimentação e à transgressão criativa. Tal postura implica desconstruir a figura de um(a) professor(a) rígido(a) e controlador(a),assumindo-se como um(a) educador(a) que se arrisca com as crianças, embarcando em seus processos inventivos e favorecendo espaços que potencializem o fazer artístico e suas leituras de mundo. Entende-se também a importância dos investimentos na formação dos(as) docentes, de modo a criar oportunidades para que os(as) profissionais ampliem seus olhares sobre as práticas artísticas na Educação Infantil, visando à qualidade do processo educativo. Tais investimentos devem contemplar um processo formativo contínuo, baseado em vivências, estudos, planejamento, disponibilização de recursos, além de diálogos entre especialistas, artistas e espaços culturais. educacional em formato de videoarte, que sintetize e expresse poeticamente todo o percurso investigativo e as experiências vividas.
